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Acredito que a imensa maioria dos leitores desse site já devem ter visto esse filme em alguma aula de Geografia da vida - é um verdadeiro clássico das salas de aulas. Porém, se esse curta for visto não com os olhos de um aluno de saco cheio de tudo o que o professor fala, e sim com um olhar de que essa é uma puta crítica social, feita de maneira sarcástica, ácida, questionando os valores de uma sociedade consumista como a nossa. Partindo da jornada de um tomate comprado por uma dona-de-casa, que também vende perfumes, podemos reparar o quanto nos acomodamos em nossas vidinhas confortáveis e estamos pouco nos lixando pro mundo (e as pessoas) à nossa volta, desde que isso não abale a nossa bolha - a maioria de nós é assim, uns em menores e outros em maiores graus. É claro que Cena Brasilis RECOMENDA, por seu sarcasmo (coisa que eu adoro!) e pela crítica social feita de uma maneira simples que chega a você da maneira mais crua possível. Se por um acaso do destino você ainda não assistiu esse vídeo, pode conferir aqui embaixo, se você já viu no colégio, recomendo rever (certamente, a percepção será bem diferente!).l Prêmios e Indicações- Urso de Prata - Prêmio Especial do Júri para Curta-metragens no Festival de Berlim de 1990
Com um gênero que mescla muito bem os gêneros policial e comédia, Meu Tio Matou um Cara é um filme divertidão e que trilha novos caminhos para o nosso cinema, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre. Esse, que é o quarto longa produzido pelo estúdio gaúcho e tem co-produção da Natasha Filmes (que se depende-se de sua dona, Paula Lavigne e de sua extrema simpatia com a imprensa, deveria se chamar Na Shata Filmes! =D). Aqui acompanhamos a história de Éder (Lázaro Ramos), tio de Duca (Darlan Cunha), que é preso depois de confessar ter matado um homem. Duca, que aos 15 anos é viciado em jogos policiais acredita que o tio não é culpado e que está assumindo a culpa no lugar de outra pessoa, provavelmente a namorada, Soraya (Deborah Secco), que é ex-mulher do morto. Duca é apaixonado por sua melhor-amiga Isa (Sophia Reis), que, por sua vez, está apaixonado por um outro amigo, o Kid (Renan Gioelli). Nessa sua investigação pela suposta autoria de Soraya no crime, Duca conta com os dois amigos.
O filme garante ótimas gargalhadas e tem um elenco muito bom, o que facilita muito. O filme se passa no Rio Grande do Sul, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, mas vemos um samba do crioulo doido porque o sotaque carioca de Darlan Cunha é gritante, por sua vez, Lázaro Ramos, não deixa de lado seu sotaque baiano, enquanto Sophia Reis capricha no seu paulistês, soltando até a nossa típica expressão italiana “catzo”. Já os personagens secundários e figurantes estão com o gauchês na ponta da língua. Não que seja um defeito do filme, mas é um deslize, como o tio do carioca é baiano (mas o pai não é) e a melhor amiga que o conhece desde os primeiros meses de vida é paulista e ninguém cita isso na história? Sei que é picuinha minha, mas ou todos podiam ter “ensaiado” um sotaque uniforme, ou inserir umas explicações - tipo “a Isa mudou pra cá pequenininha, porque o pai arrumou um emprego etc., mas ela nasceu em São Paulo e como a mãe tem esse sotaque, ela também fala assim…”, “meu tio morou muitos anos na Bahia e acabou pegando o sotaque de lá”. Mas beleza, ainda assim o filme é engraçadíssimo e eu quero ver Soraya queimada… =D Esse filme marca a estréia de Sophia Reis (filha de Nando Reis), que agora é VJ da MTV, a frente do TOP10. É também a segunda vez que o diretor Jorge Furtado trabalha com Lázaro Ramos, que também protagoniza o excelente O Homem que Copiava.
Pra quem não viu ainda, hoje a Globo vai exibí-lo no Festival Nacional, mas se ainda assim você não assistir ou se tiver afim de comprar o DVD click aqui, eu garanto que vale a pena, afinal nos extras temos o clip de Soraya Queimada, que é genial, com o Zéu Britto com as participações de Lázaro Ramos (é claro!) e Wagner Moura além de conter cenas do filme. Tem também as cenas excluídas e a que o Aílton Graça canta I shot the sheriff é simplesmente impagável. E também nos extras ficamos sabendo que a personagem da Deborah Secco não se chamava Soraya, e que mudou de nome no meio do filme por conta da música do Zéu Britto. Prêmios e Indicações- Recebeu 4 indicações para o Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias: Melhor Ator para Lázaro Ramos, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
Houve Uma Vez Dois Verões é um ótimo filme, como todos os produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre e garantia de boas gargalhadas. Com o elenco principal todo composto por jovens atores gaúchos muito, e que eram quase todos desconhecidos do grande público. Esse é o primeiro do diretor Jorge Furtado, que já era consagrado por seu aclamado curta (e presença certa nas aulas do Ensino Médio e Fundamental), Ilha das Flores. E também é o segundo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, que em 2000 produziu o excelente Tolerância, estrelado por Maitê Proença, Roberto Bomtempo, Maria Ribeiro e o, na época desconhecido, Werner Schünemann. Rodado em apenas 23 dias, Houve Uma Vez Dois Verões conta a história de Chico (André Arteche, que interpreta o Clemente de Desejo Proibido), Roza, com Z (Ana Maria Mainieri, que interpreta a filha de Maitê Proença em Tolerância), dois jovens que se encontram por acaso nas férias e, juntos, vivem uma tarde de intensa paixão. Porém em pouco mais de um mês depois eles vão descobrir que a história deles irá muito além daquele fim de tarde de verão ou até mais além ainda do que outra noite no verão seguinte. E a coisa vai ficando cada vez mais maluca e engraçada.
O trio de atores principal é fantástico, tanto que André Arteche e Pedro Furtado, que interpreta Juca, melhor-amigo de Chico, acabaram virando globais depois de suas atuações nesse filme - pra quem não se lembra bem, Pedro Furtado interpretava o namoradinho da Helena Ranaldi em Mulheres Apaixonadas. Ana Maria Mainieri ainda não chegou às telinhas, mas vem se destacando como uma das grandes atrizes da nova geração, ainda que esteja restrita apenas ao cenário gaúcho, mas além de ser a protagonista desse longa, estrela também 3 Efes, mais recente longa do estúdio gaúcho, e parece que o tempo tem feito muito bem a ela, pois em cada filme que vejo ela está ainda mais linda. E além dos três, todos os outros integrantes do elenco também são gaúchos, ao contrário de outros filmes da Casa de Cinema de Porto Alegre, como Tolerância, O Homem que Copiava,Meu Tio Matou um Cara, Sal de Prata e Saneamento Básico, que sempre contam com globais em seu elenco. E é muito mais legal, porque não fica com aquele sotaque gaúcho falso - caso de Lázaro Ramos em O Homem que Copiava (cito ele, que por ser baiano, fica mais emblemático tentando fazer sotaque de gaúcho, mas a maioria se sai muito mal ao tentar falar cantado como os gaúchos de fato - assim como Luana Piovani, no mesmo O Homem que Copiava, que também imita um gauchês horroroso).
E como o Rio Grande do Sul é um país a parte, nesse filme eles dão conta de ter um elenco 100% gaúcho e uma trilha sonora essencialmente formada por bandas de lá - embora haja algumas exceções. Mas eles podem se dar ao luxo de fazer isso e o filme ficar muito legal, com uma cara jovem e com um ar inovador. E eu adoro todos os trabalhos desse estúdio gaúcho, porque lá se trilha um caminho hollywoodiano para o nosso cinema. Basta dar uma olhada nos filmes produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre e você constatará que eles fogem das temáticas constantemente abordadas pelas produções nacionais. São filmes que são drama, aventura, comédia-romântica etc., cada um no estilo que se propões, mas sem precisar falar de algum tema histórico, ou pobreza, violência… Eles têm seu enredo, se desenvolvem muito bem, nos trazem um cinema só de lazer (seja ele pra rir, chorar, ficar tenso), sem se preocupar com o que está acontecendo no mundo lá fora. E embora eu ache que é preciso sim ter cinema de denúncia, não precisamos ter só esse gênero de filmes por aqui, certo? E é por isso que eu adoro tudo que é produzido por esse estúdio gaúcho e adoraria ver muitas outras iniciativas como as deles. A gente precisa disso.
E Houve Uma Vez Dois Verões é um daqueles filmes que, quando acaba você fica com aquele gostinho de: “Já!”… E é por isso tudo que Cena Brasilis RECOMENDA total, esse você não pode deixar de ter. E se quiser comprar, é só clickar aqui e já garanto que vale muito a pena. O DVD do longa tem um diferencial que eu adorei (e que acho que todos os DVDs deveriam fazer isso), nos extras ele tem uma parte que é só sobre a trilha-sonora, com todas as músicas do filme na íntegra - ou seja você compra o DVD e “ganha” a trilha-sonora completa. Adorei! =D Premiações e Indicações- Prêmio da Crítica de Melhor Filme no Cine Ceará 2002 - Prêmio de Melhor Direção no Cine Ceará 2002 - Prêmio de Melhor Roteiro no Cine Ceará 2002 - Prêmio de Melhor Montagem no Cine Ceará 2002 - Prêmio do Júri Oficial de Melhor Filme no 5º Festival do Cinema Brasileiro de Paris, em 2003 - Prêmio de Melhor Roteiro Original no 4° Grande Prêmio Cinema Brasil, em 2003: - Prêmio de Melhor Roteiro no 2° Down Under International Film Festival, em Darwin (Austrália), em 2004 - Indicado ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Diretor - Indicado ao Prêmio Cinema Brasil 2003, na categoria de Melhor Filme - Indicado ao Prêmio Cinema Brasil 2003, na categoria de Melhor Figurino
Muito, muito, muito, muitíssimo aquém da série. Antes de começar a receber xingamentos, deixo claro que, pra mim, Os Normais - O Filme, cumpre muito bem sua função de comédia, e em muitos momentos me levou às gargalhadas. Há cenas memoráveis, as atuações estão ótimas, mas ainda assim falta alguma coisa. Acho que apesar de chegar bem ao seu objetivo de fazer rir, como todo filme de comédia, não consegue chegar nem aos pés do seriado. E é inevitável fazer comparações, uma vez que esse longa só existiu e virou sucesso (quase 3 milhões de pessoas assistiram a Os Normais - O Filme nos cinemas), por conta do seriado que tinha milhões de fãs. Eu mesma, assisti a esse filme porque sempre fui mega-fã de Rui e Vani e me sentia um tanto órfã das risadas que o programa me causava, além da identificação em várias situações. (bem naquele lance de que “de perto ninguém é normal”, como já diria Caetano em sua célebre Vaca Profana). O filme tem como idéia fazer uma mega-thunder-flash back (mania do seriado, por sinal) e nos mostrar como Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) se conheceram, porque o noivado e a convivência de ambos, o público já tá mais do que acostumado a ver. Do momento em que se viram pela primeira vez até menos de doze horas depois, a vida desses dois sofreu uma reviravolta e o fim da história é o seriado que a gente tanto adorava. Tudo começa com Rui e Vani se casando. Ela acabou de se casar com Sérgio (Evandro Mesquita), na cerimônia das 18h, e ele está na sacristia esperando para se casar com Marta (Marisa Orth), às 20h, na mesma igreja. A escolha de Evandro Mesquita e Marisa Orth para fechar o quarteto é muito boa, pois faz com que todo o filme ganhe um ar engraçado em todo e qualquer tipo de situação. São quatro atores excelentes e com uma longa história da carreira ligada à comédia, e por conta disso tudo, desempenham seus papéis sensacionalmente. Porém o texto é bem fraco - os roteiristas erraram a mão. E só as atuações mesmo para conseguir dar um UP no filme, porque, senão… =P Acho uma pena, uma vez que os roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young são os mesmos do seriado e ainda contaram com a ajuda do sensacional Jorge Furtado, e mesmo assim, o resultado não foi lá grandes coisas. Há tanto fio solto… Uma vez que a trama do filme é cronologicamente anterior à do seriado e os roteiristas são o mesmo, deveria ter havido um cuidado com continuidade e coerência. Um exemplo disso, e que pra mim foi o que mais pegou foi o fato de o Evandro Mesquita ser o noivo da Vani. Ele já apareceu na série em três oportunidades, e em cada uma delas com nomes diferentes. Os episódios em que ele aparece são: Complicar é Normal, 12º episódio da primeira temporada (2001), em que ele fazia Valdo; Dar Um Tempo é Normal, 22º episódio da primeira temporada (2001), onde interpretava Jorge; e Gente Normal e Civilizada, 26º episódio da segunda temporada (2002), onde desta vez, era Tobias. Como fã da série, não pude deixar de perceber essa derrapada. Até porque, a primeira temporada tem uma trama que está mais próxima (cronologicamente falando) do que acontece no filme, e bem no meio dessa temporada, o Evandro aparece na pele de Valdo, num episódio que me marcou muito. Luana (Danielle Winits), amiga de Vani, está de volta ao Brasil depois de morar um tempo fora e vai passar uns dias na casa da amiga. Com toda a sua formosura (como já diria o meu amigo Touro), acaba chamando a atenção de Rui. Vani fica loucamente enciumada e resolve dar em cima de um amigo do noivo pra tentar provocar ciúmes nele também. No caso esse amigo é Valdo. Ela leva ele para seu apartamento e, de repente, Rui e Luana chegam, e então todo mundo descobre que Valdo é o ex-namorado da Luana. E blá-blá-blá… Aí fica a pergunta, como assim Valdo, namorado da Luana?! Ele não era o Sérgio, ex-noivo/marido da Vani?! o_O Pra coroar, Marisa Orth também participou da série, e, também, em mais de uma oportunidade, nos episódios Mal-entendido é Normal - 7º episódio, da primeira temporada (2001) - onde interpretava Nina; e em Divertimento Normal e Sadio, 23º episódio da segunda temporada (2002), quando encarnava Maria Sílvia. Pode até parecer frescura ou bobagem, mas Os Normais era uma série muito emblemática, que trazia situações marcantes, encaradas de uma maneira escrachada, e por conta disso, acabam ficando na cabeça das pessoas. E nessas eu penso que, por mais que a idéia de se fazer um filme partindo dessa trama tenha vindo depois, o mínimo que os roteiristas podiam fazer era linkar as situações e personagens que já existiam, como foi feito no caso de A Grande Família - O Filme, que eles trouxeram o Paulo Betti, no papel de Carlinhos, ex-namorado da Nenê - mesmo papel desempenhado na série, embora lá ele se chamasse Gilmar - mas uma vez que o enredo é o mesmo, a mudança de nomes não chama atenção. Mas, apesar de tantas reclamações, ainda acho que o filme tem cenas empagáveis, o que acaba fazendo com que a nota do longa suba um pouco. Adoro a cena em que Vani e Rui botam Dr. Silvana & Cia no talo e saem dançando Taca a mãe pra ver se quica, e nessa mesma seqüência o teatro das sombras armado por Vani pra irritar Sérgio, ao som de Dentro do Coração, da banda Rádio Táxi. Logo depois, ainda no mesmo contexto, é impagável o Rui imitando o Tony Tornado cantando e dançando BR-3 - por sinal, para essa cena Luiz Fernando recebeu um treinamento dado pelo próprio Tony Tornado sobre como fazer a coreografia e os maneirismos que viraram marca registrada do cantor/ator. Adoro o tanto de palavrões que a Vani fala em algumas cenas. E uma seqüência que é muito boa e que não está na versão do filme passada nos cinemas, mas foi acrescentada na versão de DVD é a que o Rui vai tomar satisfações com o Sérgio e torcendo a mão dele pede que ele cante o hino do meu Fogão com a voz do Fred Flintstone. E a trilha sonora do filme também é muito boa, divertida, nostálgica e que cai como uma luva no estilo do filme/seriado e dos personagens. Conclusão: mesmo o roteiro sendo fraco e contendo derrapadas feias, ainda é um filme que vale conferir. Dá pra dar muita risada, porque o quarteto é mesmo muito bom, mas o filme não é nem de perto tão genial quanto o seriado que lhe deu origem. Indicações e Premiações- Ganhou o Lente de Cristal de Melhor Filme - Voto Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. - Ganhou o Media Awards, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. - Troféu Blockbuster Entertainment Awards Brasil de Melhor Atriz de Comédia para Fernanda Torres
A cidade colombiana de Cartágena, sedia pela 48ª vez seu festival de cinema, conhecido por trazer sempre o que há de melhor na produção cinematográfica da América Latina. E esse ano o Brasil vai participar com 3 longa-metragens, dois deles participando da mostra competitiva, que começa dia 29 de fevereiro, são eles O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, e Proibido Proibir, de Jorge Duran, e fora da competição, Caixa Dois, de Bruno Barreto. Os dois filmes brasileiros vão concorrer com outros 17 filmes ao principal prêmio do Festival, os filmes representam Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Equador, Espanha, Estados Unidos, México, Peru, Uruguai e Venezuela. Competindo na categoria de curtas, o Brasil será representado por 5 obras: A peste de Janice, de Rafael Figueiredo; Café com Leite, de Daniel Ribeiro; Um ridículo en Amsterdã, de Diego Gozze; Trópico das Cabras, de Fernando Coimbra; Rummikub, de Jorge Furtado. E ainda há 3 outros curtas brasileiros que não estão competindo, mas serão exibidos na mostra espalhada nos bairros de Cartágena: Mercúrio, de Sávio Leite, Peiote, de Cao Guimarães e Rivadavia 2010, de Aline X. e Gustavo Jardim. A França será a nação-convidada-especial dessa edição, representado pelo diretor Alain Corneau, que terá suas obras exibidas no Festival, bem como a filmografia de Truffaut. O 48º Festival Internacional de Cinema e Televisão de Cartagena começará em 29 de fevereiro e o anúncio dos ganhadores sai no dia de 7 de março. |
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