Arquivo de February/2008
Amiguinhos e amiguinhas, depois de duas semanas intensas de trabalho, domingão vou tirar folga para assistir ao Superbowl! Ueba! É um evento nacional, mesmo se você não é torcedor do New England Patriots ou do New York Giants. Aleasssssss, vai dar Patriots na cabeça!!! Giants é considerado zebra e das grandes. A maioria dos placares dos especialistas dá vantagens de mais de 20 pontos para o Patriots. Vamos ver no que dá. Um brasileiro maluco no meio de um bando de americano torcendo pro touchdown pra qualquer lado! hahahaha. Vou torcer pro Patriots, além de ser barbada, o logo é mais legal! (ótimo critério de escolha, né?) Duh! A vida continua em Los Angeles e hoje foi dia de entrevistas para As Crônicas de Spiderwick. Embora cansativo, o dia rendeu bastante e consegui mais um grande furo de reportagem, porém, vou guardar para manter minha sanidade. De qualquer forma, tive a oportunidade de conhecer o inigualável Nick Nolte, que embora bem acabado e um pouco doido, tenha sido, de longe, a melhor entrevista do dia. Gostaria de compartilhar com vocês um pensamento: “Nosso mundo não é são. (…) veja quem escolhemos para serem nossos heróis: atores, cantores… Tudo que eles fazem é falso, é faz de conta, e eles têm medos como todo o resto do mundo. A era dos heróis está cada vez mais distante.†– Nick Nolte, Los Angeles, 2 de fevereiro de 2008.
Poxa, Beto Carrero morreu aos 70 anos. Grande empreendedor do entretenimento brasileiro e conseguiu esconder a idade até o fim da vida. Curioso, hein? Bom, acabei de saber que ele morreu. Estou bem atrasado, por sinal. Mas fica aqui o registro e o respeito a um dos self-made-man mais espetaculares que nosso paÃs já teve. Mereceria até um filme!
Quem estava esperando o lançamento de A Última Esperança da Terra (The Omega Man), com Charlton Heston, em DVD e HD agora em janeiro vai precisar esperar um pouco mais no Brasil. O plano da Warner era lançar o antecessor de Eu sou a Lenda - aproveitando toda a mÃdia envolvendo o filme de Will Smith - finalmente no mercado de home entertainment brasileiro, mas, em cima da hora, uma decisão importantÃssima da Warner Home Entertainment mudou os rumos desse tÃtulo e de todo o acervo futuro da companhia: a partir de agora, o Blu-Ray é o formato oficial da Warner. Por conta disso, todos os lançamentos previstos em HD foram cancelados e os tÃtulos voltam para o forno ainda sem data de lançamento. A Sony está dando pulinhos, afinal de contas, mais um ponto para o PS3. Para o consumidor, é uma notÃcia boa, pois agora fica claro qual será o formato predominante no mercado brasileiro, assim não precisa ficar gastando horrores com diversos players e mÃdias para ver seus filmes prediletos. Só fica aquela triste sensação de abandono por ver o lançamento de A Última Esperança da Terra tão pertinho e depois vê-lo voar para longe, para bem longe (Alemanha, para ser mais preciso, que é onde as mÃdias de alta definição lançadas no Brasil são produzidas para a maioria das companhias). Como a campanha prevê os lançamentos simultâneos em DVD e Blu-Ray, o filme continuará sem NUNCA ter sido lançado no Brasil. Dá pra acreditar? Não existe nem em VHS no nosso querido paÃs! Assim que eu tiver mais novidades, aviso! Barretão out! ===== Atualização | Confira o texto oficial da Warner sobre o assunto: WARNER BROS. ADOTA TECNOLOGIA BLU-RAY O estúdio optou exclusivamente pelo formato para os tÃtulos em DVD de A partir deste ano, a Warner Home Video irá lançar seus tÃtulos em discos de alta definição exclusivamente no formato Blu-ray. A iniciativa é uma decisão estratégica tomada em resposta à demanda do consumidor, focada no longo prazo, além de ser um modo mais direto de dar aos consumidores aquilo que eles realmente querem. O estúdio era o único a oferecer duas tecnologias de alta definição: o HD-DVD e o Blu-ray. Esse cenário de dois formatos levou à confusão entre consumidores e à indiferença em relação à alta definição, o que prejudicou a adoção em massa da tecnologia e impediu que se tornasse uma importante fonte de faturamento para este setor. “PoderÃamos perder a janela de oportunidade para os DVDs de alta definição se esta confusão de formato continuasse. Acreditamos que ao distribuirmos exclusivamente Blu-ray aumentaremos o potencial de sucesso do mercado de massa e, em última instância, beneficiaremos comerciantes, produtores e, acima de tudo, consumidoresâ€, explica Barry Meyer, Presidente & Diretor Executivo da Warner Bros. Para Jeff Bewkes, Presidente e Diretor Executivo da Time Warner Inc., a empresa mãe da Warner Bros. Entertainment, a decisão de hoje da Warner Bros. de distribuir seus tÃtulos em um único formato foi tomada na hora certa “é a melhor decisão tanto para consumidores como para a Time Warnerâ€. “O consumidor claramente escolheu o Blu-ray e acreditamos que o reconhecimento desta preferência é o passo certo para tornarmos esta maravilhosa experiência de entretenimento doméstico acessÃvel ao maior número de pessoas possÃvelâ€, esclarece Kevin Tsujihara, Presidente da Warner Bros. Home Entertainment Group. Apesar da escolha pelo modo Blu-ray, o estúdio mantém a admiração e o reconhecimento à empresa responsável pela tecnologia concorrente. “A Warner Bros. trabalhou em estreita parceria com a Toshiba Corporation para promover o meio de alta definição HD-DVD e temos um enorme respeito por seu empenho. Esperamos voltar a trabalhar juntos em outros projetos no futuroâ€, conclui Tsujihara. Desde dezembro, os filmes Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo e Harry Potter e a Ordem da Fênix estão disponÃveis nas lojas, sites e locadoras, com legendas em português e em ambos os formatos - HD-DVD e Blu-ray. Todos os DVDs, HD-DVDs e Blu-rays da Warner Bros. são importados, fabricados e distribuÃdos pela Microservice Ltda. Pessoal, como o Barretão também é cultura, aà vai um continho curto para quem gosta de ler. === A Verdadeira Luta O dia mal terminou e já perdi a conta de quantas vidas tirei. O negrume da noite começa a ocupar todos os espaços ao meu redor e a adrenalina dá os primeiros sinais de enfraquecimento em meu corpo. Nunca imaginei que esse dia chegaria, especialmente depois de tanta matança, mas aqui estou. E, finalmente, algo de estranho bate á minha porta. Não é medo. Antes fosse. Mesmo que pudesse fugir, lugar nenhum afastaria meus pensamentos. E o cansaço é muito grande. Sento e olho para o horizonte. Aos poucos, os resquÃcios de luz desaparecem, algumas estrelas ganham força e a lua reina soberana. Uma noite sem nuvens. Sem vento. Estranho. Descansar é a única opção. A dica para que mente assumir o controle com suas ligações sinápticas velozes, impossÃveis de serem traduzidas ou transmitidas, tão rápidas que fica difÃcil diferenciar pergunta de resposta, referência de imaginação, passado do futuro, real do sonho. Quem lê Lovecraft sabe do que estou falando. Aliás, é a referência mais próxima que pode explicar toda essa loucura. Informação demais. Demais. Quando percebo, estou olhando fixamente para algum povo distante e os pensamentos aumentam o volume. Meu corpo só fica quieto, relaxando, recuperando as forças. Os olhos ardem um pouco. A única parte em movimento é o do braço que leva o copo d’água aos lábios. Ele também enche o copo vazio. Os dez livros do galão devem ser suficientes. Foi o único pensamento material no meio de tudo aquilo. Morte. Onde tudo começou. Foi inevitável não pensar em Cervantes e seu Dom Quixote vagando pela vastidão da Espanha. Sol na cabeça. Armadura pesada. Algum dinheiro e um escudeiro gordo. Dava para sentir o calor e o cansaço no lombo do cavalo. O que ele pensava quando não praguejava algo para Sancho Pança ou quando o tédio tomava conta dos viajantes? Duvido que tenha sido a idade que o tenha feito enfrentar os moinhos gigantescos. O Sol talvez. Mas os caminhos da mente o levaram à quele embate histórico antes mesmo dele acontecer. Ele deve ter imaginado dezenas de perigos que ele enfrentaria, incontáveis donzelas que precisariam de resgate e tantas situações que requisitassem seus dons cavalheirescos. E a reação para cada um desses cenários era previamente ensaiada, revisada, imaginada, vislumbrada à exaustão. Até mesmo sonhos, quem sabe. Na primeira chance. Boom! Gigantes! Carga, Sancho! Infelizmente, nunca saberemos que outros desafios poderiam ter surgido à frente do intrépido e galante guerreiro espanhol. Eternamente guardados em seus sonhos. Mente inquieta. Sonhos. Devaneios. Mensagens dos deuses. Provações. Ulisses e sua jornada. Muito além do homem contra os deuses, existia o homem contra ele mesmo. O medo da morte em meio à tempestade. Desconhecido. Surpreendente. Algo assustador como um gigantesco Caliban pronto para abocanhar os temerários. Um verdadeiro campo de batalha interior. Mental. Era preciso encontrar armas. E lutar. Eles lutaram. Eu lutei. E luto. Agora sem nenhum inimigo à espreita. Assim espero. Alguns minutos se passam e relembro de pessoas. Lugares. Reações. Feições. E dos julgamentos. Hipocrisia. Ostentação. Falsidade. Espelhos? Medos? Um pouco de tudo? A mente usa sua principal arma e sou inundado por mentiras. De todos os tipos. Contei algumas. Ouvi outras. Ainda ouço o eco das piores. Imagino o que vem por ai. Algumas se tornam realidade. Tem acontecido ao longo dos anos. Deixam de ser mentiras possÃveis, se transformam em realidades terrÃveis. Muita dor. Um rosto conhecido. Deveria trazer afeto. Conforto. Abre a porta para o Mal. Ódio. Ressentimento. Decepção. Os sonhos voltam como uma montagem de flashback de um filme dos anos 80. Com direito a trilha sonora brega e atuações canastronas. Nem meu sonho teve orçamento suficiente para contratar o Harrison Ford para interpretar o papel principal. Esse sempre sou eu. Continuo a contemplar a noite. Agora um pouco fria. O foco agora está no que eu fiz. Nem lembrar dos heróis antigos ajuda. Surgem apenas nomes. Batalhas grandiosas. Tudo parece não ter ligação. Conexão. Desconexão. Internet. Maravilhas modernas. Horrores de hoje e de amanhã. Volto ao campo de batalha de pouco tempo atrás. Os sons retornam com força total. Surround imaginário. Home Theater mental com dublagem em inglês, português e élfico. Busco o conselho do velho cinzento, mas o imagino sentado num canto, balbuciando sozinho. Meio ranzinza. Preocupado. Sinto os lábios secos. A boca fica um pouco tensa. Mais um belo gole. Ãgua. Nada de cerveja ou hidromel. Nada de hobbits dançantes. Nada de magia ou solução sobrenatural para o problema. Aquelas mortes foram culpa minha, não adianta pedir ajuda. Não desse tipo. Penso em sangue. O olhar desvia para minhas mãos. Limpas. Bem cuidadas. Ãgeis. As roupas também estão intactas. O sangue mancha a sensibilidade. Sensibilidade insensÃvel. Matei sem pensar duas vezes. Parei para pensar em como fazer. Analisei cada passo. Tudo uma questão de escolha. Algumas vezes apenas reagi instintivamente. Ação. Reação. Morte no final. Quem está certo é o médico palhaço. Melhorar a vida é a meta. Salvar a Humanidade. Mas é preciso salvar a si mesmo antes. Tarefa difÃcil com tantas mentiras. Bem-vindo à caça à s bruxas. Preconceitos. Nem laços de famÃlia conseguem te salvar do cÃrculo de maldades e egoÃsmo. A mente procura razões para a guerra. Motivos surgem. Nenhum é aceito. Nada parece plausÃvel. Começo a lembrar das mortes. Silenciosas. Barulhentas. De todos os tipos. Meu arco descansa ao meu lado. Um lembrete. Foco pode ser a solução. O relógio apita. Uma hora passou. A noite continua sem vento. A escuridão reina suprema. Pela janela vejo a uma luz. Não quero olhar. Preciso encontrar a saÃda antes da nova batalha. Ou melhor, não quero mais lutar aquela guerra. Exército de um homem só. Engenheiros. Beatles. Nada mais faz sentido. Começo a imaginar que a resposta está em outro lugar. Talvez encontrar algum aliado? Aquele personagem fundamental de uma partida de RPG que você ainda não encontrou, então não pode avançar? Pode ser. Continuo a enfrentar tudo de peito aberto. Coragem não falta. Assim como o sangue frio não me impede de matar sem remorso. A luz da janela pisca e chama minha atenção. O galão de água está praticamente seco. A sensação ruim volta com força absurda. A decepção se torna completa. Ficar sem ação é o que me resta. Todo o esforço se esvai. Só uma razão resta para não desistir. E ter esperança. Enquanto isso, não resisto. O corpo se levanta e vai em direção da luz. A tela do computador brilha irresistÃvel. Os soldados estão prontos. Os adversários o aguardam. Continuar? Pelo menos, por enquanto. === |
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