Brasil, mostra a sua cara…

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Constado às 20:58 em Festival, Notícias, Sem Categoria | 18 Comentários | 

O Ministério da Cultura enfim divulgou qual será o filme brasileiro que vai tentar ficar entre os 5 filmes que vão disputar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2009. E posso adiantar que nem a minha torcida por Mutum, nem a do Borbs por Estômago, resultaram em muita coisa, um vez que ainda há uma vibe Tropa de Elite no ar.

Daqueles concorrentes divulgados semana passada, o MinC acabou escolhendo Última Parada - 174, de Bruno Barreto, que conta a história de Sandro Nascimento, um morador de favela do Rio de Janeiro, que no ano 2000, protagonizou um episódio acompanhado ao vivo por todo o Brasil, através da televisão, ao seqüestrar um ônibus no bairro do Jardim Botânico. Um dos protagonistas do filme é o ator André Ramiro, que depois de ficar famoso por seu personagem em Tropa de Elite, vive mais uma vez um capitão de polícia, que vai tentar negociar a vida dos reféns.

O filme só estréia em todo o Brasil apenas em 24 de outubro, porém, como uma das exigências do Minsitério da Cultura, era de que as produções candidatas tivessem sido lançadas nos cinemas brasileiros entre 1º de outubro de 2007 e 30 de setembro de 2008, os produtores do longa acabaram decidindo colocar o filme em cartaz por uma semana, entre 12 e 19 de setembro, em apenas uma sala de cinema de Jundiaí.

Lembrando que a comissão que escolheu o longa era formada por Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida e a presidência da comissão é do secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sílvio Da-Rin.

Constado às 04:09 em Sem Categoria | 9 Comentários | 

Depois de Sandra Corveloni ter recebido o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por sua atuação em Linha de Passe, essa passou a ser uma das estréias mais aguardadas do circuito nacional.

Centrando sua história na cidade de São Paulo, que segundo o diretor Walter Salles, é o 6º personagem do filme, a metrópole transparece toda sua grandiosidade e variedade. E dentro desse mundo tão imenso e diferente conhecemos uma família de uma mãe e quatro filhos homens, sendo, cada um deles, de um pai diferente. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é o mais novo, no início da adolescência, é o único dos filhos que não sabe quem é seu pai, o que o faz virar motivo de chacota entre os irmãos, e transformar a busca por esse pai numa verdadeira obsessão (sendo que a única informação que ele tem é que o pai é motorista de ônibus). Dario (Vinícius de Oliveira) é o craque da casa, e insuflado por todos, alimenta o sonho de se tornar um grande jogador de futebol. Porém, quando chega aos 18 anos, vê a idéia ficar cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues), ao lado da mãe, é arrimo de família. Trabalha como frentista de noite e se dedica a pregação de uma igreja evangélica durante o dia. Dênis (João Baldasserini) é moto-boy, e num descuido com namorada, acaba arrumando um filho, a quem tem dificuldades para sustentar. Os quatro irmãos foram criados apenas pela mãe, Cleuza (Sandra Corveloni), corintiana fanática, trabalha como empregada doméstica e está grávida, pela 5ª vez, de mais um pai desconhecido.

Exceto Vinícius de Oliveira - que ficou famoso em todo Brasil, quando há 10 anos, protagonizou o grande sucesso Central do Brasil (também dirigido por Walter Salles) - todos os outros atores estavam estreando em cinema. Esse tiro no escuro, acabou se revelando uma sábia decisão, uma vez que, sendo estrelado por atores desconhecidos, a expectativa em torno do filme acaba sempre sendo menor, e isso conta a favor, uma vez que fica muito mais difícil você decepcionar alguém que já não esperava nada do filme. É legal, porque de fato essa pressão inexistente fez com que o elenco principal estivesse todo muitíssimo bem em seus papéis, e, mesmo sendo chover no molhado, é necessário ressaltar que o prêmio recebido por Sandra Corveloni é merecidíssimo, ela está primorosa no papel de mãe suburbana.

Mas, apesar de vários pontos contando a favor, como um diretor muito famoso, um prêmio prévio num dos mais respeitados festivais de cinema do mundo, um elenco estreante e um roteiro com muitos conflitos e viradas a serem explorados, o filme não conseguiu ser muito mais do que um filme bom. É isso e ponto. Os prós não se bastam…

A edição, que pareceu nas primeiras tomadas, que iria me ganhar, se revelou cansativa e um pouco perdida. Apesar de ter pouco mais de 100 minutos, o ritmo se perde e o filme fica longo e massante.

Isso sem falar que o foco não é a história da família, e sim a história de cada um como indivíduo - ou seja, são cinco histórias paralelas acontecendo, que, em algum momento se cruzam, aí se separam, e voltam a se cruzar. Mas são 5 tramas. É muita coisa pra acontecer em menos de uma hora, e aí o roteiro dá suas derrapadas e não consegue dar um final satisfatório para cada uma delas. Você sai do cinema com a cabeça cheia de “será que?!”. As tomadas finais de cada personagem, terminam todas, com você cheio de pontos de interrogação na cabeça. Muita coisa fica em aberto e você fica com aquela cara de paisagem e fala: “ué, acabou assim?!”. Me lembrou imediatamente o final dos filmes produzidos aqui no início da década de 1980.

Mas, ainda assim, na falta de programa melhor para o fim de semana, vá conferir. Não vai ser nenhum filme daqueles que você sai do cinema gritando: “iuhu!”. Tampouco será daqueles que você sai torcendo o nariz. É um filme bom que não consegue passar muito disso.

Linha de Passe
(Brasil, 2008)
108 minutos

Direção: Walter Salles e Daniela Thomas

Roteiro: George Moura e Daniela Thomas, com colaboração de Bráulio Mantovani

Elenco: João Baldasserini, Vinícius de Oliveira, José Geraldo Rodrigues, Kaique de Jesus Santos, Sandra Corveloni, Ana Carolina Dias

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 13:48 em Festival, Notícias, Sem Categoria | 4 Comentários | 

Saiu hoje a lista da mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio. São OITÔ filmes e dentro eles o grande e eterno queridinho do Judão, Apenas o Fim, de Matheus Souza. Ao contrário do ano passado, que a imensa maioria dos filmes da Premiére era inédito, nesse ano, apenas 50% ainda nunca foi exibido - vale lembrar que a competição do Festival do Rio exige apenas que os filmes sejam inéditos no Rio de Janeiro, então não há nada de errado em repetir obras exibidas em outras mostras.

De qualquer maneira, há uma convocação a todo e qualquer judônico que resida no Rio de Janeiro ou que more nas redondezar, que faça a sua parte e vá assistir a Apenas o Fim e ajude-o a ser escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular - lembrando que nesse filme o Judão é uma espécie de personagem (podemos dizer que seria o alter-ego do personagem principal, vivido por Gregório do Duvivier, e também do diretor Matheus Souza). Vale lembrar que compondo o casal principal ao lado de Gregório do Duvivier, está a atriz Érika Mader.

Confira a lista completa dos selecionados:

    » Inéditos
    Apenas o Fim, de Matheus Souza
    Rinha, de Marcelo Galvão
    Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte
    Verônica, de Maurício Farias.

    » Já exibidos em outros festivais
    Feliz Natal, de Selton Mello
    A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele
    Juventude, de Domingos Oliveira
    Vingança, de Paulo Pons

Constado às 21:29 em Sem Categoria | 20 Comentários | 

Já teve fã-clube ensandecido que só faltou crucificar o Borbs porque ele escreveu que a Letícia Colin tinha assinado contrato para interpretar a personagem Maria Cecília antes vivida por Lucélia Santos em Bonitinha, mas Ordinária. e depois quando viu que a gente tava certo quis virar melhor-amiga.

E agora que, como diria a minha mãe, a Inês é morta, a coisa tá toda confirmada, reconfirmada e agora temos as primeiras imagens da atriz na pele de sua personagem safadinha, que se faz de santa, mas que bem que gosta da coisa… =D



uv