Brasil, mostra a sua cara…
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Um dos mais impotantes festivais da cinema de todo o mundo, o Festival Internacional de Cinema de Berlim (Internationale Filmfestspiele Berlin - IFB - Berlinale, em alemão), mais conhecido como Berlinale, na Europa e no universo dos cinéfilos chegou à sua 58ª edição. Esse festival marca o mês de fevereiro, e acaba funcionando como uma enorme vitrine do cinema mundial, abrindo bastante espaço para as produções não-hollywoodianas. O festival foi inaugurado em 1951, por uma iniciativa norte-americana, que com a Guerra-Fria e todo o cenário do pós-guerra, ocuparam a parte ocidental por um bom tempo. A idéia era ser um festival que desse visibilidade para filmes de todo mundo, até mesmo para o “bloco de leste” do continente, Como o urso é o símbolo da cidade, os prêmios receberam os nomes de Urso de Ouro, Urso de Prata, Urso de Bronze e Urso de Cristal.

E depois de todo auê feito em torno de Tropa de Elite, é claro que o primeiro festival disputado pelo filme não ficaria de fora de todo esse boom midiático. Mas muita gente mal sabia que esse festival existia, e nem sabe que o Brasil é uma presença constante nas edições do Berlinale. Por isso, como a gente aqui no Judão é muito legal, resolveu fazer um apanhadão do nosso auri-verde lá nas terras de Werner Herzog - que já se embrenhou pela nossa floresta amazônica quando estava rodando seu polêmico Aguirre - A Cólera dos Deuses.

As três primeiras décadas do Brasil no Berlinale - 1954 a 1982


Sinhá Moça, do diretor argentino radicado no Brasil Tom Payne, foi o primeiro trabalho brasileiro a ser selecionado para competir em Berlim. Isso em 1954. Payne ainda trouxe para o Brasil um prêmio especial do júri.

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Depois disso, o Brasil amargou dez anos na fila até ter outro filme selecionado. Em 1964 o filme Os Fuzis, de Ruy Guerra, representou o país muito bem e voltou pra casa com um Urso de Prata pelo trabalho de direção na bagagem, que também estava concorrendo ao Urso de Ouro. No ano de 1969 tivemos Brasil Ano 2000, de Walter Lima Jr.. Já em 1973 , concorremos com Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, concorria ao Urso de Ouro, e voltou pra casa com o Urso de Prata por Melhor Direção.

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Ruy Guerra voltou à competição 15 anos depois de sua primeira participação, com A Queda, que dirigiu ao lado de Nelson Xavier, o que rendeu a eles um Urso de Prata de Melhor Direção, e também foram indicados para concorrer ao Urso de Ouro.

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É claro que não poderia faltar o grande Glauber Rocha, que participou do festival de 1982 com o longa A Idade da Terra, mas que não concorreu a nada, mas foi exibido na seção Fórum. E foi nesse mesmo ano que o Brasil fez sua estréia na exibição de curtas, com Curumins e Cunhantas, da diretora Regina Jeha, que concorreu em sua categoria.

1983 e 1984


No ano de 1983, outro curta representou o Brasil na competição, dessa vez uma animação, Animando, de Marcos Magalhães. E o ano de 1983 marcou definitivamente a participação do Brasil nesse festival, que teve muitos filmes exibidos na mostra Panorama (que foi criada no começo da década de 1980 para dar espaço a filmes internacionais que não estivessem fazendo parte da competição), como O Homem do Pau Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade; O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende; Bar Esperança, de Hugo Carvana; Dora Doralina, de Perry Salles; Luz Del Fuego, de David Neves; Maldita Coincidência, de Sérgio Bianchi; Ao Sul do Meu Corpo, de Paulo César Saraceni; Egungun, de Carlos Brajsblat. Ainda na mostra Panorama, foi exibido também o documentário A Caminho das Índias, de Augusto Sevá e Isa Castro, que fala sobre a chegada de um grupo de turistas paulistas ao afastado lugarejo de Trancoso, em Porto Seguro. E na seção Fórum, apresentamos outro documentário, Linha de Montagem, de Renato Tapajós.

Ainda em 1983 o nosso cinema também teve um representante concorrendo ao Urso de Ouro, Pra Frente Brasil, de Roberto Farias, que apesar de não ganhar o cobiçado troféu, recebey dois prêmios especiais do júri. E a a animação As Aventuras da Turma da Mônica, de Maurício de Souza concorreu ao Urso de Cristal, prêmio dado pela mostra Generation, criada no final da década de 1970, para dar espaço aos filmes produzidos para o público infanto-juvenil.

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Em 1984, na seção Fórum, o Brasil foi representado por O Rei da Vela, de José Celso Martineze Terceiro Milênio, de Wolf Gauer e Jorge Bodanzky. Ainda tivemos O Bom Burguês, de Oswaldo Caldeira, que teve uma exibição especial, e o curta Acorde Major, de José Inácio Parente, que estava concorrendo nesta categoria.

1985 e 1986


No ano de 1985, que marcou definitivamente o fim da ditadura militar, a vida política e social no Brasil foi tema da maioria dos filmes, e conseguiu levar um grande número de representantes para o Festival. Na seção Fórum foram exibidos Cabra Marcado Pra Morrer, de Eduardo Coutinho; Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos; A Próxima Vítima, de João Batista Andrade; Exu-Piá, Coração de Macunaíma, de Paulo Veríssimo; Bar Esperança, de Hugo Carvana; Cabaré Mineiro, de Carlos Alberto Prates Correia; O Baiano Fantasma, de Denoy de Oliveira; Noites do Sertão, de Carlos Alberto Prates Correia e O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos. Já a mostra Panorama, contou com o curta O Som ou Tratado de Harmonia, de Arthur Omar, e o longa Noite, de Gilberto Loureiro. E competindo, fomor representados pelo curta O Incrível Senhor Blois, de Nuno Cesar Abreu.

No ano seguinte, fomos representados pelo lindíssimo A Hora da Estrela, adaptado do livro homônimo de Clarice Lispector, dirigido por Suzana Amaral, e com a marcante interpretação de Marcélia Cartaxo, que ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz - sendo a primeira brasileira a conseguir tal prêmio, divindo o prêmio com a atriz francesa Charlotte Valandrey, por sua interpretação em Rouge baiser, pois o júri entendeu que as duas tinha igualdade de méritos para receber o prêmio. A Hora da Estrela ainda saiu do festival com dois prêmios especiais, o Cicae (Confederação Internacional de Cineclubes) e o Ocic (Organização Católica Internacional para o Cinema e o Audiovisual).

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Ainda em 1986 o Brasil foi representado pelo curta Nifrapo, de Ricardo Bravo, que participou da competição em sua categoria. Na seção Fórum, levamos Nem Tudo é Verdade, de Rogério Sganzerla.

1987 a 1989

Para o ano de 1987, vimos a atriz Ana Beatriz Nogueira repetir o feito de Marcélia Cartaxo, e ganhar o Urso de Prata de Melhor Atriz, por sua atuação em Vera. Ainda neste ano, na mostra Panorama, apresentamos A Cor do seu Destino, de Jorge Duran e na seção Fórum, foi a vez de Um Filme 100% Brasileiro, de José Sette de Barros. Depois disso passamos um ano na seca, já que no ano de 1988 não tivemos nenhum filmezinho nos representando.

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Em 1989, fomos para o Berlinale com curta-metragem Couro de Gato, de Joaquim Pedro de Andrade, na seção Fórum, e o mesmo diretor também levou para a mesma seção seu longa Os Inconfidentes. Na mostra Panorama, apresentamos o longa Romance, de Sergio Bianchi.

1990 e 1991


Já o ano de 1990 veio aí para nos compensar a seca de 1988 e nos fazer esquecer as desgraças causadas pelo maldito confisco das poupanças pelo no Exmo. Presidente Collor e sua ministra-medonha (e talvez parenta! =D) Zélia Cardoso de Mello. Competindo pelo Urso de Ouro, Cacá Diegues levou Dias Melhores Virão. Já concorrendo na categoria de curtas, fomos representados por O Brinco, de Flávia Moraes e pelo clássico da sala de aula Ilha das Flores, de Jorge Furtado e acabou segurando com seus polegares opositores o Urso de Prata - Prêmio Especial do Júri para Curta-metragens. =D

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Ainda em 1990, na mostra Retrospectiva, o cinema brasileiro foi representado por Romance, de Sergio Bianchi (novamente! e que acabou sendo reapresentado em 2000), O Cangaceiro, de Lima Barreto, o clássico Pixote - A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, e na seção Fórum vimos São Bernardo, de León Hirzman.

No ano seguinte, o Brasil apresentou Uma Avenida Chamada Brasil, de Octávio Bezerra, na seção Fórum, além de Tá limpo, de Christina Koenig na mostra Geração, e de Viva eu!, de Tânia Cypriano, que foi apresentada na mostra Panorama. Nos anos de 1992 e 1993 ficamos na seca, não tivemos nada, nadica…

1994 a 1997


Os anos anteriores, sem indicados ou com pouquíssimos representantes, refletiam uma grave crise vivido pelo nosso cinema. Embora não de cara, tudo isso foi um resultado do baque causado pela medida do Governo Collor em acabar com a Embrafilme, que era o Órgão do Governo Federal responsável pelo financiamento da produção de filmes nacionais. E o cinema brasileiro pode ser dividido em a.C. e d.C. (antes de Collor e depois de Collor). O grande responsável por essa medida foi o cineasta Ipojuca Pontes, integrante da equipe de Collor. Desde esse momento ele passou a ser considerado o Judas dos cineastas e com o fim do governo de Collor caiu no ostracismo. Sem a verba da Embrafilme (criada em 1965), o cinema nacional não produziu quase nenhuma obra de valor nesse período, e encheu nossas salas com os clássicos filmes de férias da criançada d’Os Trapalhões, além de Xuxa e afins.

Até que em 1994, o Brasil conseguiu sacudir a poeira e voltou a produzir filmes que valessem a pena ser assistidos e mencionados, e conseqüentemente, voltou a ganhar espaço no cenário internacional. Por isso, em 1994, nosso cinema volta a figurar no festival de Berilim e com A Terceira Margem do Rio, de Nelson Pereira dos Santos concorre ao cobiçado Urso de Ouro.

Em 1995, mantendo o ritmo de retorno anterior, tivemos representantes na mostra Panorama, com o longa A causa secreta, de Sérgio Bianchi e na seção Fórum levamos o filme Ganga bruta, de Humberto Mauro. Em 1996, só tivemos um brasileiro, e foi na seção Fórum, com o média-metragem Fragmentos da vida, de José Medina.

O ano de 1997 é como se fosse o ano do grande retorno do Brasil ao Festival de Berlim. Muitos filmes nacionais estiveram lá para mostrar o que o cinema brasileiro andou produzindo por aqui, inclusive um dos símbolos da retomada do cinema nacional, Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, de Carla Camurati, que nos representou na seção Fórum. Ainda na seção Fórum, o Brasil apresentou os longas Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles, Doces Poderes, de Lúcia Murat, O Cego Que Gritava Luz, de João Batista de Andrade, O Sertão das Memórias, de José Araújo, Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral, e Yndio do Brasil, de Sylvio Back e Crede mi, de Bia Lessa e Danny Roland.

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Competindo pelo peludinho dourado tivemos o longa de Bruno Barreto, inspirado na obra homônima de Fernando Gabeira, O Que É Isso, Companheiro?, que em 1998 concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O Grande Ano - 1998

Eis que chega o ano de 1998, marcante para o Brasil no Festival de Berlim. Depois de anos de míngua, e de muitos indicados, enfim, a glória! Com Central do Brasil, vimos o nome do cinema nacional figurar nas manchetes do mundo todo. O filme de Walter Salles nos trouxe o tão sonhado Urso de Ouro, prêmio máximo do festival, e ainda saiu com o Urso de Prata de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro, isso sem falar que ainda ganhou o prêmio do Júri ecumênico. Lembrando que apesar de ser o primeiro Urso de Ouro para o Brasil, esse prêmio não é inteiramente nosso, uma vez que Central do Brasil é uma produção franco-brasileira. Muito bem, um único filme e três estátuas na bagagem. Bravo, Brasil!

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Ainda em 1998, na mostra Panorama, fomos representados por Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende e O Pulso, de José Pedro Goulart.

1999 a 2002


Em 1999, na mostra Panorama, participamos com os curtas, Pombagira, de M.Vargas e P.Guimarães e Velinhas, de Gustavo Spolidoro. Na mesma mostra, foi apresentado o longa adaptado do romance homônimo de Raduan Nassar, Um Copo de Cólera, de Aluízio Abranches. Na mostra Geração, exibimos A Reunião dos Demônios, de Antônio Cecílio Neto.

No ano 2000, o longa Bossa Nova, de Bruno Barreto foi exibida na mostra competitiva, embora não estivesse concorrendo ao Urso de Ouro. Na mostra Panorama, apresentamos o longa Romance, de Sérgio Bianchi (já apresentado no festival nos anos de 1989 e 1990) e na seção Fórum exibimos a co-produção Brasil/EUA, Teatro Amazonas, um média-metragem dirigido por Sharon Lockhart.

Na mostra Panorama, contamos com três brasileiros no ano de 2001, o curta Palíndromo, de Philippe Barcinski e os longas Latitude Zero, de Toni Venturi e Memórias Póstumas, de André Klotzel, numa co-produção Brasil/Portugal. E na mostra Geração apresentamos o curta O Branco, de Ângela Pires e Liliana Sulzbach.

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Em 2002, a mostra Panorama exibiu excelentes produções nacionais, começando com o curta Palace II/Golden Gate, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, estrelado pela dupla que se consagrou com o longa Cidade de Deus, Darlan Cunha e Douglas Silva, além da participação de Jonathan Haagensen. Além desse ainda tivemos os curtas Dadá, de Eduardo Vaisman e Clandestinos, de Patrícia Moran. Na mestra mostra apresentamos os longas O Invasor, de Beto Brant e o maravilhoso As Três Marias, de Aluízio Abranches, com as memoráveis apresentações do trio principal Júlia Lemmertz, Maria Luisa Mendonça e Luiza Mariani e atores como Marieta Severo, Carlos Vereza, Enrique Diaz, Tuca Andrada, Wagner Moura e Lázaro Ramos.

2003 a 2005


O ano é 2003, e dessa vez o Brasil disputava uma estatuetinha peluda, e competiu com o curta Plano Seqüência, de Patrícia Moran. Na mostra Geração, o curta O Céu de Iracema, de Iziane F. Mascarenhas. Já na seção Fórum Amarelo Manga, de Cláudio Assis, co-produção Brasil/Chile, Rua Seis Sem Número, de João Batista de Andrade e na mostra Panorama a co-produção Brasil/EUA, O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca, com uma excelente atuação de Murílio Benício.

Em 2004 estivemos na mostra Panorama, participamos com os longas Fala Tu, de Guilherme Coelho, Contra Todos de Roberto Moreira, O Outro Lado da Rua, co-produção franco-brasileira, dirigida por Marcos Bernstein e o curta Truques, Xaropes e Outros Artigos de Confiança, de Eduardo Goldenstein.

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Na mesma mostra Panorama, só que no ano 2005, o Brasil foi representado pelo instigante Redentor, dirigido por Cláudio Torres, filho da vencedora do Urso de Prata de 1998 de Melhor Atriz, Fernanda Montenegro, que faz parte do elenco desse filme. Na seção Fórum, apresentamos o longa Brasileirinho, numa co-produção Brasil/Finlândia/Suíça, com direção de Mika Kaurismäki, além do clássico Terra em Transe, dirigido pelo mítico Glauber Rocha. E numa mostra especial sobre os talentos do Berlinale, fomos representados pelo curta Socorro Nobre, de Walter Salles.

2006 e 2007


Em 2006, na mostra Panorama, tivemos Casa de Areia, de Andrucha Waddington, protagonizado pela mulher e pela sogra do diretor, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, respectivamente. Na mesma mostra, apresentamos ainda Meninas, de Sandra Werneck e Gisela Câmara e o curta Sexo e Claustro, de Cláudia Priscilla. E na seção Fórum, apresentamos a Brasil/Alemanha, Atos dos Homens, de Kiko Goifman.

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No ano passado, conhecido como 2007 para os leigos, voltamos à disputa pelo Urso de Ouro com o sensível e brilhante O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger. E na mostra Panorama, contamos com a participação do elogiadíssimo A Casa de Alice, de Chico Teixeira e da co-produção Brasil/Alemanha, Deserto Feliz, dirigido por Paulo Caldas. Já na mostra Geração, contamos com o “yo” Antônia, de Tata Amaral.

Enfim, 2008


Demois de muita espera e de mostrar uma enorme quantidade de títulos e estilos representando o nosso cinema no Festival de Berlim, chegou a vez do Brasil. Exatamente uma década depois de Central do Brasil ganhar o peludinho dourado, chegou a vez de Tropa de Elite. E agora o Urso de Ouro é nosso e só nosso, de mais ninguém, uma vez que a estatueta de Central é metade nossa e metade da França. Mas essa é nossa, ninguém toma. 2008 foi o ano do Brasil (1998, 2008 - será que tem alguma coisa de numerologia judônica regendo o destino do Brasil no Berlinale?! o_O).

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E não foi só isso, porque além do disputado Urso de Ouro voltamos pra casa com mais alguns prêmios na bagagem. Ganhamos o Urso de Cristal de melhor curta-metragem da mostra Geração - 14 Plus com Café com Leite, de Daniel Ribeiro, o Teddy Award, para , de Felipe Sholl, prêmio dado a filmes com temática voltada ao universo gay. Além disso, o lindíssimo Mutum, de Sandra Kogut, recebeu mais do que merecidamente uma menção especial do júri.

Ufa! Acabou… Boa, Brasil! E que venha 2009 com muitos e muitos ursinhos para o nosso cinema. =D

uv