Brasil, mostra a sua cara…
Constado dia 27/03/08 às 16h05 em Resenhas | 
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Com um gênero que mescla muito bem os gêneros policial e comédia, Meu Tio Matou um Cara é um filme divertidão e que trilha novos caminhos para o nosso cinema, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre. Esse, que é o quarto longa produzido pelo estúdio gaúcho e tem co-produção da Natasha Filmes (que se depende-se de sua dona, Paula Lavigne e de sua extrema simpatia com a imprensa, deveria se chamar Na Shata Filmes! =D).

Aqui acompanhamos a história de Éder (Lázaro Ramos), tio de Duca (Darlan Cunha), que é preso depois de confessar ter matado um homem. Duca, que aos 15 anos é viciado em jogos policiais acredita que o tio não é culpado e que está assumindo a culpa no lugar de outra pessoa, provavelmente a namorada, Soraya (Deborah Secco), que é ex-mulher do morto. Duca é apaixonado por sua melhor-amiga Isa (Sophia Reis), que, por sua vez, está apaixonado por um outro amigo, o Kid (Renan Gioelli). Nessa sua investigação pela suposta autoria de Soraya no crime, Duca conta com os dois amigos.

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O filme garante ótimas gargalhadas e tem um elenco muito bom, o que facilita muito. O filme se passa no Rio Grande do Sul, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, mas vemos um samba do crioulo doido porque o sotaque carioca de Darlan Cunha é gritante, por sua vez, Lázaro Ramos, não deixa de lado seu sotaque baiano, enquanto Sophia Reis capricha no seu paulistês, soltando até a nossa típica expressão italiana “catzo”. Já os personagens secundários e figurantes estão com o gauchês na ponta da língua. Não que seja um defeito do filme, mas é um deslize, como o tio do carioca é baiano (mas o pai não é) e a melhor amiga que o conhece desde os primeiros meses de vida é paulista e ninguém cita isso na história? Sei que é picuinha minha, mas ou todos podiam ter “ensaiado” um sotaque uniforme, ou inserir umas explicações - tipo “a Isa mudou pra cá pequenininha, porque o pai arrumou um emprego etc., mas ela nasceu em São Paulo e como a mãe tem esse sotaque, ela também fala assim…”, “meu tio morou muitos anos na Bahia e acabou pegando o sotaque de lá”. Mas beleza, ainda assim o filme é engraçadíssimo e eu quero ver Soraya queimada… =D

Esse filme marca a estréia de Sophia Reis (filha de Nando Reis), que agora é VJ da MTV, a frente do TOP10. É também a segunda vez que o diretor Jorge Furtado trabalha com Lázaro Ramos, que também protagoniza o excelente O Homem que Copiava.

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Pra quem não viu ainda, hoje a Globo vai exibí-lo no Festival Nacional, mas se ainda assim você não assistir ou se tiver afim de comprar o DVD click aqui, eu garanto que vale a pena, afinal nos extras temos o clip de Soraya Queimada, que é genial, com o Zéu Britto com as participações de Lázaro Ramos (é claro!) e Wagner Moura além de conter cenas do filme. Tem também as cenas excluídas e a que o Aílton Graça canta I shot the sheriff é simplesmente impagável. E também nos extras ficamos sabendo que a personagem da Deborah Secco não se chamava Soraya, e que mudou de nome no meio do filme por conta da música do Zéu Britto.

Prêmios e Indicações


- Recebeu 4 indicações para o Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias: Melhor Ator para Lázaro Ramos, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.

Meu Tio Matou um Cara
(Brasil, 2005)
87 minutos

Direção: Jorge Furtado

Roteiro: Jorge Furtado e Guel Arraes, baseado em livro de Jorge Furtado

Elenco: Darlan Cunha, Lázaro Ramos, Aílton Graça, Deborah Secco, Dira Paes, Sophia Reis, Renan Gioelli

Site Oficial: MeuTioMatouUmCara.terra.com.br

Nota do CENA BRASILIS

4 comentários sobre "Meu Tio Matou um Cara"

Danm it !!

28 de March de 2008
1h36

O Homem que copiava é um dos filmes legais dessa nova leva.

Morph

28 de March de 2008
2h00

Ainda não tinha visto, e resolvi ver hj na Glóbulo.

O filme é assaz, mas termina de forma MUITO abrupta… Tipo, nunca vi nem filme de terror acabar de sopetão daquele jeito. =D

E o desfecho da história, mostrando no que deu o julgamento, se o tiozinho voltou pra cadeia nada, né? =D

Somnambulist [999th Night... ]

28 de March de 2008
8h10

A Casa de Cinema de Porto Alegre é a salvação da lavoura de filmes brasileiros. Cinema com jeitão de cinema. Se “O Homem que copiava” ou “Meu tio matou um cara” fossem feitos em Hollywood seriam filmes de encher sala de cinema e faturar milhões. Filmes universalistas que funcionariam em qualquer lugar do mundo. Nada de se render a receitinha pronta de estorinhas mundanas de país subdesenvolvido. Vacilo em “Sal de prata”… Defesa de classe meio abestalhada, mas não se pode ganhar todas… Assistir “Saneamento básico” e “3efes”. “Meu tio matou um cara” vale a pena! Que a Força esteja com vocês… Até com o editor herege do Judão…

Fabio

28 de March de 2008
14h31

Matou? Problema dele!

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uv