Filme de terror Brasileiro mostra como surgem os lobisomens

As Boas Maneiras, novo filme de Juliana Rojas e Marco Dutra conta a história de duas mulheres que, numa lua cheia, tem suas vidas completamente mudadas :)

O terror, como gênero de cinema, desde sempre caminha de mãos dadas com a crítica social. O horror costuma ser justamente algum problema que nós vivemos ou provocamos — e provavelmente não existe nenhum exemplo melhor hoje em dia do que Corra!. Não é sem querer que muitas vezes vemos coisas acontecendo no mundo à nossa volta e pensamos em histórias que encaixariam nesse gênero.

Basta ver o que tá acontecendo nesse exato momento ali fora da sua janela.

No Brasil, ninguém faz filmes tão interessantes desse gênero quanto a dupla Juliana Rojas e Marco Dutra, responsáveis — em dupla ou sozinhos — por Trabalhar Cansa, Quando eu era Vivo, Sinfonia da Necrópole e As Boas Maneiras, filme já premiado em um monte de festival que estreia no Brasil no próximo dia 07 de Junho.

As Boas Maneiras é, de acordo com a própria Juliana Rojas em entrevista ao Correio Braziliense, “uma fábula moderna que se passa na cidade de São Paulo e conta a história da Clara (Isabél Zuaa), que é uma jovem enfermeira da periferia de São Paulo, contratada para ser a cuidadora da Ana (Marjorie Estiano), que está grávida, durante a gravidez e quando ela nascer será a babá dessa criança. Passa a morar com a Ana para cuidar dela e nessa convivência, ao mesmo tempo que percebe um comportamento estranho na Ana, se aproxima dela e as duas mulheres desenvolvem um relacionamento. E numa noite de lua cheia o destino delas muda.”

E, como você deve saber que acontece relacionado a luas cheias no terror e o trailer mostra claramente, As Boas Maneiras é um filme sobre lobisomem. :)

Não, não é spoiler. Já falamos sobre isso aqui, mas é importante perceber que, se está na divulgação, algum motivo tem. E o motivo é bem simples, nesse caso: não é a surpresa do lobisomem que faz esse filme.

“Para nós era muito importante mostrar e não ficar só no meramente sugerido, porque o filme fala também nas transgressões do corpo, humano para besta, e também fala nas transformações do corpo das mulheres, principalmente na personagem da Ana, que é uma mulher grávida, e como essa gravidez vai afetando ela”, continuou a diretora ao Correio Braziliense. “Era fundamental transmitir uma ideia de humanidade e o sentimento da dor da transformação”, afirmou, agora em entrevista ao SAPOMag. “Na questão da lenda do lobisomem o mais interessante é a dualidade da criatura, que é humana e se transforma num animal. Ele vive neste conflito de ter que equilibrar as duas partes, o que corresponde a uma dualidade que tem todo o ser humano, a instintiva e animal e a racional”.

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“[As Boas Maneiras] é um título irônico, eles estão fora das regras da sociedade, cada um à sua maneira. Em todas as camadas do filme quisemos falar destas dualidades – centro VS. periferia, ricos VS. pobres, etc. Estes mundo chocam e a tensão vem desta oposição”, concluiu a diretora.

Mas tá. Como é que NASCE um lobisomem? Eu sempre soube que, tal qual vampiros e zumbis, o lobisomem precisa morder alguma outra pessoa, que aí passa a se transformar toda lua cheia e por aí vai. As Boas Maneiras mostra que, bem... Um lobisomem pode nascer como qualquer outro humano (ou lobo...) — a ponto de se transformar ainda dentro da barriga da mãe.

A diferença é a maneira como o filme mostra, que você pode assistir com EXCLUSIVIDADE aqui no JUDAO.com.br, dando o play ali embaixo — usando artes criadas por Fernanda Oliver, ilustradora, storyboarder, designer de personagens e desenvolvedora visual de São Paulo e você pode conhecer mais o trabalho dela clickando aqui. :)

Porque é óbvio que Juliana Rojas e Marco Dutra, numa fábula de terror moderna, iriam além das imagens filmadas pra contar a história, né? ;)

As Boas Maneiras estreia dia 07 de Junho.