Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 08:08 em Resenhas | 4 Comentários | 

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Com uma fórmula mais do que batida nas produções hollywoodianas, Se Eu Fosse Você, faz com que sejamos remetidos a filmes como Quero Ser Grande, e já faz com que não haja tanto entusiasmo do espectador diante da trama. Ainda assim, mesmo com a sensação de “já vi isso antes”, o filme consegue ser bem divertido e acabou virando um incrível sucesso de bilheteria - e boa parte disso se deve ao talento do casal principal e da excelente química entre eles, que já estão mais do que cansados de interpretar pares românticos (haja visto as duas últimas novelas que fizeram Belíssima e Paraíso Tropical, onde em ambas os dois formavam um casal). Além disso, Patrícia Pillar também faz uma ressurreição de sua personagem-doutora do seriado Mulher - não é a mesma, mas tá muito similar… =D

O filme começa deixando no ar aquela máxima de que homens são de Marte e mulheres são de Vênus. E quando esses planetas se alinham, só Deus pode imaginar no que vai dar. Além do que, no final, eles reforçam ainda mais as diferenças que regem o masculino marciano (vindo do Planeta do Deus da Guerra) e o feminino venusiano (natural do Planeta da Deusa do Amor).

Cláudio (Tony Ramos) é um publicitário bem sucedido, dono de sua própria agência e casado com Helena (Glória Pires), uma professora de música, responsável por um coral infantil. Acostumados com a rotina do dia-a-dia e do casamento de tantos anos, eles, volta e meia, têm uma discussão. Um dia acabam tendo uma briga mais séria que o normal, e fiquem repetindo as mesmas frases (ao mesmo tempo) um pro outro, e de madrugada, enquanto dormem, algo inesperado e inexplicável acontece: eles acabam trocando de corpos. Apavorados, eles tentam encarar o fato com normalidade até que consigam revertar a situação, e pra isso é preciso que assumam a vida do outro.

Com dois atores extremamente competentes e talentosos, até essa fórmula batida fica boa. Tanto Tony Ramos, quanto Glória Pires conseguem deixar claro para o espectador quando eles interpretam Cláudio e quando interpretam Helena. A “mudança de sexo” é nítida, eles conseguiram encarar esse papel-duplo numa boa, com muita naturalidade e isso é muito positivo pro público. Tanto que Se Eu Fosse Você foi a maior bilheteria de filme brasileiro em 2006, levando mais de 3 milhões e meio de pessoas aos cinemas.

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“Oh, Beethoven. Oh, Ludwig, oh, Ludwig! Uh, uh! Uh, uh!”. A participação do coral d’As Jovens Princesas de Petrópolis no filme, é assaz. Elas interpretando a versão hip-hop da 9ª Sinfonia de Bethoven é fantástico.

O filme poderia ser ainda melhor se não ficasse no ar aquela liçãozinha de moral: “não dê palpite na vida alheia, porque você não sabe como é estar no lugar do outro, e com certeza, é muito mais difícil do que você pode imaginar”.

Premiações e Indicações


- Recebeu 6 indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Glória Pires), Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Edição.

Se Eu Fosse Você
(Brasil, 2006)
95 minutos

Direção: Daniel Filho

Roteiro: Adriana Falcão, Daniel Filho, Renê Belmonte e Carlos Gregório

Elenco: Tony Ramos, Glória Pires, Thiago Lacerda, Danielle Winits, Lavínia Vlasak, Maria Ceiça, Maria Gladys, Lara Rodrigues, Patrícia Pillar, Dênis Carvalho, Ary Fontoura, Glória Menezes, Jorge Fernando

Site Oficial: SeEuFosseVoce.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Obs: a nota real seria mais pra 5,5, mas como tem que ser nota inteira, achei que merecia mais pra nota 6 do que pra 5, e isso graças ao desempenho do elenco. =D

uv