![]() 00h25 da quarta-feira, dia 29 de julho . Sento no computador, esbaforido, com vontade quase animal de escrever para vocês. Meu filho, vamos dormir, temos trabalho amanhã. Minha mãe, também minha patroa, não tem nem idéia do nÃvel de alucinação que eu estava. Até parece que depois do que eu vi esta noite, eu iria simplesmente me deitar na minha cama e dormir. ImpossÃvel sem desabafar para vocês. Acabo de retornar da pré-estréia carioca do filme A Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, o Zé do Caixão em pessoa. Depois de 40 anos, um dos filmes mais sagazes do famoso Coffin Joe é mostrado a público pela primeira vez. E não desaponta em nada. Confesso que não sou nenhum grande admirador de Terror, e até então só conhecia os trabalhos de José Mojica Marins pela lenda de Zé do Caixão, de todo seu legado assustando uma geração inteira com seus filmes aterrorizantes. E hoje provei de todo o poderio do mestre do terror brasileiro, com o plus a mais de uma superprodução digna da sanguinolenta saga do Funerário da Capa Preta. Pelo que deu a entender do filme, como sempre Zé do Caixão está querendo estender sua linhagem demonÃaca, escolhendo uma mulher perfeita. Depois de 40 anos pagando por seus assassinatos numa cadeia de São Paulo, o Assassino é solto por ordem judicial, e vai morar no subúrbio da grande metrópole. Seu fiel mordomo Bruno se encarrega de preparar a chegada do mestre da agonia, levando todos os seus pertences a um covil dentro duma favela. Não demora muito pro banho de sangue acontecer, e esperem tudo. Esperem o máximo de violência e toda a sua escatologia. =D Esperem vÃsceras, sangue e imagens que te farão se dobrar na cadeira se você não souber segurar a onda. Zé do Caixão, mesmo senhor de idade, é um assassino impiedoso e teatral. A atuação de José Mojica Marins continua exagerada como sempre, mas WHO CARES? Zé do Caixão não é um personagem a ser interpretado sem ser ao estilo do teatro shakespeariano. Ele é um showman, que consegue agoniar ambos os sexos, indo do mais óbvio até o mais aterrorizantemente inusitado. Devo acrescentar que até ele mesmo sofre com seus atos. Neste filme, o assassino tem como pior inimigo sua consciência. Zé do Caixão é humano, embora sádico e sanguinário. Seus crimes anteriores voltam contra si o tempo todo, formando ótimas referências a suas obras passadas. Embora aturdido, ele não se torna sentimental, portanto fiquem tranquilos com relação ao personagem, não temos nenhum Hancock sádico aqui. Acho que depois disso posso indicar a foto aà de baixo: ![]() E falar o que eu falei a José Mojica Marins quando terminou o banho de sangue: - Zé… Esse filme é do CARALHO! Abraços a todos. HOJE É DIA DE PRAGA! por Raoni Ferreira ![]() OOOOOOOOOITÔ! OOOOOOOITÔ! o_O Assim como nós do Judão, o excelentÃssimo mestre José Mojica Marins também acredita que o número trará sorte e bonança (o_O) para todos os que acreditarem em seus poderes. Afinal de contas, é no dia 8 de Agosto de 2008 que estréia o último filme da trilogia de Zé do Caixão, o personagem do terror brasileiro mais conhecido do mundo. Olha só o que ele falou a respeito:
A Encarnação do Demônio tem entre seus atores o diretor teatral Zé Celso Martinez Corrêa, que interpreta o Mistificador, um emissário do Demônio. YAY! “Tem muita gente esperando pelo filme”, diz o senhor das unhas enoOooOrmes. “Se esse povo todo for ao cinema, será recorde de bilheteria no Brasil.” Tropa de Elite é pros fracos! CHEGAÊ, COFFIN JOE! =D |
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