O pedaço mais sangrento do Judão!

Arquivo de August/2008

Constado às 7:48 am em Monstros, Terror | 3 Comentários | 

Pois é, meus filhos. Mais uma vez, Hollywood perde em criatividade e ganha em $$$ ao fazer um remake de um filme antigão de sucesso. Quer dizer… sucesso naquelas, né?

Alguém aí se lembra de Nasce um Monstro, terrorzim de 1974 que conta a história de um casal feliz que, ao ter o primeiro filho, descobre que colocou no mundo um monstro que mata quando fica assustado? Eu lembrava. Até acredito que meu ódio relacionado a infantes possa ter surgido daí. =D

Pois enfim. Aí abaixo, vocês podem dar uma olhadela no trailer da produção, que estréia em algum momento do ano que vem. Divirtam-se.

Constado às 10:20 pm em Terror | 7 Comentários | 

Ainda não é o tipo de pôster que a maioria das pessoas está querendo, mas quem é que reclama dos já famosos Blood-drive posters, que são feitos para anunciar as campanhas de doação de sangue que têm acompanhado os lançamentos dos últimos filmes da franquia Jogos Mortais?

Provavelmente o Oda. E só ele. =D

Vamos ver se mais alguém aqui saca a “referência escondida a outro filme de terror” que rola na imagem? Comentem aí, espertões. =D

Constado às 12:19 pm em Nacional, Resenhas, Terror | 6 Comentários | 

A Encarnação do Demônio

00h25 da quarta-feira, dia 29 de julho . Sento no computador, esbaforido, com vontade quase animal de escrever para vocês.

Meu filho, vamos dormir, temos trabalho amanhã.

Minha mãe, também minha patroa, não tem nem idéia do nível de alucinação que eu estava. Até parece que depois do que eu vi esta noite, eu iria simplesmente me deitar na minha cama e dormir. Impossível sem desabafar para vocês.

Acabo de retornar da pré-estréia carioca do filme A Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, o Zé do Caixão em pessoa.

Depois de 40 anos, um dos filmes mais sagazes do famoso Coffin Joe é mostrado a público pela primeira vez. E não desaponta em nada. Confesso que não sou nenhum grande admirador de Terror, e até então só conhecia os trabalhos de José Mojica Marins pela lenda de Zé do Caixão, de todo seu legado assustando uma geração inteira com seus filmes aterrorizantes. E hoje provei de todo o poderio do mestre do terror brasileiro, com o plus a mais de uma superprodução digna da sanguinolenta saga do Funerário da Capa Preta.

Pelo que deu a entender do filme, como sempre Zé do Caixão está querendo estender sua linhagem demoníaca, escolhendo uma mulher perfeita. Depois de 40 anos pagando por seus assassinatos numa cadeia de São Paulo, o Assassino é solto por ordem judicial, e vai morar no subúrbio da grande metrópole. Seu fiel mordomo Bruno se encarrega de preparar a chegada do mestre da agonia, levando todos os seus pertences a um covil dentro duma favela.

Não demora muito pro banho de sangue acontecer, e esperem tudo. Esperem o máximo de violência e toda a sua escatologia. =D

Esperem vísceras, sangue e imagens que te farão se dobrar na cadeira se você não souber segurar a onda. Zé do Caixão, mesmo senhor de idade, é um assassino impiedoso e teatral. A atuação de José Mojica Marins continua exagerada como sempre, mas WHO CARES? Zé do Caixão não é um personagem a ser interpretado sem ser ao estilo do teatro shakespeariano. Ele é um showman, que consegue agoniar ambos os sexos, indo do mais óbvio até o mais aterrorizantemente inusitado.

Devo acrescentar que até ele mesmo sofre com seus atos. Neste filme, o assassino tem como pior inimigo sua consciência. Zé do Caixão é humano, embora sádico e sanguinário. Seus crimes anteriores voltam contra si o tempo todo, formando ótimas referências a suas obras passadas. Embora aturdido, ele não se torna sentimental, portanto fiquem tranquilos com relação ao personagem, não temos nenhum Hancock sádico aqui.

Acho que depois disso posso indicar a foto aí de baixo:

Mal de Parkinson = fracos!

E falar o que eu falei a José Mojica Marins quando terminou o banho de sangue:

- Zé… Esse filme é do CARALHO!

Abraços a todos. HOJE É DIA DE PRAGA!

por Raoni Ferreira

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