Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 11:12 em Notícias | Nenhum comentário | 

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Vem aí um filme com muito humor, trapalhada e uma chacoalhada do que estamos habituados a ver, a começar por Luana Piovani interpretando uma dona-de-casa submissa e corna mansa. Família vende tudo, é o novo longa do diretor Alain Fresnot.

O filme conta a história de Ariclenes (interpretado pelo próprio - Lima Duarte) e Cida (Vera Holtz), um casal que faz qualquer coisa na vida para sobreviver em uma favela de São Paulo. Eles têm três filhos, mas apenas o último deles, com certeza é filho do casal. o_O

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Nesse contexto, os dois resolvem pedir um empréstimo para comprar produtos falsificados do Paraguai, pensando que essa será a saída da banca-rota. Porém, como não é nada raro, toda mercadoria é apreendida na fronteira pela Polícia Federal. Uma das filhas do casal (que pode ser de fato de Ariclenes, ou não…), é Lindinha (Marissol Ribeiro - que fará sua estréia no cinema), e para tirar a família da miséria, dará uma de Maria-Microfone e vai atrás de ter um caso (e, conseqüentemente, engravidar) com um cantor brega de quem é fã, Ivan Carlos (Caco Ciocler), o Rei do Xique (ritmo musical inventado para o filme, que mistura, funk, lambada, forró e flamenco). O que nem Lindinha e nem sua família sabem é que Ivan Carlos é casado com Jennifer (Luana Piovani - que deixará de ser a mulher fatal e sedutora que costuma interpretar) e pai de gêmeos. Isso porque a empresária do cantor, Glória (Rosi Campos), sempre preferiu vender a imagem dele como um homem solteiro, e fez com que o Ivan Carlos socasse a família dentro de casa e não deixasse que fizessem aparições públicas. Mas Jennifer aceita tudo numa boa, acreditando que é melhor pra carreira do marido e não se importando com as muitas amantes que ele tem por aí, pois acha que todas são coisa passageira e apenas ela é “fixa”.

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O filme ainda conta com Marisa Orth, Ailton Graça, Lilia Cabral e outros no elenco, e tem estréia prevista para o segundo semestre do ano que vem. As filmagens começam neste sábado, e devem ser concluídas em 90 dias (pois segundo o diretor, já que o cinema, aqui no Brasil, é o primo pobre, ele precisou espremer o cronograma entre duas novelas). O filme serpa rodado nas cidades de São Paulo, Paulínia e Foz do Iguaçu.

Constado às 09:34 em Resenhas | 6 Comentários | 

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Pra quem acompanha sempre o Judão, já deve ter visto esta resenha por aqui. Isso porque o filme foi assistido por nós no Festival do Rio. Como éramos apenas dois para cobrir uma quantidade enorme de filmes, eu fui escolhendo os que eram mais do meu agrado, enquanto Dom Borbs preferiu os mais pipocas e mais famosos (óbvio). Esse filme foi selecionado por mim logo de cara por que era dirigido pela Lúcia Murat, que é uma diretora que eu admiro muito, seja por sua história de vida (da qual ela não faz uso para se promover), seja de seu trabalho no cinema. E assim, Maré - Nossa História de Amor acabou fazendo parte da lista dos assistidos pelo Judão lá no festival da Cidade Maravilhosa.

A idéia central do filme é tranportar o enredo de Romeu e Julieta para o dia-a-dia das favelas do Rio de Janeiro, mais especificamente para o Complexo da Maré. E para isso, numa iniciativa muito similar a Cidade de Deus o filme não conta com atores conhecidos do grande público, a exceção de Marisa Orth (e Flávio Bauraqui e Elisa Lucinda, que fazem um papel que é mais uma participação do que um papel propriamente dito), e trabalha com a população que estuda dança e teatro na comunidade. Conta também a com a presença de Babu Santana - que apesar de já ter feito muita coisa no cinema (inclusive Cidade de Deus) e agora fazer a novela Duas Caras, ainda não é muito conhecido pelo grande público - e Jefchander Lucas, que interpreta o Alicate de Cidade de Deus, membro do trio protagonista da primeira fase.

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O trabalho é muito interessante, bonito de ver. Um monte de gente nova (em todos os sentidos), com toda aquela energia pulsante da juventude, feliz de estar fazendo um puta trabalho e de estar estreando no cinema. Deu pra sentir isso, quando eles subiram ao palco para apresentar o filme, antes de esse ser exibido, lá no festival, a sala do Odeon tava lotada de atores/bailarinos que fizeram parte do filme.

A trama se passa na favela da Maré, e Analidia (Cristina Lago) e Jonatha (Vinicius D’Black) se conhecem num baile funk e se apaixonam. Porém, ele não sabe que ela é filha do chefão da facção rival a de seu irmão Dudu (Babu Santana). Como a favela vive dividida, fica muito difícil pra eles levarem esse romance adiante. Porém, há um campo neutro, que é o barracão de dança, onde os interessados têm aulas com Fernanda (Marisa Orth — que está em um de seus melhores papéis). O filme se desenrola assim. É um musical e a música e a dança estão presentes em todo o filme e em boa parte das cenas.

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Eu, como bailarina e coreógrafa, fiquei encantada com as coreografias (que levam a assinatura de Graciela Figueroa), porque, ao contrário de muita bailarina clássica, sou apaixonada por dança e ponto. E os movimentos da Dança de Rua me encantam, são fortes, mas nem por isso deixam de ser técnicos. E o grupo do filme é fantástico.

A história é um drama, como já se sabe, por ser uma livre-adaptação de Romeu e Julieta. A idéia é a mesma, mas o final não é aquela coisa igual onde Julieta finge que morreu, Romeu não fica sabendo que é fingimento e vai atrás dela, e ao constatar que a amada está morta, se mata. Julieta desperta logo depois e vê que Romeu se matou, e, usando o punhal do amado, põe fim à própria vida. O desfecho é muito bonito e muito menos fantástico que o final dado por Shakespeare, mas, ainda assim, é muito semelhante, apesar de diferente.

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De certa maneira, podemos dizer que esse é o primeiro musical brasileiro, e que talvez ele abra as portas para esse novo nicho. Acho que vale muito a pena conferir. É um filme bem executado e bonito de ver, apesar de toda a miséria que o cerca. E é por isso que
De certa maneira, podemos dizer que esse é o primeiro musical brasileiro, e que talvez ele abra as portas para esse novo nicho. Acho que vale muito a pena conferir. É um filme bem executado e bonito de ver, apesar de toda a miséria que o cerca. E é por isso que Judão e Cena Brasilis RECOMENDAM. Lembrando que o filme também foi elogiadíssimo no último Berlinale, por isso, pra quem gosta de filme brasileiro e de musical, essa, com certeza, é a pedida da semana.

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Premiações e Indicações


- Prêmio Especial do Júri para o ator Babu Santana, por suas interpretações em Estômago e Maré - Nossa História de Amor, no Festival do Rio 2007

Maré - Nossa História de Amor
(Brasil, 2007)
105 minutos

Direção: Lúcia Murat

Roteiro: Lúcia Murat e Paulo Lins

Elenco: Cristina Lago, Vinícius D’Black, Babu Santana, Marisa Orth, Anjo Lopes, Flávio Bauraqui, Elisa Lucinda, Jefchander Lucas, Malu Galli, Deize Tigrona, Monique Soares, Rafael Mariano, Alessandro Portugal, Janaína Carvalho, Sônia Lino

Site Oficial: MareOFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 12:21 em Resenhas | 3 Comentários | 

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Muito, muito, muito, muitíssimo aquém da série. Antes de começar a receber xingamentos, deixo claro que, pra mim, Os Normais - O Filme, cumpre muito bem sua função de comédia, e em muitos momentos me levou às gargalhadas. Há cenas memoráveis, as atuações estão ótimas, mas ainda assim falta alguma coisa.

Acho que apesar de chegar bem ao seu objetivo de fazer rir, como todo filme de comédia, não consegue chegar nem aos pés do seriado. E é inevitável fazer comparações, uma vez que esse longa só existiu e virou sucesso (quase 3 milhões de pessoas assistiram a Os Normais - O Filme nos cinemas), por conta do seriado que tinha milhões de fãs. Eu mesma, assisti a esse filme porque sempre fui mega-fã de Rui e Vani e me sentia um tanto órfã das risadas que o programa me causava, além da identificação em várias situações. (bem naquele lance de que “de perto ninguém é normal”, como já diria Caetano em sua célebre Vaca Profana).

O filme tem como idéia fazer uma mega-thunder-flash back (mania do seriado, por sinal) e nos mostrar como Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) se conheceram, porque o noivado e a convivência de ambos, o público já tá mais do que acostumado a ver. Do momento em que se viram pela primeira vez até menos de doze horas depois, a vida desses dois sofreu uma reviravolta e o fim da história é o seriado que a gente tanto adorava.

Tudo começa com Rui e Vani se casando. Ela acabou de se casar com Sérgio (Evandro Mesquita), na cerimônia das 18h, e ele está na sacristia esperando para se casar com Marta (Marisa Orth), às 20h, na mesma igreja.
Na sacristia os dois se encontram e conversam pela primeira vez. Como todos os convidados do casamento de Vani esqueceram de levar arroz para comemorar o enlace, ela vai lá para pedir um pouco emprestado pra Rui. Mas Martha, por intermédio da prima guardiã-do-arroz (Ana Baird), se recusa a dar um pouquinho do seu quinhão (eu adoro quando uso palavras não-habituais. Dá um ar tão pedante ao texto, né! =D). O egoísmo de Martha deixa Vani tresloucada. Logo que chega no novo apartamento, Vani descobre que foi traída por Sérgio numa despedida de solteiro. Revoltada, ela vai para a rua, disposta a dar pro primeiro cara que aparecer. E aí é que surge Rui, devidamente acompanhado de sua esposa Martha. Pois, para completar o quadro das coincidências nada casuais, os dois casais descobrem que são vizinhos! É aí que Vani, desesperada pede ajuda aos vizinhos recém-casados. Primeiro, para telefonar, depois vai emendando vários outros favores. Por conta disso acaba surgindo uma grande confusão que faz com que Vani descubra a verdadeira face de Sérgio e mostre a Rui quem é Martha, de fato. Passadas algumas horas, Rui e Vani voltam à igreja e pedem ao padre (Emílio Pitta) a anulação de seus casamentos. E daí a coisa começa a caminhar para o desenlace que todo mundo já sabe… =D

A escolha de Evandro Mesquita e Marisa Orth para fechar o quarteto é muito boa, pois faz com que todo o filme ganhe um ar engraçado em todo e qualquer tipo de situação. São quatro atores excelentes e com uma longa história da carreira ligada à comédia, e por conta disso tudo, desempenham seus papéis sensacionalmente. Porém o texto é bem fraco - os roteiristas erraram a mão. E só as atuações mesmo para conseguir dar um UP no filme, porque, senão… =P

Acho uma pena, uma vez que os roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young são os mesmos do seriado e ainda contaram com a ajuda do sensacional Jorge Furtado, e mesmo assim, o resultado não foi lá grandes coisas. Há tanto fio solto… Uma vez que a trama do filme é cronologicamente anterior à do seriado e os roteiristas são o mesmo, deveria ter havido um cuidado com continuidade e coerência.

Um exemplo disso, e que pra mim foi o que mais pegou foi o fato de o Evandro Mesquita ser o noivo da Vani. Ele já apareceu na série em três oportunidades, e em cada uma delas com nomes diferentes. Os episódios em que ele aparece são: Complicar é Normal, 12º episódio da primeira temporada (2001), em que ele fazia Valdo; Dar Um Tempo é Normal, 22º episódio da primeira temporada (2001), onde interpretava Jorge; e Gente Normal e Civilizada, 26º episódio da segunda temporada (2002), onde desta vez, era Tobias. Como fã da série, não pude deixar de perceber essa derrapada. Até porque, a primeira temporada tem uma trama que está mais próxima (cronologicamente falando) do que acontece no filme, e bem no meio dessa temporada, o Evandro aparece na pele de Valdo, num episódio que me marcou muito. Luana (Danielle Winits), amiga de Vani, está de volta ao Brasil depois de morar um tempo fora e vai passar uns dias na casa da amiga. Com toda a sua formosura (como já diria o meu amigo Touro), acaba chamando a atenção de Rui. Vani fica loucamente enciumada e resolve dar em cima de um amigo do noivo pra tentar provocar ciúmes nele também. No caso esse amigo é Valdo. Ela leva ele para seu apartamento e, de repente, Rui e Luana chegam, e então todo mundo descobre que Valdo é o ex-namorado da Luana. E blá-blá-blá… Aí fica a pergunta, como assim Valdo, namorado da Luana?! Ele não era o Sérgio, ex-noivo/marido da Vani?! o_O

Pra coroar, Marisa Orth também participou da série, e, também, em mais de uma oportunidade, nos episódios Mal-entendido é Normal - 7º episódio, da primeira temporada (2001) - onde interpretava Nina; e em Divertimento Normal e Sadio, 23º episódio da segunda temporada (2002), quando encarnava Maria Sílvia. Pode até parecer frescura ou bobagem, mas Os Normais era uma série muito emblemática, que trazia situações marcantes, encaradas de uma maneira escrachada, e por conta disso, acabam ficando na cabeça das pessoas. E nessas eu penso que, por mais que a idéia de se fazer um filme partindo dessa trama tenha vindo depois, o mínimo que os roteiristas podiam fazer era linkar as situações e personagens que já existiam, como foi feito no caso de A Grande Família - O Filme, que eles trouxeram o Paulo Betti, no papel de Carlinhos, ex-namorado da Nenê - mesmo papel desempenhado na série, embora lá ele se chamasse Gilmar - mas uma vez que o enredo é o mesmo, a mudança de nomes não chama atenção.

Mas, apesar de tantas reclamações, ainda acho que o filme tem cenas empagáveis, o que acaba fazendo com que a nota do longa suba um pouco. Adoro a cena em que Vani e Rui botam Dr. Silvana & Cia no talo e saem dançando Taca a mãe pra ver se quica, e nessa mesma seqüência o teatro das sombras armado por Vani pra irritar Sérgio, ao som de Dentro do Coração, da banda Rádio Táxi. Logo depois, ainda no mesmo contexto, é impagável o Rui imitando o Tony Tornado cantando e dançando BR-3 - por sinal, para essa cena Luiz Fernando recebeu um treinamento dado pelo próprio Tony Tornado sobre como fazer a coreografia e os maneirismos que viraram marca registrada do cantor/ator. Adoro o tanto de palavrões que a Vani fala em algumas cenas. E uma seqüência que é muito boa e que não está na versão do filme passada nos cinemas, mas foi acrescentada na versão de DVD é a que o Rui vai tomar satisfações com o Sérgio e torcendo a mão dele pede que ele cante o hino do meu Fogão com a voz do Fred Flintstone. E a trilha sonora do filme também é muito boa, divertida, nostálgica e que cai como uma luva no estilo do filme/seriado e dos personagens.

Conclusão: mesmo o roteiro sendo fraco e contendo derrapadas feias, ainda é um filme que vale conferir. Dá pra dar muita risada, porque o quarteto é mesmo muito bom, mas o filme não é nem de perto tão genial quanto o seriado que lhe deu origem.

Indicações e Premiações


- Ganhou o Lente de Cristal de Melhor Filme - Voto Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.
- Ganhou o Media Awards, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.
- Troféu Blockbuster Entertainment Awards Brasil de Melhor Atriz de Comédia para Fernanda Torres

Os Normais - O Filme
(Brasil, 2003)
88 minutos

Direção: José Alvarenga Jr.

Roteiro: Jorge Furtado, Alexandre Machado e Fernanda Young

Elenco: Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Marisa Orth, Evandro Mesquita, Emílio Pitta, Tutuca, Lupe Gigliotti, Fabiana Guglielmetti e Ana Baird

Site Oficial: OsNormaisOfilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

uv