Arquivo de March/2008Ficar sem meus CDs teve um efeito interessante. Acabei sentindo falta de muitas músicas fundamentais na vida de qualquer um que se considere inteligente nesse mundo e curta metal. Fui atrás das músicas do Blind Guardian, só para ouvir enquanto trabalhava e o YouTube é uma dádiva nesse aspecto. Claro que, como sempre, ouvi um bocado de música, entrei em pânico, saà correndo e fui na Virgin comprar CDs. SIM, EU COMPRO! EU NÃO BAIXO! :-p El Cid, essa é para vossa sapiencia, meu filho! Bom, compra feita, aà vai o melhor destaque em duas versões: Estúdio (num dia que os caras TOMARAM BANHO): Ao Vivo (vocalista pra que mesmo? e isso que é voz, mesmo com o povo cantando, ele arrebenta): A letra: [Ref.:] There’s only one song [Ref.:] In my thoughts and in my dreams
Todo mundo pira quando você aparece. Como é isso? São os seis filmes ou tem algo mais? E a exposição? Incluindo a sua fantasia? Que pena que demorou tanto para chegar aqui. … Ralph McQuarrie. Quando o primeiro filme foi lançado, você falou com a imprensa sobre as dificuldades de atuar com a fantasia. E aposto que todo mundo pergunta isso, não é? O modo de filmar a nova trilogia mudou muito em relação à primeira? E você sentiu isso de George Lucas? Ele é famoso por isso.
Você falou muito sobre a evolução digital. Do ponto de vista do ator, mudou? Vocês tinham novos elementos de referência como ver algum vÃdeo de efeito antes de entrar numa cena, por exemplo? Mas eram autênticos. Mostramos o filme na primeira JediCon, em São Paulo, e muita gente ou dormiu ou foi embora, mas quando tentamos tirar, teve reclamação. Bom, eu vi 6 vezes. Era o que passada na TV naquela época. Por falar em Carrie, era bom trabalhar com ela? E na nova trilogia, vários atores novos, novas estrelas, e você constante lá. A nova trilogia veio na época dos spoilers, todo mundo sabendo de tudo. Antigamente, era mais difÃcil, mas mesmo assim Lucas criou a idéia de Blue Harvest para esconder Jedi. E o pessoal acreditou…
Agora é a minha vez de perguntar a vocês. Qual o outro personagem que faço em Uma Nova Esperança? Sim, é uma ponta, mas eu faço. Essa foi legal, mas a primeira é mais difÃcil. Poxa, pensei que estava falando com especialistas aqui. (risos). Então visite meu site www.anthonydaniels.com Eu visitei e descobri a resposta, Anthony Daniels veste a roupa de outro droide nas ruas de Tatooine, na cena em que Luke vende seu veÃculo. O personagem foi batizado como CZ-3.
AÃ vai minha crÃtica de Jumper: Guia da Semana. Aproveitem e bom cinema a todos!
Em todo o mundo, crianças ouvem suas primeiras histórias sobre grandes heróis, façanhas inacreditáveis e lugares maravilhosos por meio da grande mitologia e espiritualidade existente nas culturas européias e asiáticas nos últimos milênios, porém, nos últimos anos, temos vivenciado um movimento no qual os grandes estúdios decidiram abandonar o lado mÃtico destas histórias para, por exemplo, transformar o mais poderoso dos semi-deuses em um simples guerreiro. É o que vemos, por exemplo, em Tróia - que poderia se chamar apenas BRAD, afinal de contas, né?. Sob o comando de Wolfgang Petersen (Air Force One) e roteiro de David Benioff (A Última Noite), uma quantidade enorme de recursos, elenco estelar e um grande esforço de pesquisa foram colocados à disposição para recriar a, até hoje incerta, Guerra de Tróia. Exércitos grandiosos, uma história de amor como motivação, interesses polÃticos como agentes do conflito, um herói imbatÃvel, etc, etc. Tudo muito bonito e certinho para o público, porém, o que a equipe de Petersen deliberadamente tirou do caminho foi toda a mitologia grega, que regia, por muitas vezes, as vontades de reis, motivava soldados e protegia heróis como Aquiles. Basta lembrar da força do Conselho dos Éforos no recente 300. Se os deuses mandavam, era bom obedecer. Ainda bem que Frank Miller inseriu esses elementos e Zack Snyder manteve tudo no filme. Numa breve passagem de Tróia, Aquiles fala com sua mãe, que profetiza sua morte caso ele vá à guerra. Entretanto, nada se fala sobre ela ser a ninfa marinha Tétis e sobre o fato de que ela, na tentativa de o tornar invencÃvel, mergulhou-o no rio da Estige segurando-o pelo calcanhar. Como esta única parte não foi banhada pelas águas protetoras criou-se ali seu ponto fraco. O calcanhar de Aquiles. Outro guerreiro com um ponto fraco similar é o nórdico Ziegfrid, que tinha uma pequena falha em formato de folha em sua proteção mÃtica ao ser banhado pelos deuses. Mesmo sem manjar de mitologia, é só assistir Cavaleiros do ZodÃaco e lembrar como um dos cavaleiros de Hilda dança por ter o mesmo ponto fraco de seu predecessor. Vários fatores mÃticos são atribuÃdos a Aquiles: sua armadura foi feita por Hefesto, o ferreiro dos deuses, filho de Zeus e Hera; seu destino havia sido decidido anos antes de seu nascimento pelo próprio Zeus e por Poseidon; e foi descrito como um deus por Homero, na IlÃada. Em várias versões da história, também vemos a intervenção direta de alguns deuses nos combates da Guerra de Tróia. Mas, no filme, tudo é muito humano e apenas o templo da praia - destruÃdo e profanado por Aquiles - lembra de que existiam forças “maiores” naqueles tempos. Saudades do tempo em que filmes como Fúria de Titãs ainda podiam mostrar a interação entre a Humanidade e suas crenças mais antigas. Com direito a Lawrence Olivier interpretando Zeus e efeitos visuais e produção executiva de Ray Harryhausen.
Se os deuses do OlÃmpo puderam ser ignorados em prol da ação e de batalhas grandiosas, o que dizer então da versão crua e puramente militar do lendário Arthur Pendragon?. O filme Rei Arthur, dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento), que muitos esperavam ser uma adaptação da trilogia Rei do Inverno, de Bernard Cornwell, acabou mostrando um Arthur romano, basicamente um lÃder militar atuando contra os “bárbaros†bretões e apoiado por leais e letais cavaleiros vindos de uma terra distante. Mesmo com a presença do competente autor e estudioso John Matthews - autor de diversos livros sobre religiosidade antiga, em especial, na Grã-Bretanha - como consultor histórico, o diretor e o estúdio preferiram inserir elementos mais “ligados†a sua concepção para o personagem do que se apoiar na história mÃtica. Em uma conversa logo após o filme, Matthews disse que a ordem da produção era clara: “nada de magia, é um filme de açãoâ€. Ou seja, logo de cara, o filme perdeu a chance de ser o mais próximo possÃvel do até hoje pesquisado sobre o personagem justamente por ter alguém como Matthews envolvido, porém, relegado ao segundo plano. Com isso, Excalibur transformou-se na espada do pai de Arthur, Merlin tornou-se lÃder dos “bárbaros†woads (nome dado aos bretões), a existência de Avalon e da Dama do Lago sequer é cogitada, e Arthur apresenta-se apenas como um bom lÃder militar interpretado por Clive Owen. Um homem comum, muito longe do mito que o mantém na mente das pessoas e é referenciado até hoje. Pobres das crianças que assistem aos desenhos e ouvem à versão da história de um jovem destinado a ser rei retirando a espada mágica da pedra ou a recebendo do espÃrito da água. Por mais que a premissa do filme seja “apresentar uma versão desmistificada sobre o personagemâ€, séculos de histórias e crenças envolvendo o Rei Arthur e seus cavaleiros não poderiam ser simplesmente ignorados assim. Não que alguma versão seja mais acurada que a outra, mas o ponto latente nesta discussão é o fato de Hollywood estar rotulando de forma pesada e clara a magia, a espiritualidade não-cristã, e as crenças antigas como elementos para filmes puramente ficcionais como O Senhor dos Anéis, Harry Potter, etc. A sociedade moderna pode não ter mais espaço para a crença no antigo poder dos druidas, nos feitiços de grandes bruxos, na magia da natureza, porém, desvincular os grandes mitos e heróis da ligação com os deuses e a magia que muitas vezes os auxiliavam acaba por enfraquecer o poder do mito em si. E não vivemos uma era propÃcia ao surgimento de novos arquétipos sociais, culturais e militares. Cada vez mais, torna-se necessária a existência de modelos a serem seguidos e enfraquecer os elementos clássicos pode não ser o melhor caminho. Quando tiramos as referências clássicas da frente, em quem as futuras gerações vão se inspirar? Sujeitos como Stallone ou Capitão Nascimento? Em heróis meramente fictÃcios como Aragorn? Engana-se, entretanto, quem entende este argumento como um estandarte a favor do antigo paganismo ou da existência da magia, uma vez que o próprio cristianismo sofre do mesmo mal. Em Cruzada, cujo tÃtulo original é Kingdom of Heaven – o Reino dos Céus – a trama que aparentava ser focada no aspecto espiritual da jornada até Jerusalém não passou de um filme de ação, com batalhas eletrizantes, um herói cativante, porém, frustrado com a polÃtica envolvendo a crença em Cristo e a própria descrença dos religiosos envolvidos e da ausência real de ideais na manutenção da posse da cidade. Riddley Scott andou apostando em obras crÃticas como em Falcão Negro em Perigo (provavelmente a razão por ter perdido o Oscar por direção em Gladiador) e não poupou a Igreja Católica em Cruzada. Especialmente no cerco de Saladino a Jerusalém, a fé dos religiosos é abalada pela iminente derrota e a perspectiva de massacre, sobrando para Balian (Orlando Bloom), que viajou à cidade em busca de redenção – a verdadeira razão de sua cruzada pessoal –, oferecer a esperança outrora ofertada ali mesmo por Jesus séculos atrás. O que deveria ser uma jornada baseada no sagrado e na fé acabou se transformando numa trama polÃtica e num jogo de poder. Afinal de contas, o domÃnio da Terra Santa nada mais era do que uma situação polÃtica para os verdadeiros governantes daquele tempo. De qualquer forma, o elemento religioso era, sim, fundamental para a maioria dos homens que lutaram aquela guerra. É uma pena notar que esta tendência existe na indústria e que sob o argumento de mostrar “a visão real†sobre vários personagens fundamentais na construção do pensamento moderno e dos arquétipos que até hoje guiam os homens e seus sonhos, deixemos de lado a simples crença num mundo em que a fé, literalmente, pode mover montanhas e que uma simples espada antiga pode reunir os homens sob um objetivo comum. Ação pode render boas bilheterias, batalhas podem inspirar diretores a superarem Peter Jackson - até hoje ninguém conseguiu -, mas é de ideais e modelos admiráveis que nossos sonhos são criados e é sobre eles que novas gerações serão ensinadas e baseadas. Hollywood quer nos vender um mundo sério demais e deixar tudo que pode dar tempero a nossa vida com cara de faz de conta. Hoje, pode ser, mas há muito tempo, no meio de povos muito distantes, a coisa era bem diferente e, quer diretores e roteiristas queriam ou não, eles são nossos ancestrais e seus pensamentos de decisões, de certa forma, definiram o mundo em que vivemos hoje. Que a magia resista à tendência financeira e que a Fênix consiga se reerguer das cinzas dos grandes estúdios e suas fórmulas de sucesso.
Ao longo de 12 anos de profissão, parte deles dedicados a organização de eventos para imprensa e condução de entrevistas, posso dizer com tranqüilidade que o jornalista brasileiro é um dos melhores quando o assunto é perguntar, mas quando é ruim, sai de baixo. Entretanto, nem o piorzinho dos nossos se compara à média de jornalistas norte-americanos e, especialmente, os demais estrangeiros baseados aqui em Los Angeles. É triste, mas, pelo jeito, os fofoqueiros profissionais do mundo estão em baixa e, com isso, o trabalho sério é cada vez menos valorizado, enquanto matérias fúteis e perguntas imbecis reinam soberamas no mundinho da imprensa. Uma historinha antes: Quando Samuel L. Jackson foi ao Brasil para lançar o filme Conduta de Risco, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, eu trabalhava para a Fox Film e controlei a coletiva de imprensa que o ator concedeu em plena praia de Copacabana. Certo momento, o microfone foi parar nas mãos de uma garota que se levantou, sacou um pedaço de papel amassado do bolso e leu algo – teoricamente em inglês – que ninguém entendeu absolutamente nada. Ignorando o mico que a cidadã pagou, passei os dias seguintes pensando o que a organização do Festival tinha cabeça para credenciar uma pessoa, sem idade para ser formada – claramente – para eventos importantes como aquele. Fácil: sou jornalista, escrevo para o blog tal ou para o jornal da PUC-RJ, qualquer coisa que o valha. Depois eu descobri que um cara levou a menina, pois ela “sabia falar inglês†e seria ótima para fazer a pergunta. Parabéns, sua anta! Tinha tradutor simultâneo, não precisava levar uma interprete inexperiente e nervosa. A menina ficou bamba, claro, na frente de um ator, de pé, com meio mundo olhando. Tadinha, pagou mico e levou a toda a classe junto! A razão dessa historinha é simplesmente exemplificar que podemos ser imbecis e expor a profissão ao ridÃculo das mais diversas formas possÃveis. Claro, as engraçadas ninguém tenta, sempre tem que ser humilhante e vexatório. Enfim, o que nos trás a Los Angeles, em meio à jornada barretônica em direção aos maiores e melhores astros da atualidade. Ainda não participei de muitas coletivas de imprensa, propriamente ditas – ainda bem, depois você vai entender! –, mas as mesas redondas são constantes, mesmo eu sempre tendo entrevistas individuais com os atores depois. Nas poucas coletivas, não existe o microfone como no Brasil, cada um disputa no grito a chance de fazer as perguntas. É engraçado ouvir as gravações depois e ver a quantidade de vozes tentando atrair a atenção do ator em questão. Entretanto, na última entrevista, cerca de 40 jornalistas participaram e, no máximo, 8 fizeram perguntas. Eu, claro, fui um deles. Na verdade, depois de ler tudo isso, você vai entender a razão de eu querer perguntar tanto e não deixar espaço para os outros “profissionaisâ€. Chega a ser irritante ver um sujeito que voou 18 horas da Europa para Los Angeles para perguntar algo como “gostou do carro que dirigiu no filmeâ€. E ponto. Viagem da Europa, hotel de primeira classe, três noites, tudo pago, e pergunta isso? Meio infrutÃfero. E as assessorias parecem não se importar, especialmente as grandes. Primeiramente, é preciso deixar claro que todo mundo recebe um pressbook – calhamaço que salva a vida de quem não vê o filme, cheio de sinopses, entrevistas, comentários até do cabo bem da segunda unidade que filmou cenas externas do céu -, ou seja, mesmo para os mais tapados, informação não falta. É só pegar alguma coisa dali, mudar a ordem e perguntar. A regra da democracia é o que vale. Cada um chega com sua pauta, tem algo a conseguir para cumprir a tarefa do editor e exige-se respeito entre os colegas. Tudo perfeito. Começam as perguntas e alguém sempre abre a série achando que está sendo super amigável e simpático. E é, invariavelmente, um desses assuntos: - Empolgado por ser pai/mãe novamente? Falta aparecer um luminoso na testa do sujeito: De novo isso? As perguntas começam a rolar e, lá no meio, alguém resolve soltar outra pérola: PELOAMORDEYODA, quem em sã consciência quer saber disso? Nem as leitoras das revistas de esportes radicais femininos se interessam por isso. Mudaria a sua vida, amigo leitor, se soubesse que, sei lá, Angelina Jolie foi visitar uma exposição obscura de arte africana na Antuérpia? Ou que Hugh Laurie escuta Beatles no Ipod? Isso gera, quando muito, uma informação circunstancial na matéria. E olhe lá. Chega a ser embaraçoso notar que, por mais especÃficas que sejam as pautas, as pessoas não ligam muito para o filme em questão e para o que o ator – que vai dedicar os próximos 20 minutos da vida dele a responder à s aqueles jornalistas – possa realmente contribuir. Levou pouco tempo para notar que são poucos os correspondentes que efetivamente trabalham com cinema e suas caracterÃsticas. A maioria do pessoal é de revista feminina, revista de fofoca internacional e, mesmo as “vacas sagradas†dos grandes jornais europeus se mostram verdadeiras antas se comparados ao tipo de pergunta que os brasileiros fazem. Por isso, tudo parece importante, menos o filme, que acaba servindo como desculpa para explorar a vida pessoal das celebridades e, no processo, arrancar alguma declaração bombástica sobre uma casa nova ou afiliação polÃtica. De maneira alguma estou puxando a sardinha para o meu lado, embora fazer boas perguntas seja obrigatório no meu trabalho e exigido por meus editores. Mas, falando em termos de junkets no Brasil, os atores e diretores sempre são bem explorados, falam sobre diversos assuntos. Tudo reflexo de gente que se prepara e, talvez pela escassez de oportunidades, faça de tudo para aproveitar a chance ao máximo. Ou, simplesmente, pois somos jornalistas melhores mesmo. A Larissa, com quem trabalhei por anos no Cartoon Network, sempre dizia que os brasileiros davam um baile no resto do povo da América Latina. E vi que isso era verdade quando moderava entrevistas para o Cartoon e para a TNT. Agora, notei que, quando tem brasileiro na mesa, a gente só perde para as folgadas que querem ficar perguntando de vida pessoal, repercussão de coisas que outros famosos falaram sobre aquele famoso ou quando tem alguém “grávidoâ€. Claro, tudo pode piorar quando a pessoa que é enviada para cobrir o evento arranha no inglês. Para ilustrar o fato quase folclórico, cito uma colega que veio da Espanha por uma revista teen. No carro que nos levou ao cinema – eu continuo pegando até os hotéis e aproveitando a carona da van até o cinema, quando é muito longe – já deu para perceber que a moça faltava assumir que tinha medo de falar inglês. Bom, sem galho, o filme era musical, então não tinha muito o que entender mesmo, era só sacar o refrão da música e tudo bem. Detalhe, ela ficou 4 horas presa na imigração, pois disse que tinha viajado a trabalho, mas tinha visto de turismo, entretanto, ela estava aqui como jornalista. Bela comunicação, não? Chegou a hora da entrevista, qual a minha surpresa quando notei que a moça ficou o tempo todo calada e, quando resolveu abrir a boca, perguntou (atenção para a pronúncia impecável): is iti impórtanti to bi iórsélufi? O entrevistado em questão ficou com cara de “Ah?”, notou o pânico na cara da criatura e respondeu qualquer coisa. Pois é, quando se faz uma pergunta só para marcar presença é isso que se consegue. Resposta boba e pronta. Depois, quem leva a fama de que só repete as mesmas coisas são os atores, isso quando não são tratados como “babacasâ€. O Harrison Ford tem essa fama, mas foi fantástico na uma hora que o entrevistei. “Babacas†são esses caras que querem polemizar e perguntar bobagem, aà levam uma resposta atravessada e descem a porrada na pessoal, no filme, no contra-regra, e até a última geração de periquitos amestrados da Islândia do office-boy que levou o roteiro da copiadora até o estúdio! Para fechar, o exemplo máximo:
Será tão difÃcil assim aceitar um “não†como resposta? Pelo jeito é. Como já diz o ditado, perguntas idiotas, respostas cretinas. Enquanto isso, eu já sei dos gostos pessoais de um bando de gente famosa. Nossa, minha vida mudou!
Logo no inÃcio do blog, ou seja, da viagem, escrevi aqui que havia gostado muito de As Crônicas de Spiderwick. Pois é, continuo gostando e agora o filme estreou e posso falar um pouco mais dele. Escrevi dois textos que pode ser lidos aqui e aqui (nesse, por favor, muitos cliques, comentem lá também, pois ajuda a dar resultado pro pessoal que paga meu salário e, com isso, eu continuo aqui entrevistando a galera!). Sei que muita gente pode encarar como filme infantil, dizer que conto de fadas é bobagem e tal. Como estudioso informal do assunto, digo que existe muito mais em torno desse assunto do que conteúdo infantil. Aliás, a origem dos contos de fadas é algo muito mais tenebroso do que se imagina. Curiosamente, Spiderwick toca nesse ponto de certa maneira, ao mostrar que, embora aparentemente infantilizadas, as criaturas desse mundo imaginário podem ser mais perigosas do que parecem. Assim são seus conceitos, infantis superficialmente, mas carregados de medos e terror por parte das culturas que os criaram. É um assunto fascinante e escrevo um post mais complexo depois. Estou morrendo de cansaço por causa da junket de Street Kings, que fiz hoje. E ainda tenho mais duas na semana que vem. Todas em Beverly Hills, ou seja, 4 horas por dia jogadas fora com ônibus. Alguém me descola um carro? A Soccer Mom até tentou, mas a coitada tá meio fudida que nem eu, então já viu. Nós é pobre, mais nóis ri muito, fala ae, Verônica?! HAHA! Cliquem nas matérias e vamos conversar a respeito. Bom fim de semana! Enquanto vocês vão para a praia e se divertem no Brasil, eu vou entrevistar Keanu Reeves e Forest Whitaker amanhã. Tooooma! Mas, para não perder a piada e deixar minha mãe mais desesperada que o normal, já que amanhã EU VOU comer carne, dois coelhinhos serão o meu sÃmbolo dessa Páscoa. Não tem porque não assumir, peguei a piada pronta no Monkey News de hoje. O Simão é bão pacas, mas o Morph dá de 10 a zero nele! Bom, chega de enrolar, aà vai a piada. Que sirva de lição para todas as criancinhas que devoram coelhos de chocolate na feliz data!
Crédito: Monkey News - UOL
A apresentação de Speed Racer para a imprensa mundial aconteceu na quinta-feira passada, na ShoWest, em Las Vegas, para o Brasil, porém a estratégia é bem mais legal. O elenco vai ao Brasil no final de abril. Isso mesmo, Emily Hirsh e, ao que tudo indica, Christina Ricci, passarão por terras brasileiras para divulgar o filme. Se o padrão for seguido, a dupla deve receber a imprensa e participar de uma avant première no Rio de Janeiro, onde, tradicionalmente, esse tipo de evento acontece. Só para lembrar, Emile Hirsh vive Go Racer (nome original), o personagem principal, um corredor jovem e dono do poderoso Mach 5, cheio de botões mirabolantes e apetrechos bem úteis para corridas em lugares perigosos. Ele tem uma namoradinha, Trixie, papal de Christina Ricci. Quem também está o elenco é Matthew Fox, o Jack de Lost, no papal do Corredor X, que, na verdade - SPOILER - é irmão de Speed, Go, Ligeirinho, traduza como quiser. Aguardem mais informações! Entrevistas com o elenco você confere, em breve, aqui. E sem parceiros! haha
Uma das maiores lendas da FC, Clarke nasceu em Somerset, na Inglaterra, foi operador de radar para a RAF durante a Segunda Guerra Mundial e começou a escrever profissionalmente na década de 40. Entre seus maiores legados, além do icônico 2001, novelização do roteiro escrito a quatro mãos por ele e Stanley Kubrick, em 1968, Clarke assinou livros como 2010, Encontro com Rama, O Martelo de Deus, A Cidade e as Estrelas e O Fim da Infância. Há décadas, o autor adotou o Sri Lanka como residência e lá morreu, na noite de hoje. A causa da morte foi um ataque cárdio-respiratório, de acordo com Rohan de Silva (será que o pai dele se chama Eorlingas de Silva?), secretário pessoal do escritor, na quarta-feira (1h30, horário local), em Colombo, capital do Sri Lanka. Hoje a FC mundial dorme em luto.
(Quando um distinto e experiente cientista afirma que algo é possÃvel, ele está quase totalmente certo. Quando ele diz que algo é impossÃvel, está provavelmente muito errado. – A primeira lei de Clarke.) E como tudo é descontração hoje em dia, por que não rir em vez de chorar pela morte de Clarke?
A Universal Pictures começa a se mover com força e impacto em 2008. A primeira grande notÃcia é a assinatura de um contrato de 3 anos para produções conjuntas envolvendo todos os personagens da Dark Horse Comics e possÃveis adaptações para cinema, TV e DVD. Um dos motivos do contrato é a proximidade com o lançamento de HellBoy 2: The Golden Army, dirigido por Guillermo Del Toro, e a possÃvel exploração do personagem que já fez sucesso com seu primeiro filme, mas foi produzido pela Revolution. De acordo com o presidente e fundador da Dark Horse, Mike Richardson, o fato de vários projetos já terem sido bancados pela Universal e o desejo de terem uma “casinha†para seus produtos foram fundamentais para fechar o acordo. Quem não vai ficar feliz com a história são os outros estúdios que já assinaram co-produções com a DH, como a Warner, que já emplacou filmes como 300 e O Máscara; a Sony, dona de 30 Dias de Noite; e a Fox, que bancou Alien Vs. Predador. O mais preocupante no momento é a história da continuação para 300, já mencionada por Mark Canton aqui, mas que estava vinculada diretamente à Warner. Embora não exista no formato quadrinho, esse novo filme ainda pode mudar de mãos graças a contratos de direitos autorais e patentes ligados à DH. Fiquemos de olho. Outra faceta do acordo são os projetos diretos para DVD, que também serão distribuÃdos pelo braço de home entertainment da Universal. O interessante é que, agora, ninguém mais chega perto dos trabalhos de Neil Gaiman, Frank Miller, Mike Mignola, Gerard Way e Will Eisner. Pelo menos pelos próximos 3 anos. Planos para TV também estão incluÃdos, mas nada anunciado. Enquanto isso, no Brasil, é cada vez mais próximo o momento da separação entre Paramount e Universal. As empresas terão seus braços cinematográficos oficialmente encerrados em novembro desse ano e, em 2009, a Universal Pictures passa a trabalhar autônoma em território brasileiro, o que pode ser uma boa notÃcia para o consumidor final, uma vez que, com mais um “competidorâ€, o mercado precise se mobilizar para não perder terreno. A cisão é estruturada e vem acontecendo nos últimos anos. Sem motivo de pânico para a Paramount, que está bem das pernas esse ano, especialmente com o sucesso de Cloverfield e os blockbusters Indiana Jones IV e Homem de Ferro. Ela briga com ela mesma no quesito grandes heróis do ano. E tem um line up de fazer inveja. Grande ano para a companhia. |
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