Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 01:14 em Notícias | 2 Comentários | 

Já tem dois anos que tá rolando um boato sobre um filme baseado na minissérie Presença de Anita, mas a Globo nunca se pronunciou a respeito. Porém, agora, reza a lenda que Manoel Carlos já está preparando um esboço do roteiro. Segundo o autor, a idéia de levar a minissérie para o cinema, veio antes mesmo da de adaptar o livro homônimo, de Mário Donato.

Segundo o autor, ele convidou Daniel Filho para dirigir o longa e ele aceitou. Mas disse também que ainda está pensando no elenco e que pretende fazer um concurso pra escolher a nova Anita. E diz:

Que ela seja tão adequada e tão talentosa quanto a Mel Lisboa foi para a minissérie, uma Anita eterna na minha cabeça

A idéia é começar a tocar o filme pra 2010. Lembrando que já há um filme Presença de Anita, também adaptado do livro de Donato, rodado em 1951.

Constado às 11:43 em Notícias | 4 Comentários | 

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Uma vez que a previsão é que o filme estréie em janeiro de 2009, já estava na hora de começar a pipocar material de divulgação. E agora, acaba de sair o primeiro teaser trailer de Se Eu Fosse Você 2.

A deixa final do primeiro Se Eu Fosse Você dava a impressão que quem trocaria de corpos seriam o casal Marcos (Thiago Lacerda) e Bárbara (Lavínia Vlasak), mas não. Quem vai trocar de corpo, novamente, serão Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires). Os dois estão em crise e resolveram se separar, isso depois de alguns anos da primeira experiência de “transferência corpórea” (o_O). E, ainda por cima, descobrem que a filha deles Bia (Isabelle Drummond) está grávida e com toda esse choque emocional , pimba, trocam de corpo de novo. Adendo pessoal dessa que vos escreve: bizarro, no primeiro filme, a Bia era a Lara Rodrigues, que fazia a Narizinho do Sítio, agora botaram a Emília no lugar!!! o_O² - será que eles vão dizer que nos três anos que separam os dois episódios ela passou pelas mãos de Ivo Pitanguy?!?

O teaser não mostra nada de mais, mas já é um início. Para assistir just push play!

Hum, será que o Markinho Lobás vai me oferecer a música dele mais uma vez?! =D

Constado às 12:00 em Notícias | 19 Comentários | 

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Eu sinto medo de seqüências, em geral. A coisa vai legal no primeiro filme, vira sucesso e aí inventam de fazer mais um, pra ganhar mais dindim… Agora é a vez de Se Eu Fosse Você ganhar uma seqüência.

Já estão rolando os ensaios de Se Eu Fosse Você 2, lá no Rio de Janeiro, com Tony Ramos, Maria Luísa Mendonça, Cássio Gabus Mendes, Marcos Paulo e Daniel Filho. Glória Pires, que agora vive em Paris com toda a sua prole - que não é nada pequena - está a caminho para também iniciar os ensaios. Repetindo a dose, Daniel Filho será o diretor novamente (além de atuar) e terá Cininha de Paula e Cris D’Amato como assistentes de direção.

Trocadilhos toscos a parte, se eu fosse você ficaria com o seu pezinho atrás em relação a esse filme - mesmo o primeiro tendo sido muito legal, além de ser o nacional com maior público em 2006. Qualquer novidade a gente vai te avisando. Mas, medo!!! o_O

Constado às 08:08 em Resenhas | 3 Comentários | 

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Com uma fórmula mais do que batida nas produções hollywoodianas, Se Eu Fosse Você, faz com que sejamos remetidos a filmes como Quero Ser Grande, e já faz com que não haja tanto entusiasmo do espectador diante da trama. Ainda assim, mesmo com a sensação de “já vi isso antes”, o filme consegue ser bem divertido e acabou virando um incrível sucesso de bilheteria - e boa parte disso se deve ao talento do casal principal e da excelente química entre eles, que já estão mais do que cansados de interpretar pares românticos (haja visto as duas últimas novelas que fizeram Belíssima e Paraíso Tropical, onde em ambas os dois formavam um casal). Além disso, Patrícia Pillar também faz uma ressurreição de sua personagem-doutora do seriado Mulher - não é a mesma, mas tá muito similar… =D

O filme começa deixando no ar aquela máxima de que homens são de Marte e mulheres são de Vênus. E quando esses planetas se alinham, só Deus pode imaginar no que vai dar. Além do que, no final, eles reforçam ainda mais as diferenças que regem o masculino marciano (vindo do Planeta do Deus da Guerra) e o feminino venusiano (natural do Planeta da Deusa do Amor).

Cláudio (Tony Ramos) é um publicitário bem sucedido, dono de sua própria agência e casado com Helena (Glória Pires), uma professora de música, responsável por um coral infantil. Acostumados com a rotina do dia-a-dia e do casamento de tantos anos, eles, volta e meia, têm uma discussão. Um dia acabam tendo uma briga mais séria que o normal, e fiquem repetindo as mesmas frases (ao mesmo tempo) um pro outro, e de madrugada, enquanto dormem, algo inesperado e inexplicável acontece: eles acabam trocando de corpos. Apavorados, eles tentam encarar o fato com normalidade até que consigam revertar a situação, e pra isso é preciso que assumam a vida do outro.

Com dois atores extremamente competentes e talentosos, até essa fórmula batida fica boa. Tanto Tony Ramos, quanto Glória Pires conseguem deixar claro para o espectador quando eles interpretam Cláudio e quando interpretam Helena. A “mudança de sexo” é nítida, eles conseguiram encarar esse papel-duplo numa boa, com muita naturalidade e isso é muito positivo pro público. Tanto que Se Eu Fosse Você foi a maior bilheteria de filme brasileiro em 2006, levando mais de 3 milhões e meio de pessoas aos cinemas.

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“Oh, Beethoven. Oh, Ludwig, oh, Ludwig! Uh, uh! Uh, uh!”. A participação do coral d’As Jovens Princesas de Petrópolis no filme, é assaz. Elas interpretando a versão hip-hop da 9ª Sinfonia de Bethoven é fantástico.

O filme poderia ser ainda melhor se não ficasse no ar aquela liçãozinha de moral: “não dê palpite na vida alheia, porque você não sabe como é estar no lugar do outro, e com certeza, é muito mais difícil do que você pode imaginar”.

Premiações e Indicações


- Recebeu 6 indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Glória Pires), Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Edição.

Se Eu Fosse Você
(Brasil, 2006)
95 minutos

Direção: Daniel Filho

Roteiro: Adriana Falcão, Daniel Filho, Renê Belmonte e Carlos Gregório

Elenco: Tony Ramos, Glória Pires, Thiago Lacerda, Danielle Winits, Lavínia Vlasak, Maria Ceiça, Maria Gladys, Lara Rodrigues, Patrícia Pillar, Dênis Carvalho, Ary Fontoura, Glória Menezes, Jorge Fernando

Site Oficial: SeEuFosseVoce.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Obs: a nota real seria mais pra 5,5, mas como tem que ser nota inteira, achei que merecia mais pra nota 6 do que pra 5, e isso graças ao desempenho do elenco. =D

Constado às 08:08 em Resenhas | Nenhum comentário | 

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Um filme que tem um bom texto, adaptado de uma já consagrada peça de teatro, com um diretor mais do que tarimbado e com quatro excelentes atrizes nos papéis principais tinha o que pra dar errado? Nada… Pois é, e esse é o caso de A Partilha.

Adaptado da peça homônima, escrita por Miguel Falabella, o filme é dirigido por Daniel Filho, que voltou a assumir o papel que não ocupava desde 1983, quando dirigiu O Cangaceiro Trapalhão. Ele assistiu a A Partilha logo em uma de suas primeiras apresentações ao público em 1991, e se apaixonou pela peça. Tanto que comprou os direitos de adaptação para o cinema da peça já nessa época. O elenco original da peça era composto por Suzana Vieira, Thereza Piffer, Natália do Valle e Arlete Salles.

A Partilha conta a história de quatro irmãs, centradas num acontecimento que as une, apesar de todas as diferenças: o enterro da mãe. Além do luto daquele momento, Selma (Glória Pires), Regina (Andréa Beltrão), Laura (Paloma Duarte) e Lúcia (Lílian Cabral), precisam resolver os assuntos burocráticos que envolvem a morte da mãe, entre eles, a partilha dos bens, mais especificamente, a venda do apartamento em que a mãe vivia em Copacabana. A partir disso as irmãs se vêem forçadas a um convívio, que traz à tona as diferenças de personalidade e as desavenças do passado. Selma é uma dona de casa, casada com um militar (Herson Capri - que está impagável nesse papel), vive uma vida digna de soldado raso, acatando todas as ordens e manias do marido. Já Regina é a irmã liberada, exotérica, meio hippie, divorciada, curte cada dia de cada vez. Lúcia é a irmã mais velha que teve coragem de romper com o marido (Denis Carvalho) e abandonar o filho (Thiago Fragoso), para ir pra Paris disposta a viver o grande amor da sua vida. Em contraponto, Laura é a intelectual da família. Séria, sisuda e disposta a romper os tabus e preconceitos da sociedade e de suas irmãs. Com essa convivência, apesar de todas as brigas e discussões, elas conseguem se lembrar de todos os bons momentos que passaram juntas, e unidas pelos laços da fraternidade enfrentam as situações se divertindo muito e brigando sempre.

Embora as quatro principais estejam primorosas, Andréa Beltrão está incrível no seu papel de irmã-porra louca e Paloma Duarte também está bárbara como Laura, sutil, delicada, conseguiu fugir de todos os estereótipos que poderiam cercar a personagem.

Para completar esse brilhante quadro, os atores e personagens incumbidos de compor o pano de fundo da trama também estão primorosos, dando um molho muito especial ao roteiro - originalmente com apenas quatro personagens presentes. Esse filme se mostrou uma ótima adaptação de um texto que sempre foi bom, antes mesmo de começarem a mexer nele. Como tempero, o longa conta com uma trilha sonora deliciosa que faz você querer comprar o CD do filme assim que termina de assistir (ou, para os menos politicamente corretos, baixar as músicas… É que eu sou daquelas pessoas românticas, que fazem a alegria das gravadoras e continua comprando CDs. =D).

A química entre as quatro é maravilhosa. As atrizes entraram num tamanho nível de entrosamento que foi um chororô só quando acabaram as filmagens, que, por sinal foram concluídas em apenas cinco semanas, entre os meses de novembro e dezembro de 2000.

O filme conta com cenas memoráveis, como a clássica, em que as quatro estão na praia e dançam Dancing Days. Outra cena inesquecível é quando as três irmãs fazem rodízio no telefone para xingar o cunhado Luiz Fernando, que está histérico - é maravilhoso. A Selma de porre, etiquetando tudo pela casa também é bárbaro. E um detalhe, que pode até passar batido para a maioria, mas que me faz rir toda vez que vejo, é quando a filha da Selma (Fernanda Rodrigues) conta pra mãe que não se chama mais Simone, e que seu novo nome é Shanandra Poranga [dois estalinhos de dedo, intercalando as mãos, que depois se unim em posição de prece] - e toda a vez que seu nome é citado, vem acompanhado desse gestual - muito cômico.

Mas, pra mim, a cena mais sensível do filme é a do final. Linda, linda, linda! É surpreendente, totalmente diferente de qualquer fecho já dado a um filme, ainda mais se tratando de uma comédia. Tocante, muito bem pensado e amarrado, mostra as quatro irmãs quando pequenas, num filme feito pelo pai delas. Porém, o áudio reproduz a voz das quatro já adultas, como se estivessem lendo uma carta contando suas vidas para as outras três. É brilhante! Toda vez que vejo essa cena me desmancho em lágrimas. ^^

CENA BRASILIS RECOMENDA esse filme, e, falando por mim, que já assisti várias vezes (no cinema, em VHS, na TV, comprei o DVD) e ainda pretendo ver várias outras.

Indicações e Premiações


- Recebeu duas indicações ao Grande Prêmio BR de Cinema, na categoria de Melhor Atriz - para Andréa Beltrão e Glória Pires.
- Prêmio de Melhor Roteiro do Festival de Cinema Brasileiro de Miami 2002.
- Prêmio da Audiência do Festival de Cinema Brasileiro de Miami 2002.

A Partilha
(Brasil, 2001)
93 minutos

Direção: Daniel Filho

Roteiro: Miguel Falabella, Daniel Filho, João Emanuel Carneiro e Mark Haskell Smith, baseado em peça teatral de Miguel Falabella

Elenco: Glória Pires, Andréa Beltrão, Paloma Duarte, Lílian Cabral, Herson Capri, Denis Carvalho, Marcello Antony, Chica Xavier, Fernanda Rodrigues, Guta Stresser, Thiago Fragoso, Carla Daniel, Soraya Ravenle, Cininha de Paula, Lui Mendes e Bianca Castanho

Nota do CENA BRASILIS

uv