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Bom, eu, Tayra, pura e unicamente expressando a minha opinião, não curti muito esse filme e acho que ele não passa nem perto de ser o primor que todo mundo pintava na época. Voltando um pouquinho (bem pouquinho!) no tempo, posso chegar à conclusão de que 2005, seguramente, não foi um bom ano cinematográfico para o Brasil. Afinal, nenhum filme que assisti produzido nesse ano conseguiu me arrangar um “Puxa!”. E com Cidade Baixa também foi assim. Ainda me lembro que o filme era super bem cotado nos circuitos cults, e foi o vencedor do Festival do Rio 2005 além de levar mais uma porrada de prêmios (como você pode conferir lá embaixo, no fim da resenha), mas juro que nem toda essa quantidade de louvores conseguiu me convencer. Centrado nas histórias de Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura), dois amigos que se conhecem desde garotos. A ligação de ambos é tão intensa que chega a ser difícil falar em um sem, automaticamente, falar do outro. Os amigos ganham a vida fazendo fretes a bordo de um barco a vapor que compraram em parceria. Até que um dia surge Karinna (Alice Braga), uma prostituta que deseja arranjar um gringo endinheirado no carnaval de Salvador, a quem a dupla dá uma carona. Após descarregarem em Cachoeira, Deco e Naldinho vão assistir a uma rinha de galos. Naldinho aposta o dinheiro ganho com o frete, mas se envolve em confusão e termina recebendo uma facada. Deco defende o amigo e ataca o agressor, mas os dois são obrigados a fugir no barco, rumo a Salvador, com Karinna. Enquanto Naldinho se recupera, Deco tenta conseguir dinheiro para ajudar o amigo. Pouco a pouco a atração entre os dois amigos e Karinna vai crescendo, criando assim a possibilidade de levarem uma vida a três. Típico triângulo amoroso, formulinha manjada de produções hollywoodianas que entopem a programação da Sessão da Tarde. Ainda assim, o longa te cria uma espectativa, te faz esperar várias coisas, mas… Bom, não é que esse seja um filme de todo ruim, mas também está bem longe de se dizer que é incrível. É bom, mas sem nada plus. Mas é importante ressaltar que, mais uma vez, excelentes atores cumprem suas funções - estão muito bem dentro de seus papéis tal e coisa, mas eis que surge o maldito do roteiro mal-amarrado e o filme não acontece. Mas eu sou de dar crédito a quem merece e por isso vou falar também o que há de bom pra se ressaltar. O filme retrata maravilhosamente a Cidade Baixa de Salvador, tudo aquilo que turista vai lá e não vê, que não é bonito de se mostrar. Tá ali toda a pobreza, a violência, a prostituição etc. etc. etc. A lingüagem tá fantástica, perfeita, sem usar aquele “baianês” ridículo da Globo, onde tudo é “porreta”. É claro que muito disso se deve ao fato de dois dos atores principais serem baianos, o que inibe totalmente aquela forçação de barra de produções ambientadas no Nordeste. Quem conhece Salvador de verdade vai ver que o filme é muito real. Outro ponto forte é que tudo que acontece em Cidade Baixa, pra mim, é justificável. As cenas de sexo e violência são muito bem-feitas e nem passam perto de serem apelativas. É real, dá tesão quando tem que dar, agonia quando é necessário e assim vai. Uma produção bem dirigida e bem atuada. Mais uma vez reafirmo: não é ruim, categoricamente não é. Mas não passa nem perto de ser o primor de filme que todo mundo estava pintando. Vou deixar a bucha a critério de vocês. Não sei explicar bem a sensação que o filme me provocou. Não consigo dizer se gostei do filme ou se não gostei. Não amei, mas também não odiei. Tem defeitos e tem virtudes. O maior pecado, na minha opinião, é que a história não rende, não acontece. Tem começo, meio e aí acabou. O final é aquela coisa e… Premiações- Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio Cinema Brasil 2006. - Prêmio de Melhor Filme - Júri Oficial no Festival do Rio 2005. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Festival do Rio 2005. - Prêmio de Melhor Filme no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Diretor para Sérgio Machado no Prêmio ACIE de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga no Prêmio Contigo! de Cinema 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga - Júri Oficial no Prêmio SESC 2006. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga - Júri Popular no Prêmio SESC 2006. - Prêmio da Juventude no Festival de Cannes 2005. - Prêmio de Melhor Montagem para Isabel Monteiro de Castro no Prêmio Associação Brasileira de Cinematografia 2006. - Prêmio Colón de Ouro – Melhor Filme no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Diretor de Opera Prima no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Ator para Wagner Moura no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Roteiro para Sérgio Machado e Karim Ainouz no Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio da Associação de Arquitetos da Andaluzia o Festival de Cine Ibero Americano de Huelva (Espanha) 2006. - Prêmio de Melhor Diretor para Sérgio Machado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2005. - Prêmio de Melhor Atriz para Alice Braga pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) 2005. - Menção especial de Melhor opera prima no Festival de Havana 2006. - Prêmio de Melhor Roteiro para Sérgio Machado e Karim Ainouz no Los Angeles Film Festival 2006. - Prêmio Especial para a Atuação dos 3 Protagonistas (Wagner Moura, Lázaro Ramos e Alice Braga) no Miami International Film Festival 2006. - Grand Prix de Melhor Filme no Festival du Film D’Amour na Bélgica 2006. - Prêmio de Melhor Filme no Verona International Film Festival 2006. - Prêmio de Melhor Atuação para Alice Braga no Verona International Film Festival 2006.
Depois de ganhar o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival do Rio, Apenas o Fim mostra que veio realmente marcar seu espaço na cena cinematográfica nacional e abocanha o mesmo prêmio na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e volta para casa com o prêmio de Melhor Longa Brasileiro de Ficção pelo Voto Popular. Mathes Souza, que já é figurinha carimbada aqui no Judão, agora é uma celebridade e vai enriquecer, e esquecer dos amigos pobres. Mas, a gente aqui do Judão/Cena Brasilis quer mais é que ele fique mesmo muito rico, tenha muito sucesso e nos brinde cada vez mais com filmes tão incríveis quanto Apenas o Fim. Parabéns, Matheus!!! Você merece. PS: Eu prometo que neste fim de semana vocês vão conferir uma resenha muito supimpa do filme - sei que estou em falta, mas de amanhã não passa… Depois de se mostrar uma das melhores produções nacionais dos últimos tempos, Estômago está ganhando o sucesso merecido fora de nossa “pátria amada, idolatrada, salve, salve”. O diretor Marcos Jorge acada de assinar com Stephen Hopkins, produtor do seriado 24 horas, uma versão em inglês de Estômago. O acordo prevê, além da refilmagem, a realização de uma série de 12 episódios desenvolvida em torno do protagonista da trama - um nordestino que chega à cidade grande em busca de uma vida melhor e por forças das circunstâncias, acaba se tornando um grande cozinheiro. Hopkins vai dirigir o piloto, e Marcos Jorge pode vir a assumir alguns dos capítulos do programa. O filme é uma co-produção Brasil/Itália, e abocanhou os prêmios de Melhor Filme pelo Júri Popular, de Melhor Ator e de Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio de 2007. Esse sucesso repentino diante de crítica e público acabou antecipando o lançamento do filme, que foi visto por aproximadamente 100 mil espectadores aqui no Brasil e já foi vendido para 20 países. A refilmagem será “comandada” por uma associação entre a brasileira Zencrane Filmes e a Greengo Productions, companhia de Hopkins. O produtor inglês está buscando investidores para o projeto nos Estados Unidos e na Inglaterra para iniciar todo o processo - que parte de um orçamento mínimo inicial de US$ 20 milhões. Vai Estômago… =D Desde junho, quando eu e Borbs, tivémos o enorme prazer de conhecer Matheus Souza, e de conferir uma versão, ainda não finalizada, de Apenas o Fim, que essa entrevista está nos nossos planos (tanto nos meus, quando nos do Borbs, quanto nos do Matheus), mas a gente resolveu esperar um momento mais propício, pra coisa não vir meio solta, ficar perdida no ar e acabar não impactando ninguém. O tempo se passou, o filme ficou pronto, aconteceu o que a gente do Judão já previa - o longa é incrível e teve seu reconhecimento, ganhando uma Menção Honrosa do Júri Oficial e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio - ou seja, aclamado por quem entende do riscado, e também por quem vai ao cinema para prestigiar uma produção (nada melhor que o sucesso vindo dos dois lados!). E agora, que ele já virou uma celebridade (quase mirim, pois tem apenas 20 anos de idade, recém-completados), nada mais propício do que festejar com ele os prêmios vindos da Cidade Maravilhosa, e instigar o público a assistir e quem sabe fazê-lo ganhar o mesmo prêmio na Mostra de Cinema aqui em São Paulo. A idéia era ser uma entrevista para apresentá-lo ao público, e falar um pouco do filme também… Mas no fim das contas, acabou virando um bate-papo super gostoso, e que você pode acompanhar melhor aqui embaixo…
Matheus: Então, eu sempre quis fazer cinema. Desde que vi meu primeiro filme naquela salinha escura. A Bela e a Fera. Eu acho incrível. Sabe, um bule que canta, um castiçal que canta. Eu achava muito incrível. E eu cresci vendo muitos filmes. Meus pais são separados, e meu pai fala muito pouco. Então, quando ele me buscava pra passar o final de semana na casa dele, antes, passávamos na locadora e alugávamos uns 10 filmes. E esse era o nosso diálogo principal. Fora isso, sempre fui daqueles que ia ao cinema três vezes por semana. E quando acabam os filmes bons, assisto os ruins. E tenho até carinho por muitos filmes ditos ruins. Aí, na hora de decidir o que fazer no vestibular, foi fácil. A questão era só ter coragem de fazer aquilo que eu sempre quis. =D
Matheus: Ah, com certeza. Por isso eu escolhi a PUC. O curso é, oficialmente, de comunicação social. No terceiro período se escolhe entre cinema, publicidade e jornalismo. Minha mãe queria que eu fizesse jornalismo e meu pai publicidade. Então entrei nessa e fui levando até já estar com um longa em produção e não ter mais volta.
Matheus: Pois é!
Matheus: No nacional, eu gosto muito do Domingos [Oliveira] e do Walter Salles. Quando, numa matéria, me chamaram de “Dominguinhos”, eu fiquei rindo meia hora. Foi muito bacana. E ele me elogiou muito após a sessão do meu filme. Disse que eu sabia onde colocar a câmera. Isso é bárbaro. Depois de ouvir isso, fui ao banheiro do cinema sozinho ficar gritando de felicidade.
Matheus: Dos clássicos, acho o Truffaut genial. Fora eles, sou fã declarado de Wes Anderson, Woody Allen, Charlie Kaufman, Richard Linklater e Kevin Smith. E, acredito eu, que são eles que formam o caminho para onde o cinema que faço agora aponta mais diretamente. Digo como inspiração. Não que eu ache que chego perto de algum deles. E eles me ajudam muito. Todos esses do último grupinho que falei não são unanimidades. Todos têm grandes fã-clubes de ódio. O que me fez olhar para as críticas que meu filme recebeu de forma completamente diferente.
Matheus: É um saco ser unanimidade.
Matheus: E nenhum filme é perfeito ou para todos os gostos. Eu percebi isso tudo numa conversa dentro de um ônibus dia desses, com minha namorada.
Matheus: E quem quer arranjar algo pra criticar, vai arranjar, sempre tem algo que pode ser criticado e explorado.
Matheus: Adoro essa pergunta. Porque o personagem masculino tem feito certo sucesso com moças, então dá muita vontade de dizer que é completamente autobiográfico.
Matheus: Mas, bom, não é assim, né? E minha namorada me mata se eu continuar assim espertinho.
Matheus: Então, acho que é inevitável no primeiro trabalho de um cineasta que se pretende autor, ter bastante da visão dele sobre o mundo na obra, e aspectos da personalidade dele espalhados pelos personagens. Ainda mais pra quem é fã de quem eu sou, né? Então, eu nunca fui abandonado do jeito que o protagonista é. Mas sempre cabe um pouco de mim ali. Era inevitável. Eu até tentei evitar um pouco.
Matheus: Com amizades e batendo em todas as portas sem desistir. E com criatividade. O filme tinha uma série de limitações, então tivemos que superar tudo com criatividade, o que acaba fazendo bem para o produto final. Não queríamos fazer um filme que levantasse a bandeira do “é de baixo orçamento, é de universitários, então não notem se não for tão bom”. Nos esforçamos para fazer um bom trabalho. Ninguém recebeu pelo filme. Elenco e equipe. Há um ano e meio decidi fazer um longa, escrevi um roteiro possível de ser filmado, chamei meus amigos da faculdade para a equipe, meus amigos do teatro para o elenco, e assim filmamos. Já conhecia a Erika [Mader] e o Gregório [Duvivier] do teatro. Eles já haviam me dirigido como ator. Foi bacana inverter o papel.]
Matheus: Eu já escrevi o roteiro pensando na Erika e no Gregório, esperando que eles aceitassem fazê-lo. Quando eles curtiram o roteiro e toparam, foi o primeiro sinal de que tudo podia dar certo.
Matheus: Comecei a escrever acho que em Junho de 2007. Filmamos em Janeiro de 2008. A estréia foi em Outubro agora. A equipe tinha, inicialmente, 25 pessoas e cresceu um pouco na finalização. Devem ser umas 40 pessoas envolvidas.
Matheus: Apenas o fim foi o meu primeiro filme, não apenas meu primeiro longa. Acredita? Sobre as esquetes, são coisas pequenas. De teatro amador. Foi minha iniciação na direção. Foi bem bacana. Eram esquetes. Pra mostras de esquetes. Coisas do Tablado, geralmente, que é um curso de teatro bacana daqui do Rio.
Matheus: Lá é um ambiente bem legal.
Matheus: Então, eu entrei no teatro por alguns motivos. Primeiro porque eu era muito tímido. E minha mãe era daquelas que achava que, se o filho é tímido, tem que entrar no teatro, ué. Então, lá fui eu. Fora isso, era um lugar onde eu poderia ter contato com direção de ator. Algo que eu sempre quis conhecer mais. Era um lugar onde eu teria espaço para criação, mais contato com arte, cultura, etc. Aí era só esperar e cavar oportunidades, como essas Mostras de teatro. Eu escrevia minha cena, chamava meus amigos para atuar e corríamos atrás pra dar tudo certo. No teatro eu fui aprendendo várias coisas. Uma vez, escrevi uma cena com vários efeitos especiais mirabolantes. Tinha um dragão que cuspia fogo de verdade (desodorante e isqueiro, HÁ!), balões estourando, fogos de artifício feitos com papéis brilhantes e fio pra tudo quanto é lado. Tudo deu errado.
Matheus: Depois disso aprendi a trabalhar melhor com a simplicidade. Foi uma ótima lição pra lidar com o desafio do Apenas o Fim. E a trabalhar melhor o texto mesmo, que é o que sobra quando o desodorante falha e o dragão pega fogo.
Matheus: Ah, eu não sei. Queria muito saber. Eu já até pensei em respostas muito boas pra essa pergunta. Umas eram engraçadas, outras tinham emoção na dose certa. Mas nada ainda parece ser perfeito pra traduzir essa sensação. Mas é surreal você um dia ter uma idéia completamente maluca, que todos dizem que era maluco e 80% não acreditava que daria certo, e cada aspecto do plano, no final das contas, ter se concretizado. E bom, a escolha do público é ótima, né? Um filme é pra ser visto, diz um professor meu. E quem vê é o público. Nós tivemos uma praça favorável, é claro. A estréia foi em casa, digamos assim. Mas eu não tenho 1000 amigos. Na verdade eles são tipo 13. Então parece que o filme foi bem recebido mesmo. E isso é ótimo, me deixa muito feliz.
Matheus: Ah, eu fui super fanfarrão. Subi na cadeira do cinema, toda a equipe se abraçou, subi no palco de óculos torto, gravata torta, falei besteira, citei Rocky, um lutador. É o que te disse antes. Nós temos vinte anos e não vamos fingir que não temos. [EM OFF ANTES DA ENTREVISTA COMEÇAR]
[ACABA O OFF]
Matheus: Eu não faço idéia de como as coisas vão ser daqui pra frente. Sei que fechamos com o Grupo Estação para a distribuição. Não sei quando será a estréia ainda, mas creio que seja apenas no ano que vem. Agora, blockbuster nacional é algo bem engraçado. Uma vez eu fiz um cálculo, que não me lembro bem o resultado, mas com o orçamento de Homem-Aranha 3 dava-se para fazer tipo 137.000 Apenas o fim.
Matheus: Quanto ao viver de cinema, é o que vou tentar, né? Espero que dê certo. Espero que as previsões das pessoas esteja certa e que eu consiga seguir minha carreira. Li uma crítica que falava meio mal do filme (adoro ler críticas), de um blog qualquer, que dizia que eu devia ter uma carreira satisfatória. Se eu tiver isso, já está ótimo. Quanto ao ficar milionário, aí já acho meio difícil. E quanto ao ser seqüestrado, ainda estou analisando propostas. » Hahaha. Agora que as coisas deram mais certo do que você poderia supôr, quais sãos seus novos projetos (se é que eles já existem)? E são modestos ou megalomaníacos? Matheus: Eu tenho uns três roteiros de longas meio que prontos. Em diferentes níveis de produção. Tem um que é megalomaníaco, outro que é no nível Apenas o Fim de produção e outro que é meio termo. Tenho também um piloto de uma série e uma peça de teatro. Agora estou só esperando oportunidades e propostas. É muito difícil escolher o segundo filme. É aquele que vai acabar dando razão pra quem falou bem ou pra quem falou mal de mim. É pressão semelhante ao do segundo disco de uma banda que estourou. Pelo menos na minha cabeça, é claro. Não esperam tanto pelo meu segundo filme quanto esperaram pelo segundo álbum do Killers, mas bom… Faz parte do imaginário da cultura pop exagerar sensações e tentar se sentir parte disso.
Matheus: Pois é. Acho que, no final das contas, não importa tanto se será bom ou não, pra quem quer falar mal de qualquer jeito.
Matheus: Vish, isso é difícil demais. Tem mesmo que escolher só um?
Matheus: Ok, três filmes internacionais que mudaram minha vida: Rushmore, Brilho Eterno [de uma Mente Sem Lembranças] e… O terceiro é complicado. Eu diria Poucas e boas, porque foi o primeiro do Woody [Allen] que eu assisti na minha vida. Ou talvez Encontros e desencontros. Sem contar com Jules e Jim, é claro. Há, tô roubando! Ok, vou fechar os três, um segundo só. Mas como deixar Amy fora da lista também? Bom, vou dizer só um então pra ser injusto com todos logo de uma vez só. Brilho Eterno mudou minha vida. E brasileiro, bom… Eu posso dizer que Apenas o Fim mudou minha vida também.
Matheus: Óuuuuun. Que honra. Assim como Uma Escola Atrapalhada me emociona até hoje. A cena do Didi sendo confundido com um mendigo pela namorada dele, no final, é tristíssima.
Matheus: Aquilo é muito triste, né?
Matheus: Sim sim, é meu favorito deles também. Fora que, Supla e Angélica fazendo par romântico é algo antológico.
Matheus: Mas bom, vou parar de ser tosco, já que é pra falar só um. Acho que Terra em transe. » Ó. Escolha de responsa. Matheus: Né? Eu acho muito bom. » Qual a sua visão do panorama atual do Cinema Nacional? Cite alguns nomes que você acha que devemos prestar uma atenção especial (seja ator, diretor, produtor, roteirista etc.). Matheus: O Brasil tá num momento com ótimos nomes.
Matheus: Esse Matheus Souza é só um rostinho bonito, não se engane!O Belmonte, que ganhou os prêmios de roteiro e melhor filme no Festival, é muito criativo e faz cinema de um jeito original e eficiente. Eu gosto muito do Beto Brant, sou fãzaço. Eu gosto do cinema de humor pop do Domingos [Oliveira], [Jorge] Furtado e Guel Arraes.
Matheus:Assisti sim. Achei justa a vitória do Se Nada Mais Der Certo. É um ótimo filme. Foi o favorito da maioria dos meus amigos.
Matheus: Não sei, mas eu adorei o Feliz Natal.
Matheus: O talento do Selton [Mello], pra qualquer coisa que ele faz no cinema, é algo assustador. Achei uma pena ele não ter ganho de diretor. E o filme é mto bom. Tem assinatura ali. Ele mostra que pode virar um bom diretor autor. E ele foi super simpático comigo.
Matheus: Então… Eu quero tanto ser criativo e não falar Cidade de Deus ou Tropa de Elite. Eu acho que marco, marco mesmo, o Cidade de Deus é o grande, não tem como negar. É o encontro entre público, crítica e sucesso internacional. Foi o filme que ditou uma moda, dos filmes-favela-violência, que foi indicado ao Oscar, que foi sucesso de público, e é um bom filme. » Sem dúvida Matheus: É um ótimo filme aliás.
Matheus: É importante porque deu um gás internacional para o Brasil também.
Matheus: Eu acho que tem que botar mais gostosas, carros e tiros.
Matheus: Não, brincadeira. Eu não sei, sinceramente. Acho que não estamos num mal caminho não. Eu não sei qual caminho deve ser seguido. Acho que qualquer opinião que eu possa dar agora, não seria a opinião de alguém que sabe muito sobre o assunto ou que analisou a situação por inteiro. Há uma grande preocupação de fazer um cinema com brasilidade, que represente a indentidade nacional. Acho isso importantíssimo, mas não precisa ser seguido de forma tão radical.
Matheus: Acho que não tenho muito a adicionar sobre isso, sinceramente. E vou ser criticado se der qualquer opinião mais dura.
Matheus: Opa, tudo certinho? Assista Apenas o Fim na Mostra de São Paulo e em qualquer outra oportunidade futura (Cannes, qualquer dia tamo aí), e eu prometo te dar um abraço e uma Halls na sessão. É só me procurar e pedir. Inté! Depois de sair consagrado do Festival do Rio, com uma menção honrosa e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular, Apenas o Fim, finalmente, desembarca em terras paulistanas. Quem lê Judão e o irmão-ufanista-nacionalista, Cena Brasilis, já tá mais do que cansado de saber a respeito do filme - que recebe ainda essa semana uma resenha e uma entrevista exclusivíssima com Matheus Souza, seu célebre e nerd diretor. O longa faz parte da seleção da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e será exibido em três sessões, os horários estão aqui:
UNIBANCO ARTEPLEX 1 R. Frei Caneca, 569 - Consolação Tel: (11) 3472-2226
iG CINE R. Fradique Coutinho, 361 - Pinheiros Tel: (11) 5096-0585
RESERVA CULTURAL Av. Paulista, 900 - Térreo Baixo - Cerqueira César Tel: (11) 3287-3529 Pra quem tiver a fim, é só agitar aqui nos comentários, mas nós do QG do Judão, vamos em massa assistir à essa primeira sessão do dia 17, portanto, se quiserem ver um dos melhores filmes da última safra, e ainda desfrutar da nossa
Esse ano a cobertura do Judão do Festival do Rio, ficou devendo muito em relação à do ano passado, até porque, esse ano a cobertura não exisitiu, por muitos fatores. Primeiro, porque esse ano houve um enlace matrimonial na cúpula do Judão, o que acabou impedindo o deslocamento da redação para a Cidade Maravilhosa. Segundo, porque esse ano, infelizmente, a organização do Festival foi bem atrapalhadinha, e o site só ficou pronto no dia da estréia, impedindo um bom contato entre imprensa e Festival, mas vamos que vamos que em 2009 tudo será diferente. Mas ainda assim, pelo menos na noite final do Festival, a gente não poderia deixar de dar a notícia aqui com a lista dos vencedores do Troféu Redentor. Ainda mais porque o nosso filme queridinho do ano, Apenas o Fim, de Matheus Souza, fechou o festival com um prêmio na bagagem. O Melhor Filme foi Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte. Lembrando que o Júri Oficial do Festival foi presidido por Wieland Speck e composto por Jorge Duran, Camila Pitanga e Lita Stantic. Então agora, vamos à lista completa dos premiados da noite:
Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte » Melhor Longa-metragem de Ficção - Júri Popular » Melhor Longa-metragem Documentário - Júri Oficial » Melhor Longa-metragem Documentário - Júri Popular » Melhor Curta-metragem de Ficção - Júri Oficial » Melhor Curta-metragem de Ficção - Júri Popular » Melhor Curta-metragem Documentário - Júri Oficial » Melhor Direção de Ficção - Júri Oficial » Melhor Direção de Documentário - Júri Popular » Melhor Ator - Júri Oficial » Melhor Atriz - Júri Oficial » Prêmio Especial do Júri » Menção Honrosa » Prêmio FIPRESCI - Júri da Federação Internacional da Imprensa » Prêmio Melhor Filme da Mostra Geração - Júri Popular E, mais uma vez, vai, Matheus. Esse é só o começo e ainda virão muitos outros prêmios e muitos outros sucessos. =D
Bom, vocês já sabem que aqui no Judão, por todos e mais alguns motivos, nós somos grandes entusiastas do longa Apenas o fim. Por isso, a gente vem aqui, em primeiríssima mão divulgar o trailer desse que promete ser uma das melhores produções desse nosso ano cinematográfico (que sempre começa com a Premiére Brasil do Festival do Rio). Curta o trailer do filme aqui: Pra quem se interessou, aqui estão os horários e locais em que o longa vai ser exibido no Festival do Rio
Odeon BR Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Odeon BR (Sessão Popular R$ 2,00 - seguida de debate) Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Estação Vivo Gávea Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52 - 4º andar - Gávea Tel: (21) 3875 3011
Saiu hoje a lista da mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio. São OITÔ filmes e dentro eles o grande e eterno queridinho do Judão, Apenas o Fim, de Matheus Souza. Ao contrário do ano passado, que a imensa maioria dos filmes da Premiére era inédito, nesse ano, apenas 50% ainda nunca foi exibido - vale lembrar que a competição do Festival do Rio exige apenas que os filmes sejam inéditos no Rio de Janeiro, então não há nada de errado em repetir obras exibidas em outras mostras. De qualquer maneira, há uma convocação a todo e qualquer judônico que resida no Rio de Janeiro ou que more nas redondezar, que faça a sua parte e vá assistir a Apenas o Fim e ajude-o a ser escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular - lembrando que nesse filme o Judão é uma espécie de personagem (podemos dizer que seria o alter-ego do personagem principal, vivido por Gregório do Duvivier, e também do diretor Matheus Souza). Vale lembrar que compondo o casal principal ao lado de Gregório do Duvivier, está a atriz Érika Mader. Confira a lista completa dos selecionados:
Apenas o Fim, de Matheus Souza Rinha, de Marcelo Galvão Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte Verônica, de Maurício Farias. » Já exibidos em outros festivais |
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