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Vem aí um filme com muito humor, trapalhada e uma chacoalhada do que estamos habituados a ver, a começar por Luana Piovani interpretando uma dona-de-casa submissa e corna mansa. Família vende tudo, é o novo longa do diretor Alain Fresnot.
O filme conta a história de Ariclenes (interpretado pelo próprio - Lima Duarte) e Cida (Vera Holtz), um casal que faz qualquer coisa na vida para sobreviver em uma favela de São Paulo. Eles têm três filhos, mas apenas o último deles, com certeza é filho do casal. o_O

Nesse contexto, os dois resolvem pedir um empréstimo para comprar produtos falsificados do Paraguai, pensando que essa será a saída da banca-rota. Porém, como não é nada raro, toda mercadoria é apreendida na fronteira pela Polícia Federal. Uma das filhas do casal (que pode ser de fato de Ariclenes, ou não…), é Lindinha (Marissol Ribeiro - que fará sua estréia no cinema), e para tirar a família da miséria, dará uma de Maria-Microfone e vai atrás de ter um caso (e, conseqüentemente, engravidar) com um cantor brega de quem é fã, Ivan Carlos (Caco Ciocler), o Rei do Xique (ritmo musical inventado para o filme, que mistura, funk, lambada, forró e flamenco). O que nem Lindinha e nem sua família sabem é que Ivan Carlos é casado com Jennifer (Luana Piovani - que deixará de ser a mulher fatal e sedutora que costuma interpretar) e pai de gêmeos. Isso porque a empresária do cantor, Glória (Rosi Campos), sempre preferiu vender a imagem dele como um homem solteiro, e fez com que o Ivan Carlos socasse a família dentro de casa e não deixasse que fizessem aparições públicas. Mas Jennifer aceita tudo numa boa, acreditando que é melhor pra carreira do marido e não se importando com as muitas amantes que ele tem por aí, pois acha que todas são coisa passageira e apenas ela é “fixa”.

O filme ainda conta com Marisa Orth, Ailton Graça, Lilia Cabral e outros no elenco, e tem estréia prevista para o segundo semestre do ano que vem. As filmagens começam neste sábado, e devem ser concluídas em 90 dias (pois segundo o diretor, já que o cinema, aqui no Brasil, é o primo pobre, ele precisou espremer o cronograma entre duas novelas). O filme serpa rodado nas cidades de São Paulo, Paulínia e Foz do Iguaçu.

Daniela Thomas e Walter Salles recebem o Prêmio de Melhor Atriz, em nome de Sandra Corveloni, por sua atuação em Linha de Passe
Acabou hoje o 61º Festival de Cannes e ainda que não tenhamos levado a Palma de Ouro, não saimos de lá com as mãos abanando. Sandra Corveloni levou o Prêmio de Melhor Atriz por seu trabalho em Linha de Passe, de Walter Salles, onde interpreta Cleuza, uma mulher sofrida, forte, que tem quatro filhos de diferentes pais, é empregada doméstica e está grávida do quinto pimpolho. Ela é a segunda brasileira a ganhar o prêmio em Cannes (a primeira foi Fernanda Torres, em 1987, por Eu Sei Que Vou Te Amar, do chatolino Arnaldo Jabor).

Sandra Corveloni
O francês Entre les Murs (Entre as Paredes), de Laurent Cantet, recebeu a Palma de Ouro, confirmando seu favoritismo, uma vez que trata da rotina de um professor de cólegio que tem alunos das mais diversas origens e etnias, numa França que vive sob a constante ameaça de expulsão dos imigrantes do país. E o presidente do júri, o ator e diretor Sean Penn,, anunciou na coletiva de imprensa inicial que os prêmios desse ano iria contemplar filmes com temática política.
Antes do início da premiação, Sean Penn disse que na escolha dos vencedores, houveram duas unanimidades, uma foi o vencedor da Palma de Ouro, Entre les Murs, que é o prêmio mais importante do festival, e outra o vencedor do prêmio de melhor ator (Benicio Del Toro, por sua interpretação em Che, de Steve Soderbergh) foram as únicas unanimidades entre os prêmios concedidos pelo júri.
Além dos prêmios habituais, o Festival também entregou dois prêmios honorários pela conjunto da obra, um para a atriz Catherine Deneuve, que estava no Festival no filme Um Conto de Noel e ao diretor Clint Eastwood, que concorria à Palma de Ouro com The Exchange.
O prêmio Câmera de Ouro, que premia trabalhos de novos cineastas, foi para Hunger, de Steve McQueen.

Cena de Linha de Passe, de Walter Salles, que acabou trazendo o Prêmio de Melhor Atriz para Sandra Corveloni
Segue abaixo a lista completa dos vencedores:
Melhor Filme: Entre les murs, de Laurent Cantet
Melhor Diretor: Nouri Bilge Ceylan, por Três macacos
Melhor Roteiro: Le silence de Lorna, por Jean-Pierre e Luc Dardenne
Melhor Ator: Benicio del Toro, por Che
Melhor Atriz: Sandra Corveloni, por Linha de Passe
Prêmio do Júri: Il Divo, de Paolo Sorrentino
Grande Prêmio do Júri: Gomorra, de Matteo Garrone
Prêmio Especial: Catherine Deneuve e Clint Eastwood
Prêmio Câmera de Ouro: Hunger, de Steve McQueen
Melhor Curta-metragem: Megatron, de Marian Crisan
Sem mais delongas, está no ar o site oficial de A Mulher Invisível e as primeiras imagens oficiais do filme, e se não souber do que se trata e quiser saber mais informações do mesmo, é só clickar aqui.






O estúdio The Weinstein Company anunciou em Cannes que vai produzir a adaptação para o cinema do livro O Alquimista de Paulo Coelho. De cara já aviso que isso não me empolga nada, e os fãs do mago que me desculpem, mas tanto livro bom na Literatura Brasileira que poderia virar um filme, eles me resolvem adaptar esse best-seller digestivo, que qualquer dono de botequim semi-analfabeto já leu…
O filme, ao que tudo indica, será uma mega produção, com um orçamento de mais de 60 milhões de dólares, e será dirigido por Laurence “Morpheus” Fishburne (que por uma sutil coincidência, é amigo do nosso ilustre, imortal, mago and maluco beleza, Paulo Coelho) e terá Harvey Weinstein na produção.
E Morpheus não só será o diretor, como também interpretará o personagem-título. E esse, por sinal, é o único nome confirmado para o elenco, apesar de Weinstein ter afirmado que quer ver Penélope Cruz trabalhando nesse filme. O produtor acredita que o longa tem tudo para se transformar em um enorme sucesso, já que tem experiência com outras adaptações literárias para o cinema bem-sucedidas, como O Paciente Inglês.
Acredito até que o resultado será bom, e que pode vir por aí um belo de um filmão, mas ainda não consigo me conformar que, com tanta obra legal pra se adaptar (haja visto Blindness) e eles vão bem na Seção de Auto-Ajuda! =P

Tudo que é pra ser top-secret nesse mundo, sempre acaba dando um jeitinho de vazar - acho que até com segredos da CIA isso ocorre, portanto, com a Rede Globo e empresas ligadas a emissora não seria diferente.
Reza a lenda que a maior campeã de audiência da história da telenovelas estará de volta às telinhas dentro em breve, e não será o caso de um reprise no Vale a Pena Ver de Novo. Roque Santeiro, que por sinal foi reprisada há aproximadamente uns cinco anos, vai ganhar um remake, mas dessa vez não será apenas uma novela e sim um longa. E a coisa toda está sendo tratada a sete chaves, com planos para que o filme seja lançado em 2009. Não é uma missão fácil, afinal, essa pode ser considerada a novela das novelas, que chegou a alcançar 90 pontos de audiência em seu capítulo final, marca que, quase 25 anos depois, ainda não conseguiu ser superada.
Só estou curiosa pra saber quem arcará com o fardo de encarar personagens emblemáticos e lendário como Sinhozinho Malta e Viúva Porcina. Tem que ser muito bom pra conseguir se livrar dos estigmas deixados por Lima e Regina Duarte.
Estamos de olho e qualquer novidade você deve ver por aqui.

Enfim, demorou mas consegui. Aqui está o curta Ópera do Mallandro, que eu resenhei aqui no Cena Brasilis. Fiquei empenhada em caçar esse vídeo na internet, até que uma alma caridosa chamada Guilherme Toscano resolveu me mandar um e-mail com o link do vídeo completo no MySpace, e eu, como sou muito legal com os meus leitores, trago aqui pra vocês.
Para assistir a esse curta delicioso é só aperar o play. Só desafio vocês a me mostrarem alguém que veja esse filme e não passe o resto do dia cantando as músicas de Ségim Mallan… =D

Hoje pela manhã pudemos conferir o novo filme de Júlio Bressane, Cleópatra, estrelado por Alessandra Negrini, Miguel Falabella e Bruno Garcia. E posso te dizer que figura entre os piores nacionais produzidos nos últimos tempos. Saí do cinema desgostosa, ficava na cadeira me revirando, contando os minutos pro filme acabar e nada… Até que depois de duas horas meu sofrimento acabou. Em breve vocês vão conferir a resenha completa por aqui. Já adianto que pra quem estiver afim de uma “análise anatômica” do corpo de Alessandra Negrini vale, porque mostra cada mínima parte do seu corpo (cada uma mesmo!), porém, se você não for grande fã do corpo da moçoila, é melhor pular fora.

O nove filme de Heitor Dhalia, À Deriva, já conta com nomes como Vicent Cassel e Camilla Belle. Agora, a atriz Débora Bloch também confirma sua participação no longa.
A atriz acabou de interpretar a personagem Lena, de Queridos Amigos, na Globo. E ela vai repetir a temática e já ficar ambientada lá pelos anos 80, porque, assim como na minissérie global, a trama do filme se passa nessa mesma década. Ela rodará em Búzios.
Qualquer novidade a respeito você confere aqui.
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