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Estréia hoje (mas apenas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba) um dos filmes mais sofríveis da história do Cinema Nacional. Cléopatra é disparado o pior dos últimos anos, e um dos piores que já vi em toda a vida. Haja visto que o filme estreou no Festival de Brasília do ano passado e conseguiu levantar a platéia e arrancar uma sonora vaia, afinal de contas o filme é muito ruim. Adaptando a história real de uma rainha que já virou mitológica e foi interpretada à exaustão no cinema, dessa vez o diretor Julio Bressane escalou Alessandra Negrini pra viver a personagem título, e valha-me Deus, que escolha mais infeliz - sempre gostei do trabalho dela, mas de uns anos pra cá, sua interpretação vem decaindo a olhos vistos. Eu não sei em que universo ela pesquisou pra criar aquele sotaque para Cleópatra - que deve estar lá se revirando em sua tumba por ser tão mal adaptada - sai uma coisa meio como “torrrrrrre azullllll” (com o R bem tremidos e o L bem prolongado). Além disso, é uma das piores interpretações da vida da atriz. Salvando um pouco a lavoura, temos Miguel Falabella, na pele de um excelente Júlio César e Bruno Garcia como um ótimo Marco Antônio, mas ainda assim, eles não conseguem dar conta de resgatar o filme que já está todo na lama. O filme é muito abstrato, confuso, mal dirigido, sem falar que as duas horas de duração mais parecem quatro, você olha o relógio o tempo todo e vê que o tempo não passa. É uma coisa horrível e que conseguiu uma unanimidade negativa entre os jornalistas que o assistiram. E olha que tinha um senhor elenco… Como no Nós Vimos eu tinha falado da “análise anatômica” do corpo de Alessandra Negrini e fui criticada nos comentários por onanistas que pensando apenas com sua cabeça de baixo, tiveram a audácia de insinuar que eu não gostei do filme por conta da nudez dela. Não. Eu não gostei porque o filme é ruim mesmo, é péssimo. Além disso, há nudez e nudez. Acho que quando uma cena pede, uma situação exige, tem que ter cenas de nudez sim, e às vezes até me irrito com casos em que a situação toda requer a cena e por falso moralismo, acabam cortando a nudez. Agora, você tá numa cena em que é um diálogo, onde recitam uma poesia, corta para uma vagina 100% depilada e onde deveria haver pêlos, há um triângulo preto (pintado com tinta), fecha bem o close na vagina, e de repente, volta-se para uma cena de diálogo, que não tem nada a ver com sexo ou corpo. Pra que isso?! Não há sentido algum, a não ser chocar o espectador. Excelentes atores perdidos, sem direção alguma, parecendo que decoraram um texto muito mal-decorado, inseguros, sem conseguir botar sua atuação pra fora. Além disso o começo do filme diz que a Cleópatra tem 16 anos - por mais que a Alessandra Negrini seja linda e esteja inteirona pros seus 38 anos de idade, não dá pra se passar por 16 anos nem na China. É um horror do começo ao fim e só ganha uma estrelinha porque a atuação de Miguel Falabella e Bruno Garcia estão muito boas, porque senão, nem essa estrelinha eu daria. Dá até ódio saber que um projeto desses foi rodado com o nosso rico dinheirinho, porque um lixo desses, no máximo tinha que ter sido feito com grana saída do bolso dos produtores. Enfim, Cena Brasilis RECOMENDA, recomenda que você passe bem longe de qualquer cinema que esteja exibindo esse longa. Quem avisa amigo é.
Hoje pela manhã pudemos conferir o novo filme de Júlio Bressane, Cleópatra, estrelado por Alessandra Negrini, Miguel Falabella e Bruno Garcia. E posso te dizer que figura entre os piores nacionais produzidos nos últimos tempos. Saí do cinema desgostosa, ficava na cadeira me revirando, contando os minutos pro filme acabar e nada… Até que depois de duas horas meu sofrimento acabou. Em breve vocês vão conferir a resenha completa por aqui. Já adianto que pra quem estiver afim de uma “análise anatômica” do corpo de Alessandra Negrini vale, porque mostra cada mínima parte do seu corpo (cada uma mesmo!), porém, se você não for grande fã do corpo da moçoila, é melhor pular fora. |
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