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Depois de 5 anos, o filme Os Normais vai ganhar uma seqüência, e já começa chutando o pau da barraca, como já é característico da série/filme: Os Normais: Ménage à trois.. Ainda com roteiro de Fernanda Young e Alexadre Machado, esse filme será baseado no desgaste da relação de Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) e na procura dos dois por novas experiências. A química entre os dois é um sucesso, o seriado era incrível, o filme anterior era muito engraçado, mas tinha suas derrapadas no roteiro, mas há muitos elementos capazes de transformar esse filme em um sucesso, além de legiões e mais legiões de fãs saudosos da série. Qualquer novidade extra a gente posta por aqui. =D
Muito, muito, muito, muitíssimo aquém da série. Antes de começar a receber xingamentos, deixo claro que, pra mim, Os Normais - O Filme, cumpre muito bem sua função de comédia, e em muitos momentos me levou às gargalhadas. Há cenas memoráveis, as atuações estão ótimas, mas ainda assim falta alguma coisa. Acho que apesar de chegar bem ao seu objetivo de fazer rir, como todo filme de comédia, não consegue chegar nem aos pés do seriado. E é inevitável fazer comparações, uma vez que esse longa só existiu e virou sucesso (quase 3 milhões de pessoas assistiram a Os Normais - O Filme nos cinemas), por conta do seriado que tinha milhões de fãs. Eu mesma, assisti a esse filme porque sempre fui mega-fã de Rui e Vani e me sentia um tanto órfã das risadas que o programa me causava, além da identificação em várias situações. (bem naquele lance de que “de perto ninguém é normal”, como já diria Caetano em sua célebre Vaca Profana). O filme tem como idéia fazer uma mega-thunder-flash back (mania do seriado, por sinal) e nos mostrar como Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) se conheceram, porque o noivado e a convivência de ambos, o público já tá mais do que acostumado a ver. Do momento em que se viram pela primeira vez até menos de doze horas depois, a vida desses dois sofreu uma reviravolta e o fim da história é o seriado que a gente tanto adorava. Tudo começa com Rui e Vani se casando. Ela acabou de se casar com Sérgio (Evandro Mesquita), na cerimônia das 18h, e ele está na sacristia esperando para se casar com Marta (Marisa Orth), às 20h, na mesma igreja. A escolha de Evandro Mesquita e Marisa Orth para fechar o quarteto é muito boa, pois faz com que todo o filme ganhe um ar engraçado em todo e qualquer tipo de situação. São quatro atores excelentes e com uma longa história da carreira ligada à comédia, e por conta disso tudo, desempenham seus papéis sensacionalmente. Porém o texto é bem fraco - os roteiristas erraram a mão. E só as atuações mesmo para conseguir dar um UP no filme, porque, senão… =P Acho uma pena, uma vez que os roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young são os mesmos do seriado e ainda contaram com a ajuda do sensacional Jorge Furtado, e mesmo assim, o resultado não foi lá grandes coisas. Há tanto fio solto… Uma vez que a trama do filme é cronologicamente anterior à do seriado e os roteiristas são o mesmo, deveria ter havido um cuidado com continuidade e coerência. Um exemplo disso, e que pra mim foi o que mais pegou foi o fato de o Evandro Mesquita ser o noivo da Vani. Ele já apareceu na série em três oportunidades, e em cada uma delas com nomes diferentes. Os episódios em que ele aparece são: Complicar é Normal, 12º episódio da primeira temporada (2001), em que ele fazia Valdo; Dar Um Tempo é Normal, 22º episódio da primeira temporada (2001), onde interpretava Jorge; e Gente Normal e Civilizada, 26º episódio da segunda temporada (2002), onde desta vez, era Tobias. Como fã da série, não pude deixar de perceber essa derrapada. Até porque, a primeira temporada tem uma trama que está mais próxima (cronologicamente falando) do que acontece no filme, e bem no meio dessa temporada, o Evandro aparece na pele de Valdo, num episódio que me marcou muito. Luana (Danielle Winits), amiga de Vani, está de volta ao Brasil depois de morar um tempo fora e vai passar uns dias na casa da amiga. Com toda a sua formosura (como já diria o meu amigo Touro), acaba chamando a atenção de Rui. Vani fica loucamente enciumada e resolve dar em cima de um amigo do noivo pra tentar provocar ciúmes nele também. No caso esse amigo é Valdo. Ela leva ele para seu apartamento e, de repente, Rui e Luana chegam, e então todo mundo descobre que Valdo é o ex-namorado da Luana. E blá-blá-blá… Aí fica a pergunta, como assim Valdo, namorado da Luana?! Ele não era o Sérgio, ex-noivo/marido da Vani?! o_O Pra coroar, Marisa Orth também participou da série, e, também, em mais de uma oportunidade, nos episódios Mal-entendido é Normal - 7º episódio, da primeira temporada (2001) - onde interpretava Nina; e em Divertimento Normal e Sadio, 23º episódio da segunda temporada (2002), quando encarnava Maria Sílvia. Pode até parecer frescura ou bobagem, mas Os Normais era uma série muito emblemática, que trazia situações marcantes, encaradas de uma maneira escrachada, e por conta disso, acabam ficando na cabeça das pessoas. E nessas eu penso que, por mais que a idéia de se fazer um filme partindo dessa trama tenha vindo depois, o mínimo que os roteiristas podiam fazer era linkar as situações e personagens que já existiam, como foi feito no caso de A Grande Família - O Filme, que eles trouxeram o Paulo Betti, no papel de Carlinhos, ex-namorado da Nenê - mesmo papel desempenhado na série, embora lá ele se chamasse Gilmar - mas uma vez que o enredo é o mesmo, a mudança de nomes não chama atenção. Mas, apesar de tantas reclamações, ainda acho que o filme tem cenas empagáveis, o que acaba fazendo com que a nota do longa suba um pouco. Adoro a cena em que Vani e Rui botam Dr. Silvana & Cia no talo e saem dançando Taca a mãe pra ver se quica, e nessa mesma seqüência o teatro das sombras armado por Vani pra irritar Sérgio, ao som de Dentro do Coração, da banda Rádio Táxi. Logo depois, ainda no mesmo contexto, é impagável o Rui imitando o Tony Tornado cantando e dançando BR-3 - por sinal, para essa cena Luiz Fernando recebeu um treinamento dado pelo próprio Tony Tornado sobre como fazer a coreografia e os maneirismos que viraram marca registrada do cantor/ator. Adoro o tanto de palavrões que a Vani fala em algumas cenas. E uma seqüência que é muito boa e que não está na versão do filme passada nos cinemas, mas foi acrescentada na versão de DVD é a que o Rui vai tomar satisfações com o Sérgio e torcendo a mão dele pede que ele cante o hino do meu Fogão com a voz do Fred Flintstone. E a trilha sonora do filme também é muito boa, divertida, nostálgica e que cai como uma luva no estilo do filme/seriado e dos personagens. Conclusão: mesmo o roteiro sendo fraco e contendo derrapadas feias, ainda é um filme que vale conferir. Dá pra dar muita risada, porque o quarteto é mesmo muito bom, mas o filme não é nem de perto tão genial quanto o seriado que lhe deu origem. Indicações e Premiações- Ganhou o Lente de Cristal de Melhor Filme - Voto Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. - Ganhou o Media Awards, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. - Troféu Blockbuster Entertainment Awards Brasil de Melhor Atriz de Comédia para Fernanda Torres
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