Afinal, o que aconteceu com o filme de The Last of Us? | Judão

Promissora adaptação de um dos melhores games da última década foi mais uma vítima das famosas DIVERGÊNCIAS CRIATIVAS D:

The Last of Us é uma das maiores conquistas dos JOGUINHOS na última década — e você nem precisa tê-lo jogado para aceitar isso. Premiado, adorado por fãs e críticos ao redor de todo o mundo e influente o suficiente para moldar uma franquia outrora MUITO maior que ela, chamada God of War, o game de survival-horror pós-apocalíptico da Naughty Dog já nasceu predestinado ao sucesso. E, ao menos até que Hollywood desista disso, sucesso nos consoles costuma representar uma MIGRAÇÃO às telonas.

Foi isso que, em 2014, a ScreenGems anunciou durante a San Diego Comic-Con: o estúdio, responsável pela no mínimo QUESTIONÁVEL franquia Resident Evil, ficaria encarregado de distribuir a adaptação cinematográfica da história de Joel e Ellie em meio a um desolador apocalipse causado por fungos MALIGNO, propriedade da Sony. O veterano (e genial) Sam Raimi assumiria a produção da parada, com roteiro de Neil Druckmann, Diretor Criativo do game que também serviria como co-produtor. Fechando a roda, estariam o co-presidente da Naughty Dog, Evan Wells, Christophe Balestra e Bruce Straley.

A ideia era, no mínimo, promissora. Juntar um cara com o histórico de Sam Raimi, mestre em contar histórias de horror com múltiplos tons AND aquela boa dose de coração, ao próprio diretor criativo do jogo, na tentativa de fazer The Last of Us funcionar na telona quase fazia a gente esquecer o que a Screen Gems fez com a franquia de zumbis mais célebre dos JOGUINHOS. Só que não tardou pra algumas notícias nem tão animadoras começarem a pintar.

Primeiro, a parte boa: os estágios iniciais da produção VOARAM, com uma primeira versão do roteiro sendo logo revisada e transformada em uma segunda que, segundo Druckmann, era “bastante fiel ao jogo”, apesar de “algumas grandes mudanças”. PARALELAMENTE, a sensacional Maisie Williams já aparecia como forte candidata ao papel de Ellie, especialmente depois de uma reunião com o roteirista AND Sam Raimi.

Só que, a partir daí, as informações sobre a produção passaram a MINGUAR, até que, em Abril de 2016, Druckmann abriu o jogo: o filme tinha entrado no limbo de produção. “Não há nenhuma informação nova. Ninguém trabalha nesse filme há mais de um ano e meio”, disse o cara ao IGN. Meses depois, foi a vez de Raimi pregar um novo – e até agora derradeiro – prego no caixão do filme.

Segundo o produtor, toda a treta começou quando a Sony o contratou “por acaso” para o projeto. Num cenário ideal, a ideia de Raimi seria adquirir os direitos da adaptação e trabalhá-la com sua companhia, a Ghost House Pictures. Na prática, entretanto, não foi bem assim, já que Neil já tinha vendido esses direitos para a Sony, que então meio que TERCEIRIZOU a produção para Raimi. Como era a Sony a dona da marca, ela quem tinha o PISTOLÃO para mandar no que queria ou não no filme. E ela aparentemente começou a não querer o mesmo que Neil Druckman, veja que irônico.

“A ideia de Neil não é a mesma da Sony. Minha companhia não tem os direitos, então não posso ajudá-lo muito”, disse Raimi, novamente à IGN. “Eles não querem mover o filme adiante e não estou em posição de dizer o por quê. E Neil, eu acho, está em desacordo com eles sobre como as coisas devem ser, então temos um impasse”.

No final das contas, já faz bem mais de dois anos desde que a água começou a bater na bunda do projeto e, até agora, nada de novo apareceu. Se as divergências entre Neil e Sony estavam nas mudanças na história, na funcionalidade da adaptação ou, talvez, na relação do filme com o cada vez mais iminente lançamento de The Last of Us 2 para Playstation 4, talvez nunca saberemos. E, depois da decepção que filmes baseados em JOGUINHOS mais uma vez confirmaram recentemente (oi, Assassin’s Creed e Warcraft :D), nem sei se QUALQUER FILME seria uma boa.

O fato é que, pelo que consta atualmente, o tal filme de The Last of Us é mais um integrante da extensa lista de projetos que caíram por terra por culpa das FAMIGERADAS divergências criativas. ¯\_(ツ)_/¯