Agents of SHIELD: putaquepariu, Putaquepariu, PUTAQUEPARIU! | Judão

Chega ao fim o segundo arco da temporada… E o futuro é simplesmente BRILHANTE.

SPOILER! Depois de um total de 14 (quatorze) episódios tentando segurar meus ânimos com o quão boa a quarta temporada de Agents of SHIELD estava sendo, Self Control, o décimo quinto, que foi ao ar na noite dessa terça-feira (21) e foi dirigido e escrito por Jed Whedon, irmão do Joss, veio mais ou menos como aquele refrigerante que deu uma congelada — tá calor, afinal, você deixou o maior tempo possível no freezer — mas você não quer esperar muito pra abrir e toma aquele monte de gás na sua cara, sua roupa, começa a vazar tudo e única preocupação possível é colocar o máximo que der dentro de um copo.

PUTAQUEPARIU, como essa série ficou boa esse ano, PUTAQUEPARIU que episódio maravilhoso, o que mais grita “GIBI” de toda a história da série e, provavelmente, de todo o MCU — que, sim, nos filmes tem seus diversos momentos que fazem os fãs de quadrinhos em geral endoidar. Mas nunca uma história nesse universo foi contada de maneira tão seriada, tão cheia de consequências e, acima de tudo, com tanta qualidade.

Uma recapitulada básica: esse quarto ano teve um primeiro arco de oito episódios, intitulado Ghost Rider, focado no surgimento do SOBRENATURAL nesse universo (feito de maneira muito mais interessante do que em Doutor Estranho), que se ligou rapidamente ao LMD, segundo arco focado nos Life Model Decoys (ou Modelos de Vida Artificial), sempre com histórias que funcionam independentemente dos filmes, bem contadas, com personagens bem desenvolvidos — vimos Coulson e May finalmente assumirem o que sempre sentiram um pelo outro, ainda que de maneira torta, e, o que talvez seja mais importante, a Ming Na mostrando algum tipo de expressão. :P

Radcliffe também caminhou bem durante esses episódios, embora nenhum personagem tenha conseguido se desenvolver tão bem quanto a Aida — e olha que ela precisou fazer isso duas vezes.

Mas o destaque fica mesmo com Iain De Caestecker, sempre ele, e Elizabeth Henstridge, que nesse último episódio pegou pra si o peso do drama do parceiro como se fosse a coisa mais leve do mundo. De verdade, a sequência que Fitz-Simmons discutem sobre quem é um LMD e quem não é impressionante — e emocionante, a ponto de nos fazer esquecer que aquilo é a mesma série que tanta gente insiste em assistir desde 2013.

O mesmo vale para o momento SKIMMONS, com a Simmons e a Daisy.

Com LMD, acompanhamos não só o surgimento dessa inteligência enorme como o tal do Framework, ambos idealizados por Radcliffe e aperfeiçoados pela Aida, com uma ajudinha do Darkhold. Agent May foi a primeira vítima / cobaia, mas agora todo o elenco principal da série está lá, quase em pé, vivendo num mundo perfeito, sem dor. As únicas exceções são Jemma Anne Simmons e Daisy Johnson — ainda que essa última tenha um mini-exército de clones robóticos — que precisam entrar nesse tal mundo pra dar um jeito de trazer toda a equipe de volta.

Só tem um problema: o Framework tira automaticamente o maior ~arrependimento da vida de cada uma daquelas pessoas, deixando-as viver a vida que eles, teoricamente, teriam vivido caso uma ou outra coisa não tivesse acontecido.

A filha do Mack está viva e ele até consegue sorrir; Fitz é um playboyzinho milionário; Coulson não é nenhum agente, e sim um professor que questiona a razão pela qual devemos temer os Inumanos; Melinda May aparentemente é a diretora da HYDRA — e sim, é exatamente isso o que você leu e, acredite, esse não é o maior dos problemas, já que Jemma Anne Simons está morta e, o pior de tudo, WARD está de volta como namorado da Daisy.

Começa então Agents of HYDRA, o novo arco de Agents of SHIELD, que começa somente em Abril — daqui a exatas cinco semanas.

O Ward, cara. O FUCKING WARD. Já foi Agente da SHIELD, traidor, morreu, virou meio que zumbi, se tornou o Hive, morreu de vez e agora volta como um avatar de Second Life pra, como o olhar da Daisy deixa bem claro, foder completamente o objetivo de acessar aquele mundo e tirar todo mundo de lá. Afinal de contas, por que agora que eles namoram e são felizes ela iria querer sair de lá?

Era óbvio que não seria fácil convencer ninguém a sair de lá, mas se as únicas pessoas que podem fazer isso não quiserem... Quer dizer, quem não deve querer inicialmente é a Daisy, já que a Simmons está morta. MORTA. MOR-TA.

Na sua lápide, vemos que ela morreu em 08 de Novembro de dois mil e alguma coisa. Em 2013, no dia 05 de Novembro, foi ao ar nos EUA o episódio FZZT, no qual um soro criado por Fitz permite que o Ward salve a vida da Simmons, um soro que jamais teria sido criado caso Fitz não tivesse os problemas que teve com seu pai, o que faria dele um milionário playboy.

EITA

Fitz também não teria criado o Mouse Hole, o cortador a laser que Nick Fury usa em Capitão América: Soldado Invernal, o que significa que o então Diretor teria mesmo morrido e a HYDRA assumiria o controle. Em resumo: é quase como um MUNDO INVERTIDO da Marvel que assistiremos pelos próximos 7 episódios pelo menos.

É um foda-se gigantesco pro que estiver acontecendo nos filmes do MCU (ainda que os dois desse ano se passem bem longe da Terra), uma enorme recompensa a todo mundo que resistiu aos três primeiros anos CAMBALEANTES da série, uma história incrivelmente gibizesca (virou WHAT IF, cara), contada de maneira sensacional.

Talvez eu possa dizer, definitivamente, que EMPOLGUEI.