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Bom, você já pode ter lido a crÃtica do Judão aqui, porém, essa é a versão na Ãntegra e sem o estilo judônico. Para quem gosta de cinema, pode render uma boa discussão. Ah sim, essa versão também é BEM diferente da que está nas bancas com a Sci-Fi News. Bom proveito!
Monstruosidade Moderna Produção assinada por J.J. Abrams, o mesmo produtor de Lost, Cloverfield – Monstro apresenta um novo formato para os eternos filmes de monstro. Neste caso, o monstro é o menos importante. Mas… funciona? Foram gastos US$ 30 milhões para a criação de Cloverfield – Monstro, novo arrasa-quarteirões em cartaz no Brasil. Em três dias, porém, só nos Estados Unidos, o filme faturou US$ 46 milhões, ou seja, se pagou e já deu lucro. A fórmula: tudo filmado como se fosse uma câmera portátil, elenco desconhecido, monstro misterioso, diretor de TV desconhecido, o produtor mais criativo dos últimos anos, J.J. Abrams, e uma campanha de divulgação sem precedentes na internet. Todo mundo queria saber e dar palpites sobre o que seria o monstro de Cloverfield. Toda essa expectativa causada pela criatura, porém, tem provocado controvérsia e vaias em muitas sessões de exibição do filme. Há tempos não se via um fenômeno virtual como Cloverfield – Monstro. Tudo começou com a divulgação do primeiro teaser trailer na estréia de Transformers – O Filme. Uma única cena passava o recado: a cabeça da Estátua da Liberdade foi arremessada entre os edifÃcios do sul de Manhattan. A partir daÃ, o filme virou febre virtual e os produtores respiraram aliviados. “Partimos do conceito do primeiro trailer de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, que tinha apenas uma locução assustadora explicando todos os graus de contato e, no final, vinha uma surpresaâ€, comenta o diretor Matt Reeves, co-criador da série Felicity, em entrevista exclusiva no dia da estréia do filme, em Nova Iorque. “Nada podia parecer tradicional nesse filme e, claro, era uma das poucas cenas que tÃnhamos totalmente pronta, nem o monstro estava definido ainda. Foi divertido ficar lendo as teorias sobre o monstro na internet depois dissoâ€. A única fala ouvida no trailer era o próprio diretor gritando: “Eu vi! Está vivo! É gigante!†Enquanto atrair a atenção para o filme dava trabalho, o roteiro foi mais simples. A trama narra a história de um grupo de amigos que testemunha o ataque arrasador do tal monstro gigante à ilha de Manhattan e são eles mesmos que filmam toda a correria, mostrando como a cidade reage a essa tragédia iminente. Nesse meio tempo, o monstro vai e vem apenas como um elemento secundário, e mortal, na vida dos personagens. E esse é justamente o diferencial proposto por Reeves e Abrams: tirar a atenção do monstrengo e trabalhar os personagens e suas reações. O que é fundamental para a escolha da câmera portátil como modo de acompanhar essa história, pois tudo é visto pelo ponto de vista de pessoas correndo pela já gigantesca Nova Iorque e cruzando com uma criatura descomunal e imbatÃvel. “QuerÃamos que o espectador se sentisse como uma formiga vendo um elefante desfilar pela loja de louçasâ€, comenta Reeves, que usava um megafone e ficava gritando para os atores reagirem à s aparições do monstro fictÃcio durante as filmagens. O futuro de Cloverfield e do gênero A parte desta árdua primeira missão já foi cumprida, uma vez Cloverfield é o mais moderno monstro do cinema ocidental. Depois de King Kong, e todas as suas continuações e remakes, aliás, Hollywood nunca foi capaz de criar uma criatura capaz de fazer frente – em qualidade e sucesso – aos similares japoneses e, mais recentemente, coreanos, como o bom O Hospedeiro mostrou. Por falar em outros filmes, as comparações com A Bruxa de Blair, Godzilla, e até mesmo Tubarão, não param de aparecer na mÃdia e na internet, contudo, Cloverfield aponta uma nova direção para Hollywood sair da mesmice de roteiros previsÃveis e com pouca inovação visual. O conteúdo do filme, porém, aponta muito mais para a abordagem de Ang Lee ao Hulk do que qualquer um desses. Cloverfield está longe de ser uma obra-prima ou de ser um grande filme, mas, sem dúvida, veio para abalar estruturas e propor a discussão, ainda que, para muitos, não passe de mais um filme inútil e sem sentido. Indiscutivelmente, o foco de Cloverfield são as pessoas. Sem a presença da visão onipresente do diretor tradicional, que pode mostrar imagens aéreas, closes da criatura, etc., tudo depende daqueles indivÃduos e de suas ações. “Imaginamos que Cloverfield seja a versão de uma das pessoas para o que aconteceu naquela noiteâ€, elabora o diretor. “Se você notar, em várias cenas, é possÃvel ver pessoas tirando fotos com celulares e outros personagens filmando os mesmos acontecimentos, mas por ângulos diferentes. Quando isso acontece, temos um filme cruzando com o outro. Acredito que existam várias histórias para serem contadas sobre tudo aquiloâ€. As bilheterias norte-americanas, porém, registraram valores positivos apenas no primeiro final de semana. Quase duas semanas depois da estréia, o filme somou um total de US$ 65 milhões, ou seja, uma média de US$ 12 milhões por semana, um valor bem inferior ao de grandes bilheterias do momento como Eu sou a Lenda, por exemplo. Isso significa que as pessoas não estão voltando para ver o filme, um sintoma preocupante para Cloverfield, que aponta grande dependência da campanha prévia da internet e não consegue aumentar sua penetração com o boca-a-boca – a maior arma dos filmes no Brasil, por sinal. A crÃtica norte-americana tem uma leitura clara para tudo isso: o filme é apenas um golpe de marketing e mais nada. Com essa exposição de mÃdia e todo o desempenho de bilheteria, que deve ser gigantesco fora dos Estados Unidos, falar em uma eventual continuação é inevitável e ela deve acontecer. “Não sei se eu dirigiria um próximo filme, mas, por enquanto, falando em seqüência, a idéia é mostrar outros pontos de vista para o evento Cloverfieldâ€, conta Reeves. “Há partes e ‘habilidades’ do monstro que não pudemos mostrar, depois da edição final, então existe material suficiente para se pensar numa continuaçãoâ€. E, com mais dólares entrando na conta, o monstro deve aparecer mais nas telonas muito em breve, quer queiram ou não os internautas, os crÃticos e os especialistas. Um alerta: Cloverfield pode causar tontura!
Apenas 01 comentário sobre "Cloverfield: Versão do Diretor"
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