![]() Pois bem, crianças… o momento chegou. Um ano após o melhor filme da franquia Jogos Mortais ter sido lançado, eis que somos apresentados à Jogos Mortais V. Muito tem se falado à respeito da cinessérie como um todo, que “não é mais a mesma depois do primeiro”; “gostei dos três primeiros, dali pra frente é putaria”; é tudo uma bosta, minha mãe tirou minha chupeta quando eu era pequeno e tenho carência oral”; etc. Felizmente para uns, infelizmente para outros, a quinta edição da história não nos traz novidades impactantes, nem segredos mirabolantes. Não há choques homéricos como nas pelÃculas anteriores, onde cada peça em cena é chave principal para o desfecho da história. O que vemos na tela, na verdade, são duas histórias distintas, que pouco têm a ver uma com a outra. Um dos fatores mais interessantes deste quinto filme é o fato de que, talvez pelo grande número de “Mas que porra é essa?!” proferidos por telespectadores do Saw IV, o diretor cabacinho David Hackl optou por começar o filme com algo que poderia fazer parte de um livro chamado Saw for Dummies, nos relembrando de tudo que aconteceu anteriormente e resolvendo algumas pequenas questões pendentes, como o que aconteceu com a pequenina mocinha capturada no Saw III. Essa resolução, somada a um dos diálogos no meio do filme, só confirma aquela que é uma das maiores causas de pendenga relacionadas ao mestre Jigsaw e sua obra: ele é ou não um assassino? Suas “vÃtimas” são inocentes? Uma luz é jogada sobre esse aspecto. Cabe aos defensores da causa vê-la e analisar se o que lhes foi apresentado é ou não suficiente para sanar suas dúvidas. Como eu não tinha nenhuma, ponto pra mim. Quanto aos jogadores deste filme: como disse acima, é uma pena que Julie Benz e companhia só sirvam, nesta produção, para serem os alvos da criatividade dos roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan quanto à construção de traquitanas, já que os mesmos acertaram a mão no episódio passado mas derraparam neste. Este deslize separou duas partes da trama que são primordiais, se sempre conectadas: quem está nas armadilhas e o que acontece fora delas. Assim que os jogadores são colocados apenas como “vÃtimas” de um suposto “sádico”, toda a identidade da história acaba se perdendo. Não há motivo aparente para que as pessoas escolhidas estejam lá. Claro, há um pretexto que os une como um grupo, assim como havia no segundo filme. Mas ele não é forte o suficiente para crermos que TODOS eles MEREÇAM estar ali. Esse tipo de coisa, numa produção com a história que tem a série Jogos Mortais, é imperdoável. Felizmente, a atuação de Costas Mandylor e Tobin Bell nos fazem ignorar estes percalços e seguir em frente, rumo a mais uma revelação junto ao fim da exibição. Tobin já tem seu lugar assegurado como um dos Ãcones do cinema de terror há tempos; a cada vez que repete seu papel como o mestre-titereiro, ganha mais pontos rumo ao primeiro lugar. Costas, por sua vez, nos entrega um personagem que, por passar por algo similar ao que Jigsaw passou, acredita que pode agir da mesma maneira. Se ele consegue fazê-lo? Bem… É aà que chegamos à conclusão da história. Mais uma vez, a fórmula “a musiquinha começou; preste atenção que agora vem a explicação” é utilizada com louvor, e serve tanto para aqueles que só precisam afirmar o que já tinham notado durante o filme, quanto para quem foi ao cinema só para contar quantos peitos ou litros de sangue encontraria na telona. A revelação final não é tão impressionante como a de seu antecessor (a melhor de todas, de longe), mas cumpre o seu papel e nos deixa pensando, mais uma vez, em como farão para manter o gás no próximo filme. Gutural GOSTOU e indica o filme para todos os que precisam de sua dose anual de Jigsaw; seja para continuar reclamando (e enchendo os bolsos dos que criam a polêmica enquanto isso), seja para se atualizar na história daquele universo que, por Shiloh, um dia pode vir a se tornar o nosso. |
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