Arquivo de September/2008
Bom, vocês já sabem que aqui no Judão, por todos e mais alguns motivos, nós somos grandes entusiastas do longa Apenas o fim. Por isso, a gente vem aqui, em primeirÃssima mão divulgar o trailer desse que promete ser uma das melhores produções desse nosso ano cinematográfico (que sempre começa com a Premiére Brasil do Festival do Rio). Curta o trailer do filme aqui: Pra quem se interessou, aqui estão os horários e locais em que o longa vai ser exibido no Festival do Rio
Odeon BR Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Odeon BR (Sessão Popular R$ 2,00 - seguida de debate) Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Estação Vivo Gávea Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52 - 4º andar - Gávea Tel: (21) 3875 3011
O Ministério da Cultura enfim divulgou qual será o filme brasileiro que vai tentar ficar entre os 5 filmes que vão disputar o Oscar de Melhor Filme em LÃngua Estrangeira em 2009. E posso adiantar que nem a minha torcida por Mutum, nem a do Borbs por Estômago, resultaram em muita coisa, um vez que ainda há uma vibe Tropa de Elite no ar. Daqueles concorrentes divulgados semana passada, o MinC acabou escolhendo Última Parada - 174, de Bruno Barreto, que conta a história de Sandro Nascimento, um morador de favela do Rio de Janeiro, que no ano 2000, protagonizou um episódio acompanhado ao vivo por todo o Brasil, através da televisão, ao seqüestrar um ônibus no bairro do Jardim Botânico. Um dos protagonistas do filme é o ator André Ramiro, que depois de ficar famoso por seu personagem em Tropa de Elite, vive mais uma vez um capitão de polÃcia, que vai tentar negociar a vida dos reféns. O filme só estréia em todo o Brasil apenas em 24 de outubro, porém, como uma das exigências do Minsitério da Cultura, era de que as produções candidatas tivessem sido lançadas nos cinemas brasileiros entre 1º de outubro de 2007 e 30 de setembro de 2008, os produtores do longa acabaram decidindo colocar o filme em cartaz por uma semana, entre 12 e 19 de setembro, em apenas uma sala de cinema de JundiaÃ. Lembrando que a comissão que escolheu o longa era formada por Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida e a presidência da comissão é do secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, SÃlvio Da-Rin.
O longa, estréia do diretor gaúcho Gustavo Spolidoro, Ainda Orangotangos, está entre os dez longas selecionados para a competição oficial do 13º Milano Film Festival, evento de cinema independente, que começa nesta 6ª feira (conhecida como 12 de setembro) na cidade de Milão e vai até o dia 21 de setembro. Ainda Orangotangos conta várias histórias paralelas que acontecem nas ruas de Porto Alegre e que no final acabam se cruzando. Os outros filmes em competição são: o chileno El Asesino entre Nosotros, de Daniel Benavides; a co-produção entre Argentina, França e Alemanha, La Sangre Brota, de Pablo Fendrik; o norte-americano Ballast, de Lance Hammer, assistente de direção dos Irmãos Coen; o chinês Fujian Blue, de Weng Shou-Ming; o húngaro Slow Mirror, de Igor e Ivan Buharov; o tcheco Peace with Seals, de Miloslav Novak; o sueco Involuntary, de Ruben Ostlund; o russo Mermaid, de Anna Melikyan; e o tcheco Lost Holiday de Lucie Krávolá. Quem sabe o Cinema Nacional traz mais um prêmio gringo para a gente… =D
Chupem “tropeiros”, antes de mais nada. Vou falar pela última vez, eu acho Tropa de Elite um filme muito legal, tanto que dei nota máxima pra ele quando resenhei. Porém, apesar de ser um excelente filme, está longe de estar entre as melhores produções já feitas no Brasil. E quem ainda insiste em bater na tecla de que é o melhor, é o melhor, é o melhor, das duas uma, ou nunca assistiu outro filme nacional ou não tão tem a mÃnima noção do que é um filme capaz de ganhar um Oscar. Na boa, por melhor que Tropa de Elite seja, não deixa de ser mais do mesmo do que é produzido lá em Hollywood, e jamais seduziria nenhum membro da Academia para ganhar um Oscar. Mas enfim, embora os leitores do Judão e do Cena Brasilis não concordem comigo, o pessoal do Ministério da Cultura concorda comigo, tanto que não indicou o filme no ano passado. Esse ano, o longa poderia concorrer novamente, por conta da data de estréia, mas pelo jeito… O MinC recebeu 14 inscrições de filmes de longa-metragem interessados em concorrer à seleção para a pré-indicação para concorrer ao Oscar de Melhor Filme de LÃngua Estrangeira para a 81ª edição do prêmio concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Agora, esses 14 filmes serão avaliados por uma comissão, formada por seis profissionais de mÃdia e da área audiovisual: Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida. A presidência da comissão é assumida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, SÃlvio Da-Rin. O grande escolhido vai ser divulgado na próxima 3ª feira, também conhecida como dia 16 de setembro. Cruze seus dedinhos e fique na torcida. A torcida do Judão vai para Estômago e a do Cena Brasilis vai toda para Mutum no Rio de Janeiro, após reunião da Comissão. Confira a lista dos tÃtulos concorrentes, em ordem alfabética: A Casa de Alice, de Chico Teixera A Via Láctea, de Lina Chamie Chega de Saudade, de LaÃs Bodanski Era uma Vez, de Breno Silveira Estômago, de Marcos Jorge Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima Mutum, de Sandra Kogut Nossa Vida Não Cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro Olho de Boi, de Hermano Penna Onde Andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado O Passado, de Hector Babenco Os Desafinados, de Walter Lima Júnior O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli Última Parada 174, de Bruno Barreto
Depois de Sandra Corveloni ter recebido o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por sua atuação em Linha de Passe, essa passou a ser uma das estréias mais aguardadas do circuito nacional. Centrando sua história na cidade de São Paulo, que segundo o diretor Walter Salles, é o 6º personagem do filme, a metrópole transparece toda sua grandiosidade e variedade. E dentro desse mundo tão imenso e diferente conhecemos uma famÃlia de uma mãe e quatro filhos homens, sendo, cada um deles, de um pai diferente. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é o mais novo, no inÃcio da adolescência, é o único dos filhos que não sabe quem é seu pai, o que o faz virar motivo de chacota entre os irmãos, e transformar a busca por esse pai numa verdadeira obsessão (sendo que a única informação que ele tem é que o pai é motorista de ônibus). Dario (VinÃcius de Oliveira) é o craque da casa, e insuflado por todos, alimenta o sonho de se tornar um grande jogador de futebol. Porém, quando chega aos 18 anos, vê a idéia ficar cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues), ao lado da mãe, é arrimo de famÃlia. Trabalha como frentista de noite e se dedica a pregação de uma igreja evangélica durante o dia. Dênis (João Baldasserini) é moto-boy, e num descuido com namorada, acaba arrumando um filho, a quem tem dificuldades para sustentar. Os quatro irmãos foram criados apenas pela mãe, Cleuza (Sandra Corveloni), corintiana fanática, trabalha como empregada doméstica e está grávida, pela 5ª vez, de mais um pai desconhecido. Exceto VinÃcius de Oliveira - que ficou famoso em todo Brasil, quando há 10 anos, protagonizou o grande sucesso Central do Brasil (também dirigido por Walter Salles) - todos os outros atores estavam estreando em cinema. Esse tiro no escuro, acabou se revelando uma sábia decisão, uma vez que, sendo estrelado por atores desconhecidos, a expectativa em torno do filme acaba sempre sendo menor, e isso conta a favor, uma vez que fica muito mais difÃcil você decepcionar alguém que já não esperava nada do filme. É legal, porque de fato essa pressão inexistente fez com que o elenco principal estivesse todo muitÃssimo bem em seus papéis, e, mesmo sendo chover no molhado, é necessário ressaltar que o prêmio recebido por Sandra Corveloni é merecidÃssimo, ela está primorosa no papel de mãe suburbana. Mas, apesar de vários pontos contando a favor, como um diretor muito famoso, um prêmio prévio num dos mais respeitados festivais de cinema do mundo, um elenco estreante e um roteiro com muitos conflitos e viradas a serem explorados, o filme não conseguiu ser muito mais do que um filme bom. É isso e ponto. Os prós não se bastam… A edição, que pareceu nas primeiras tomadas, que iria me ganhar, se revelou cansativa e um pouco perdida. Apesar de ter pouco mais de 100 minutos, o ritmo se perde e o filme fica longo e massante. Isso sem falar que o foco não é a história da famÃlia, e sim a história de cada um como indivÃduo - ou seja, são cinco histórias paralelas acontecendo, que, em algum momento se cruzam, aà se separam, e voltam a se cruzar. Mas são 5 tramas. É muita coisa pra acontecer em menos de uma hora, e aà o roteiro dá suas derrapadas e não consegue dar um final satisfatório para cada uma delas. Você sai do cinema com a cabeça cheia de “será que?!”. As tomadas finais de cada personagem, terminam todas, com você cheio de pontos de interrogação na cabeça. Muita coisa fica em aberto e você fica com aquela cara de paisagem e fala: “ué, acabou assim?!”. Me lembrou imediatamente o final dos filmes produzidos aqui no inÃcio da década de 1980. Mas, ainda assim, na falta de programa melhor para o fim de semana, vá conferir. Não vai ser nenhum filme daqueles que você sai do cinema gritando: “iuhu!”. Tampouco será daqueles que você sai torcendo o nariz. É um filme bom que não consegue passar muito disso.
Saiu hoje a lista da mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio. São OITÔ filmes e dentro eles o grande e eterno queridinho do Judão, Apenas o Fim, de Matheus Souza. Ao contrário do ano passado, que a imensa maioria dos filmes da Premiére era inédito, nesse ano, apenas 50% ainda nunca foi exibido - vale lembrar que a competição do Festival do Rio exige apenas que os filmes sejam inéditos no Rio de Janeiro, então não há nada de errado em repetir obras exibidas em outras mostras. De qualquer maneira, há uma convocação a todo e qualquer judônico que resida no Rio de Janeiro ou que more nas redondezar, que faça a sua parte e vá assistir a Apenas o Fim e ajude-o a ser escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular - lembrando que nesse filme o Judão é uma espécie de personagem (podemos dizer que seria o alter-ego do personagem principal, vivido por Gregório do Duvivier, e também do diretor Matheus Souza). Vale lembrar que compondo o casal principal ao lado de Gregório do Duvivier, está a atriz Érika Mader. Confira a lista completa dos selecionados:
Apenas o Fim, de Matheus Souza Rinha, de Marcelo Galvão Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte Verônica, de MaurÃcio Farias. » Já exibidos em outros festivais |
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