As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!
Constado dia 24/02/08 às 15h00 em Cinema, Clássico, DVD, TV | 
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O Pássaro Azul

Continuando nossa série de filmes clássicos da Sessão da Tarde, que começou aqui, falarei do nome máximo de todos os tempos: O Pássaro Azul, para a geraçào pré-Curtindo a Vida a Doidado, claro!

Acreditem ou não, esse filme é estrelado por Shirley Temple, a eterna estrela-mirim de Hollywood. O longa-metragem dirigido pelo fantástico Walter Lang (do oscarizado O Rei e Eu, com Iul Brynner) e trilha sonora de Alfred Newman (Aeroporto, vencedor do Oscar por O Rei e Eu, entre tantos outros), estreou em 1940 e contava a história dos irmãos Mytyl e Tytyl. Eles moram numa cidade européia perto de uma grande floresta e sofrem por estarem sozinhas, pois seu pai foi recrutado para combater as forças de Napoleão, que assolavam o continente.

Inspirado na peça homônima de Maurice Maeterlinck - bem interessante, aliás -, o filme mostra como Mytyl e Tytyl precisam recuperar O Pássaro Azul, capaz de trazer felicidade e alegria às pessoas. Porém, sua tarefa é difícil, já que precisam viajar no tempo e nas dimensões para encontrar o passarinho. Para ajudá-los, sua gata - totalmente esnobe e indiferente aos problemas que os afetam - e seu cachorro - subserviente, leal e preocupado ao extremo com a segurança das crianças - são transformados em humanos e todos participam da jornada. Entre as passagens, há a memorável visita ao local onde “as crianças ficam antes de nascer”. Ali eles conhecem a genialidade, a fraternidade e, claro, o amor das jovens almas prestes a serem separadas mais uma vez pelo inevitável nascimento.

Shirley Temple usa todo o seu charme e doçu… não, maldade para tentar entender essa viagem “tola” em busca de um pássaro. Foi a primeira vez que ela interpretou um papel não-angelical. O que a personagem não sabe, porém, é que tudo isso não passa de uma alegoria para o próprio drama da personagem que, por um certo egoísmo, deixa de ajudar um amigo doente. A partida do pai também afetou muito a “cabeça” dos pequenos irmãos, que perdem seu referencial de segurança.

O filme foi a resposta da Fox ao sucesso de O Mágico de Oz, da MGM, e, por uma série de fatores, foi um fracasso comercial retumbante. Quem levou a pior, porém, foi Shirley que, pela primeira vez, viu um filme seu não estourar na bilheteria. Duas razões: Segunda Guerra batendo à porta da América e a escalação de Temple num papel “maldoso” não convenceu o público. Tudo culpa do produtor de Shirley, Darryl F. Zanuck, que achou que os filmes de fantasia infantil estavam em alta depois que Dorothy e Totó colocaram o Kansas no mapa. Tomou?

O filme só antecipava algumas das mazelas que crianças norte-americanas passariam nos anos seguintes, ao verem seus pais partirem para combater a ameaça do momento, Hitler. O que justifica um certo retorno financeiro na TV nos anos posteriores, mas aí já era tarde demais. Curiosamente, há outra ligação entre O Pássaro Azul e O Mágico de Oz: a atriz Gale Sondergaard, que interpreta a gata Tylette, havia sido escalada para fazer a Bruxa Má, porém, abriu mão do papel para ficar ao lado de Shirley Temple. Dançou!

O Pássaro Azul é assumidamente infantil, cativou os brasileiros por anos na TV aberta até que foi para a grade do Telecine Classic. Não sei se ainda passa, mas essa versão do YouTube foi retirada de lá. Se você conhece, relembre. Se não conhece, tente travar contato com um tempo em que o cinema servia para contar histórias - tristes, como nesse caso -, mas belíssimas e inesquecíveis. Especialmente por sua simplicidade, até certo ponto ingênua, mas graciosa e marcante. Shirley que o diga. :-)

O longa foi indicado a dois Oscar: Melhor Fotografia Colorida e Melhores Efeitos e Efeitos Especiais, que englobava também edição de som, na cerimônia de 1941.

O DVD de O Pássaro Azul está disponível em área 1 na Amazon.

Ps.: Para quem não sabe, eu trabalhei na PlayArte e entre os filmes que lancei está A Bússola de Ouro. Por força do hábito, e de trabalhar sozinho na divulgação do filme por 4 meses, depois da primeira vez que e escrevi O Pássaro Azul, emplaquei O Pássaro de Ouro em TODAS as demais citações. Ainda bem que percebi antes de publicar. Pô, podia ser O Pássaro Dourado pra lembrar do Jaspion e tals, mas foi ‘de Ouro’ mesmo. Toooooooooma pra mim! o_O

Infelizmente, a parte das crianças do futuro não tem o áudio original, mas o vídeo é esse:

15 comentários sobre "Momento Nostalgia: O Pássaro Azul"

Veronica

21 de February de 2008
21h43

Aaaahh eu ADORO esse filme!
Alias eu adoro os filmes com a Shirley Temple.

Minha mae e eu sempre assistiamos esse filme todas as vezes que passava.

Pra mim a melhor parte do filme e a parte onde eles mostram as criancas que vao nascer. Por muitos anos acreditei que deve ser assim mesmo. Hj em dia nao sei se acredito, hehe.

Obrigada por escrever sobre esse classico.

Super bjo pra vc!

P.S.: So pra constar: eu nao gosto de “O Magico de Oz”… ;P

Fernando Duartch

23 de February de 2008
9h02

Esse sim, Barretão, é um CLÁSSICO, inclusive da Sessão da Tarde. Lembro-me remotamente de ver cenas dele no final dos anos 70 (advinha onde? Sessão da Tarde) e só muitos anos depois que assisti ao filme inteiro e vi que se tratava daquele filme cuja única parte que me lembrava era das crianças que iriam nascer.
Outros verdadeiros clássicos desta natureza, na minha humilde opinião (exceto, filmes dos trapalhões, Jerry Lewis e os 3 Patetas -lembra que tinham semanas inteiras dedicadas a eles?) são: A Fantástica Fábrica de Chocolates e Os Órfãos (este último, gostaria de abusar de seu vasdto conhecimento fílmico para conseguir maiores informações sobre ele, pois não consigo achar na internet, devido não saber seu título original e tenho certeza que voc~e já assistiu, pois me lembro de tê-lo visto 9 vezes só na sessão da tarde.
Grande abraço

Silvia Penhalbel

24 de February de 2008
19h24

Ah, eu AMAVA esse filme. E a Shirley malvadinha era bem mais legal do que as personagens bobinhas e boazinhas dela ^ ^

Beijos

wandeko

25 de February de 2008
17h41

Pq ninguem nunca comenta sobre os filmes do Bud Spencer e Terence Hill? Nossa… eu via todos, TODOS mesmo! Adorava quando o Bud (óbvio) dava umas bordoadas de mão aberta!

celio

19 de April de 2008
17h29

gostaria de saber se alguem tem o filme que a colega comentou acima: OS ORFÃOS…

rita de cassia

22 de June de 2008
8h14

um dos filmes que a globo repetia e que eu assistia todas as vezes e não me cansava de assistir,pena que não passa mais.sinto falta ,tem gosto de infancia.quem não teve a oportunidade de assitir deve procurar nas
reliquias das video locadoras.vale a pena .

fabiana silva

23 de June de 2008
17h51

Ai que saudade! o filme o passaro azul faz eu voltar ao tempo de criança que delicia to procurando tanto esse filme será que consigo comprar em algum lugar aqui em são paulo se alguém souber por favor me escreva to louca pra ver esse filme novamente poder mostrar pro meu filho e sobrinhos
Obrigado pessoal

Cíntia Araium

30 de June de 2008
13h50

Fábio Barreto! Em L.A., cara, que legal! Fico muito feliz que vc esteja concretizando uma paixão que a gente, lá nos tempos de Estadão, via ainda como um esboço, um hobby, algo que talvez ficasse para sempre como um prazer das horas vagas. Está certíssimo.
Dei uma passeada no seu blog e me deparei co o Pássaro Azul. Amo esse filme, mas não conseguia nem lembrar o nome. Memórias deliciosas que já se misturavam com sonhos e nem tinha certeza de onde tinha tirado…
Bjs e sucesso,
Cíntia

Lázaro Cordeiro

3 de August de 2008
14h04

Olá, gostaria de saber se o dvd Pássaro Azul, esta dublado ou legendado, ou todas opções de audio, poi o site da amazon é inteiro em ingles, oque dificulta a compra, e a obtenção de informações.
Muito Obrigado.

Rosimeire

15 de August de 2008
21h06

Obrigada, até que enfim consegui saber que o filme do pássaro azul é o que eu tanto queria lembrar, este filme tem cheiro, tem gosto de infância, eu assistia toda vez que passava, lembrava muito bem da parte das crianças que iriam nascer, e claro do cão bonachão (bem parecido com o Nhonho do Chaves) e da gata chata e que mais parecia com a Olívia Palito, não lembrava de pássaro algum e muito menos da menininha, sua figura, as imagens que eu tinha visto na net eram coloridas, porém na minha casa era tudo preto e branco… mas ao ler seu texto muito bem elaborado, vi que tratava-se do mesmo, amei, obrigada.

Zulmira Teslenco

25 de August de 2008
15h27

Lindo , ingenuo , puro , magico , tudo que crianças do meu tempo (final anos 70, e anos 80)gostavam de ver na sessão da tarde. Quando reprisava o filme, eu deixava de brincar de casinha com meu primo q ja faleceu p assistir.

Flávia Cristina

14 de September de 2008
2h20

Era tudo que eu queria ver novamente, este filme nunca saiu da minha memória,não lembrava de detalhes, mas lembrava de muitas coisas. Rever este filme é viajar no tempo, é relembrar de coisas muito boas, dos meus avós por exemplo, que já morreram, mas que eu nunca esquecerei, quem dera pensar neles me levaria a revë-los, pois se fosse deste geito, jamais me separaria deles. Gostaria de ter este dvd, para assistir com minhas duas filhas. E quem sabe marcaria a infäncia delas tambem, pois hoje, pra mim, não apareceu ainda filme igual. Foi sem dúvida muito emocionante rever. ADOREI. Obrigada. Beijos.

Anderson Guerra

19 de September de 2008
1h32

obrigado!!! faz muito tempo “q procuro Passaro Azul” !!!!!!!!!!!!

tatiana

22 de September de 2008
4h19

há esse filme , quantas lembranças, a parte que mais me marcou,alem da que todos disseram no locau de nascer,foi quando chegaram a casa dos seus avõs, eles dormindo num banco ,inesquecivel ,acho que me marcou por eu ter uma imensa vontade de ter conhecido meus avõ, coisa de criança, há e quem se lembra do fogo na floresta , tenho muita vontade de rever esse filme

Neide Costa

28 de September de 2008
11h32

amo de paixão este filme já havia perguntado a várias pessoas e elas não lembravam comecei a pensar que eu tinha sonhado mais ele e lindo.Realmente é uma viagem no tempo.gostaria de saber como posso ter este filme.
Muitissimo obrigado por me sentir uma criança novamente beijos…

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uv