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Bom, eu, Tayra, pura e unicamente expressando a minha opinião, não curti muito esse filme e acho que ele não passa nem perto de ser o primor que todo mundo pintava na época. Voltando um pouquinho (bem pouquinho!) no tempo, posso chegar à conclusão de que 2005, seguramente, não foi um bom ano cinematográfico para o Brasil. Afinal, nenhum filme que assisti produzido nesse ano conseguiu me arrangar um “Puxa!”. E com Cidade Baixa também foi assim. Ainda me lembro que o filme era super bem cotado nos circuitos cults, e foi o vencedor do Festival do Rio 2005 além de levar mais uma porrada de prêmios (como você pode conferir lá embaixo, no fim da resenha), mas juro que nem toda essa quantidade de louvores conseguiu me convencer. Centrado nas histórias de Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura), dois amigos que se conhecem desde garotos. A ligação de ambos é tão intensa que chega a ser difícil falar em um sem, automaticamente, falar do outro. Os amigos ganham a vida fazendo fretes a bordo de um barco a vapor que compraram em parceria. Até que um dia surge Karinna (Alice Braga), uma prostituta que deseja arranjar um gringo endinheirado no carnaval de Salvador, a quem a dupla dá uma carona. Após descarregarem em Cachoeira, Deco e Naldinho vão assistir a uma rinha de galos. Naldinho aposta o dinheiro ganho com o frete, mas se envolve em confusão e termina recebendo uma facada. Deco defende o amigo e ataca o agressor, mas os dois são obrigados a fugir no barco, rumo a Salvador, com Karinna. Enquanto Naldinho se recupera, Deco tenta conseguir dinheiro para ajudar o amigo. Pouco a pouco a atração entre os dois amigos e Karinna vai crescendo, criando assim a possibilidade de levarem uma vida a três. Típico triângulo amoroso, formulinha manjada de produções hollywoodianas que entopem a programação da Sessão da Tarde. Ainda assim, o longa te cria uma espectativa, te faz esperar várias coisas, mas… Bom, não é que esse seja um filme de todo ruim, mas também está bem longe de se dizer que é incrível. É bom, mas sem nada plus. Mas é importante ressaltar que, mais uma vez, excelentes atores cumprem suas funções - estão muito bem dentro de seus papéis tal e coisa, mas eis que surge o maldito do roteiro mal-amarrado e o filme não acontece. Mas eu sou de dar crédito a quem merece e por isso vou falar também o que há de bom pra se ressaltar. O filme retrata maravilhosamente a Cidade Baixa de Salvador, tudo aquilo que turista vai lá e não vê, que não é bonito de se mostrar. Tá ali toda a pobreza, a violência, a prostituição etc. etc. etc. A lingüagem tá fantástica, perfeita, sem usar aquele “baianês” ridículo da Globo, onde tudo é “porreta”. É claro que muito disso se deve ao fato de dois dos atores principais serem baianos, o que inibe totalmente aquela forçação de barra de produções ambientadas no Nordeste. Quem conhece Salvador de verdade vai ver que o filme é muito real. Outro ponto forte é que tudo que acontece em Cidade Baixa, pra mim, é justificável. As cenas de sexo e violência são muito bem-feitas e nem passam perto de serem apelativas. É real, dá tesão quando tem que dar, agonia quando é necessário e assim vai. Uma produção bem dirigida e bem atuada. Mais uma vez reafirmo: não é ruim, categoricamente não é. Mas não passa nem perto de ser o primor de filme que todo mundo estava pintando. Vou deixar a bucha a critério de vocês. Não sei explicar bem a sensação que o filme me provocou. Não consigo dizer se gostei do filme ou se não gostei. Não amei, mas também não odiei. Tem defeitos e tem virtudes. O maior pecado, na minha opinião, é que a história não rende, não acontece. Tem começo, meio e aí acabou. O final é aquela coisa e… Premiações- Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio Cinema Brasil 2006. - Prêmio de Melhor Filme - Júri Oficial no Festival do Rio 2005. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Festival do Rio 2005. - Prêmio de Melhor Filme no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Diretor para Sérgio Machado no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio Contigo! de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga - Júri Oficial no Prêmio SESC 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga - Júri Popular no Prêmio SESC 2006. - Prêmio da Juventude no Festival de Cannes 2005. - Prêmio de Melhor Montagem para Isabel Monteiro de Castro no Prêmio Associação Brasileira de Cinematografia 2006. - Prêmio Colón de Ouro – Melhor Filme no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Diretor de Opera Prima no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Ator para Wagner Moura no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Roteiro para Sérgio Machado e Karim Ainouz no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio da Associação de Arquitetos da Andaluzia o Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Diretor para Sérgio Machado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2005. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2005. - Menção especial de Melhor opera prima no Festival de Havana 2006. - Prêmio de Melhor Roteiro para Sérgio Machado e Karim Ainouz no Los Angeles Film Festival 2006. - Prêmio Especial para a Atuação dos 3 Protagonistas (Wagner Moura, Lázaro Ramos e Alice Braga) no Miami International Film Festival 2006. - Grand Prix de Melhor Filme no Festival du Film D’Amour na Bélgica 2006. - Prêmio de Melhor Filme no Verona International Film Festival 2006. - Prêmio de Melhor Atuação para Alice Braga no Verona International Film Festival 2006.
Confira agora o primeiro trailer de Linha de Passe, filme de Walter Salles e Daniela Thomas, com Sandra Corveloni (vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes) e Vinícius de Oliveira (o menino de Central do Brasil).
Daniela Thomas e Walter Salles recebem o Prêmio de Melhor Atriz, em nome de Sandra Corveloni, por sua atuação em Linha de PasseAcabou hoje o 61º Festival de Cannes e ainda que não tenhamos levado a Palma de Ouro, não saimos de lá com as mãos abanando. Sandra Corveloni levou o Prêmio de Melhor Atriz por seu trabalho em Linha de Passe, de Walter Salles, onde interpreta Cleuza, uma mulher sofrida, forte, que tem quatro filhos de diferentes pais, é empregada doméstica e está grávida do quinto pimpolho. Ela é a segunda brasileira a ganhar o prêmio em Cannes (a primeira foi Fernanda Torres, em 1987, por Eu Sei Que Vou Te Amar, do chatolino Arnaldo Jabor).
Sandra CorveloniO francês Entre les Murs (Entre as Paredes), de Laurent Cantet, recebeu a Palma de Ouro, confirmando seu favoritismo, uma vez que trata da rotina de um professor de cólegio que tem alunos das mais diversas origens e etnias, numa França que vive sob a constante ameaça de expulsão dos imigrantes do país. E o presidente do júri, o ator e diretor Sean Penn,, anunciou na coletiva de imprensa inicial que os prêmios desse ano iria contemplar filmes com temática política. Antes do início da premiação, Sean Penn disse que na escolha dos vencedores, houveram duas unanimidades, uma foi o vencedor da Palma de Ouro, Entre les Murs, que é o prêmio mais importante do festival, e outra o vencedor do prêmio de melhor ator (Benicio Del Toro, por sua interpretação em Che, de Steve Soderbergh) foram as únicas unanimidades entre os prêmios concedidos pelo júri. Além dos prêmios habituais, o Festival também entregou dois prêmios honorários pela conjunto da obra, um para a atriz Catherine Deneuve, que estava no Festival no filme Um Conto de Noel e ao diretor Clint Eastwood, que concorria à Palma de Ouro com The Exchange.
Cena de Linha de Passe, de Walter Salles, que acabou trazendo o Prêmio de Melhor Atriz para Sandra CorveloniSegue abaixo a lista completa dos vencedores: Melhor Filme: Entre les murs, de Laurent Cantet
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