Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 20:58 em Festival, Notícias | 18 Comentários | 

O Ministério da Cultura enfim divulgou qual será o filme brasileiro que vai tentar ficar entre os 5 filmes que vão disputar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2009. E posso adiantar que nem a minha torcida por Mutum, nem a do Borbs por Estômago, resultaram em muita coisa, um vez que ainda há uma vibe Tropa de Elite no ar.

Daqueles concorrentes divulgados semana passada, o MinC acabou escolhendo Última Parada - 174, de Bruno Barreto, que conta a história de Sandro Nascimento, um morador de favela do Rio de Janeiro, que no ano 2000, protagonizou um episódio acompanhado ao vivo por todo o Brasil, através da televisão, ao seqüestrar um ônibus no bairro do Jardim Botânico. Um dos protagonistas do filme é o ator André Ramiro, que depois de ficar famoso por seu personagem em Tropa de Elite, vive mais uma vez um capitão de polícia, que vai tentar negociar a vida dos reféns.

O filme só estréia em todo o Brasil apenas em 24 de outubro, porém, como uma das exigências do Minsitério da Cultura, era de que as produções candidatas tivessem sido lançadas nos cinemas brasileiros entre 1º de outubro de 2007 e 30 de setembro de 2008, os produtores do longa acabaram decidindo colocar o filme em cartaz por uma semana, entre 12 e 19 de setembro, em apenas uma sala de cinema de Jundiaí.

Lembrando que a comissão que escolheu o longa era formada por Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida e a presidência da comissão é do secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sílvio Da-Rin.

Constado às 20:41 em Festival, Notícias | 6 Comentários | 

Chupem “tropeiros”, antes de mais nada. Vou falar pela última vez, eu acho Tropa de Elite um filme muito legal, tanto que dei nota máxima pra ele quando resenhei. Porém, apesar de ser um excelente filme, está longe de estar entre as melhores produções já feitas no Brasil. E quem ainda insiste em bater na tecla de que é o melhor, é o melhor, é o melhor, das duas uma, ou nunca assistiu outro filme nacional ou não tão tem a mínima noção do que é um filme capaz de ganhar um Oscar. Na boa, por melhor que Tropa de Elite seja, não deixa de ser mais do mesmo do que é produzido lá em Hollywood, e jamais seduziria nenhum membro da Academia para ganhar um Oscar.

Mas enfim, embora os leitores do Judão e do Cena Brasilis não concordem comigo, o pessoal do Ministério da Cultura concorda comigo, tanto que não indicou o filme no ano passado. Esse ano, o longa poderia concorrer novamente, por conta da data de estréia, mas pelo jeito… O MinC recebeu 14 inscrições de filmes de longa-metragem interessados em concorrer à seleção para a pré-indicação para concorrer ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira para a 81ª edição do prêmio concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Agora, esses 14 filmes serão avaliados por uma comissão, formada por seis profissionais de mídia e da área audiovisual: Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida. A presidência da comissão é assumida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sílvio Da-Rin.

O grande escolhido vai ser divulgado na próxima 3ª feira, também conhecida como dia 16 de setembro. Cruze seus dedinhos e fique na torcida. A torcida do Judão vai para Estômago e a do Cena Brasilis vai toda para Mutum no Rio de Janeiro, após reunião da Comissão. Confira a lista dos títulos concorrentes, em ordem alfabética:


    A Casa de Alice, de Chico Teixera
    A Via Láctea, de Lina Chamie
    Chega de Saudade, de Laís Bodanski
    Era uma Vez, de Breno Silveira
    Estômago, de Marcos Jorge
    Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima
    Mutum, de Sandra Kogut
    Nossa Vida Não Cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro
    Olho de Boi, de Hermano Penna
    Onde Andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado
    O Passado, de Hector Babenco
    Os Desafinados, de Walter Lima Júnior
    O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli
    Última Parada 174, de Bruno Barreto

Constado às 14:37 em Festival, Notícias | 2 Comentários | 

Ontem, 18 de agosto, aconteceu a 3ª Edição do Prêmio Contigo de Cinema Nacional, com apresentação da atriz Débora Bloch. O evento premia os melhores do ano (2007/2008) dividos em duas categorias Júri Popular e Júri Oficial. No caso do Júri Popular, não há nada de surpreendente, e marca a faceta do público médio brasileiro, de sempre ir atrás de mais do mesmo, reforçando cada vez mais sua faceta “maria-vai-com-as-outras”. Já o Júri Oficial, um pouco mais coerente, não fica imune ao apelo popular, mas, de qualquer maneira, sempre está mais atento a boas performances de fato (seja na frente ou atrás das câmeras) e acabou premiando grandes talentos, novos e já consagrados, e vai abrindo espaço para que o nosso cinema consiga ampliar cada vez mais seu leque e trazer coisas diferentes ao público brasileiro. Pra variar, só um pouquinho, o grande vencedor da noite foi o aclamadíssimo Tropa de Elite

Confira a lista dos premiados da noite.

#JÚRI POPULAR

:: Melhor filme - Tropa de Elite

:: Melhor atriz - Fernanda Torres, por Saneamento Básico

:: Melhor ator - Wagner Moura, por Tropa de Elite

:: Melhor atriz coadjuvante - Glória Pires, por Primo Basílio

:: Melhor ator coadjuvante - André Ramiro, por Tropa de Elite

#JÚRI OFICIAL

:: Homenageado da noite: Luiz Carlos Barreto

:: Melhor filme: Tropa de Elite

:: Melhor diretor: José Padilha, por Tropa de Elite

:: Melhor Ator: Selton Mello, por Meu Nome Não é Johnny

:: Melhor atriz - Rosane Mulholland, por sua atuação em Falsa Loura - que desbancou nomes como Fernanda Torres, Marília Pêra, Bruna Lombardi e Alessandra Negrini

:: Melhor fotografia - Mauro Pinheiro Junior, por Mutum

:: Melhor Roteiro - Tropa de Elite

:: Melhor figurino - Bia Salgado, por Noel - Poeta da Vila

:: Melhor documentário - Jogo de Cena

:: Melhor diretor de documentário - Eduardo Coutinho, por Jogo de Cena

:: Melhor atriz coadjuvante - Fabiula Nascimento, por Estômago

:: Melhor ator coadjuvante - André Ramiro, por Tropa de Elite

:: Melhor trilha sonora - Chega de Saudade

Constado às 08:46 em Resenhas | 3 Comentários | 

mutum-destacao.jpg

Baseado na história de Miguilim, do livro Campo Geral, de Guimarães Rosa, Mutum marca a estréia da brilhante Sandra Kogut como diretora de filmes de ficção e consegue figurar entre os filmes mais sensíveis já produzidos nesse país. Infelizmente, na maratona que foram as nossas duas semanas de cobertura do Festival do Rio de 2007, esse foi um filme que acabei não tendo a oportunidade de ver lá, embora sua sinopse me agradasse muito, e depois que acabou sendo aclamado pela crítica e vencendo o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial, fiquei ainda mais aflita por não ter conseguido ver o longa. Mas, assim que cheguei em São Paulo, abri meu e-mail e tava lá, o convite para a cabine do mesmo. Ufa! Eu estava salva da minha auto-condenação… =D

Antes de começar a rodar Mutum, Sandra Kogut fez teste com aproximadamete mil crianças para a seleção dos intérpretes-mirins do filme. Dessas quase mil, sobraram 25, que, posteriormente, viraram apenas 7. Numa sacada extremamente inteligente e pedagógica, para facilitar o seu próprio trabalho e o processo de criação desses pequenos atores, Sandra acabou mudando o nome de todos os personagens-mirins, e deixando de lado a fidelidade à obra de Guimarães Rosa, acabou chamando-os pelos nomes dos próprios atores. Outra curiosidade é que como no caso de Cidade de Deus, a imensa maioria do elenco está fazendo o seu primeiro papel. No caso dos pequenos, todos os atores não eram profissionais, e foram escolhidos na própria região das filmagens (nas chapadas de Minas Gerais) - por isso a sacada da mudança dos nomes. Pra se ter uma noção, a maior parte das crianças e dos vaqueiros que atuam no filme nunca tinham ido ao cinema.

mutum-familiatoda.jpg

No elenco principal, de conhecido temos apenas o sensacional João Miguel, que faz o papel do pai do protagonista. Mas o incrível nesse filme não é nem a atuação dele no papel do pai (que, obviamente, está maravilhosa), e sim o elenco como um todo, repleto de excelentes atores (principalmente as crianças). O longa conta a história de Thiago (interpretado pelo sensacional Thiago da Silva Mariz), e a sua percepção de mundo e do local que vive. Diferente da maior parte dos filmes que já vi, nós, espectadores, vemos apenas as coisas e cenas que ele já viu e viveu — não há nenhuma cena no filme em que Thiago não esteja presente no fato - ou ele é mostrado pela câmera para o entendermos naquele contexto, ou vemos aquilo que ele está vendo (através dos olhos do menino); não existe o recurso de uma cena alheia a ele pra explicar melhor a história, é sempre ele e apenas ele. Thiago é um menino de 10 anos, que vive no interior de Minas Gerais, isolado do resto do mundo, em Mutum. Lá, ele vive com seus pais, a avó, um tio, uma espécie de empregada/amiga da família e seus quatro irmãos, com ênfase para Felipe (Wallison Felipe Leal Barroso) que além de irmão é também seu melhor amigo. E aí a trama se desenrola dentro dos conflitos dessa família, o pai que é seco e violento, a mãe carinhosa, um suposto adultério, morte, dor, abandono, injustiça, tudo isso sob o olhar de uma criança que vive no meio do nada.

mutumfelipe2.jpg

Lindo de assistir, sensível, tocante e mais uma infinidade de adjetivos louvatórios (?! o_O) podem definir Mutum, o que torna claro o porquê de este ter sido eleito pelo Júri Oficial como o Melhor Filme do Festival do Rio 2007. Diferentemente de Estômago que foi o vencedor do Júri Popular, unânime, apreciado por homens, mulheres, cults, pipoqueiros, adolescentes e idosos, Mutum é um filme mais lírico, mais emotivo, que vai agradar aos verdadeiros amantes de cinema, seja ele nacional, europeu, asiático ou o velho e bom norte-americano. Um filme para quem ama a experiência cinematográfica em si.

mutumfelipepai.jpg

Premiações e Indicações


- Prêmio Redentor de Melhor Filme pelo Júri Oficial no Festival do Rio de 2007
- Filme de encerramento da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes 2007

Mutum
(Brasil, 2007)
95 minutos

Direção: Sandra Kogut

Roteiro: Ana Luíza Martins Costa e Sandra Kogut, baseado em livro de João Guimarães Rosa

Elenco: Thiago da Silva Mariz, Wallison Felipe Leal Barroso, João Miguel, Izadora Fernandes, Rômulo Braga, Paula Regina Sampaio da Silva, Maria das Graças Leal de Macedo, Maria Juliana Souza de Oliveira, Brenda Luana Rodrigues Lima, João Vitor Leal Barroso, Pedro Trovão, Luiz Carlos Vasconcelos, Flávio Bauraqui, Raimundo Nonato Soares da Silva, Onilo José de Souza, Wellington Fernando de Aguiar, Eduardo da Luz Moreira

Site Oficial: MutumOFilme.com.br

Nota do CENA BRASILIS

Constado às 19:30 em Festival, Notícias | Nenhum comentário | 

festivaldeveraopoa.jpg

Texto atualizado às 23:35 de 21/02/2008.

Começa hoje o maior festival de cinemas do Sul do Brasil, o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional. A 4ª edição do festival vai do dia 21 (também conhecido como hoje) a 28 de fevereiro, e o público tri-legal da Grande Porto Alegre poderão conferir 62 filmes nacionais e estrangeiros - mais de 40 deles inéditos.

Além das sessões em salas de exibição de Porto Alegre e do interior, a programação da mostra abrange quatro cidades da região metropolitana (Esteio, Guaíba, Gravataí e Tapes) e também a periferia da capital.

A abertura do festival acontecerá daqui a pouco, às 20h30, no pátio da Usina do Gasômetro, a céu aberto (tomara que lá não esteja chovendo, porque aqui em São Paulo tá um temporal! =P), onde será exibindo o filme Mutum, de Sandra Kogut. Na exibição estarão presentes a atriz Izadora Fernandes (intérprete da mãe de Tiago e principal personagem feminino do longa) e o produtor do filme, Flávio Tambellini.

O 4o. Festival de Verão do RS de Cinema Internacional é uma iniciativa da Okna Produções, Panda Filmes e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A principal marca desse evento é diversidade dos títulos escolhidos. Além das salas de cinema que abrigarão a programação do festival (que você confere a lista completa ali embaixo), através de uma parceria com a Fundacine e o Projeto RodaCineRGE, estão marcadas exibições ao ar livre nas cidades de Porto Alegre, Guaíba e Tapes.

Dos filmes selecionados o público poderá conferir obras inéditas de cineastas já consagrados, como Eduardo Coutinho, Lars von Trier, Júlio Bressane e Vladimir Carvalho, entre muitos outros, mas, além disso, o festival apresentará várias produções de diretores apontados como apostas no cenário mundial - destacando Luz Silenciosa (vencedor do prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes e no Festival do Rio recebeu o de Prêmio da Fipress - Melhor Filme Latino e o Prêmio Especial da Confraria Lumiére e antes foi exibido com o nome de Silenciosa Luz), de Carlos Reygadas. Além disso, esse ano o evento conta com a Mostra Mundo, que tem como objetivo apresentar um panorama das produções cinematográficas dos continentes que não tem a devida visibilidade no circuito de distribuição (Europa, África e Ásia, além da América do Sul, é claro!). Nesta mostra há 15 longas africanos, 3 franceses, 1 polonês, 6 coreanos e 4 bollywoodianos (indianos, para quem desconhece esse nicho cinematográfico).

Como já é de praxe em festivais como esse, além das sessões cinematográficas, o evento conta com várias outras atividades paralelas, como Sessões Comentadas, Aulas Magnas e Workshops. Para isso, contará com a presença de diretores, produtores e atores com obras exibidas no festival. Dentre esses convidados especiais estão os atores Marco Ricca e Izadora Fernandes, o produtor e diretor Flávio Tambellini, e os cineastas Inés de Oliveira Cézar, Lina Chamie, Vladimir Carvalho e Chico Teixeira.

E como acontece no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o preço dos ingressos do Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, não é fixo, é o mesmo valor cobrado por cada cinema participante, e as entradas serão vendidas nas bilheterias dos mesmos.

Cidades e Cinemas que exibirão os filmes do Festival

:: PORTO ALEGRE
.
Casa de Cultura Mário Quintana - Sala Paulo Amorim
Rua dos Andradas, 736
Fone: 3221-7147

Casa de Cultura Mário Quintana - Sala Eduardo Hirtz
Rua dos Andradas, 736
Fone: 3221-7147/ 3226-5787

Usina do Gasômetro - Sala P. F Gastal
Avenida Presidente João Goulart, 551 / 3o. andar
Fone: 3289-8133 / 3289-8134 / 3289-8137

Cine Santander Cultural
Avenida Sete de Setembro, 1028
Fone: 3287-5500 / 3287-5718

Guion Center
Rua Gen. Lima e Silva, 776
Shopping Nova Olaria
Fone: 3221-3122

Unibanco Arteplex
Av. Tulio de Rose, 80 2º. Piso
Shopping Bourbon Country
Fone: 3299-0624 / 8401-0530

Cinema Meio Real
Av. Moab Caldas, 2035
Bairro Cruzeiro - Ponto de Cultura da Ong Maria Mulher
Fone: 3219-0180/ 8123-3195/ 8123-3090/ 9659-3914

:: CAXIAS

Centro Municipal de Cultura Doutor Henrique Ordovás Filho - Sala de Cinema Ulysses Geremia
R. Luiz Antunes, 312
Bairro Panazzolo - Caxias do Sul
Fone: (54) 3228-1013/ (54) 3901-1316

:: ERECHIM

Movie Arte Cinema
Av. Sete de Setembro, 1200
Master Sonda Shopping – Erechim
Fone: (54) 3321-8466

:: RIO GRANDE

Cine Dunas
Av. Rio Grande, 451
Praia do Cassino - Rio Grande
Fone: (53) 3236-8119

:: GRAVATAÍ

Cine Movie Arte Gravataí
Av. José Loureiro da Silva, 1600/10º andar
Gravataí
Fone: 3043-2704

Programação do Festival

Para conferir a programação completa, click aqui.

Dos filmes participantes do festival, alguns já foram resenhados no Judão e para conferir as críticas, basta clicar sobre o título de cada um:

>> Mutum

>> Jogo de Cena

>> A Via Láctea

E para os gaúchos ou para quem estiver passeando por Porto Alegre, bom festival… =D

Constado às 09:23 em Festival, Notícias | Nenhum comentário | 

mutumt.jpg

Depois de participar do Judão Tchananã Awards, agora é a sua vez de votar nos melhores do ano no Festival Sesc de Melhores Filmes. Essa já é a 34ª edição do festival, que acontece todo ano.

Primeiro é feita uma votação entre críticos de cinema de todo Brasil, que escolhem os indicados entre as quase 70 produções nacionais e mais de 250 internacionais, e depois disso a votação é aberta ao público, que pode decidir os melhores filmes brasileiros e gringos, bem como melhores atores e diretores. Os mais votados vão ser exibidos no Festival Sesc de Melhores Filmes 2008, que acontece de 8 a 24 de abril, e o ingresso custa apenas R$ 6. A votação vai até 2 de março, basta clickar aqui para participar. Eu já fui lá votar em Mutum, meu preferido entre os candidatos, e, entre os indicados gringos, acabei ficando com À Procura da Felicidade. E você? Tá esperando o que pra escolher os seus prediletos? =D

Constado às 21:16 em Especial, Festival, Notícias | 9 Comentários | 

berlinale.jpg

Um dos mais impotantes festivais da cinema de todo o mundo, o Festival Internacional de Cinema de Berlim (Internationale Filmfestspiele Berlin - IFB - Berlinale, em alemão), mais conhecido como Berlinale, na Europa e no universo dos cinéfilos chegou à sua 58ª edição. Esse festival marca o mês de fevereiro, e acaba funcionando como uma enorme vitrine do cinema mundial, abrindo bastante espaço para as produções não-hollywoodianas. O festival foi inaugurado em 1951, por uma iniciativa norte-americana, que com a Guerra-Fria e todo o cenário do pós-guerra, ocuparam a parte ocidental por um bom tempo. A idéia era ser um festival que desse visibilidade para filmes de todo mundo, até mesmo para o “bloco de leste” do continente, Como o urso é o símbolo da cidade, os prêmios receberam os nomes de Urso de Ouro, Urso de Prata, Urso de Bronze e Urso de Cristal.

E depois de todo auê feito em torno de Tropa de Elite, é claro que o primeiro festival disputado pelo filme não ficaria de fora de todo esse boom midiático. Mas muita gente mal sabia que esse festival existia, e nem sabe que o Brasil é uma presença constante nas edições do Berlinale. Por isso, como a gente aqui no Judão é muito legal, resolveu fazer um apanhadão do nosso auri-verde lá nas terras de Werner Herzog - que já se embrenhou pela nossa floresta amazônica quando estava rodando seu polêmico Aguirre - A Cólera dos Deuses.

As três primeiras décadas do Brasil no Berlinale - 1954 a 1982


Sinhá Moça, do diretor argentino radicado no Brasil Tom Payne, foi o primeiro trabalho brasileiro a ser selecionado para competir em Berlim. Isso em 1954. Payne ainda trouxe para o Brasil um prêmio especial do júri.

sinha.jpg

Depois disso, o Brasil amargou dez anos na fila até ter outro filme selecionado. Em 1964 o filme Os Fuzis, de Ruy Guerra, representou o país muito bem e voltou pra casa com um Urso de Prata pelo trabalho de direção na bagagem, que também estava concorrendo ao Urso de Ouro. No ano de 1969 tivemos Brasil Ano 2000, de Walter Lima Jr.. Já em 1973 , concorremos com Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, concorria ao Urso de Ouro, e voltou pra casa com o Urso de Prata por Melhor Direção.

nudez.jpg

Ruy Guerra voltou à competição 15 anos depois de sua primeira participação, com A Queda, que dirigiu ao lado de Nelson Xavier, o que rendeu a eles um Urso de Prata de Melhor Direção, e também foram indicados para concorrer ao Urso de Ouro.

a-queda2.jpg

É claro que não poderia faltar o grande Glauber Rocha, que participou do festival de 1982 com o longa A Idade da Terra, mas que não concorreu a nada, mas foi exibido na seção Fórum. E foi nesse mesmo ano que o Brasil fez sua estréia na exibição de curtas, com Curumins e Cunhantas, da diretora Regina Jeha, que concorreu em sua categoria.

1983 e 1984


No ano de 1983, outro curta representou o Brasil na competição, dessa vez uma animação, Animando, de Marcos Magalhães. E o ano de 1983 marcou definitivamente a participação do Brasil nesse festival, que teve muitos filmes exibidos na mostra Panorama (que foi criada no começo da década de 1980 para dar espaço a filmes internacionais que não estivessem fazendo parte da competição), como O Homem do Pau Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade; O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende; Bar Esperança, de Hugo Carvana; Dora Doralina, de Perry Salles; Luz Del Fuego, de David Neves; Maldita Coincidência, de Sérgio Bianchi; Ao Sul do Meu Corpo, de Paulo César Saraceni; Egungun, de Carlos Brajsblat. Ainda na mostra Panorama, foi exibido também o documentário A Caminho das Índias, de Augusto Sevá e Isa Castro, que fala sobre a chegada de um grupo de turistas paulistas ao afastado lugarejo de Trancoso, em Porto Seguro. E na seção Fórum, apresentamos outro documentário, Linha de Montagem, de Renato Tapajós.

Ainda em 1983 o nosso cinema também teve um representante concorrendo ao Urso de Ouro, Pra Frente Brasil, de Roberto Farias, que apesar de não ganhar o cobiçado troféu, recebey dois prêmios especiais do júri. E a a animação As Aventuras da Turma da Mônica, de Maurício de Souza concorreu ao Urso de Cristal, prêmio dado pela mostra Generation, criada no final da década de 1970, para dar espaço aos filmes produzidos para o público infanto-juvenil.

pra-frente-brasil-poster01.jpg

Em 1984, na seção Fórum, o Brasil foi representado por O Rei da Vela, de José Celso Martineze Terceiro Milênio, de Wolf Gauer e Jorge Bodanzky. Ainda tivemos O Bom Burguês, de Oswaldo Caldeira, que teve uma exibição especial, e o curta Acorde Major, de José Inácio Parente, que estava concorrendo nesta categoria.

1985 e 1986


No ano de 1985, que marcou definitivamente o fim da ditadura militar, a vida política e social no Brasil foi tema da maioria dos filmes, e conseguiu levar um grande número de representantes para o Festival. Na seção Fórum foram exibidos Cabra Marcado Pra Morrer, de Eduardo Coutinho; Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos; A Próxima Vítima, de João Batista Andrade; Exu-Piá, Coração de Macunaíma, de Paulo Veríssimo; Bar Esperança, de Hugo Carvana; Cabaré Mineiro, de Carlos Alberto Prates Correia; O Baiano Fantasma, de Denoy de Oliveira; Noites do Sertão, de Carlos Alberto Prates Correia e O Mágico e o Delegado, de Fernando Coni Campos. Já a mostra Panorama, contou com o curta O Som ou Tratado de Harmonia, de Arthur Omar, e o longa Noite, de Gilberto Loureiro. E competindo, fomor representados pelo curta O Incrível Senhor Blois, de Nuno Cesar Abreu.

No ano seguinte, fomos representados pelo lindíssimo A Hora da Estrela, adaptado do livro homônimo de Clarice Lispector, dirigido por Suzana Amaral, e com a marcante interpretação de Marcélia Cartaxo, que ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz - sendo a primeira brasileira a conseguir tal prêmio, divindo o prêmio com a atriz francesa Charlotte Valandrey, por sua interpretação em Rouge baiser, pois o júri entendeu que as duas tinha igualdade de méritos para receber o prêmio. A Hora da Estrela ainda saiu do festival com dois prêmios especiais, o Cicae (Confederação Internacional de Cineclubes) e o Ocic (Organização Católica Internacional para o Cinema e o Audiovisual).

estrela.jpg

Ainda em 1986 o Brasil foi representado pelo curta Nifrapo, de Ricardo Bravo, que participou da competição em sua categoria. Na seção Fórum, levamos Nem Tudo é Verdade, de Rogério Sganzerla.

1987 a 1989

Para o ano de 1987, vimos a atriz Ana Beatriz Nogueira repetir o feito de Marcélia Cartaxo, e ganhar o Urso de Prata de Melhor Atriz, por sua atuação em Vera. Ainda neste ano, na mostra Panorama, apresentamos A Cor do seu Destino, de Jorge Duran e na seção Fórum, foi a vez de Um Filme 100% Brasileiro, de José Sette de Barros. Depois disso passamos um ano na seca, já que no ano de 1988 não tivemos nenhum filmezinho nos representando.

vera.jpg

Em 1989, fomos para o Berlinale com curta-metragem Couro de Gato, de Joaquim Pedro de Andrade, na seção Fórum, e o mesmo diretor também levou para a mesma seção seu longa Os Inconfidentes. Na mostra Panorama, apresentamos o longa Romance, de Sergio Bianchi.

1990 e 1991


Já o ano de 1990 veio aí para nos compensar a seca de 1988 e nos fazer esquecer as desgraças causadas pelo maldito confisco das poupanças pelo no Exmo. Presidente Collor e sua ministra-medonha (e talvez parenta! =D) Zélia Cardoso de Mello. Competindo pelo Urso de Ouro, Cacá Diegues levou Dias Melhores Virão. Já concorrendo na categoria de curtas, fomos representados por O Brinco, de Flávia Moraes e pelo clássico da sala de aula Ilha das Flores, de Jorge Furtado e acabou segurando com seus polegares opositores o Urso de Prata - Prêmio Especial do Júri para Curta-metragens. =D

ilha.jpg

Ainda em 1990, na mostra Retrospectiva, o cinema brasileiro foi representado por Romance, de Sergio Bianchi (novamente! e que acabou sendo reapresentado em 2000), O Cangaceiro, de Lima Barreto, o clássico Pixote - A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, e na seção Fórum vimos São Bernardo, de León Hirzman.

No ano seguinte, o Brasil apresentou Uma Avenida Chamada Brasil, de Octávio Bezerra, na seção Fórum, além de Tá limpo, de Christina Koenig na mostra Geração, e de Viva eu!, de Tânia Cypriano, que foi apresentada na mostra Panorama. Nos anos de 1992 e 1993 ficamos na seca, não tivemos nada, nadica…

1994 a 1997


Os anos anteriores, sem indicados ou com pouquíssimos representantes, refletiam uma grave crise vivido pelo nosso cinema. Embora não de cara, tudo isso foi um resultado do baque causado pela medida do Governo Collor em acabar com a Embrafilme, que era o Órgão do Governo Federal responsável pelo financiamento da produção de filmes nacionais. E o cinema brasileiro pode ser dividido em a.C. e d.C. (antes de Collor e depois de Collor). O grande responsável por essa medida foi o cineasta Ipojuca Pontes, integrante da equipe de Collor. Desde esse momento ele passou a ser considerado o Judas dos cineastas e com o fim do governo de Collor caiu no ostracismo. Sem a verba da Embrafilme (criada em 1965), o cinema nacional não produziu quase nenhuma obra de valor nesse período, e encheu nossas salas com os clássicos filmes de férias da criançada d’Os Trapalhões, além de Xuxa e afins.

Até que em 1994, o Brasil conseguiu sacudir a poeira e voltou a produzir filmes que valessem a pena ser assistidos e mencionados, e conseqüentemente, voltou a ganhar espaço no cenário internacional. Por isso, em 1994, nosso cinema volta a figurar no festival de Berilim e com A Terceira Margem do Rio, de Nelson Pereira dos Santos concorre ao cobiçado Urso de Ouro.

Em 1995, mantendo o ritmo de retorno anterior, tivemos representantes na mostra Panorama, com o longa A causa secreta, de Sérgio Bianchi e na seção Fórum levamos o filme Ganga bruta, de Humberto Mauro. Em 1996, só tivemos um brasileiro, e foi na seção Fórum, com o média-metragem Fragmentos da vida, de José Medina.

O ano de 1997 é como se fosse o ano do grande retorno do Brasil ao Festival de Berlim. Muitos filmes nacionais estiveram lá para mostrar o que o cinema brasileiro andou produzindo por aqui, inclusive um dos símbolos da retomada do cinema nacional, Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, de Carla Camurati, que nos representou na seção Fórum. Ainda na seção Fórum, o Brasil apresentou os longas Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles, Doces Poderes, de Lúcia Murat, O Cego Que Gritava Luz, de João Batista de Andrade, O Sertão das Memórias, de José Araújo, Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral, e Yndio do Brasil, de Sylvio Back e Crede mi, de Bia Lessa e Danny Roland.

o-que-e-isso-companheiro-poster03.jpg

Competindo pelo peludinho dourado tivemos o longa de Bruno Barreto, inspirado na obra homônima de Fernando Gabeira, O Que É Isso, Companheiro?, que em 1998 concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O Grande Ano - 1998

Eis que chega o ano de 1998, marcante para o Brasil no Festival de Berlim. Depois de anos de míngua, e de muitos indicados, enfim, a glória! Com Central do Brasil, vimos o nome do cinema nacional figurar nas manchetes do mundo todo. O filme de Walter Salles nos trouxe o tão sonhado Urso de Ouro, prêmio máximo do festival, e ainda saiu com o Urso de Prata de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro, isso sem falar que ainda ganhou o prêmio do Júri ecumênico. Lembrando que apesar de ser o primeiro Urso de Ouro para o Brasil, esse prêmio não é inteiramente nosso, uma vez que Central do Brasil é uma produção franco-brasileira. Muito bem, um único filme e três estátuas na bagagem. Bravo, Brasil!

central.jpg

Ainda em 1998, na mostra Panorama, fomos representados por Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende e O Pulso, de José Pedro Goulart.

1999 a 2002


Em 1999, na mostra Panorama, participamos com os curtas, Pombagira, de M.Vargas e P.Guimarães e Velinhas, de Gustavo Spolidoro. Na mesma mostra, foi apresentado o longa adaptado do romance homônimo de Raduan Nassar, Um Copo de Cólera, de Aluízio Abranches. Na mostra Geração, exibimos A Reunião dos Demônios, de Antônio Cecílio Neto.

No ano 2000, o longa Bossa Nova, de Bruno Barreto foi exibida na mostra competitiva, embora não estivesse concorrendo ao Urso de Ouro. Na mostra Panorama, apresentamos o longa Romance, de Sérgio Bianchi (já apresentado no festival nos anos de 1989 e 1990) e na seção Fórum exibimos a co-produção Brasil/EUA, Teatro Amazonas, um média-metragem dirigido por Sharon Lockhart.

Na mostra Panorama, contamos com três brasileiros no ano de 2001, o curta Palíndromo, de Philippe Barcinski e os longas Latitude Zero, de Toni Venturi e Memórias Póstumas, de André Klotzel, numa co-produção Brasil/Portugal. E na mostra Geração apresentamos o curta O Branco, de Ângela Pires e Liliana Sulzbach.

3mar.jpg

Em 2002, a mostra Panorama exibiu excelentes produções nacionais, começando com o curta Palace II/Golden Gate, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, estrelado pela dupla que se consagrou com o longa Cidade de Deus, Darlan Cunha e Douglas Silva, além da participação de Jonathan Haagensen. Além desse ainda tivemos os curtas Dadá, de Eduardo Vaisman e Clandestinos, de Patrícia Moran. Na mestra mostra apresentamos os longas O Invasor, de Beto Brant e o maravilhoso As Três Marias, de Aluízio Abranches, com as memoráveis apresentações do trio principal Júlia Lemmertz, Maria Luisa Mendonça e Luiza Mariani e atores como Marieta Severo, Carlos Vereza, Enrique Diaz, Tuca Andrada, Wagner Moura e Lázaro Ramos.

2003 a 2005


O ano é 2003, e dessa vez o Brasil disputava uma estatuetinha peluda, e competiu com o curta Plano Seqüência, de Patrícia Moran. Na mostra Geração, o curta O Céu de Iracema, de Iziane F. Mascarenhas. Já na seção Fórum Amarelo Manga, de Cláudio Assis, co-produção Brasil/Chile, Rua Seis Sem Número, de João Batista de Andrade e na mostra Panorama a co-produção Brasil/EUA, O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca, com uma excelente atuação de Murílio Benício.

Em 2004 estivemos na mostra Panorama, participamos com os longas Fala Tu, de Guilherme Coelho, Contra Todos de Roberto Moreira, O Outro Lado da Rua, co-produção franco-brasileira, dirigida por Marcos Bernstein e o curta Truques, Xaropes e Outros Artigos de Confiança, de Eduardo Goldenstein.

redentor-poster01.jpg

Na mesma mostra Panorama, só que no ano 2005, o Brasil foi representado pelo instigante Redentor, dirigido por Cláudio Torres, filho da vencedora do Urso de Prata de 1998 de Melhor Atriz, Fernanda Montenegro, que faz parte do elenco desse filme. Na seção Fórum, apresentamos o longa Brasileirinho, numa co-produção Brasil/Finlândia/Suíça, com direção de Mika Kaurismäki, além do clássico Terra em Transe, dirigido pelo mítico Glauber Rocha. E numa mostra especial sobre os talentos do Berlinale, fomos representados pelo curta Socorro Nobre, de Walter Salles.

2006 e 2007


Em 2006, na mostra Panorama, tivemos Casa de Areia, de Andrucha Waddington, protagonizado pela mulher e pela sogra do diretor, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, respectivamente. Na mesma mostra, apresentamos ainda Meninas, de Sandra Werneck e Gisela Câmara e o curta Sexo e Claustro, de Cláudia Priscilla. E na seção Fórum, apresentamos a Brasil/Alemanha, Atos dos Homens, de Kiko Goifman.

ano.jpg

No ano passado, conhecido como 2007 para os leigos, voltamos à disputa pelo Urso de Ouro com o sensível e brilhante O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger. E na mostra Panorama, contamos com a participação do elogiadíssimo A Casa de Alice, de Chico Teixeira e da co-produção Brasil/Alemanha, Deserto Feliz, dirigido por Paulo Caldas. Já na mostra Geração, contamos com o “yo” Antônia, de Tata Amaral.

Enfim, 2008


Demois de muita espera e de mostrar uma enorme quantidade de títulos e estilos representando o nosso cinema no Festival de Berlim, chegou a vez do Brasil. Exatamente uma década depois de Central do Brasil ganhar o peludinho dourado, chegou a vez de Tropa de Elite. E agora o Urso de Ouro é nosso e só nosso, de mais ninguém, uma vez que a estatueta de Central é metade nossa e metade da França. Mas essa é nossa, ninguém toma. 2008 foi o ano do Brasil (1998, 2008 - será que tem alguma coisa de numerologia judônica regendo o destino do Brasil no Berlinale?! o_O).

tropa1.jpg

E não foi só isso, porque além do disputado Urso de Ouro voltamos pra casa com mais alguns prêmios na bagagem. Ganhamos o Urso de Cristal de melhor curta-metragem da mostra Geração - 14 Plus com Café com Leite, de Daniel Ribeiro, o Teddy Award, para , de Felipe Sholl, prêmio dado a filmes com temática voltada ao universo gay. Além disso, o lindíssimo Mutum, de Sandra Kogut, recebeu mais do que merecidamente uma menção especial do júri.

Ufa! Acabou… Boa, Brasil! E que venha 2009 com muitos e muitos ursinhos para o nosso cinema. =D

Constado às 18:40 em Festival, Notícias | 4 Comentários | 

bopao.jpg

Contra todos e contra ninguém, Tropa de Elite consegue trazer o Urso de Ouro novamente para o Brasil, depois de 10 anos na seca… Depois de tomar um verdadeiro sacode da mídia internacional, o filme de José Padilha conseguiu a façanha de dar um olé em várias apostas dos críticos, como Sangue Negro e Happy-Go-Lucky e voltar pra casa com o principal prêmio do Festival de Berlim na mala. Lembrando que esse é na verdade a primeira vez que o Brasil ganha, de verdade, o Urso de Ouro, uma vez que Central do Brasil, embora pouquíssima gente saiba, era um filme de produção franco-brasileira.

padilha-maria1.jpg

O Urso de Ouro é um excelente abre-alas para a “carreira” internacional de Tropa de Elite, que depois de Berlim vai participar do Festival de Cannes, em maio. O filme foi o nacional mais visto em 2007 com quase 2 milhões de espectadores, além de uma espectativa de 12 milhões de cópias piratas vendidas. Agora há uma grande possibilidade de ser o nosso representante para o Oscar 2009, uma vez que o Ministério da Cultura escolheu O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que apesar de chegar entre os 9 finalistas, não ficou entre os 5 indicados. Com a estréia internacional acontecendo agora, pode vir a ser um concorrente do Oscar do próximo ano. Quem sabe…

ze-padilha.jpg

Sangue Negro, que era o favorito e com OITÔ indicações para o Oscar, acabou ficando com o Urso de Prata de melhor diretor, para Paul Thomas Anderson. E também recebeu o prêmio por melhor trilha-sonora, composta por Johnny Greewood, guitarrista do Radiohead.

sangue-negro.jpg

O Urso de Prata ficou para o documentário Standard Operating Procedure, sobre as torturas em Abu Ghraib. Já o Urso de Prata de melhor atriz ficou com Sally Hawkings, por sua atuação em Happy-go-Lucky e o de melhor ator para o iraniano Reza Najie, por sua atuação em The song of sparrows.

atriz-nice.jpg

ator.jpg

O Brasil ganhou outros prêmios também: Café com Leite foi premiado com o Urso de Cristal de melhor curta-metragem da mostra Geração - 14 Plus e o curta , saiu com o Teddy Award, dado para filmes dedicados ao universo GLS, e o incrível Mutum, recebeu uma menção especial do júri.

Amanhã vocês vão ver aqui um resumão do Brasil em todos os Berlinale até então.

uv