As mães mais legais da cultura pop (que a gente queria que fossem nossas) | Judão

Olhamos pra cultura pop e respondemos quem a gente gostaria que fossem NOSSAS mães. As respostas agora são CANON aqui no JUDAO.com.br! :D

A internet virou essa corrida maluca por posição relevante na sua timeline, numa tentativa de que as coisas sejam lidas fora dali, o que muito raramente acontece, infelizmente.

Foi-se o tempo em que as pessoas escolhiam ler sites e blogs e sabiam exatamente quem (e por que) estava falando... Mas a gente do JUDAO.com.br não desiste e, inspirados nas /Answers do /Film, toda semana apareceremos por aqui respondendo, da maneira mais pessoal possível, alguma pergunta relacionada à cultura pop, adicionando as respostas ao nosso Canon. Assim você se lembra que somos pessoas, como você, e passa a nos conhecer um pouco melhor. :)

Nessa segunda semana, aproveitando o tal do Dia das Mães, olhamos para as mães mais legais da Cultura Pop e perguntamos:
Quais as mães mais legais da cultura pop (que a gente queria que fossem nossas)?

| Bren MacGuff, a madrasta da Juno por Beatriz Fiorotto
Juno é uma história muito delicada e acho que grande parte da genialidade mora na relação que a personagem da Ellen Page tem com sua família. No início do filme, ela explica que sua mãe já não faz mais parte de sua vida há algum tempo, e quem tomou esse lugar foi sua madrasta, Bren.

Durante todo o curso da história, que envolve gravidez de uma adolescente, a decisão de dar o filho para a adoção e vários conflitos no caminho, a madrasta não abandona Juno de JEITO NENHUM. Mesmo não tendo gostado nada da surpresa, assim que descobre sobre a gestação, faz questão de listar todas as primeiras medidas a serem tomadas para que sua enteada seja o mais saudável possível.

Em outro momento, acompanhando a primeira ultrassonografia, Bren dá uma bela VOADORA MORAL na técnica do laboratório de imagens. A moça diz que um bebê criado por uma adolescente viveria em um ambiente tóxico, e aí... “Você é uma técnica de ultrassonografia, eu sou especialista em unhas e acho que você deveria se ater ao que sabe fazer. Você se acha tão especial por saber operar essa máquina. Minha filha de 5 anos poderia fazer isso, e ela não é a mais esperta das crianças. Por que não volta para o ensino de adultos para ver se aprende algo de verdade?”

Bren nunca nega as dificuldades e INTEMPÉRIES da maternidade, mostrando que não há nada super romântico no ofício. No entanto, existe também dentro dessa personagem um carinho muito, muito bonito e profundo em cuidar dos filhos.

Ela é demais. Muito afetuosa, bem humorada, sincerona e fiel. Mãezona MESMO <3.

EM TEMPO! Nesse ano, a atriz que a interpreta, Allison Janney, levou pra casa um Oscar de melhor atriz coadjuvante por Eu, Tonya. Ironicamente, pelo papel da mãe abusiva da protagonista. :P

| Claire Dunphy por Amanda Morais
CATARSE.ME/JUDAOCOMBR Cria 3 filhos com perfis totalmente diferentes e admite (apesar de não gostar) que não é perfeita, mas sempre tenta acertar e ser presente mesmo comandando uma empresa e resolvendo conflitos da família o tempo todo. É divertida, curte uma birita, não tem medo de passar vergonha e luta pelo que quer.

Hoje em dia praticamente todos os grandes portais e grupos de mídia do Brasil cobram pra que você possa ler seus conteúdos. O JUDAO.com.br continua produzindo conteúdo de graça pra todos, de forma independente, em diversas mídias, e vai fazer isso pra sempre. Mas não tá fácil pra ninguém.

Nunca o JUDAO.com.br foi tão lido em toda sua história, mas anúncios estão desaparecendo, o Facebook não deixa ninguém sair de lá e nós dependemos cada dia mais dos nossos leitores, ouvintes e espectadores pra financiar a produção de todo esse conteúdo sobre cultura pop que é bem raro na internet Brasileira. Se todo mundo que gosta, compartilha e/ou comenta contribuir, o nosso futuro estará garantido. Vamo?

Conheça nosso projeto e assine a partir de R$10 / mês. :)

| Martha por Borbs
Mães sempre carregam com elas essa responsabilidade de serem SUPER, de protegerem a prole acima de tudo, de levantar um ônibus com os braços se a cria estiver embaixo dele, de sempre preencher nossos pacovás com agasalho e pedidos de aviso e ligações e mensagens.

Provavelmente porém nenhuma delas pensou que poderia salvar o Mundo, ainda que sem querer. Martha, tanto Kent quanto Wayne, foi quem fez Batman e Superman pararem com aquela briga que poderia nem sequer ter existido pra começo de conversa se o Supinho tivesse dito algo como “mano, sério, eu só quero salvar sua mãe e preciso da sua ajuda”. Mas nãããão. Encarou as armadilhas do Homem-Morcego e sobrou pra pobre mamãe — morta e sequestrada — salvar o dia.

Queria eu ter uma mãe que eu só preciso gritar o nome que resolve todos os problemas que eu mesmo causei por ser um cabeça dura do caralho. ¯\_(ツ)_/¯

| Rainha Xenomorfo por Júlia Gavillan
Não, você não leu errado. A minha mãe da cultura pop não é nem doce, nem fofa, nem sabe fazer aquele bolo gostoso e nem tem cozinha com cheirinho de café. E ela nem é humana.

O desejo de qualquer mãe é simplesmente proteger suas crias dos males do mundo, e é exatamente isso o que a rainha Alien faz. Em Alien – O Resgate, o segundo filme da franquia criada por Ridley Scott, a rainha faz qualquer coisa pelos seus filhos, como toda mãe devotada.

O grande poder narrativo da sequência dirigida por James Cameron está na luta até a morte entre as duas mães do filme – Ripley, que adotou o órfão Newt e enfrentou seu pior pesadelo por ele, e a Rainha Alien, que apenas tenta proteger sua ninhada do ataque dos humanos. Quando ela sente que seus filhos estão em perigo, orienta sua cria a permitir que Ripley saia com Newt, pensando acima de tudo, na proteção dos seus filhos. Mas quando Ripley se assusta com um ovo de Alien quebrando, ela simplesmente ataca os ovos e o ovipositor da rainha. Enlutada, a rainha corre enfurecida em busca de justiça.

Como toda boa mãe.

| Rochelle Rock por Thiago Cardim
Inspirada na Rochelle da vida real, mãe do comediante Chris Rock, a MATRIARCA da família Rock na comédia Everybody Hates Chris, vivida por Tichina Arnold, talvez seja uma das melhores coisas da série. Sem papas na língua, ela banca sempre a durona na educação dos três filhos, inventando formas bizarras de dizer como arrancaria a pele deles e faria um tapete de boas vindas para a casa se não tirarem boas notas na escola, se não fizerem a lição ou cumprirem com as obrigações em casa.

Tá bom, ela pode repetir o tempo todo que não precisa se submeter a isso ou aquilo porque o marido Julius trabalha feito um camelo e tem dois empregos. Mas isso também é só da boca pra fora, porque a última coisa que Rochelle é de verdade é o estereótipo típico da dona de casa tipo Amélia. AINDA BEM. Independente e cheia de personalidade, ligada no 220, ela nunca descuida da aparência, sempre tem tempo pras amigas, trabalha fora no salão de beleza e faz uns bicos pra ter o seu próprio dinheiro e ainda ajudar na renda da casa… E sempre que dá, vai curtir a Patti LaBelle da qual tanto gosta.

No fim das contas, gosto tanto da personagem porque a Rochelle me lembra um pouco a minha própria mãe. BEIJO, MÃE! <3