Brasil, mostra a sua cara…
Constado às 14:49 em Notícias | 4 Comentários | 

Faz séculos que tô querendo ver esse filme, já que tem meus dois musos Rodrigo Santoro e Selton Mello, meu muso de adolescência Ângelo Paes Leme e um dos meus musos de infância Jairizinho - Jair Oliveira. Além de contar com a maravilhosa Cláudia Abreu, Alessandra Negrini e André Moraes.

E hoje saiu o trailer de Os Desafinados, exclusivo para a Internet, que tá bem legal, com o Ângelo Paes Leme satirizando o eterno ranzinza (e genial) João Gilberto. Dá uma conferida…




Dirigido por Walter Lima Jr, o filme se passa na na década de 60 e conta a história de um grupo de jovens músicos e compositores que vai para Nova York sonhando em “fazer a América. Juntos acabam formando a banda Os Desafinados e integram o movimento transgressor musical brasileiro. o.O

Para saber mais detalhes da produção, basta clickar no site oficial do filme. Reza a lenda que depois da experiência e convivência que tiveram nas gravaçãoes Rodrigo Santoro, Ângelo Paes Leme e Jair Oliveira tão pensando em formar uma banda juntos… Aguarde e confie!!! (Didi Mocó™)

O filme estréia dia 29 de Agosto.

Constado às 19:03 em Resenhas | 5 Comentários | 

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Produzido há mais de 20 anos, esse já é um clássico do Cinema Nacional. Me lembro de ter assistido esse filme pela primeira vez quando tinhas uns 10 ou 11 anos, com o meu pai, que tinha alugado a fita de vídeo e que não entendi nada direito da história: o homem que era boto, o bebê que virava botinho… Era muito complexo pra mente de uma crinça. Lembro também que meu pai, apaixonado que era pelo folclore brasileiro, me explicou sobre a lenda do boto, e que na região Norte do Brasil, os pais têm muito medo de deixar suas meninas por aí na época de lua-cheia, com medo que elas caiam na lábia do boto.

Baseado em roteiro original de Lima Barreto (o cineasta, não o escritor! =D), Ele, o Boto, acabou ganhando do diretor Walter Lima Jr., um tom mais focado no personagem do boto, que segundo o próprio diretor parte da idéia de criticar a postura do homem, diante da natureza:

O filme fala da ruptura do homem com sua própria natureza, da expectativa contínua de uma harmonia rompida com a natureza, que configura uma idéia de perda. Porque o homem é extremamente violento com o meio em que vive. Ele destrói tudo ao seu redor e com isso destrói a si mesmo.

O filme começa com uma conversa de pescadores, e toda a trama vai se desenrolando a partir desse causo, que tem narração do ótimo Rolando Boldrin, contando a história para dois pescadores amigos (Tonico Pereira e um novíssimo Marcos Palmeira). Ele fala sobre casos de meninas que foram vítimas do Boto (Carlos Alberto Riccelli) - que segundo a lenda amazônica, nas noites de lua cheia, vem à terra, se transformando em humano, para seduzir as mulheres. Logo no início vemos o temido boto em uma de suas conquistas, Tereza (Cássia Kiss), filha de um pescador, apaixonada, cede aos encantos do boto e acaba engravidando. Ao nascer, seu filho vira um botinho (cena que deve ter sido encantadora para os olhos da época e que nos soa um pouco tosca devido a imensidão de recursos de efeitos especiais que temos nos dias de hoje) que logo é levado pro mar por sua tia, que é também a parteira (Maria Sílvia). Por conta desse filho, o Boto volta sempre a aparecer, como se nutrisse por Tereza uma paixão especial. Ainda assim, está constantemente seduzindo outras mulheres, inclusive a irmã de Tereza, Corinha (Dira Paes, que aos 18 anos faz um de seus primeiros papéis e o desempenha muito bem). Ele continua aparecendo atrás de Tereza, mesmo depois que ela se casa com Rufino (Ney Latorraca), provocando uma ventania de ciúmes em plena festa de casamento.

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Com uma lindíssima trilha sonora, assinada por Wagner Tiso, Ele, o Boto é um filme marcante, com um elenco que está em perfeita sintonia com seus personagens e consegue transmitir muito bem todo o misticismo existente em torno da figura do boto, tão presente em tantas “desgraças familiares” do Norte e Nordeste brasileiro. Carlos Alberto Riccelli está magistral no papel do boto, está com uns trejeitos incríveis que dão a ele um ar totalmente-semi-humano. Ele andando “pulandinho”, ou mesmo mergulhando como boto, marcam essa atuação como uma das melhores de sua carreira. A maquiagem também é sensacional, deram a ele um tom de pele acinzentado muito parecido com a cor de um boto.

Um filme clássico da nossa cinegrafia que Cena Brasilis RECOMENDA pelo seu valor na história do cinema brasileiro e para ter oportunidade de ver atuações marcantes e ótimos atore no início de suas carreiras, num filme com uma carga poética e dramática que oferece uma amplidão de trabalho para cada um deles. Vale a pena conferir, seja passando numa boa locadora, seja comprando o filme ou mesmo aguardando que ele passe na Sessão Brasil, que passa às segundas na Globo - volta e meia passa - ou mesmo no Canal Brasil que sempre traz em sua programação classicões do nosso cinema.

Ele, o Boto
(Brasil, 1987)
106 minutos

Direção: Walter Lima Jr.

Roteiro: Tairone Feitosa, Walter Lima Jr. e Affonso Romano de Santanna, baseado em estória de Lima Barreto e Vanja Orico

Elenco: Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss, Ney Latorraca, Dira Paes, Paulo Vinícius, Ruy Polanah, Maria Sílvia, Rolando Boldrin, Tonico Pereira e Marcos Palmeira

Nota do CENA BRASILIS

uv