|
Com um gênero que mescla muito bem os gêneros policial e comédia, Meu Tio Matou um Cara é um filme divertidão e que trilha novos caminhos para o nosso cinema, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre. Esse, que é o quarto longa produzido pelo estúdio gaúcho e tem co-produção da Natasha Filmes (que se depende-se de sua dona, Paula Lavigne e de sua extrema simpatia com a imprensa, deveria se chamar Na Shata Filmes! =D). Aqui acompanhamos a história de Éder (Lázaro Ramos), tio de Duca (Darlan Cunha), que é preso depois de confessar ter matado um homem. Duca, que aos 15 anos é viciado em jogos policiais acredita que o tio não é culpado e que está assumindo a culpa no lugar de outra pessoa, provavelmente a namorada, Soraya (Deborah Secco), que é ex-mulher do morto. Duca é apaixonado por sua melhor-amiga Isa (Sophia Reis), que, por sua vez, está apaixonado por um outro amigo, o Kid (Renan Gioelli). Nessa sua investigação pela suposta autoria de Soraya no crime, Duca conta com os dois amigos.
O filme garante ótimas gargalhadas e tem um elenco muito bom, o que facilita muito. O filme se passa no Rio Grande do Sul, como todo filme da Casa de Cinema de Porto Alegre, mas vemos um samba do crioulo doido porque o sotaque carioca de Darlan Cunha é gritante, por sua vez, Lázaro Ramos, não deixa de lado seu sotaque baiano, enquanto Sophia Reis capricha no seu paulistês, soltando até a nossa tÃpica expressão italiana “catzo”. Já os personagens secundários e figurantes estão com o gauchês na ponta da lÃngua. Não que seja um defeito do filme, mas é um deslize, como o tio do carioca é baiano (mas o pai não é) e a melhor amiga que o conhece desde os primeiros meses de vida é paulista e ninguém cita isso na história? Sei que é picuinha minha, mas ou todos podiam ter “ensaiado” um sotaque uniforme, ou inserir umas explicações - tipo “a Isa mudou pra cá pequenininha, porque o pai arrumou um emprego etc., mas ela nasceu em São Paulo e como a mãe tem esse sotaque, ela também fala assim…”, “meu tio morou muitos anos na Bahia e acabou pegando o sotaque de lá”. Mas beleza, ainda assim o filme é engraçadÃssimo e eu quero ver Soraya queimada… =D Esse filme marca a estréia de Sophia Reis (filha de Nando Reis), que agora é VJ da MTV, a frente do TOP10. É também a segunda vez que o diretor Jorge Furtado trabalha com Lázaro Ramos, que também protagoniza o excelente O Homem que Copiava.
Pra quem não viu ainda, hoje a Globo vai exibÃ-lo no Festival Nacional, mas se ainda assim você não assistir ou se tiver afim de comprar o DVD click aqui, eu garanto que vale a pena, afinal nos extras temos o clip de Soraya Queimada, que é genial, com o Zéu Britto com as participações de Lázaro Ramos (é claro!) e Wagner Moura além de conter cenas do filme. Tem também as cenas excluÃdas e a que o AÃlton Graça canta I shot the sheriff é simplesmente impagável. E também nos extras ficamos sabendo que a personagem da Deborah Secco não se chamava Soraya, e que mudou de nome no meio do filme por conta da música do Zéu Britto. Prêmios e Indicações- Recebeu 4 indicações para o Grande Prêmio Cinema Brasil, nas categorias: Melhor Ator para Lázaro Ramos, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
|
|
||
| © 2008, Judão, Tayra Vasconcelos. Alguns direitos reservados | |||