Brasil, mostra a sua cara…
Constado dia 07/02/08 às 14h00 em Resenhas | 
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Que ele é um dos melhores atores da sua geração (se não for o melhor!), isso todo mundo já sabe, porém, tenho observado que há alguns anos ele ultrapassou a barreira do bom ator que faz bons papéis, e virou uma entidade. As pessoas vão ao cinema para assistir ao filme novo do Selton Mello, às vezes sem nem saber o nome exato do longa, ou mesmo sobre o que se trata o enredo, o grande motivo que os leva ao cinema é o simples fato de aquele ser mais um trabalho de Selton Mello.

O mais novo trabalho do ator não poderia ser diferente. Enorme sucesso, já levou mais de 1 milhão de pessoas ao cinema e promete ser um dos grandes sucessos do ano - e olha que 2008 tá só começando… Inspirado no livro homônimo do jornalista Guilherme Fiúza, o longa-metragem Meu Nome Não É Johnny conta a história real de João Guilherme Estrella (vivido brilhantemente por Selton Mello), um típico jovem da classe média carioca. João era um menino inteligente e simpático, adorado pelos pais e popular entre os amigos. Filho de um diretor do extinto Banco Nacional, cresceu no Jardim Botânico e freqüentou os melhores colégios do Rio de Janeiro.

Na onda do sexo, drogas e rock’n roll, ele se jogou com vontade e viveu intensamente sua adolescência entre os anos 70 e 80. Inteligente, simpático e com um senso de humor sensacional (que cai como uma luva em Selton Mello), ele era muito popular entre os amigos. Tudo começou na adolescência com o típico cigarrinho de maconha depois de algumas ondas, sentado nas areias do Arpoador. E como todo aquele que está disposto a curtir a vida a todo e qualquer custo, logo passou para o consumo de cocaína. Com o tempo, ele cresceu nesse mundo e de simples usuário de droga, passou a vendê-la para os amigos. E a coisa cresceu tanto que ele passou a ser um dos principais traficantes da Zona Sul do Rio. A coisa foi crescendo cada vez mais e João era conhecidíssimo nesse sub-mundo da alta classe-média carioca, até que conheceu Felipe, um traficante que tinha um amplo mercado na Europa, e propôs a João que ele fizesse o transporte de um lote de cocaína até lá, e ele embarcou nessa onda, passando de mero traficante carioca, para um esquema internacional.

No filme, Selton Mello divide a cena com um elenco de primeira, com nomes como Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, Rafaela Mandelli, Ângelo Paes Leme, Eva Todor, André di Biasi, Giulio Lopes, além de muitos outros, há até uma breve participação do Hermano, Rodrigo Amarante.

Meu Nome Não É Johnny é um filme longo, que retrata a vida de João Estrella desde a infância até a conturbada vida adulta e nos brinda com atuações incríveis e com o sarcasmo próprio de Selton Mello, que parece ter nascido para esse papel. Uma história real que deve ser muito mais comum do que a gente pensa, e que tem a função de nos levar a refletir sobre os rumos que estamos dando para nossas vidas, se estamos aproveitando bem as oportunidades que nos são dadas.

O filme é uma boa pedida, apesar de se perder um pouco no fato de querer vontar muita coisa em pouco mais de duas horas, mas, ainda assim, a atuação de Selton Mello e das “pernocas roliças”, compensam qualquer deslize. Por isso, ainda que tenha defeitos, CENA BRASILIS RECOMENDA. Meu Nome Não É Johnny é um programa que vale a pena, seja para assistir com os amigos ou com a namorada.

Meu Nome não é Johnny
(Brasil, 2008)
128 minutos

Direção: Mauro Lima

Roteiro: Mariza Leão e Mauro Lima, baseado em livro de Guilherme Fiúza

Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, Rafaela Mandelli, Ângelo Paes Leme

Site Oficial: MeuNomeNaoEJohnnyFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Apenas 01 comentário sobre "Meu Nome não é Johnny"

V

8 de February de 2008
0h40

Acho o Selton Mello um exelente ator, e de fato ele é, mas na minha humilde opinião, Lázaro Ramos, Mateus “Náshiztherghallyi” e Wagner Moura o superam como melhor ator dessa geração. Gosto muito do Pedro Cardoso também, acho que ele tem uma atuação muito livre, não parece que ele tá representando. E, pra mim, o melhor ator de todos os tempos do Brasil (que eu já vi atuando, óbvio) é o Marco Nanini, o cara é perfeito. E no cinema internacional, acho o Al Pacino e o Jack Nichonson empatados como mais fodões.
Gostei da resenha Tayra, não comento sobre o filme porque não vi ainda. Mas deixe também sua opinião sobre seus atores preferidos.

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uv