Brasil, mostra a sua cara…

Resenhas

Constado às 09:34 em Resenhas | 6 Comentários | 

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Pra quem acompanha sempre o Judão, já deve ter visto esta resenha por aqui. Isso porque o filme foi assistido por nós no Festival do Rio. Como éramos apenas dois para cobrir uma quantidade enorme de filmes, eu fui escolhendo os que eram mais do meu agrado, enquanto Dom Borbs preferiu os mais pipocas e mais famosos (óbvio). Esse filme foi selecionado por mim logo de cara por que era dirigido pela Lúcia Murat, que é uma diretora que eu admiro muito, seja por sua história de vida (da qual ela não faz uso para se promover), seja de seu trabalho no cinema. E assim, Maré - Nossa História de Amor acabou fazendo parte da lista dos assistidos pelo Judão lá no festival da Cidade Maravilhosa.

A idéia central do filme é tranportar o enredo de Romeu e Julieta para o dia-a-dia das favelas do Rio de Janeiro, mais especificamente para o Complexo da Maré. E para isso, numa iniciativa muito similar a Cidade de Deus o filme não conta com atores conhecidos do grande público, a exceção de Marisa Orth (e Flávio Bauraqui e Elisa Lucinda, que fazem um papel que é mais uma participação do que um papel propriamente dito), e trabalha com a população que estuda dança e teatro na comunidade. Conta também a com a presença de Babu Santana - que apesar de já ter feito muita coisa no cinema (inclusive Cidade de Deus) e agora fazer a novela Duas Caras, ainda não é muito conhecido pelo grande público - e Jefchander Lucas, que interpreta o Alicate de Cidade de Deus, membro do trio protagonista da primeira fase.

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O trabalho é muito interessante, bonito de ver. Um monte de gente nova (em todos os sentidos), com toda aquela energia pulsante da juventude, feliz de estar fazendo um puta trabalho e de estar estreando no cinema. Deu pra sentir isso, quando eles subiram ao palco para apresentar o filme, antes de esse ser exibido, lá no festival, a sala do Odeon tava lotada de atores/bailarinos que fizeram parte do filme.

A trama se passa na favela da Maré, e Analidia (Cristina Lago) e Jonatha (Vinicius D’Black) se conhecem num baile funk e se apaixonam. Porém, ele não sabe que ela é filha do chefão da facção rival a de seu irmão Dudu (Babu Santana). Como a favela vive dividida, fica muito difícil pra eles levarem esse romance adiante. Porém, há um campo neutro, que é o barracão de dança, onde os interessados têm aulas com Fernanda (Marisa Orth — que está em um de seus melhores papéis). O filme se desenrola assim. É um musical e a música e a dança estão presentes em todo o filme e em boa parte das cenas.

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Eu, como bailarina e coreógrafa, fiquei encantada com as coreografias (que levam a assinatura de Graciela Figueroa), porque, ao contrário de muita bailarina clássica, sou apaixonada por dança e ponto. E os movimentos da Dança de Rua me encantam, são fortes, mas nem por isso deixam de ser técnicos. E o grupo do filme é fantástico.

A história é um drama, como já se sabe, por ser uma livre-adaptação de Romeu e Julieta. A idéia é a mesma, mas o final não é aquela coisa igual onde Julieta finge que morreu, Romeu não fica sabendo que é fingimento e vai atrás dela, e ao constatar que a amada está morta, se mata. Julieta desperta logo depois e vê que Romeu se matou, e, usando o punhal do amado, põe fim à própria vida. O desfecho é muito bonito e muito menos fantástico que o final dado por Shakespeare, mas, ainda assim, é muito semelhante, apesar de diferente.

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De certa maneira, podemos dizer que esse é o primeiro musical brasileiro, e que talvez ele abra as portas para esse novo nicho. Acho que vale muito a pena conferir. É um filme bem executado e bonito de ver, apesar de toda a miséria que o cerca. E é por isso que
De certa maneira, podemos dizer que esse é o primeiro musical brasileiro, e que talvez ele abra as portas para esse novo nicho. Acho que vale muito a pena conferir. É um filme bem executado e bonito de ver, apesar de toda a miséria que o cerca. E é por isso que Judão e Cena Brasilis RECOMENDAM. Lembrando que o filme também foi elogiadíssimo no último Berlinale, por isso, pra quem gosta de filme brasileiro e de musical, essa, com certeza, é a pedida da semana.

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Premiações e Indicações


- Prêmio Especial do Júri para o ator Babu Santana, por suas interpretações em Estômago e Maré - Nossa História de Amor, no Festival do Rio 2007

Maré - Nossa História de Amor
(Brasil, 2007)
105 minutos

Direção: Lúcia Murat

Roteiro: Lúcia Murat e Paulo Lins

Elenco: Cristina Lago, Vinícius D’Black, Babu Santana, Marisa Orth, Anjo Lopes, Flávio Bauraqui, Elisa Lucinda, Jefchander Lucas, Malu Galli, Deize Tigrona, Monique Soares, Rafael Mariano, Alessandro Portugal, Janaína Carvalho, Sônia Lino

Site Oficial: MareOFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 23:08 em Resenhas | Nenhum comentário | 

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Sambando nas Brasas é um filme muito diferente do que estamos acostumados a ver a começar pela trama, que é todinha narrada pelo personagem de Ângelo Paes Leme, que só aparece na última cena do filme. Para contar a história da sua família e de como seus pais se conheceram, ele a ambienta à época dos fatos — ou seja, através da vida dessa família a gente acaba captando o que acontecia no Brasil em meados dos anos de 1950.

Pedro (Marcello Novaes) é um músico mineiro que sonha conseguir fazer sucesso no Rio de Janeiro em plenos anos 50. E com a ajuda de seu irmão Carlos (Clemente Viscaino), ele deixa Belo Horizonte e parte pra Cidade Maravilhosa para morar com o irmão. A vida é dura e Carlos sustenta uma família com dois filhos, além de agregar os sogros e duas cunhadas num bairro distante no subúrbio do Rio.

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Para deixar a coisa toda mais real o filme foi rodado em preto e branco, e o tempo todo estão mescladas as cenas gravadas pelo elenco com muitas imagens de arquivos. Carlos é um funcionário público que bem se aproveita de todas as vantagens que a “máquina” do governo pode gerar, e usa disso pra conseguir benefícios para um financiamento de apartamento em Copacabana.

Com sua influência, Carlos acaba arrumando um emprego para o irmão na Rádio Nacional — e a produção, através do Photoshop, colocou o Marcelo Novaes em tudo quanto é foto das orquestras da rádio e etc. (porém está um tanto quanto tosco, porque dá pra ver nitidamente a montagem, porque ele sempre está mais claro que os demais personagens da foto). No decorrer das coisas, o atentado a Carlos Lacerda estremece o ambiente político do país, o que acaba culminando no suicídio de Getúlio Vargas. Toda essa turbulência atrapalha os planos da família de se mudar do subúrbio para a Zona Sul. Nesse tumulto todo, em uma de suas apresentações, Pedro conhece a cantora Arlete (Tracy Segal), com quem acaba se casando e tendo um filho (que no caso é o Ângelo Paes Leme).

Garanto que esse enredo não é nem de longe capaz de cativar o grande público e, por contan disso, foi um verdadeiro fracasso de bilheteria. Além de historiadores e pessoas que se interessam por temas históricos, acredito que só alguns cinéfilos mais adictos e pessoas que tenham alguma história pessoal relacionada ao período se abalaram até ao cinema ou a alguma locadora para conferir essa produção.

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Mas temos que ver que é bem legal ver que o nosso cinema está investindo em pequenas produções, independente do lucro que aquilo vai gerar, pelo simples prazer de contar uma história. Acho esse tipo de iniciativa louvável. Só falta prestar atenção pra não gravar uma cena do que seria a década de 1980 com um guarda-sol da Pepsi Twist atrás, porque um deslize desses joga no chão qualquer credibilidade. =D

Mas é isso. No fim das contas, Judão RECOMENDA. Mas se você não fizer parte do provável tipo de público citado anteriormente, pode ser que acabe de ver o filme e fique bem descontente com a simplicidade com que o filme foi feito.

Sambando nas Brasas, Morô?
(Brasil, 2007)
80 minutos

Direção: Elizeu Ewald

Roteiro: Elizeu Ewald

Elenco: Marcello Novaes, Tracy Segal, Clemente Viscaino, Isabel Guerón, Mara Manzan, Cosme dos Santos, Chico Expedito, Alexandre Zachia, Juliana Guimarães, Luiz Washington, Armê Rodrigues, Ângelo Paes Leme

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 22:52 em Resenhas | 2 Comentários | 

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Carlos e Ana vivem no sétimo andar de um edifício localizado no coração do Rio de Janeiro. Ana necessita de mais carinho do que seu marido lhe dá. Inesperadamente, Tomás, um amigo do casal, chega depois de muitos anos de viagem e se hospeda na casa dos dois.
Andréa e Miguel vivem num edifício em frente, também no sétimo andar. Andréa está cansada da indiferença de seu marido e ressentida por que ele a vê apenas como um objeto a ser exibido. Em uma festa, se encontram com Cláudia, o primeiro amor de Miguel. Cláudia, não tendo lugar para ficar, acaba passando a noite no apartamento de Miguel.
A presença dos recém-chegados é o grande detonador de infidelidades, separações e reconciliações, que acabará levando os homens a um apartamento e as mulheres a outro, numa espécie de duelo em que todos os envolvidos terão de lidar com uma série de conflitos na busca da realização pessoal e do amor.

Carlos (Murilo Benício) e Ana (Malu Mader) vivem no 7º andar de um edifício localizado no coração do Rio de Janeiro. Ana necessita de mais carinho do que seu marido lhe dá. Inesperadamente Tomás (Fábio Assunção), um amigo do casal, chega depois de muitos anos de viagem e se hospeda na casa dos dois. Ao mesmo tempo Andréa (Alessandra Negrini) e Miguel (Caco Ciocler) vivem num edifício em frente, também no 7º andar. Andréa está cansada da indiferença de seu marido e ressentida porque ele a vê apenas como um objeto a ser exibido. Em uma festa se encontram com Cláudia (Heloísa Perissé), o primeiro amor de Miguel. Cláudia, não tendo lugar para ficar, acaba passando a noite no apartamento de Miguel.

- Filme de estréia do diretor Jorge Fernando.

- Inicialmente seria Daniel Filho o diretor do filme, mas ele acabou ficando apenas como um dos produtores do longa-metragem.

- Refilmagem de Sexo, Pudor e Lágrimas (1999)

Com um cenário maravilhoso, ambientado na cidade que leva o mesmo adjetivo no codinome (e ainda tem gente que me pergunta por que sou apaixonada pelo Rio e doida pra me mudar pra lá?! o_O) e com uma trilha sonora deliciosa, Sexo, Amor e Traição é uma excelente pedida para o fim de sexta-feira, uma vez que o filme será exibido hoje na Globo, no Festival Nacional.

Primeiro longa dirigido por Jorge Fernando - inicialmente teria direção de Daniel Filho, que preferiu ficar apenas como produtor do filme - Sexo, Amor e Traição conta a história de Ana (Malu Mader) e Carlos (Murilo Benício), um casal de classe-média que mora no Leblon com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Eles estão em crise, porque Ana se queixa que o marido não lhe dá atenção, carinho e nem mesmo sexo. De repente, aparece Tomás (Fábio Assunção), melhor-amigo de Carlos e ex-namorado de Ana, que está voltando para o Brasil depois de passar anos na Europa e que sem dinheiro pede pra se hospedar lá. No prédio da frente vivem Andréa (Alessandra Negrini) e Miguel (Caco Ciocler), casal que também está em crise. Andréa se queixa da indiferença do marido e acredita que ele a vê como mais um objeto caro “comprado” por ele. No meio de uma festa eles encontram com Cláudia (Heloísa Perissé), amiga de Andréa e primeiro amor de Miguel. Cláudia, não tem onde se hospedar e acaba ficando no apartamento deles. Esse retorno de amigos e ex-amores abre a porta para vários tipos de acontecimentos inesperados. O final semi-feliz é semi-inesperado (o_O) e totalmente meta-lingüístico.

Só hoje eu descobri que esse filme é um remake do longa Sexo, Pudor e Lágrimas, de 1999 e do qual eu nunca ouvi falar… o_O

O filme é classificado como comédia, mas isso seria simplificar demais as coisas, pois o filme tem seus pontos dramáticos e de reflexão. É uma comédia de situações e de relacionamentos, com um que de Barrados no Baile, porque meio que todo mundo da trama já se pegou. É um longa pra você perceber, ainda que rindo, que é preciso encarar a vida, apesar de todas as turbulências emocionais que encontraremos no caminho.

Como podemos no filme, e isso é uma tremenda verdade, mulher só fica na fossa quando está sozinha, porque quando se junta com as amigas, pode até choramingar um pouco no início, mas o astral tem um UP rapidinho.

Há muitas cenas engraçadíssimas, como a da malhação, onde Cláudia comanda a ginástica de Ana e Andréa. Outra que é ótima é a cena em que Nestor (Marcelo Antony) faz uma inspeção no corpo das três e os meninos estão do outro lado da rua observando tudo de binóculo. E a Guerra dos Sexos que essa situação acaba gerando. E a cena da briga do Miguel com Tomás é sensacional e Fábio Assunção está genial, os trejeitos dele durante a briga estão ótimos. Pra coroar temos a participação de Sílvio de Abreu como pianista da festa e Betty Faria no papel da mãe de Carlos.

Dos Extras do DVD o ponto alto fica com os Clipes da Zezé, onde a fotógrafa do filme faz clipes com as músicas da trilha sonora e creditando todo mundo que faz parte da produção do filme, desde o pessoal da própria produção, passando pela direção, elenco e todo mundo que fica atrás das câmeras, até mesmo o pessoal que cuida da alimentação e transporte de todo mundo. É muito legal. Eu adorei essa iniciativa. Para comprar o dito-cujo, basta clickar aqui.

Cena Brasilis RECOMENDA e é um filme que seguramente garante a diversão descompromissada e que tem um ótimo elenco e uma boa direção para garantir o bom andamento da produção.

Sexo, Amor e Traição
(Brasil, 2004)
85 minutos

Direção: Jorge Fernando

Roteiro: Emanuel Jacobina e Renê Belmonte

Elenco: Malu Mader, Murilo Benício, Fábio Assunção, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Heloísa Perissé, Marcello Anthony, Betty Faria

Site Oficial: SexoAmorETraicao.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 16:05 em Resenhas | 4 Comentários | 

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Com um gênero que mescla muito bem os gêneros policial e comédia, Meu Tio Matou um Cara é um filme divertidão e que trilha novos caminhos para o nosso cinema, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre. Esse, que é o quarto longa produzido pelo estúdio gaúcho e tem co-produção da Natasha Filmes (que se depende-se de sua dona, Paula Lavigne e de sua extrema simpatia com a imprensa, deveria se chamar Na Shata Filmes! =D).

Aqui acompanhamos a história de Éder (Lázaro Ramos), tio de Duca (Darlan Cunha), que é preso depois de confessar ter matado um homem. Duca, que aos 15 anos é viciado em jogos policiais acredita que o tio não é culpado e que está assumindo a culpa no lugar de outra pessoa, provavelmente a namorada, Soraya (Deborah Secco), que é ex-mulher do morto. Duca é apaixonado por sua melhor-amiga Isa (Sophia Reis), que, por sua vez, está apaixonado por um outro amigo, o Kid (Renan Gioelli). Nessa sua investigação pela suposta autoria de Soraya no crime, Duca conta com os dois amigos.

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O filme garante ótimas gargalhadas e tem um elenco muito bom, o que facilita muito. O filme se passa no Rio Grande do Sul, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, mas vemos um samba do crioulo doido porque o sotaque carioca de Darlan Cunha é gritante, por sua vez, Lázaro Ramos, não deixa de lado seu sotaque baiano, enquanto Sophia Reis capricha no seu paulistês, soltando até a nossa típica expressão italiana “catzo”. Já os personagens secundários e figurantes estão com o gauchês na ponta da língua. Não que seja um defeito do filme, mas é um deslize, como o tio do carioca é baiano (mas o pai não é) e a melhor amiga que o conhece desde os primeiros meses de vida é paulista e ninguém cita isso na história? Sei que é picuinha minha, mas ou todos podiam ter “ensaiado” um sotaque uniforme, ou inserir umas explicações - tipo “a Isa mudou pra cá pequenininha, porque o pai arrumou um emprego etc., mas ela nasceu em São Paulo e como a mãe tem esse sotaque, ela também fala assim…”, “meu tio morou muitos anos na Bahia e acabou pegando o sotaque de lá”. Mas beleza, ainda assim o filme é engraçadíssimo e eu quero ver Soraya queimada… =D

Esse filme marca a estréia de Sophia Reis (filha de Nando Reis), que agora é VJ da MTV, a frente do TOP10. É também a segunda vez que o diretor Jorge Furtado trabalha com Lázaro Ramos, que também protagoniza o excelente O Homem que Copiava.

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Pra quem não viu ainda, hoje a Globo vai exibí-lo no Festival Nacional, mas se ainda assim você não assistir ou se tiver afim de comprar o DVD click aqui, eu garanto que vale a pena, afinal nos extras temos o clip de Soraya Queimada, que é genial, com o Zéu Britto com as participações de Lázaro Ramos (é claro!) e Wagner Moura além de conter cenas do filme. Tem também as cenas excluídas e a que o Aílton Graça canta I shot the sheriff é simplesmente impagável. E também nos extras ficamos sabendo que a personagem da Deborah Secco não se chamava Soraya, e que mudou de nome no meio do filme por conta da música do Zéu Britto.

Prêmios e Indicações


- Recebeu 4 indicações para o Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias: Melhor Ator para Lázaro Ramos, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.

Meu Tio Matou um Cara
(Brasil, 2005)
87 minutos

Direção: Jorge Furtado

Roteiro: Jorge Furtado e Guel Arraes, baseado em livro de Jorge Furtado

Elenco: Darlan Cunha, Lázaro Ramos, Aílton Graça, Deborah Secco, Dira Paes, Sophia Reis, Renan Gioelli

Site Oficial: MeuTioMatouUmCara.terra.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 09:38 em Resenhas | 01 Comentário | 

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Se desconsiderarmos a péssima qualidade da imagem (até porque o filme é de 1991) e nos deixarmos levar pela trama, que é muito legal, não há como não se divertir com O Corpo, baseado no conto “A Via Crúcis do Corpo” de Clarice Lispector. A começar que o filme é protagonizado por três excelentes atores: Antônio Fagundes, Marieta Severo e Cláudia Jimenez.

O filme, que apesar de ser de 1991, foi uma das últimas obras da Embrafilme (sumariamente assassinada pelo nosso queridíssimo presidente Collor) - uma vez que o roteiro é de 1986 e a captação, contratação de elenco etc. levaram cerca de três anos. Até que, entre junho e julho de 1989, o filme, enfim, foi rodado. Mais um ano e meio para montagem, edição e afins, fez com que o filme fosse lançado pós assassinato de sua “mamãe”.

O filme é uma comédia, com um fundo rodriguiano (apesar de baseado em obra de Clarice Lispector), que satiriza a vida amorosa de um farmacêutico, metido a latin lover e de suas duas “esposas”. Xavier (Antônio Fagundes) vive feliz, tocando seu negócio e ao lado de duas mulheres, Bia (Cláudia Jimenez) e Carmen (Marieta Severo). Os três se amam, se tratam a pão-de-ló e seguem a vida num clima de perfeita harmonia. Esse “casamento” é um verdadeiro escândalo para o pessoal das redondezas, e incomoda, principalmente a mulher do delegado (Sérgio Mamberti), vivida pela ótima Maria Alice Vergueiro, também conhecida como Tapa na Pantera. =D

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Sem dar muita importância para a opinião alheia, as coisas vão caminhando muito bem, até que um dia Xavier se atrasa para o jantar e as duas começam a ficar desconfiadas. Num deslize lugar-comum, as duas encontram uma marca de batom, eles descobrem que, além das duas, ele também tem um caso com a prostituta Monique (Carla Camurati). É aí que, num rompante, as duas enlouquecidas de ciúme, transformam o latin lover no referido personagem título.

Apesar de ser um filme anos 80, a direção foi impecável e soube encaixar as cenas de sexo (sem trocadilho infame… =D) muito adequadamente, sem nenhuma apelação, utilizando-as de maneira discreta, correta, apenas nos momentos em que são necessários na trama.

Eu já assisti ao filme algumas vezes - acho que desde os meus 14 anos, sempre que passa nas madrugadas globais, até que, enfim, consegui comprar o DVD e sempre que me dá vontade, é só correr pro abraço. =D

Se formos assistir ao filme com os olhos de hoje, vamos achar vários defeitos, mas se dermos um desconto e levarmos em conta que o filme tem quase 20 anos, dá pra se divertir muito e conferir uma das melhores atuações da carreira de Cláudia Jimenez. Ah, e só pra constar, eu como fui uma “bolorzinho de televisão” como diria a minha mãe, sempre acompanhei as novelas globais da minha infância, e isso inclui o trabalho de Carla Camurati, mas depois de rever a O Corpo mais recentemente, louvo aos céus que ela tenha abandonado a carreira de atriz para atuar apenas atrás das câmeras - papel esse que tem desempenhado bem (apesar de alguns deslizes como Irma Vap - O Retorno… =D). A atuação dela nesse filme é horrenda - isso pra dizer o mínimo. Ainda assim o filme vale muito a pena, e é claro que Cena Brasilis RECOMENDA. Se tiver dificuldade pra encontrar pra alugar, pode esperar um dia inspirado, porque volta e meia passa na Globo ou no Canal Brasil, mas, se você for daqueles que não têm muita paciência, é mais fácil clickar aqui e comprar o seu.

Prêmios e Indicações


- Candango de Melhor Filme, no Festival de Brasília de 1991
- Divisão do Candango de Melhor Atriz entre Marieta Severo e Claudia Jimenez, no Festival de Brasília de 1991
- Prêmio de Melhor Roteiro, no Festival de Brasília de 1991
- Prêmio de Melhor Trilha Sonora, no Festival de Brasília de 1991
- Prêmio de Melhor Montagem, no Festival de Brasília de 1991
- Prêmio de Melhor Cenografia, no Festival de Brasília de 1991
- Prêmio de Melhor Filme, no Festival Internacional de Cartagena de 1992
- Prêmio de Melhor Roteiro, no Festival Internacional de Cartagena de 1992
- Prêmio de Melhor Ator para Antônio Fagundes, no Festival Internacional de Cartagena de 1992

O Corpo
(Brasil, 1991)
80 minutos

Direção: José Antônio Garcia

Roteiro: Alfredo Oros, baseado no conto A via crúcis do corpo de Clarice Lispector

Elenco: Antônio Fagundes, Marieta Severo, Cláudia Jimenez, Carla Camurati, Sérgio Mamberti, Maria Alice Vergueiro, Ricardo Pettine, Lala Deheinzelin

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 00:12 em Resenhas | 01 Comentário | 

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A história de A Grande Família - O Filme carrega para as telonas todos os elementos que quem assiste ao seriado já deve estar careca de conhecer. Porém, eles conseguiram passear por algo mais profundo de uma maneira bem interessante. E isso foi feito destrinchando a história em três partes, que na verdade são três histórias diferentes, mas todas com um mesmo pano de fundo.

O filme todo gira basicamente em torno de Lineu (Marco Nanini), que começa a entrar em parafuso depois de ir ao enterro de um colega de repartição. Ao se sentindo mal, por influência de Mendonça (Tonico Pereira) ele resolve ir a um médico, e é aí que começa toda a piração.

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O médico suspeita que ele possa ter uma doença grave e pede que ele faça alguns exames para confirmar a situação. Com o resultado em mãos, Lineu decide que prefere ficar na dúvida e resolve não abrir o envelope e como não sabe muito bem lidar com essa suposta doença, num dado momento ele começa a imaginar como seria a vida de sua família sem ele. Aí ele surta ao constatar que ele é o verdadeiro arrimo de todos, pois a filha é casada com um malandro, o filho é um vagabundo e a mulher é dona-de-casa. Não dá pra dar uma sinopse muito detalhada porque senão eu conto o filme, que é costurado através da morte do Lineu, e de como seria a vida dele(s) se ele tivesse um caráter totalmente diferente.

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As três histórias têm esse mesmo ponto de partida, o que para alguns pode até parecer repetitivo num determinado momento, mas eu achei que se encaixava bem. A maneira de “rebobina tudo e começa de novo” de contar o filme pede essa repetição, além do que, é legal ver como os atores se desempenharam bem ao fazer diálogos quase iguais para uma situação totalmente diferente e que, à s vezes, até pedia uma emoção muito distinta da utilizada anteriormente.

Elementos já conhecidos de quem acompanha o seriado, como o rolo entre Tuco (Lúcio Mauro Filho) e Marilda (Andréa Beltrão), as pilantragens de Agostinho (Pedro Cardoso), a paranóia da Bebel (Guta Stresser) em engravidar, as armações de Mendonça e por aí vai, também estão no filme. E dois personagens novos aparecem, dando um toque extra de cenas cômicas ao filme: Carlinhos (Paulo Betti), que é um ex-quase-namorado de Nenê (Marieta Severo) e Marina (Dira Paes), suposta amante de Lineu. E vemos também como tudo começou entre Lineu e Nenê, num bailinho em 1967. Lembrando que o personagem de Paulo Betti já apareceu no seriado também, mas tinha um outro nome.

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Não há como se decepcionar com a atuação, nem com a direção, uma vez que todos trabalham juntos há quase sete anos, e tá mais do que provado que essa parceria dá super certo. O meu medo, que acabou se concretizando, era como eles conseguiriam produzir o filme em cima de algo que é tão conhecido do público, de uma maneira que não soasse repetitiva. Porque é muito complicado lidar com personagens tão conhecidos por todos e ainda assim trazer algo novo. A história é diferente, alguns temas conseguiram ser mais aprofundados (algo impossível num programa semanal de meia-hora), mas ainda assim muitos conflitos existentes ali já estão batidos. Mas não é isso que faz desse um filme ruim, é apenas uma constatação.

Enfim, Cena Brasilis até que RECOMENDA! sim, seja você um autêntico fã do seriado ou se apenas quiser dar algumas boas risadas. Pode passar em algum cinema, que não vai ter decepção não.

A Grande Família - O Filme
(Brasil, 2007)
104 minutos

Direção: Maurício Farias

Roteiro: Cláudio Paiva e Guel Arraes

Elenco: Marco Nanini, Marieta Severo, Pedro Cardoso, Guta Stresser, Andréa Beltrão, Lúcio Mauro Filho, Paulo Betti, Tonico Pereira, Marcos Oliveira, Dira Paes, Zéu Britto, Wagner Santisteban, Keli Freitas, Celso Bernini

Site Oficial: AGrandeFamiliaOFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 22:56 em Resenhas | 15 Comentários | 

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Ese filme do Menino Maluquinho, vai ficar na história do Cinema Brasileiro como o primeiro poema cinematográfico do Cinema Brasileiro

A frase acima foi dita por Ziraldo, e olha que o filme é uma adaptação de seu maravilhoso livro homônimo (e que, por sinal, é a sua obra-prima - e olha que sou enorme fã de tudo que o Ziraldo põe a mão, e se bobear, um dos melhore livros infantis já produzidos - com certeza, aqui no Brasil, é o mais lido e reeditado! =D), Menino Maluquinho - O Filme, é bem fiel ao seu orginal e traz para a telona muito do que os leitores de Ziraldo decoraram após folhear tantas vezes esse delicioso livro, e é claro que, pra dar mais ritmo e até mesmo para dinamizar a história, também tem coisa no filme que não faz parte do livro e vice-versa. Maluquinho (Samuel Costa) é um menino sapeca (ai, que gay! =D), inteligente e, acima de tudo, feliz. Vemos uma criança que vive no fina dos anos 60, e aproveita a vida no meio de suas brincadeiras, competições e muitas aventuras ao lado de sua turma da escola e da rua. A vida deles resume-se a corridas de rolimã, pega-pega, pau de melado, campeonatos de pum, revistas de mulheres peladas e todas travessuras comuns de qualquer criança que teve uma infância muito saudável. Ao seu lado estão sempre o melhor-amigo Bocão (João Romeu Filho), a mãe (Patrícia Pillar), o pai (Roberto Bomtempo) e toda a sua turminha. Apesar do universo de felicidade que o rodeia, Maluquinho sofre muito quando os pais se separam. Mas há um santo remédio pra tristeza de criança, passar as férias na fazenda do Vovô Passarinho (Luiz Carlos Arutin) , onde, ao lado dos amigos, ele vive novas aventuras e alguns percalços.

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O filme é simplesmente delicioso, transmitindo um ar saudável (e, porque não, saudoso) de infância dos tipos que não existe mais nos dias de hoje e acho que a última geração que teve uma infância mais próxima disso (com brincadeiras na rua, em grupo) foi a geração dos anos 80. Um dos melhores infantis já produzidos na história do Cinema Nacional.

Com uma trilha sonora lindíssima, composta especialmete para o filme, que tem a direção do filho de Ziraldo, Antônio Pinto e que tem a canção tema com a assinatura de Fernando Brant e Milton Nascimento, é muito difícil não se emocionar. Além disso, as atuações são maravilhosas - tanto do elenco adulto, que conta com grandes feras, quanto as crianças, que estão ótimas (dá pra perceber que atuar nesse filme pra elas foi uma coisa leve, deliciosa, divertida) - todos muito convincentes. Samuel Costa é mesmo o Menino Maluquinho perfeito, mas da equipe-mirim, o destaque, pra mim, vai para João Romeu Filho, porque o Bocão é impagável, e me faz dar as gargalhadas mais gostosas desse filme.

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Como já disse antes, a fidelidade do filme com o livro é grande, e para as crianças dos anos 80, que brincaram na rua, passaram férias na fazenda, dá uma saudade apertadinha no peito. É um lindo filme, uma verdadeira obra poética de Helvécio Ratton, com toda a poesia e lirismo que lhe são peculiares. É claro que Cena Brasilis Recomenda. E o DVD tem um acabamento lindo, com um ar de livro - mesclando fotos do filme e desenhos de Ziraldo e trás o clipe da música-tema, com Milton Nascimento e as crianças do Coral Curumim, além da versão em MP4 do filme, making of (com o teste de Samuel Rosa e depoimentos do elenco principal, além de Helvécio Ratton e do próprio Ziraldo). Se tiver interessado em comprar, é só clickar aqui.

Menino Maluquinho - O Filme
(Brasil, 1995)
82 minutos

Direção: Helvécio Ratton

Roteiro: Maria Gessy, Alcione Araújo, Helvécio Ratton e Ziraldo, baseado em livro de Ziraldo

Elenco: Samuel Costa, Luiz Carlos Arutin, Levildo Barbosa Júnior, Othon Bastos, Roberto Bomtempo, Patrícia Pillar, Tonico Pereira, Hilda Rebello, João Romeu Filho, Vera Holtz

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 16:45 em Resenhas | 3 Comentários | 

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Houve Uma Vez Dois Verões é um ótimo filme, como todos os produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre e garantia de boas gargalhadas. Com o elenco principal todo composto por jovens atores gaúchos muito, e que eram quase todos desconhecidos do grande público. Esse é o primeiro do diretor Jorge Furtado, que já era consagrado por seu aclamado curta (e presença certa nas aulas do Ensino Médio e Fundamental), Ilha das Flores. E também é o segundo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, que em 2000 produziu o excelente Tolerância, estrelado por Maitê Proença, Roberto Bomtempo, Maria Ribeiro e o, na época desconhecido, Werner Schünemann.

Rodado em apenas 23 dias, Houve Uma Vez Dois Verões conta a história de Chico (André Arteche, que interpreta o Clemente de Desejo Proibido), Roza, com Z (Ana Maria Mainieri, que interpreta a filha de Maitê Proença em Tolerância), dois jovens que se encontram por acaso nas férias e, juntos, vivem uma tarde de intensa paixão. Porém em pouco mais de um mês depois eles vão descobrir que a história deles irá muito além daquele fim de tarde de verão ou até mais além ainda do que outra noite no verão seguinte. E a coisa vai ficando cada vez mais maluca e engraçada.

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O trio de atores principal é fantástico, tanto que André Arteche e Pedro Furtado, que interpreta Juca, melhor-amigo de Chico, acabaram virando globais depois de suas atuações nesse filme - pra quem não se lembra bem, Pedro Furtado interpretava o namoradinho da Helena Ranaldi em Mulheres Apaixonadas. Ana Maria Mainieri ainda não chegou às telinhas, mas vem se destacando como uma das grandes atrizes da nova geração, ainda que esteja restrita apenas ao cenário gaúcho, mas além de ser a protagonista desse longa, estrela também 3 Efes, mais recente longa do estúdio gaúcho, e parece que o tempo tem feito muito bem a ela, pois em cada filme que vejo ela está ainda mais linda. E além dos três, todos os outros integrantes do elenco também são gaúchos, ao contrário de outros filmes da Casa de Cinema de Porto Alegre, como Tolerância, O Homem que Copiava,Meu Tio Matou um Cara, Sal de Prata e Saneamento Básico, que sempre contam com globais em seu elenco. E é muito mais legal, porque não fica com aquele sotaque gaúcho falso - caso de Lázaro Ramos em O Homem que Copiava (cito ele, que por ser baiano, fica mais emblemático tentando fazer sotaque de gaúcho, mas a maioria se sai muito mal ao tentar falar cantado como os gaúchos de fato - assim como Luana Piovani, no mesmo O Homem que Copiava, que também imita um gauchês horroroso).

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E como o Rio Grande do Sul é um país a parte, nesse filme eles dão conta de ter um elenco 100% gaúcho e uma trilha sonora essencialmente formada por bandas de lá - embora haja algumas exceções. Mas eles podem se dar ao luxo de fazer isso e o filme ficar muito legal, com uma cara jovem e com um ar inovador. E eu adoro todos os trabalhos desse estúdio gaúcho, porque lá se trilha um caminho hollywoodiano para o nosso cinema. Basta dar uma olhada nos filmes produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre e você constatará que eles fogem das temáticas constantemente abordadas pelas produções nacionais. São filmes que são drama, aventura, comédia-romântica etc., cada um no estilo que se propões, mas sem precisar falar de algum tema histórico, ou pobreza, violência… Eles têm seu enredo, se desenvolvem muito bem, nos trazem um cinema só de lazer (seja ele pra rir, chorar, ficar tenso), sem se preocupar com o que está acontecendo no mundo lá fora. E embora eu ache que é preciso sim ter cinema de denúncia, não precisamos ter só esse gênero de filmes por aqui, certo? E é por isso que eu adoro tudo que é produzido por esse estúdio gaúcho e adoraria ver muitas outras iniciativas como as deles. A gente precisa disso.

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E Houve Uma Vez Dois Verões é um daqueles filmes que, quando acaba você fica com aquele gostinho de: “Já!”… E é por isso tudo que Cena Brasilis RECOMENDA total, esse você não pode deixar de ter. E se quiser comprar, é só clickar aqui e já garanto que vale muito a pena. O DVD do longa tem um diferencial que eu adorei (e que acho que todos os DVDs deveriam fazer isso), nos extras ele tem uma parte que é só sobre a trilha-sonora, com todas as músicas do filme na íntegra - ou seja você compra o DVD e “ganha” a trilha-sonora completa. Adorei! =D

Premiações e Indicações


- Prêmio da Crítica de Melhor Filme no Cine Ceará 2002
- Prêmio de Melhor Direção no Cine Ceará 2002
- Prêmio de Melhor Roteiro no Cine Ceará 2002
- Prêmio de Melhor Montagem no Cine Ceará 2002
- Prêmio do Júri Oficial de Melhor Filme no 5º Festival do Cinema Brasileiro de Paris, em 2003
- Prêmio de Melhor Roteiro Original no 4° Grande Prêmio Cinema Brasil, em 2003:
- Prêmio de Melhor Roteiro no 2° Down Under International Film Festival, em Darwin (Austrália), em 2004
- Indicado ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Diretor
- Indicado ao Prêmio Cinema Brasil 2003, na categoria de Melhor Filme
- Indicado ao Prêmio Cinema Brasil 2003, na categoria de Melhor Figurino

Houve uma Vez Dois Verões
(Brasil, 2002)
75 minutos

Direção: Jorge Furtado

Roteiro: Jorge Furtado

Elenco: Ana Maria Mainieri, André Arteche, Pedro Furtado, Júlia Barth, Victória Mazzini, Marcelo Aquino, Janaína Kremer Motta, Yuri Ferreira, Alice Furtado

Site Oficial: CasaCinePoA.com.br

Nota do CENA BRASILIS

uv