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Ir ao cinema e assistir um filme nacional que não seja uma comédia romântica Globo Filmes, ou que não fale de nordeste ou de favela carioca é quase tão difícil quanto ganhar na loteria. E se o filme, ainda por cima for leve, gostoso de assistir, emocionante, sincero (como diria o próprio diretor/roteirista) e você se identificasse muito com todos os personages, seja porque a sua namorada é como um, você é como outro e seu melhor-amigo é como outro? Mais raro ainda, né! Pois esse é Apenas o Fim. O filme não pretende ser nenhuma mega-produção, é simples, focado, e mostra uma experiência que todo mundo já viveu: um fim de namoro. Aquela última hora do relacionamento que acaba sendo a “DR” derradeira, onde são expostos todos os pontos positivos e negativos, onde a parte que está terminando explica o porquê do fim, e a parte que está sendo deixada só fica tendo flashbacks dos momentos especiais. É um momento em que todo mundo sente e adoraria não precisar passar por isso. Toda a trama do longa é focada em um diálogo entre um casal que está terminando. Cansada da rotina, que não consegue lhe proporcionar o que ela imagina que seja felicidade, a menina (Erika Mader) resolve fugir, abandonando seu namorado (Gregório Duvivier), seus pais, seus amigos, sem dar grandes explicações. Mas antes de partir, ela decide ter uma conversa e passar sua última hora na presença daquele de quem está fugindo: o namorado. Nessa hora eles têm uma longa conversa e falam do relacionamento (no passado, no presente e num futuro, onde provavelmente cada um estará vivendo sua vida separadamente). O diálogo é todo permeado por flashbacks - brilhantemente ilustrados em preto e branco - que são repletos de easter-eggs para um público pop/nerd que viveu sua infância entre os anos 80/90 e foi influenciado pelo consumismo e pelo boom tecnológico do fim do milênio. Outro ponto que eu achei incrível, é que, tirando o personagem masculino que tem nome Antônio/Tom, a menina não tem (no caso, não tem seu nome mencionado), e mesmo nos créditos eles aparecem como Ele e Ela - e isso é muito singular, porque, na verdade eles não precisam ter nome, porque os personagens poderiam ser eu e o Borbs, ou você e sua namorada, ou sua amiga e seu amigo - poderia ser qualquer um de nós. Eles são apenas mais um casal no meio da multidão. O filme todo é uma pérola, um verdadeiro presente, para essa geração que nunca é lembrada pelo Cinema Nacional - na verdade, parece que nem mesmo existe o nicho jovem no mercado brasileiro. Esse é o primeiro longa voltado para jovens em anos. Na verdade, pensando na trajetória das produções nacionais, voltados para jovens, só consigo me lembrar de Uma Escola Atrapalhada (1990) - da leva de filmes anuais d’Os Trapalhões - e Sonho de Verão (1990), estrelado pelas Paquitas - que apesar de não ter Xuxa no elenco, não deixa de ser considerado um filme da mesma. Considerando esses filmes como para o público jovem, são 18 anos sem nada produzido para o público jovem, mas na verdade, ainda assim, esses que eu citei foram produzidos voltados para um público infantil e, por tabela, abocanharam uma fatia adolescente do mercado, mas não foram feitos pensando exatamente na faixa jovem do mercado. Já tava mais que na hora de as produções nacionais voltarem seus olhos para essa fatia do mercado, que por sinal é a que mais alimenta as gordas bilheterias de blockbusters hollywoodianos. Fico muito feliz com produções do gênero e ainda mais feliz quando podemos ter o prazer de assistir a um filme tão primoroso quanto Apenas o Fim. Eu já vi ao longa três vezes e veria outras três, e mais três e mais três. E choraria, e riria, e me emocionaria sempre com essa história que é simples, sem nenhum ultra-mega-mistério, sem viradas estrombólicas na trama, sem nada de apelativo. Simples, direto, impecável. E o que me deixa mais feliz é saber que esse é só o primeiro trabalho do diretor/roteirista Matheus Souza. Além do filme ter sido muito bem recebido pelo público (o que mostra que ele está no rumo certo), a tendência é só melhorar cada vez mais e nos trazer outros tantos primores como esse. E pensar que tudo surgiu como uma empreitada universitária, entre amigos, que pretendiam aprender cinema na prática… Agora o resultado está aqui, colocando um sorrisão no rosto de todos que tiveram a oportunidade de conferir o produto final. =D Cena Brasilis/ Judão/ Tayra/ Borbs, e muitas outras pessoas que assistiram ao filme até agora, recomendam o filme com todas as forças e apostam um picolé de cajá que vocês não ficarão decepcionados depois de passarem 80 minutos na sala de cinema assistindo a Apenas o Fim. Parabéns a Matheus Souza por um filme tão brilhante! Parabéns a Mariza Leão, por ter apostado todas as suas fichas nesse projeto! Parabéns a toda equipe, formada por amigos, que toparam fazer tudo sem nenhum fim lucrativo (apenas alguns pães na chapa - hehehe) e que se mostraram, acima de tudo, profissionais de primeira (espero não esquecer de citar ninguém): Julia Ramil, Laila Nunes, Vanessa Moore, Manu Nóbrega, Lourenço Monte-Mór, Tatiana Pomar, Julia Garcia, Julio Secchin, Gabriel Cabral, Gregório Duvivier, Érika Mader, Álamo Facó, Marcelo Adnet, Natália Dill, Júlia Gorman, Anna Sophia Folch e mais um montão de outras pessoas que encaram o projeto de peito aberto e muita força de vontade de fazer tudo dar certo.
Prêmios e Indicações- Menção Honrosa do Júri Oficial, no Festival do Rio 2008
Você já leu na notícia anterior e com maior destaque que Apenas o Fim ganhou mais um prêmio, merecidíssimo, de voto popular. Agora, com mais calma e menos euforia, veremos quais foram os grandes vencedores da 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. E ver quais os filmes devem ficar na sua listinha de novos lançamentos a serem assistidos. Confira aqui a lista completa de vencedores:
Jodhaa Akbar - de Ashutosh Gowariker
Apenas o Fim - de Matheus de Souza
Youssou Ndour: I Bring What I Love - de Elizabeth Chai Vasarhelyi
Lóki - Arnaldo Batista - de Paulo Henrique Fontenelle
Vidas no Lixo - de Alexandre Stockler
Monkey Joy - de Amir Admoni
Vidas no Lixo - de Alexandre Stockler
Bode Rei, Cabra Rainha - de Helena Tassara
Conhecendo Andrei Tarkovsky - de Dimitry Trakovsky
KFZ-1348 - de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso
Crianças da Pira (Children of the Pyre) - de Rajesh S. Jala
Susanne Wolff, em The Stranger In Me (O Estranho em Mim)
The Stranger In Me (O Estranho em Mim), de Emily Atef Depois de ganhar o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival do Rio, Apenas o Fim mostra que veio realmente marcar seu espaço na cena cinematográfica nacional e abocanha o mesmo prêmio na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e volta para casa com o prêmio de Melhor Longa Brasileiro de Ficção pelo Voto Popular. Mathes Souza, que já é figurinha carimbada aqui no Judão, agora é uma celebridade e vai enriquecer, e esquecer dos amigos pobres. Mas, a gente aqui do Judão/Cena Brasilis quer mais é que ele fique mesmo muito rico, tenha muito sucesso e nos brinde cada vez mais com filmes tão incríveis quanto Apenas o Fim. Parabéns, Matheus!!! Você merece. PS: Eu prometo que neste fim de semana vocês vão conferir uma resenha muito supimpa do filme - sei que estou em falta, mas de amanhã não passa… Desde junho, quando eu e Borbs, tivémos o enorme prazer de conhecer Matheus Souza, e de conferir uma versão, ainda não finalizada, de Apenas o Fim, que essa entrevista está nos nossos planos (tanto nos meus, quando nos do Borbs, quanto nos do Matheus), mas a gente resolveu esperar um momento mais propício, pra coisa não vir meio solta, ficar perdida no ar e acabar não impactando ninguém. O tempo se passou, o filme ficou pronto, aconteceu o que a gente do Judão já previa - o longa é incrível e teve seu reconhecimento, ganhando uma Menção Honrosa do Júri Oficial e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio - ou seja, aclamado por quem entende do riscado, e também por quem vai ao cinema para prestigiar uma produção (nada melhor que o sucesso vindo dos dois lados!). E agora, que ele já virou uma celebridade (quase mirim, pois tem apenas 20 anos de idade, recém-completados), nada mais propício do que festejar com ele os prêmios vindos da Cidade Maravilhosa, e instigar o público a assistir e quem sabe fazê-lo ganhar o mesmo prêmio na Mostra de Cinema aqui em São Paulo. A idéia era ser uma entrevista para apresentá-lo ao público, e falar um pouco do filme também… Mas no fim das contas, acabou virando um bate-papo super gostoso, e que você pode acompanhar melhor aqui embaixo…
Matheus: Então, eu sempre quis fazer cinema. Desde que vi meu primeiro filme naquela salinha escura. A Bela e a Fera. Eu acho incrível. Sabe, um bule que canta, um castiçal que canta. Eu achava muito incrível. E eu cresci vendo muitos filmes. Meus pais são separados, e meu pai fala muito pouco. Então, quando ele me buscava pra passar o final de semana na casa dele, antes, passávamos na locadora e alugávamos uns 10 filmes. E esse era o nosso diálogo principal. Fora isso, sempre fui daqueles que ia ao cinema três vezes por semana. E quando acabam os filmes bons, assisto os ruins. E tenho até carinho por muitos filmes ditos ruins. Aí, na hora de decidir o que fazer no vestibular, foi fácil. A questão era só ter coragem de fazer aquilo que eu sempre quis. =D
Matheus: Ah, com certeza. Por isso eu escolhi a PUC. O curso é, oficialmente, de comunicação social. No terceiro período se escolhe entre cinema, publicidade e jornalismo. Minha mãe queria que eu fizesse jornalismo e meu pai publicidade. Então entrei nessa e fui levando até já estar com um longa em produção e não ter mais volta.
Matheus: Pois é!
Matheus: No nacional, eu gosto muito do Domingos [Oliveira] e do Walter Salles. Quando, numa matéria, me chamaram de “Dominguinhos”, eu fiquei rindo meia hora. Foi muito bacana. E ele me elogiou muito após a sessão do meu filme. Disse que eu sabia onde colocar a câmera. Isso é bárbaro. Depois de ouvir isso, fui ao banheiro do cinema sozinho ficar gritando de felicidade.
Matheus: Dos clássicos, acho o Truffaut genial. Fora eles, sou fã declarado de Wes Anderson, Woody Allen, Charlie Kaufman, Richard Linklater e Kevin Smith. E, acredito eu, que são eles que formam o caminho para onde o cinema que faço agora aponta mais diretamente. Digo como inspiração. Não que eu ache que chego perto de algum deles. E eles me ajudam muito. Todos esses do último grupinho que falei não são unanimidades. Todos têm grandes fã-clubes de ódio. O que me fez olhar para as críticas que meu filme recebeu de forma completamente diferente.
Matheus: É um saco ser unanimidade.
Matheus: E nenhum filme é perfeito ou para todos os gostos. Eu percebi isso tudo numa conversa dentro de um ônibus dia desses, com minha namorada.
Matheus: E quem quer arranjar algo pra criticar, vai arranjar, sempre tem algo que pode ser criticado e explorado.
Matheus: Adoro essa pergunta. Porque o personagem masculino tem feito certo sucesso com moças, então dá muita vontade de dizer que é completamente autobiográfico.
Matheus: Mas, bom, não é assim, né? E minha namorada me mata se eu continuar assim espertinho.
Matheus: Então, acho que é inevitável no primeiro trabalho de um cineasta que se pretende autor, ter bastante da visão dele sobre o mundo na obra, e aspectos da personalidade dele espalhados pelos personagens. Ainda mais pra quem é fã de quem eu sou, né? Então, eu nunca fui abandonado do jeito que o protagonista é. Mas sempre cabe um pouco de mim ali. Era inevitável. Eu até tentei evitar um pouco.
Matheus: Com amizades e batendo em todas as portas sem desistir. E com criatividade. O filme tinha uma série de limitações, então tivemos que superar tudo com criatividade, o que acaba fazendo bem para o produto final. Não queríamos fazer um filme que levantasse a bandeira do “é de baixo orçamento, é de universitários, então não notem se não for tão bom”. Nos esforçamos para fazer um bom trabalho. Ninguém recebeu pelo filme. Elenco e equipe. Há um ano e meio decidi fazer um longa, escrevi um roteiro possível de ser filmado, chamei meus amigos da faculdade para a equipe, meus amigos do teatro para o elenco, e assim filmamos. Já conhecia a Erika [Mader] e o Gregório [Duvivier] do teatro. Eles já haviam me dirigido como ator. Foi bacana inverter o papel.]
Matheus: Eu já escrevi o roteiro pensando na Erika e no Gregório, esperando que eles aceitassem fazê-lo. Quando eles curtiram o roteiro e toparam, foi o primeiro sinal de que tudo podia dar certo.
Matheus: Comecei a escrever acho que em Junho de 2007. Filmamos em Janeiro de 2008. A estréia foi em Outubro agora. A equipe tinha, inicialmente, 25 pessoas e cresceu um pouco na finalização. Devem ser umas 40 pessoas envolvidas.
Matheus: Apenas o fim foi o meu primeiro filme, não apenas meu primeiro longa. Acredita? Sobre as esquetes, são coisas pequenas. De teatro amador. Foi minha iniciação na direção. Foi bem bacana. Eram esquetes. Pra mostras de esquetes. Coisas do Tablado, geralmente, que é um curso de teatro bacana daqui do Rio.
Matheus: Lá é um ambiente bem legal.
Matheus: Então, eu entrei no teatro por alguns motivos. Primeiro porque eu era muito tímido. E minha mãe era daquelas que achava que, se o filho é tímido, tem que entrar no teatro, ué. Então, lá fui eu. Fora isso, era um lugar onde eu poderia ter contato com direção de ator. Algo que eu sempre quis conhecer mais. Era um lugar onde eu teria espaço para criação, mais contato com arte, cultura, etc. Aí era só esperar e cavar oportunidades, como essas Mostras de teatro. Eu escrevia minha cena, chamava meus amigos para atuar e corríamos atrás pra dar tudo certo. No teatro eu fui aprendendo várias coisas. Uma vez, escrevi uma cena com vários efeitos especiais mirabolantes. Tinha um dragão que cuspia fogo de verdade (desodorante e isqueiro, HÁ!), balões estourando, fogos de artifício feitos com papéis brilhantes e fio pra tudo quanto é lado. Tudo deu errado.
Matheus: Depois disso aprendi a trabalhar melhor com a simplicidade. Foi uma ótima lição pra lidar com o desafio do Apenas o Fim. E a trabalhar melhor o texto mesmo, que é o que sobra quando o desodorante falha e o dragão pega fogo.
Matheus: Ah, eu não sei. Queria muito saber. Eu já até pensei em respostas muito boas pra essa pergunta. Umas eram engraçadas, outras tinham emoção na dose certa. Mas nada ainda parece ser perfeito pra traduzir essa sensação. Mas é surreal você um dia ter uma idéia completamente maluca, que todos dizem que era maluco e 80% não acreditava que daria certo, e cada aspecto do plano, no final das contas, ter se concretizado. E bom, a escolha do público é ótima, né? Um filme é pra ser visto, diz um professor meu. E quem vê é o público. Nós tivemos uma praça favorável, é claro. A estréia foi em casa, digamos assim. Mas eu não tenho 1000 amigos. Na verdade eles são tipo 13. Então parece que o filme foi bem recebido mesmo. E isso é ótimo, me deixa muito feliz.
Matheus: Ah, eu fui super fanfarrão. Subi na cadeira do cinema, toda a equipe se abraçou, subi no palco de óculos torto, gravata torta, falei besteira, citei Rocky, um lutador. É o que te disse antes. Nós temos vinte anos e não vamos fingir que não temos. [EM OFF ANTES DA ENTREVISTA COMEÇAR]
[ACABA O OFF]
Matheus: Eu não faço idéia de como as coisas vão ser daqui pra frente. Sei que fechamos com o Grupo Estação para a distribuição. Não sei quando será a estréia ainda, mas creio que seja apenas no ano que vem. Agora, blockbuster nacional é algo bem engraçado. Uma vez eu fiz um cálculo, que não me lembro bem o resultado, mas com o orçamento de Homem-Aranha 3 dava-se para fazer tipo 137.000 Apenas o fim.
Matheus: Quanto ao viver de cinema, é o que vou tentar, né? Espero que dê certo. Espero que as previsões das pessoas esteja certa e que eu consiga seguir minha carreira. Li uma crítica que falava meio mal do filme (adoro ler críticas), de um blog qualquer, que dizia que eu devia ter uma carreira satisfatória. Se eu tiver isso, já está ótimo. Quanto ao ficar milionário, aí já acho meio difícil. E quanto ao ser seqüestrado, ainda estou analisando propostas. » Hahaha. Agora que as coisas deram mais certo do que você poderia supôr, quais sãos seus novos projetos (se é que eles já existem)? E são modestos ou megalomaníacos? Matheus: Eu tenho uns três roteiros de longas meio que prontos. Em diferentes níveis de produção. Tem um que é megalomaníaco, outro que é no nível Apenas o Fim de produção e outro que é meio termo. Tenho também um piloto de uma série e uma peça de teatro. Agora estou só esperando oportunidades e propostas. É muito difícil escolher o segundo filme. É aquele que vai acabar dando razão pra quem falou bem ou pra quem falou mal de mim. É pressão semelhante ao do segundo disco de uma banda que estourou. Pelo menos na minha cabeça, é claro. Não esperam tanto pelo meu segundo filme quanto esperaram pelo segundo álbum do Killers, mas bom… Faz parte do imaginário da cultura pop exagerar sensações e tentar se sentir parte disso.
Matheus: Pois é. Acho que, no final das contas, não importa tanto se será bom ou não, pra quem quer falar mal de qualquer jeito.
Matheus: Vish, isso é difícil demais. Tem mesmo que escolher só um?
Matheus: Ok, três filmes internacionais que mudaram minha vida: Rushmore, Brilho Eterno [de uma Mente Sem Lembranças] e… O terceiro é complicado. Eu diria Poucas e boas, porque foi o primeiro do Woody [Allen] que eu assisti na minha vida. Ou talvez Encontros e desencontros. Sem contar com Jules e Jim, é claro. Há, tô roubando! Ok, vou fechar os três, um segundo só. Mas como deixar Amy fora da lista também? Bom, vou dizer só um então pra ser injusto com todos logo de uma vez só. Brilho Eterno mudou minha vida. E brasileiro, bom… Eu posso dizer que Apenas o Fim mudou minha vida também.
Matheus: Óuuuuun. Que honra. Assim como Uma Escola Atrapalhada me emociona até hoje. A cena do Didi sendo confundido com um mendigo pela namorada dele, no final, é tristíssima.
Matheus: Aquilo é muito triste, né?
Matheus: Sim sim, é meu favorito deles também. Fora que, Supla e Angélica fazendo par romântico é algo antológico.
Matheus: Mas bom, vou parar de ser tosco, já que é pra falar só um. Acho que Terra em transe. » Ó. Escolha de responsa. Matheus: Né? Eu acho muito bom. » Qual a sua visão do panorama atual do Cinema Nacional? Cite alguns nomes que você acha que devemos prestar uma atenção especial (seja ator, diretor, produtor, roteirista etc.). Matheus: O Brasil tá num momento com ótimos nomes.
Matheus: Esse Matheus Souza é só um rostinho bonito, não se engane!O Belmonte, que ganhou os prêmios de roteiro e melhor filme no Festival, é muito criativo e faz cinema de um jeito original e eficiente. Eu gosto muito do Beto Brant, sou fãzaço. Eu gosto do cinema de humor pop do Domingos [Oliveira], [Jorge] Furtado e Guel Arraes.
Matheus:Assisti sim. Achei justa a vitória do Se Nada Mais Der Certo. É um ótimo filme. Foi o favorito da maioria dos meus amigos.
Matheus: Não sei, mas eu adorei o Feliz Natal.
Matheus: O talento do Selton [Mello], pra qualquer coisa que ele faz no cinema, é algo assustador. Achei uma pena ele não ter ganho de diretor. E o filme é mto bom. Tem assinatura ali. Ele mostra que pode virar um bom diretor autor. E ele foi super simpático comigo.
Matheus: Então… Eu quero tanto ser criativo e não falar Cidade de Deus ou Tropa de Elite. Eu acho que marco, marco mesmo, o Cidade de Deus é o grande, não tem como negar. É o encontro entre público, crítica e sucesso internacional. Foi o filme que ditou uma moda, dos filmes-favela-violência, que foi indicado ao Oscar, que foi sucesso de público, e é um bom filme. » Sem dúvida Matheus: É um ótimo filme aliás.
Matheus: É importante porque deu um gás internacional para o Brasil também.
Matheus: Eu acho que tem que botar mais gostosas, carros e tiros.
Matheus: Não, brincadeira. Eu não sei, sinceramente. Acho que não estamos num mal caminho não. Eu não sei qual caminho deve ser seguido. Acho que qualquer opinião que eu possa dar agora, não seria a opinião de alguém que sabe muito sobre o assunto ou que analisou a situação por inteiro. Há uma grande preocupação de fazer um cinema com brasilidade, que represente a indentidade nacional. Acho isso importantíssimo, mas não precisa ser seguido de forma tão radical.
Matheus: Acho que não tenho muito a adicionar sobre isso, sinceramente. E vou ser criticado se der qualquer opinião mais dura.
Matheus: Opa, tudo certinho? Assista Apenas o Fim na Mostra de São Paulo e em qualquer outra oportunidade futura (Cannes, qualquer dia tamo aí), e eu prometo te dar um abraço e uma Halls na sessão. É só me procurar e pedir. Inté! Depois de sair consagrado do Festival do Rio, com uma menção honrosa e o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular, Apenas o Fim, finalmente, desembarca em terras paulistanas. Quem lê Judão e o irmão-ufanista-nacionalista, Cena Brasilis, já tá mais do que cansado de saber a respeito do filme - que recebe ainda essa semana uma resenha e uma entrevista exclusivíssima com Matheus Souza, seu célebre e nerd diretor. O longa faz parte da seleção da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e será exibido em três sessões, os horários estão aqui:
UNIBANCO ARTEPLEX 1 R. Frei Caneca, 569 - Consolação Tel: (11) 3472-2226
iG CINE R. Fradique Coutinho, 361 - Pinheiros Tel: (11) 5096-0585
RESERVA CULTURAL Av. Paulista, 900 - Térreo Baixo - Cerqueira César Tel: (11) 3287-3529 Pra quem tiver a fim, é só agitar aqui nos comentários, mas nós do QG do Judão, vamos em massa assistir à essa primeira sessão do dia 17, portanto, se quiserem ver um dos melhores filmes da última safra, e ainda desfrutar da nossa
Esse ano a cobertura do Judão do Festival do Rio, ficou devendo muito em relação à do ano passado, até porque, esse ano a cobertura não exisitiu, por muitos fatores. Primeiro, porque esse ano houve um enlace matrimonial na cúpula do Judão, o que acabou impedindo o deslocamento da redação para a Cidade Maravilhosa. Segundo, porque esse ano, infelizmente, a organização do Festival foi bem atrapalhadinha, e o site só ficou pronto no dia da estréia, impedindo um bom contato entre imprensa e Festival, mas vamos que vamos que em 2009 tudo será diferente. Mas ainda assim, pelo menos na noite final do Festival, a gente não poderia deixar de dar a notícia aqui com a lista dos vencedores do Troféu Redentor. Ainda mais porque o nosso filme queridinho do ano, Apenas o Fim, de Matheus Souza, fechou o festival com um prêmio na bagagem. O Melhor Filme foi Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte. Lembrando que o Júri Oficial do Festival foi presidido por Wieland Speck e composto por Jorge Duran, Camila Pitanga e Lita Stantic. Então agora, vamos à lista completa dos premiados da noite:
Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte » Melhor Longa-metragem de Ficção - Júri Popular » Melhor Longa-metragem Documentário - Júri Oficial » Melhor Longa-metragem Documentário - Júri Popular » Melhor Curta-metragem de Ficção - Júri Oficial » Melhor Curta-metragem de Ficção - Júri Popular » Melhor Curta-metragem Documentário - Júri Oficial » Melhor Direção de Ficção - Júri Oficial » Melhor Direção de Documentário - Júri Popular » Melhor Ator - Júri Oficial » Melhor Atriz - Júri Oficial » Prêmio Especial do Júri » Menção Honrosa » Prêmio FIPRESCI - Júri da Federação Internacional da Imprensa » Prêmio Melhor Filme da Mostra Geração - Júri Popular E, mais uma vez, vai, Matheus. Esse é só o começo e ainda virão muitos outros prêmios e muitos outros sucessos. =D
Bom, vocês já sabem que aqui no Judão, por todos e mais alguns motivos, nós somos grandes entusiastas do longa Apenas o fim. Por isso, a gente vem aqui, em primeiríssima mão divulgar o trailer desse que promete ser uma das melhores produções desse nosso ano cinematográfico (que sempre começa com a Premiére Brasil do Festival do Rio). Curta o trailer do filme aqui: Pra quem se interessou, aqui estão os horários e locais em que o longa vai ser exibido no Festival do Rio
Odeon BR Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Odeon BR (Sessão Popular R$ 2,00 - seguida de debate) Praça Mahatma Gandhi, 2 - Centro Tel: (21) 2240-1093
Estação Vivo Gávea Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52 - 4º andar - Gávea Tel: (21) 3875 3011
Saiu hoje a lista da mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio. São OITÔ filmes e dentro eles o grande e eterno queridinho do Judão, Apenas o Fim, de Matheus Souza. Ao contrário do ano passado, que a imensa maioria dos filmes da Premiére era inédito, nesse ano, apenas 50% ainda nunca foi exibido - vale lembrar que a competição do Festival do Rio exige apenas que os filmes sejam inéditos no Rio de Janeiro, então não há nada de errado em repetir obras exibidas em outras mostras. De qualquer maneira, há uma convocação a todo e qualquer judônico que resida no Rio de Janeiro ou que more nas redondezar, que faça a sua parte e vá assistir a Apenas o Fim e ajude-o a ser escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular - lembrando que nesse filme o Judão é uma espécie de personagem (podemos dizer que seria o alter-ego do personagem principal, vivido por Gregório do Duvivier, e também do diretor Matheus Souza). Vale lembrar que compondo o casal principal ao lado de Gregório do Duvivier, está a atriz Érika Mader. Confira a lista completa dos selecionados:
Apenas o Fim, de Matheus Souza Rinha, de Marcelo Galvão Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte Verônica, de Maurício Farias. » Já exibidos em outros festivais |
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