Brasil, mostra a sua cara…

Arquivo de May/2008

Constado às 18:44 em Resenhas | 2 Comentários | 

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Em primeiro lugar, o nome desse filme é Corpo e não O Corpo, que já foi resenhado aqui no Cena Brasilis. Eu mesma, toda vez que ia falar do filme, colocava, erroneamente, o artigo na frente, mas é apenas o substantivo mesmo. =D

Corpo conta a história de um corpo (dã!) que é encontrado junto com centenas de ossadas descobertas em uma vala clandestina, que ocultava desaparecidos políticos no período da ditadura militar brasileira. Um dos médicos legistas, Arthur (vivido por Leonardo Medeiros) fica intrigado com o fato de aquele corpo estar intacto no meio de tantas ossadas. Já a chefe de departamento (Chris Couto) diz que a prioridade são as ossadas e pra deixar aquele corpo pra lá… Mas para ele não é tão simples assim. Intrigado, Arthur passa a pesquisar a quem poderia pertencer aquele corpo em arquivos do Dops, na lista telefônica, até que chega a um nome e passa a investigar o corpo como se fosse dessa pessoa.

É dessa maneira que ele chega até Fernanda (Rejane Arruda), filha de Tereza, que contesta o fato de aquele ser o corpo de sua mãe. E a partir daí se desenrolam todos os conflitos da trama, passando por investigações sobre o passado de Tereza, falsidade ideológica e por aí vai, para, no fim das contas, ele não conseguir descobrir de quem o corpo é de fato (ele não, mas o espectador descobre!). O filme é não linear, e deixa a gente um tanto quanto atordoado com todo o zig-zag da trama.

Com um elenco que está muito bem nos respectivos papéis e uma trama cheia de mistérios e suposições, Corpo é um filme que até vai, mas está longe de ser uma das grandes obras do Cinema Nacional. Nem de longe ele é um filme ruim, como diria Luciano Huck, ele é “bem feitinho”, mas tem uma trama que, a primeira vista, parece ser sedutora, mas que não consegue prender o espectador.

Cena Brasilis ATÉ QUE RECOMENDA, pois é um filme que vale a pena conferir, mas isso se você já tiver assistido a Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian e outros filmes bem legais que estão passando nos cinemas mais próximos da sua casa.

Corpo
(Brasil, 2007)
86 minutos

Direção: Rossana Foglia e Rubens Rewald

Roteiro: Rossana Foglia e Rubens Rewald

Elenco: Leonardo Medeiros, Rejane Arruda, Chris Couto, Louise Cardoso, Regiane Alves, Antônio Petrin, Sônia Guedes, Zecarlos Machado, Rogério Brito, Gustavo Machado, Doró Cross

Site Oficial: CorpoFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 11:12 em Notícias | Nenhum comentário | 

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Vem aí um filme com muito humor, trapalhada e uma chacoalhada do que estamos habituados a ver, a começar por Luana Piovani interpretando uma dona-de-casa submissa e corna mansa. Família vende tudo, é o novo longa do diretor Alain Fresnot.

O filme conta a história de Ariclenes (interpretado pelo próprio - Lima Duarte) e Cida (Vera Holtz), um casal que faz qualquer coisa na vida para sobreviver em uma favela de São Paulo. Eles têm três filhos, mas apenas o último deles, com certeza é filho do casal. o_O

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Nesse contexto, os dois resolvem pedir um empréstimo para comprar produtos falsificados do Paraguai, pensando que essa será a saída da banca-rota. Porém, como não é nada raro, toda mercadoria é apreendida na fronteira pela Polícia Federal. Uma das filhas do casal (que pode ser de fato de Ariclenes, ou não…), é Lindinha (Marissol Ribeiro - que fará sua estréia no cinema), e para tirar a família da miséria, dará uma de Maria-Microfone e vai atrás de ter um caso (e, conseqüentemente, engravidar) com um cantor brega de quem é fã, Ivan Carlos (Caco Ciocler), o Rei do Xique (ritmo musical inventado para o filme, que mistura, funk, lambada, forró e flamenco). O que nem Lindinha e nem sua família sabem é que Ivan Carlos é casado com Jennifer (Luana Piovani - que deixará de ser a mulher fatal e sedutora que costuma interpretar) e pai de gêmeos. Isso porque a empresária do cantor, Glória (Rosi Campos), sempre preferiu vender a imagem dele como um homem solteiro, e fez com que o Ivan Carlos socasse a família dentro de casa e não deixasse que fizessem aparições públicas. Mas Jennifer aceita tudo numa boa, acreditando que é melhor pra carreira do marido e não se importando com as muitas amantes que ele tem por aí, pois acha que todas são coisa passageira e apenas ela é “fixa”.

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O filme ainda conta com Marisa Orth, Ailton Graça, Lilia Cabral e outros no elenco, e tem estréia prevista para o segundo semestre do ano que vem. As filmagens começam neste sábado, e devem ser concluídas em 90 dias (pois segundo o diretor, já que o cinema, aqui no Brasil, é o primo pobre, ele precisou espremer o cronograma entre duas novelas). O filme serpa rodado nas cidades de São Paulo, Paulínia e Foz do Iguaçu.

Constado às 10:22 em Resenhas | 01 Comentário | 

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Depois de Ópera do Mallandro, eu realmente gostei de fazer resenhas de curtas e acabei resolvendo trazer a vocês, sempre que possível, resenhas dos melhores curtas que eu já conferi. E O Crime da Atriz, definitivamente, está nessa lista.

Todos nós temos dentro de nós aquele desejo dos 15 minutos de fama. Todos queremos ser admirados nem que por apenas alguns instantes. Claro que uns mais que os outros, mas todos queremos ser reconhecidos por aquilo que fazemos. E O Crime da Atriz trata-se disso. É a história de uma atriz talentosa (Inês Peixoto), que está inconformada com o papel mínimo que recebe, e insiste com o diretor da peça para que lhe dê um pouco mais de espaço, porém, este está irredutível. E ela, ao que parece, acaba se conformando com a insignificância de seu papel… Até que que ela comete o tal crime e a partir de então consegue que os holofotes estejam voltados para ela. Esse curta foi baseado no conto “O crime da atriz Mariskin”, do autor russo Arkadi Avertchenkko.

Cena Brasilis RECOMENDA e assim como Ópera do Mallandro, se eu conseguir um link com o curta eu posto aqui… =D

Premiações e Indicações


- Prêmio do Júri Melhor Curta Brasileiro na Mostra Internacional de Cinema São Paulo 2007

O Crime da Atriz
(Brasil, 2007)
13 minutos

Direção: Elza Cataldo

Roteiro: Elza Cataldo

Elenco: Inês Peixoto, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Antônio Edson, Rodolfo Vaz, Júlio Maciel, Teuda Bara, Simone Ordones, Beto Franco

Site Oficial: PersonaFilmes.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 16:36 em Festival, Notícias | 3 Comentários | 

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Daniela Thomas e Walter Salles recebem o Prêmio de Melhor Atriz, em nome de Sandra Corveloni, por sua atuação em Linha de Passe

Acabou hoje o 61º Festival de Cannes e ainda que não tenhamos levado a Palma de Ouro, não saimos de lá com as mãos abanando. Sandra Corveloni levou o Prêmio de Melhor Atriz por seu trabalho em Linha de Passe, de Walter Salles, onde interpreta Cleuza, uma mulher sofrida, forte, que tem quatro filhos de diferentes pais, é empregada doméstica e está grávida do quinto pimpolho. Ela é a segunda brasileira a ganhar o prêmio em Cannes (a primeira foi Fernanda Torres, em 1987, por Eu Sei Que Vou Te Amar, do chatolino Arnaldo Jabor).

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Sandra Corveloni

O francês Entre les Murs (Entre as Paredes), de Laurent Cantet, recebeu a Palma de Ouro, confirmando seu favoritismo, uma vez que trata da rotina de um professor de cólegio que tem alunos das mais diversas origens e etnias, numa França que vive sob a constante ameaça de expulsão dos imigrantes do país. E o presidente do júri, o ator e diretor Sean Penn,, anunciou na coletiva de imprensa inicial que os prêmios desse ano iria contemplar filmes com temática política.

Antes do início da premiação, Sean Penn disse que na escolha dos vencedores, houveram duas unanimidades, uma foi o vencedor da Palma de Ouro, Entre les Murs, que é o prêmio mais importante do festival, e outra o vencedor do prêmio de melhor ator (Benicio Del Toro, por sua interpretação em Che, de Steve Soderbergh) foram as únicas unanimidades entre os prêmios concedidos pelo júri.

Além dos prêmios habituais, o Festival também entregou dois prêmios honorários pela conjunto da obra, um para a atriz Catherine Deneuve, que estava no Festival no filme Um Conto de Noel e ao diretor Clint Eastwood, que concorria à Palma de Ouro com The Exchange.
O prêmio Câmera de Ouro, que premia trabalhos de novos cineastas, foi para Hunger, de Steve McQueen.

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Cena de Linha de Passe, de Walter Salles, que acabou trazendo o Prêmio de Melhor Atriz para Sandra Corveloni

Segue abaixo a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme: Entre les murs, de Laurent Cantet
Melhor Diretor: Nouri Bilge Ceylan, por Três macacos
Melhor Roteiro: Le silence de Lorna, por Jean-Pierre e Luc Dardenne
Melhor Ator: Benicio del Toro, por Che
Melhor Atriz: Sandra Corveloni, por Linha de Passe
Prêmio do Júri: Il Divo, de Paolo Sorrentino
Grande Prêmio do Júri: Gomorra, de Matteo Garrone
Prêmio Especial: Catherine Deneuve e Clint Eastwood
Prêmio Câmera de Ouro: Hunger, de Steve McQueen
Melhor Curta-metragem: Megatron, de Marian Crisan

Constado às 15:04 em Notícias | 2 Comentários | 

Sem mais delongas, está no ar o site oficial de A Mulher Invisível e as primeiras imagens oficiais do filme, e se não souber do que se trata e quiser saber mais informações do mesmo, é só clickar aqui.

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Constado às 16:45 em Resenhas | 3 Comentários | 

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Estréia hoje (mas apenas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba) um dos filmes mais sofríveis da história do Cinema Nacional. Cléopatra é disparado o pior dos últimos anos, e um dos piores que já vi em toda a vida. Haja visto que o filme estreou no Festival de Brasília do ano passado e conseguiu levantar a platéia e arrancar uma sonora vaia, afinal de contas o filme é muito ruim.

Adaptando a história real de uma rainha que já virou mitológica e foi interpretada à exaustão no cinema, dessa vez o diretor Julio Bressane escalou Alessandra Negrini pra viver a personagem título, e valha-me Deus, que escolha mais infeliz - sempre gostei do trabalho dela, mas de uns anos pra cá, sua interpretação vem decaindo a olhos vistos. Eu não sei em que universo ela pesquisou pra criar aquele sotaque para Cleópatra - que deve estar lá se revirando em sua tumba por ser tão mal adaptada - sai uma coisa meio como “torrrrrrre azullllll” (com o R bem tremidos e o L bem prolongado). Além disso, é uma das piores interpretações da vida da atriz.

Salvando um pouco a lavoura, temos Miguel Falabella, na pele de um excelente Júlio César e Bruno Garcia como um ótimo Marco Antônio, mas ainda assim, eles não conseguem dar conta de resgatar o filme que já está todo na lama.

O filme é muito abstrato, confuso, mal dirigido, sem falar que as duas horas de duração mais parecem quatro, você olha o relógio o tempo todo e vê que o tempo não passa. É uma coisa horrível e que conseguiu uma unanimidade negativa entre os jornalistas que o assistiram. E olha que tinha um senhor elenco…

Como no Nós Vimos eu tinha falado da “análise anatômica” do corpo de Alessandra Negrini e fui criticada nos comentários por onanistas que pensando apenas com sua cabeça de baixo, tiveram a audácia de insinuar que eu não gostei do filme por conta da nudez dela. Não. Eu não gostei porque o filme é ruim mesmo, é péssimo. Além disso, há nudez e nudez. Acho que quando uma cena pede, uma situação exige, tem que ter cenas de nudez sim, e às vezes até me irrito com casos em que a situação toda requer a cena e por falso moralismo, acabam cortando a nudez. Agora, você tá numa cena em que é um diálogo, onde recitam uma poesia, corta para uma vagina 100% depilada e onde deveria haver pêlos, há um triângulo preto (pintado com tinta), fecha bem o close na vagina, e de repente, volta-se para uma cena de diálogo, que não tem nada a ver com sexo ou corpo. Pra que isso?! Não há sentido algum, a não ser chocar o espectador.

Excelentes atores perdidos, sem direção alguma, parecendo que decoraram um texto muito mal-decorado, inseguros, sem conseguir botar sua atuação pra fora. Além disso o começo do filme diz que a Cleópatra tem 16 anos - por mais que a Alessandra Negrini seja linda e esteja inteirona pros seus 38 anos de idade, não dá pra se passar por 16 anos nem na China.

É um horror do começo ao fim e só ganha uma estrelinha porque a atuação de Miguel Falabella e Bruno Garcia estão muito boas, porque senão, nem essa estrelinha eu daria. Dá até ódio saber que um projeto desses foi rodado com o nosso rico dinheirinho, porque um lixo desses, no máximo tinha que ter sido feito com grana saída do bolso dos produtores. Enfim, Cena Brasilis RECOMENDA, recomenda que você passe bem longe de qualquer cinema que esteja exibindo esse longa. Quem avisa amigo é.

Cleópatra
(Brasil, 2007)
116 minutos

Direção: Julio Bressane

Roteiro: Julio Bressane e Rosa Dias

Elenco: Alessandra Negrini, Miguel Falabella, Bruno Garcia, Tonico Pereira, Tonico Pereira, Taumaturgo Ferreira, Isabel Gueron Iras, Josie Antelo Carmina, Nildo Parente, Cézar Augusto, Heitor Martinez, Lúcio Mauro e Bel Garcia

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 09:47 em Notícias | 15 Comentários | 

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O estúdio The Weinstein Company anunciou em Cannes que vai produzir a adaptação para o cinema do livro O Alquimista de Paulo Coelho. De cara já aviso que isso não me empolga nada, e os fãs do mago que me desculpem, mas tanto livro bom na Literatura Brasileira que poderia virar um filme, eles me resolvem adaptar esse best-seller digestivo, que qualquer dono de botequim semi-analfabeto já leu…

O filme, ao que tudo indica, será uma mega produção, com um orçamento de mais de 60 milhões de dólares, e será dirigido por Laurence “Morpheus” Fishburne (que por uma sutil coincidência, é amigo do nosso ilustre, imortal, mago and maluco beleza, Paulo Coelho) e terá Harvey Weinstein na produção.

E Morpheus não só será o diretor, como também interpretará o personagem-título. E esse, por sinal, é o único nome confirmado para o elenco, apesar de Weinstein ter afirmado que quer ver Penélope Cruz trabalhando nesse filme. O produtor acredita que o longa tem tudo para se transformar em um enorme sucesso, já que tem experiência com outras adaptações literárias para o cinema bem-sucedidas, como O Paciente Inglês.

Acredito até que o resultado será bom, e que pode vir por aí um belo de um filmão, mas ainda não consigo me conformar que, com tanta obra legal pra se adaptar (haja visto Blindness) e eles vão bem na Seção de Auto-Ajuda! =P

Constado às 20:38 em Notícias | 8 Comentários | 

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Tudo que é pra ser top-secret nesse mundo, sempre acaba dando um jeitinho de vazar - acho que até com segredos da CIA isso ocorre, portanto, com a Rede Globo e empresas ligadas a emissora não seria diferente.

Reza a lenda que a maior campeã de audiência da história da telenovelas estará de volta às telinhas dentro em breve, e não será o caso de um reprise no Vale a Pena Ver de Novo. Roque Santeiro, que por sinal foi reprisada há aproximadamente uns cinco anos, vai ganhar um remake, mas dessa vez não será apenas uma novela e sim um longa. E a coisa toda está sendo tratada a sete chaves, com planos para que o filme seja lançado em 2009. Não é uma missão fácil, afinal, essa pode ser considerada a novela das novelas, que chegou a alcançar 90 pontos de audiência em seu capítulo final, marca que, quase 25 anos depois, ainda não conseguiu ser superada.

Só estou curiosa pra saber quem arcará com o fardo de encarar personagens emblemáticos e lendário como Sinhozinho Malta e Viúva Porcina. Tem que ser muito bom pra conseguir se livrar dos estigmas deixados por Lima e Regina Duarte.

Estamos de olho e qualquer novidade você deve ver por aqui.

uv