![]() Eu acreditava piamente que o Corinthians poderia fazer um mísero golzinho, já que nas últimas semanas o time vinha mostrando um futebol de encher os olhos, uma fodástica facilidade de fazer o jogo fluir. E quando tomava um gol, não baixava a cabeça e conseguia reagir. Mas apesar de acreditar, não tinha aquela CERTEZA que o torcedor tem quando vê que a vitória é certa, e até deixei isso transparecer um pouco no final desse post. Não sei explicar: Os jogadores do time pernambucano pareciam estar mais obstinados, mais motivados. Mais SANGUE NO ZÓIO. Já o Corinthians tava se cagando de medo de um surto de diarréia, de foguetório no hotel, de recepção hostil no aeroporto, de gramado ruim, da véia carçuda usando meião do Vasco, de TUDO. Ouvimos muitas reclamações da diretoria a respeito da não-liberação da cota mínima de 10% dos ingressos, enquanto o foco principal da coisa, que era chegar lá e conseguir PELO MENOS não tomar de 2, ficou em segundo plano. Esse era o jogo dos tabus: Enquanto o Sport não havia perdido um único jogo em casa, sempre fazendo trocentos gols, o Corinthians também sempre deixou sua marca nas redes adversárias, mesmo jogando fora. E prevaleceu o tabu que a gente não queria. Não adianta falar que o Douglas não pôde jogar, pois o Romerito também não pôde. Não adianta pensar que volume da fiel em termos de energia positiva – se é que essa viadagem existe - é muito superior aos pernambucanos, pois enquanto 33 milhões de corintianos passavam um aperto desgraçado, todo o restante do Brasil empurrava o Sport. Falando nisso, se até eu, em casa, tava PUTO da vida com o barulho da torcida rubro-negra, imagino os jogadores. Era necessária uma preparação psicológica que eles mostraram que não tinham. Não adianta dizer que o gramado da Ilha do Retiro é um pasto, pois nem no mais fudidão tapete verde do melhor estádio europeu ajudaria em alguma coisa ontem. O Corinthians sentiu a pressão. Apesar de saber que precisava de um único gol para liquidar o Leão, preferiu ficar numa covarde retranca desde os primeiros minutos. Mesmo sabendo que o adversário viria pra cima, de peito aberto, vulnerável a contragolpes. E ao contrário de Pamela Anderson, foi justamente peito que faltou pro timão. Sacou!? “Pamela Anderson”… “Peito”… Aaai, que engraçado. =D E tendo em mente que pra gente absolutamente TUDO tem que ser mais sofrido, até estava com uma certa tranquilidade em ver que no início do jogo o Sport atacava, e o Corinthians conseguia segurar o resultado com uma confortável facilidade. Aos vinte e cinco minutos pensei “Bom, se continuar assim é nóis”. Aí o CEO Nerso colocou o careca maldito, tornou o time mais ofensivo e matou o jogo em dez minutos. Puta que o pariu. Não adianta dizer que se o Felipe não tivesse engolido aquele PERU DO CARALHO o título seria nosso, pois enquanto o goleiro falhava lá atrás, os marcadores deixavam o Consideremos que parte desses erros são responsabilidade do Mano, e temos uma enorme, verde, fétida e monumental cagada coletiva. Tudo o que o time construiu durante o torneio, deixou pra foder completamente no sprint final. Juro que depois da virada histórica em cima do Goiás, e da heróica classificação em cima do Botafogo, achei que o time ia embalar. Mas parece que subestimaram o Sport. Aliás, falando no Charlie Bullet (o_O), é no mínimo doloroso saber que no momento em que eu escrevia isso ele estava rindo à toa, comemorando com a taça que tava na nossa mão até a segunda metade do primeiro tempo. Cantou vitória antes da hora, reafirmou o que disse durante a semana, e no jogo fez o que quis. Mérito dele, pois realmente aquele golzinho no Enílton aos 46 do 2º tempo do Morumbi acabou fazendo toda a diferença. Mas enfim. Dói muito deixar um título escapar por entre os dedos desse jeito, principalmente no atual momento da história do Corinthians, em que a conquista serviria para lavar a alma da fiel. Mas apesar de estar massucadzinha por dentro (OHHÓ), a torcida corintiana – embora não queira admitir nem a pau – sabe que o título ficou em boas mãos, e o Sport mereceu vencer. Eliminou grandes medalhões do futebol brasileiro com uma facilidade assustadora, não se entregou apesar da desvantagem no primeiro jogo da final, fez um gol fora de casa e dominou completamente o jogo de volta. Só nos resta deixar aqui constadas duas coisas: Os parabéns pela merecida conquista e o desejo de vê-los tomando umas quatro goleadas consecutivas na primeira fase da Libertadores do ano que vem. =D Para o torcedor do Todo-Poderoso, se repete aquele sentimento filho da puta de “quase foi” que tivemos ao deixar escapar a vaga nas semi-finais do Paulistão. Novamente ficamos no quase. Mas não podemos dizer que foram fracassos completos, muito pelo contrário. Em vista do que se esperava do Corinthians nesse primeiro semestre, esses “quases” são um grande CHUPA para muita gente. Principalmente para os porquinhos, que apanharam MUUITO mais feio que a gente e estão aí, comemorando feito umas bestas. Agora é levantar, sacodir a poeira e socar a rolha em todo panaca que ousar ficar em nosso caminho de volta à série A. PS: Só deixo aqui um pedido para a delegação corintiana: Esqueçam o Wellington Saci aí em Pernambuco, per favore. =D |
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