Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 18:19 em Notícias | 01 Comentário | 

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O nove filme de Heitor Dhalia, À Deriva, já conta com nomes como Vicent Cassel e Camilla Belle. Agora, a atriz Débora Bloch também confirma sua participação no longa.

A atriz acabou de interpretar a personagem Lena, de Queridos Amigos, na Globo. E ela vai repetir a temática e já ficar ambientada lá pelos anos 80, porque, assim como na minissérie global, a trama do filme se passa nessa mesma década. Ela rodará em Búzios.

Qualquer novidade a respeito você confere aqui.

Constado às 13:04 em Notícias | 8 Comentários | 

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A bonitinha que todo mundo pensa que tem olho azul Camilla Belle (que estreou recentemente 10.000 a.C.) vai virar estrela do nosso Cinema Nacional e vai ser dirigida por Heitor Dhalia (do excelente O Cheiro do Ralo) no longa À Deriva (Adrift). O roteiro do filme também leva a assinatura de Heitor Dhalia.

O filme vai se passar na década de 1980 e conta a história de uma menina de 14 anos que se vê extremamente insatisfeita com sua vida, principalmente depois de descobrir os casos extra-conjugais de seu pai (vivido por Vincent Cassel), além de ter que lidar com todas as mudanças sofridas pela puberdade. E a zóio azul vai ser uma das amantes do pai dessa adolescente problemática.

O filme tem previsão de estréia, aqui no Brasil, em 2009. Estamos de olho! =D

Nota da Redação: o Vincent Cassel só pega mulherão, né!

Constado às 08:16 em Resenhas | 5 Comentários | 

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Sou uma verdadeira amante daquilo que é produzido aqui no Brasil, musical, literária e cinematograficamente falando. Até porque, se eu não gostasse, não teria um blog como esse. Há cerca de um ano, quando assisti a O Cheiro do Ralo, sai da sala de cinema quase sem ar devido a originalidade e densidade do filme. Primeira coisa que pensei: não me restam dúvidas, o Selton Mello é mesmo foda, seja lá o que tiver pela frente, ele manda muito bem… Segunda coisa que me passou pela cabeça: acho que definitivamente, a produção nacional abriu os olhos e resolveu parar de produzir filmes só sobre a probreza e a violência, ambos com uma boa carga de glamorização. Haja visto Central do Brasil, Carandiru e Cidade de Deus — excelentes filmes, mas todos com esse mesmo tipo de apelo. Ou então com alguma ligação com literatura nordestina, caso de O Auto da Compadecida e similares, ou mesmo as comédias-românticas “globo-filmes”. Parece que uma abertura de leque definitivamente estava se impondo.

A primeira vez que senti isso, de verdade, foi em Ãrido Movie, também estrelado por Selton Mello, onde abriu-se um novo caminho e vimos um filme que nada tem a ver com esse lance de “ode à pobreza e à violência”. E com O Cheiro do Ralo é a mesma coisa. É impossível não perceber a crítica moral e social que há nessa trama, mas de uma maneira muito diferente de tudo que já se viu.

Partimos de Lourenço (Selton Mello), um homem infeliz, amargo, solitário, ressentido, que é dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele vai desenvolvendo um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Os preços são sempre negociados muito mais pelo juízo de valor de Lourenço, do que pelo que o objeto em si vale. Em tempo, Lourenço é o único personagem do filme que tem nome próprio, ele se refere a todos por substantivos comuns, o que mostra a indiferença que sente pelos outros. A partir de então ele passa a ver as pessoas como se estivessem a venda e achar que cada uma delas tem um preço. Esse é, de longe, o personagem mais maduro e complexo que Selton Mello já interpretou em toda a sua carreira e, como já era de se esperar, se saiu muito bem nessa empreitada.

No começo ele se incomoda muito com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe no banheiro de seu escritório, e mais ainda com o fato de as pessoas pensarem que o odor vinha dele, o que lhe levava a explicar a todos que o cheiro era do encanamento. Depois de um de seus clientes dizer que o cheiro, na verdade, vinha dele, uma vez que apenas ele usava aquele banheiro e que toda a merda contida ali vinha de dentro dele, pouco a pouco, Lourenço passa a ter uma relação diferente com aquele odor, que acaba tornando-se um vício, do qual ele não consegue mais viver sem e a partir do qual ele passa a conduzir toda a sua vida, e onde faz questão de estar nos seus últimos instantes.

Com um elenco numeroso e de peso, seria difícil um projeto desses não dar certo. O filme conta com nomes como Flávio Bauraqui, Alice Braga, Leonardo Medeiros, Fabiana Guglielmetti, André Frateschi (que fazia o namoradinho corno da Grazi na novela), Silvia Lourenço, Paula Braun, Martha Neola, Milhem Cortaz, Suzana Alves, a voz do Paulo César Peréio, além do Tobias da Vai-Vai e do próprio autor do livro, Lourenço Mutarelli e por aí vai. Todos eles encararam esse projeto sem nenhum tipo de retorno financeiro, e a princípio trabalharam de graça, já que o filme teve um orçamento de pífios R$300.000 (orçado originalmente em R$ 2,5 milhões, acabou sendo rodado com apenas R$ 315 mil, reunidos entre sócios privados e produtores executivos). Eles receberiam alguma coisa de acordo com o desempenho do longa nos cinemas. E de cara já tenho que tirar meu chapéu, pois essa foi uma tacada de mestre do diretor, Heitor Dhalia, que conseguiu unir um bom roteiro com um excelente elenco e a partir disso trazer uma reflexão sobre como a lógica do capitalismo (que nos faz escravos do dinheiro) acaba por nos transformar em pessoas frias e gananciosas.

O legal é que, embora seja uma crítica social, o filme também é uma comédia repleta de humor-negro e de tudo aquilo que nós consideramos politicamente incorreto. E por tudo isso não restam nem dúvidas… É claro que CENA BRASILIS RECOMENDA!, e muito. Pode assistir com gosto, porque você não vai se arrepender.

Prêmios e Indicações

- Prêmio de Melhor Filme - longa-metragem de ficção (júri popular) - Festival do Rio 2006
- Prêmio Especial do Júri - Festival do Rio 2006
- Prêmio de Melhor Ator para Selton Mello - Festival do Rio 2006
- Prêmio Bandeira Paulista de Melhor Filme - Júri Oficial na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
- Prêmio da Crítica na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
- Menção Honrosa ao Elenco na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

O Cheiro do Ralo
(Brasil, 2006)
112 minutos

Direção: Heitor Dhalia

Roteiro: Marçal Aquino e Heitor Dhalia, baseado em livro de Lourenço Mutarelli

Elenco: Selton Mello, Paula Braun, Lourenço Mutarelli, Flávio Bauraqui, Fabiana Guglielmetti, Sílvia Lourenço, Martha Meola, Suzana Alves, Alice Braga, Tobias Vai Vai, Milhem Cortaz, Leonardo Medeiros, André Frateschi e Paulo César Pereio (voz)

Site Oficial: OCheiroDoRalo.com.br

Nota do CENA BRASILIS

uv