As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!

Arquivo de April/2008

Constado às 20:57 em Artigos, Comportamento, Pessoal | 21 Comentários | 

A bíblia relata as mais celebres história dos linchamentos públicos da religiosidade cristã, porém, os últimos casos de destruição pública de imagem que presenciamos não chegam nem aos pés do apedrejamento de Maria Madalena ou do antigo costume de “queimar o judasâ€. Embora não goste de falar a respeito, é impossível deixar o chamado “caso Isabella†de lado. Mas, leia e entenda um lado curioso, e diferente, dessa coisa toda.

Estava fora do país quando a menina morreu, não recebi o impacto inicial da notícia. Aliás, essa tragédia aconteceu bem perto do anúncio de um vídeo no qual uma colegial era espancada por “amigas†só por ter falado mal delas no MySpace. A garota ficou desfigurada. Fiquei sabendo pouco depois da morte da garotinha em São Paulo. Sou pai, portanto, esse tipo de coisa revolta um pouco mais. A partir daí fiquei alguns dias sem ouvir no assunto. Até que cheguei ao Brasil.

Época trazia a matéria na capa: Até quando?. Veja julgou e condenou: Foram Eles! Os jornais diários dedicavam páginas e mais páginas todos os dias às novas “descobertas†e, claro, os canais de televisão surtavam com a mais nova oportunidade de conseguir audiência. É assim que eles vêem, não se enganem. Apresentadores podem ficar indignados, podem se emocionar, mas tudo isso faz parte do trabalho deles e do interesse da emissora/veículo: vender mais. E ponto.

Por que digo isso? Conseguir meu pedaço na polêmica? Antes fosse, é que fiquei mais indignado como que vi do que com o caso em si. Sem dúvida a morte da garota foi trágica e não pode passar impune, porém, o circo que a imprensa montou e a quantidade de pessoas desocupadas que resolveram cobrar por “justiça†em delegacias, cemitérios e plantões das emissoras de TV chegou a ser assustador.

Claro que, em maior parte, tudo isso aconteceu por culpa única e exclusiva da imprensa. Qual o papel dos jornalistas e meios de comunicação num caso como esse? Difícil resposta, mas não consigo concordar com minha classe quando os jornalistas decidem brincar de investigadores ou detetives. O público é volúvel – em qualquer parte do mundo – e em sua ânsia por altos índices de audiência, especialmente a TV, define o que é certo e o que é errado, culpado e inocente.

Não quero opinar sobre o papel do pai e da madrasta nisso tudo. Não fui convocado para o júri popular – que acontecerá, de acordo com o sistema judiciário brasileiro, e terá um grupo de pessoas que assistiu ao mesmo exagero que todo o resto da população – e entendo que a função da minha profissão seja a de reportar as informações disponíveis. Por intermédio das fontes oficiais, de preferência.

Comecei a escrever esse artigo antes de ver, no último domingo, o Fantástico crivar sua opinião sobre o assunto, em dois blocos, e abriu espaço para uma entrevista “exclusiva†do casal indiciado. Curioso, não? Os sujeitos são as pessoas mais odiadas do momento no país e concedem “exclusividade†à Rede Globo. Meu amigo Igor comentou isso muito bem aqui, portanto, deixo isso com ele. Mas esse episódio só reforça o que estou pensando, porém, tecnicamente falando, a Globo acabou fazendo a única coisa “ética†no meio desse bombardeio de teorias e “novidades†sobre o caso durante todo o dia. No dia seguinte, porém, o Jornal Nacional arrepiou a entrevista ao esmiuçar o comportamento do casal durante o depoimento em rede nacional. Dar a mão e depois descer o facão no braço? Bela tática!

O distanciamento jornalístico simplesmente não existe. Excetuando-se um ou outro repórter de veículo impresso, os novos “âncoras de TV†transformaram-se em verdadeiros especialistas em direito, investigação forense e em psicologia. Seria cômico, não fosse pela absurda realidade que isso significa. A Rede Record tem um sujeito que surgiu das fileiras da Igreja Universal e é daqueles tipos que compra a briga indignada da população, mas não passa de um papagaio de pirata transformando tudo em notícia exagerada. Os programas de fofoca da tarde só falam em Isabella, mostrando N especialistas analisando descobertas, perfis psicológicos, mas, de efetivo, só fazem repetir ininterruptamente as imagens de arquivo do edifício onde morava a garota e das cenas da delegacia.

A população, por sua vez, responde da forma mais inadequada possível: pessoas fazendo plantão na frente da delegacia, gente cantando parabéns, visitando o túmulo da menina, e por aí vai. Entendo que mobilização popular seja um caminho para exigir justiça, mas o espetáculo grotesco que assisti não é justificável. Aquelas pessoas já tinham um veredicto claro em suas mentes, assim como a maioria da população.

Foi um festival do bizarro e do exagero. Para sorte da Rede Globo, o show anual da inutilidade brasileira havia acabado. Acho que nem mesmo os índices do Ibope para o Big Brother resistiriam à avalanche Isabella. Ninguém reclamou, porém, do latente aumento em nos números de todos os canais. Todo mundo soube aproveitar, até demais, da situação. Nem mesmo o Terremoto em São Paulo foi capaz de amenizar esse ímpeto. O tremor dividiu a cobertura por cerca de 3 dias e, logo depois, voltaram à carga com Isabella. Voltar à cobertura é obrigação, porém, as “investigações†paralelas voltaram juntos. A Band News chegou a cúmulo de mostrar as “fotos exclusivas das comparações feitas reconstituiçãoâ€. Uma delas era de um par de chinelos e a âncora dizia com voz séria: essas são as sandálias idênticas às que Alexandre Nardoni usou no dia da morte de Isabella. Realmente, informação que mudou a vida de muita gente!

Ficar reclamando da vida e dizer que “estamos indo para o buraco†é muito fácil, mas inevitável. Mais gritante que isso é meu medo em relação aos rumos que o jornalismo tem tomado. Não guinamos para o investigativo modelo norte-americano e nem descambamos abertamente para os tablóides ingleses, pois estamos num meio termo perigoso. Seguimos com a maré, porém, o ritmo das ondas muda repentinamente e, quando menos esperarmos, podemos ser sugados por elas e nunca mais encontrarmos o caminho de casa. Sempre me pergunto: pode haver justiça caso, por alguma virada repentina na situação, o casal acusado apresente um álibi ou algo do gênero? Eles já estão julgados e condenados. Pela imprensa e pelo povo. Não há mais volta. Culpados ou não, essas duas pessoas são piores que Hitler ou o Bandido da Luz Vermelha sob a ótica da população brasileira, famosa por sua memória curta e carente pelo assunto da vez para discutir na festinha de família, no buteco ou na mesa de jantar. Ótimo tópico, aliás, para quem tem filhos. Já vi crianças com medo de janelas. Será que algum desses grandes “jornalistas investigativos†pensa nesse efeito do que eles têm feito?

Só o futuro vai dizer. Uma coisa pode ser dita com certeza. Os Judas modernos não queimam em postes numa brincadeira de criança, eles são linchados publicamente, por qualquer um que escute uma história ou “descubra” algo novo. Na Escola de Base todo mundo descobriu algo novo também. E era tudo mentira.

Constado às 11:28 em Cinema, DVD | 16 Comentários | 

O Ilusionista

O que significa morrer?

Tenho um porrilhão de DVDs que colecionei ao longo dos anos. Todos estão devidamente encaixotados, afinal, não tenho mais casa no Brasil e ainda não consegui um jeito de enviar os disquinhos para LA, mas, mesmo assim, novas aquisições continuam acontecendo. Ontem comprei O Ilusionista, com Edward Norton, a que assisti anteontem com a Lu na HBO – acho. Não tinha visto o filme e gostei demais da conta da história. E comigo é assim: gostei, comprei! Virei fã do Eisenheim!

Entretanto, devo dizer que não sou de assistir muito a extras dos “filmes†que compro. Tirando boxes ou sonhos de consumo – Guerra nas Estrelas ou Band of Brothers, por exemplo –, costumo ver o filme, zapear os extras, mas nunca assisto. Esse caso me surpreendeu! Começa pela caixa bem-feita e com a idéia – que embora eu não goste, mas funciona – de envolver o ilusionista máximo do Brasil, o japa Issao Imamura nos extras. O mais surpreendente, porém, é o fato de um disco tão legal ser produção da “pequenina†Focus e não de alguma das companhias poderosas que não criam nada no Brasil (por obrigação de apenas traduzir e dublar, quando muito, os discos importados).

O Ilusionista vai além do básico “comentários do diretor e elenco†numa faixa de áudio que acompanha o filme, e aposta em seu elenco e várias opiniões sobre o assunto. A grande sacada aqui foi inserir as entrevistas do lançamento para a imprensa – exatamente aquelas que eu faço em Los Angeles – e mesclar com material de bastidores para ter uma bela seleção de bate-papos com atores, consultores e realizadores. O elenco principal está lá - Jessica Biel dando uma de inteligente e Paul Giamatti meio assustador e com cara de quem acordou na marra - assim como um bando de “zés-ninguémâ€, quando se fala em gente famosa, mas todos ajudam a entender melhor todo aquele mundo dos mágicos. E sem precisar da ajuda do Mister M ou do David Copperfield!

Para ninguém reclamar, o disco vem em versões Full e Widescreen e os extras estão divididos entre os dois lados do DVD, o que é um pouco incômodo, mas não é um grande problema tendo em vista ser um disco mais “democráticoâ€, digamos. Outra característica do DVD é a produção local. O El Cid faz a produção de vários extras para fãs nos animês da PlayArte e aqui a Focus resolveu tirar o escorpião do bolso e chamar o Issao. Ele comenta o filme, fala de sua carreira e de alguns truques realizados no filme. Aliás, sabiam que TODOS os truques vistos no filme foram efetivamente realizados em cena? Justamente para dar a idéia de realismo a um show de ilusionismo e não apenas um monte de efeitos especiais. Entretanto, talvez seja nesse trecho o único “problema†desse disco. Durante a entrevista, ele fica o tempo todo olhando para o entrevistador – ou seria o teleprompter com o texto dele? Sei não… – em vez de olhar para a câmera. O objetivo pode ter sido passar uma idéia de observador onipresente, mas, quando um espectador assiste a uma entrevista desse tipo, quer é ver o sujeito olhando diretamente para ele.

Gostei da autoração e dos menus internos. A navegação é bem simples, mas a legenda dá umas escorregadas gritantes. Renatinha, “countrymen†é compatriota, não camponês! :)
Bão, recomendo só pelo filme, que é supreendente e MUITO BOM! Os extras são ótimo valor agregado. Como Edward Norton diz, na entrevista do disco, não me lembro do último filme bom sobre mágicos a que assisti antes desse. E, claro, tem a Jessica Biel! :-p

Constado às 16:26 em Entrevistas, Exclusivo, Pessoal, Época | 12 Comentários | 

Saiu nesse fim de semana, minha nova matéria de capa na revista Época. Desta vez, a entrevistada exclusiva foi Miley Cyrus, que estrela o seriado Hannah Montana. A entrevista pode ser lida aqui. Ficou muito legal e estou bastante feliz com o resultado! :)

Miley foi graciosa, engraçada e disse que quer vir fazer um show no Brasil no ano que vem. Show de bola! É impressionante ver alguém com 15 anos causar tanta comoção no mundo todo. Coisa de louco! hehe!

Essa foto é para minha sobrinha, Bella Beatriz. Miley fez questão de tirar fotos com todos os jornalistas presentes, então, a minha vai de presente para minha sobrinha, que é fã alucinada de Hannah Montana.

Hannah

Constado às 15:30 em Comportamento, Pessoal | 14 Comentários | 

Mico

Além do mico que precisamos passar para conseguir o visto de entrada nos EUA, precisamos aturar o povo que quer impressionar os cônsules. É hilário de tão ridículo!

Hoje foi o último dia da maratona que começou na semana passada com a viagem para o Brasil e esse pequeno período de “fériasâ€. Mas embora tenha encerrado o ciclo, não quer dizer que foi fácil. Mas, sem dúvida, foi altamente divertido, afinal, foi minha segunda visita ao Consulado dos Estados Unidos em São Paulo em menos de 5 meses, o que mantém a memória bem viva sobre algumas características daquele lugar e de como nossos coleguinhas se comportam para conseguir o visto. Tem brasileiro que faz cada presepada.

Tudo começou às 5 da madruga. Minha entrevista estava marcada para as 7h40, ou seja, precisava estar lá às 6h. Felizmente, Sampa foi boa comigo e não encontrei transito na Marginal Pinheiros e cheguei bem rápido. Claro, ter feito o caminho no dia anterior e decorar ajudou E MUITO (como eu sempre digo, quem é amigo do Master, é amigo do Master! Valeu, Nando!).

Bom, cheguei no horário e passei logo pela pequena fila formada na parte de fora, mas é ali que a graça começa. Vem gente de todo canto de São Paulo, muita gente de Minas Gerais e, agora com dificuldades de agendamento no Rio, vários cariocas se infiltram nas fileiras. O primeiro aspecto que pode ser notado é a falta de informação sobre os procedimentos e como as coisas funcionam lá dentro, na temida entrevista com a equipe consular.

O mais engraçado são as pessoas, ou melhor, os pavões que vão tirar o visto. Grupos reviram formulários e discutem as “melhores respostas†para garantir a aprovação. Todo mundo tem uma teoria, uma história que alguém contou ou que leram na internet. Aí os primeiros pavões aparecem. Quem são esses pavões? Normalmente famílias, cujas mulheres se perfazem facilmente com a idéia de viajar “pros Statesâ€. Enquanto o maridão fica meio que preocupado com a eventual negação do visto, a patroa comporta-se como se já estivesse DENTRO de um shopping na Florida. O filho(a) sempre é o must: só faltam as orelhas do Mickey! A camiseta com a bandeira americana, a jaqueta importada e o boné de algum time ou mesmo da Disney completam o figurino.

Esse povo é deslumbradão. Acha que demonstrar “proximidade†com o país vai gerar alguma facilidade lá na frente, mas não é bem por aí. Hoje vi um gordinho que eu podia jurar ser a encarnação de Eric Cartman na terra, se ele abrisse a boca sairia alguma frase do desenho. Aposto! O moleque tinha tanto logotipo e coisas Disney que parecia uma árvore de natal na manha nublada em Sampa. Será que o pessoal acha que tem loja do Mickey lá dentro? Algum tutorial sobre NBA? Lavagem cerebral? Humm, pensando bem, lavagem cerebral não precisa para quem entra no clima.

A mãe do coitado ficava explicando como ele deveria responder as perguntas de acordo com a “estratégia†da família e etc. Detalhe: quando famílias fazem a entrevista, apenas um dos pais responde as perguntas e pronto. A cada nova explicação da mãe, o gordinho suava e tentava disfarçar, mas as perninhas tremendo mostravam que o “terrorismo†materno estava funcionando. O moleque não olhava para o lado de medo das câmeras e dos microfones que escutavam tudo que a gente falava. Hilário de tão absurdo!

Aliás, se você já foi, precebeu que muita gente não conversa enquanto está ali dentro? Ficam ali, compenetrados, pensando na entrevista. Com medo de terem o pedido rejeitado. E não conversam, afinal de contas, “se aquele cara tiver o pedido negado, não quero ser visto falando com eleâ€. Rola um medo coletivo no lugar, o que faz pouco sentido se pararmos para pensar na principal razão das pessoas ali: tirar férias. Tudo começa com estresse? Ali é o de menos se comparado ao risco da entrevista da Imigração, quando você pisa em território gringo. No Consulado você tem documentos, pode conversar e se explicar, na imigração a coisa é muito mais simples e rápida. Sim ou não. Se o cara não gostou da justificativa, mesmo com o visto aprovado, nada feito. E lá o agente não fala português. Enfim, o povo pira nessa história.

Enfim, depois deles, vêm os engravatados fakes. É fácil descobrir se um sujeito trabalha mesmo como executivo ou se está fazendo onda para impressionar. Sabiam que tem gente que viaja de termo para tentar ser mais bem tratado? É um barato! Voltando, o sujeito aparece todo engomado, pasta 007 que só falta ter controle de voz, mas faz tudo errado, tenta botar banca pra cima do pessoal da triagem e já solta aquele inglês macarrônico na hora da entrevista. Detalhe: tem cônsul que faz a entrevista em português, afinal, eles decidem, ou seja, nego já começa errado.

Outro grupo distinto são os “caras do congressoâ€. Das três vezes que fui tirar o visto, encontrei um grupo de pessoas que não faz muita idéia do que está fazendo ali, não tem nada preenchido e é acompanhado por uma funcionária do Consulado. Esses não estressam, eles simplesmente vão fazendo o que pedem e nem percebem quando a coisa toda acaba. Hoje fiquei curioso e perguntei a razão do tratamento especial: são grupos de pessoas com habilitação técnica, mas sem muita noção de línguas ou procedimentos burocrácitos, que grandes empresas envolvem em congressos internacionais para demonstrar equipamentos ou outras técnicas no exterior. Ou seja, o Brasil manda um monte de Hommers apertar botões nos States, enquanto o palestrante mostra as maravilhas do nosso know-how. Biito, né?

Todo esse processo é chato mesmo. Eles não deixam nem I-Pod entrar na área do consulado, metem a faca nos custos burocráticos e ainda ficam com o passaporte – que só vai pelo Sedex, sem chance querer ir retirar. Agora, tentar ser o que não é e inventar história? É por isso que muita gente tem o pedido negado, tenta dar cambau no processo e cai em contradição. Que nem a mãe explicando a estratégia para o filho. Tem estratégia melhor do que entrar lá, contar a razão pura e simples da solicitação de visto e pronto? Se contando a verdade já existe o risco de fecharem a porta, imagine enrolando? E, para isso, ninguém precisa se perfazer de “americanoâ€, engravatado ou ricaço.

E um cara ainda veio me perguntar se eu era doido de ir pedir o visto de calça jeans e camiseta. Bom, eu trabalho assim em LA, para que seria diferente no meu País? Gente doidaaaaaaaaa!

Constado às 13:07 em Cinema | 8 Comentários | 

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Atendendo a milhares de pedidos desesperados dos 3 fãs do SOS Hollywood, estou de volta! Depois eu explico o sumiço. Por hora, algumas novidades para aliviar o desespero dos meus digníssimos leitores enquanto os textos maiores não ficam prontos:

• Nesse fim de semana acontece o evento de lançamento de Homem de Ferro para a imprensa mundial, embora eu já tenha entrevistado o filho do sr. Robert Downey mês passado, agora é para valer.

Quebrando a Banca estreou com tudo em terras norte-americanas, mas algo me diz que daqui a pouco a casa cai. Afinal de contas, ver Onze Homens e um Segredo para adolescentes e com a loirinha mais esquelética do mundo não pode ser legal para tanta gente assim.

• Amanhã estréia Imagens do Além, aí no Brasil, e eu entrevistei o Joshua “Pacey” Jackson! hahha! Viva Dawson’s Creek… tá, só a primeira temporada que foi legal, depois virou zona. O filme é bem bacanudo como você pode ver nas minhas críticas aqui e aqui. Ah, claro, bate de 1000 a zero no Olho do Mal, aquela coisa horrível. E sou muito mais Rachel Taylor que Jessica Alba.

Sweeney Todd é a nova mania das lojinhas divertidas de Los Angeles. Anh? Então, o personagem principal de The Nightmare Before Christmas era o líder em venda de tralhas nas lojas de turistas, especialmente. Afinal de contas, é da Disney e cada família feliz que visitava o parque acabava comprando alguma coisa do “cara de cebola”. Nunca entendi a razão de ver tanto BRASILEIRO cheio de bugigangas do filme, e alguns nem sabiam do que se tratava, mas tava na loja da Disney, então era legal. HaHAHA. Entretanto, Sweeney Todd e seu barbear perfeito - até demais - começou a cair nas graças da galera. Tem de tudo! Nego andando com réplica da navalha a tira colo, gorro, moleton, spray para fazer o cabelo ficar igual ao do Todd, tudo. Um abraço Disney! Mas é tudo Tim Burton, então está valendo.

• Entrevistei David Duchovny, na semana passada, por Arquivo X 2, que ainda não tem nome definido. Embora manter segredo seja a palavra de ordem, o idolatrado Agente Fox Mulder (sabiam que é um nome tipicamente holandês?) disse que o filme focará apenas em “um caso bem específico”. Ou seja, nada de ficar misturando as bolas com todos os conceitos da série. O que importa é que ele manda um belo beijão na Scully! :p

• Três palavras: Boardwalk Free Internet. É, internet de grátis no calçadão! Lá em Santa Monica, você senta em qualquer banquinho na área chique de lojas, procura a internet oficial do lugar e conecta em alta velocidade sem pagar NADA! Tudo isso para que as pessoas gastem mais do que o normal naquele antro de perdição do consumismo moderno. Fãs de Star Wars, tremei! Achei a loja dos sonhos lá e nem custa tão caro!

• Em breve: Momento Nostalgia - Raízes!

• E, por último, amanhã embarco para o Brasil. Renovar visto, fechar mais negócios e, claro, matar a saudade da família. Continuarei blogando de lá, tem muita coisa para contar, mas os detalhes da viagem acabam me impedindo de publicar matérias aqui.

Constado às 16:14 em Artigos, Cinema, Comportamento | 4 Comentários | 

helm

Por Fábio M. Barreto, correspondente em Los Angeles.

“Pais orgulhosos do sargento (…), em seu segundo período no Iraque 

… diz uma discreta faixa frente de uma casa nas abastadas redondezas do Griffith Park, em Los Angeles. Uma bandeira dos Estados Unidos, mais volumosa e vistosa, completa a cena patriótica, digna de filme, não fosse a inegável realidade que afeta o país: há uma guerra em andamento e jovens como o sargento em questão podem, enquanto escrevo esse artigo, estar sob fogo da resistência iraquiana, feridos ou até mesmo mortos. O estado de guerra, porém, só é sentido por conta desses pequenos detalhes, que passam despercebidos aos sempre apressados moradores da cidade, sempre ocupado demais na direção de seus carros para notar situações como essa.

Diferente de Nova Iorque, que ostenta um posto de recrutamento no meio de Times Square – recém-vitimado por um pequeno atentado a bomba –, Los Angeles é mais discreta. Novos recrutas podem se voluntariar em plena Hollywood Boulevard, mas num prédio menos chamativo, com alguns cartazes de incentivo, mas nada parecido com o espetáculo high tech promovido em Manhattan. E é ali, em frente às estrelas da Calçada da Fama, fica a única lembrança clara e direta de que esse país encontra-se em guerra. Entretanto, os noticiários e o cinema ajudam a população a se lembrar disso.

Os ativistas aqui surgem com roupas politicamente corretas e pedem assinaturas contra a Kleenex, que não usa produtos recicláveis; postulam em favor dos pobres animais; e fazem blitzes para “abrir os olhos†para os males que a exploração do petróleo causam; mas nada de movimento contra a guerra, pelo menos nada organizado ou com o mínimo de vulto social.

Com sua população majoritariamente formada por imigrantes de origem latina – em sua maioria vindos do México –, Los Angeles é celeiro certeiro para soldados hoje em dia. O motivo? Estabilidade financeira, educação e, claro, o green card. Vivo ou morto, diga-se de passagem. Desde os atentados de 11 de setembro, o presidente George W. Bush determinou que pedidos de cidadania feitos por soldados não-americanos fossem acelerados e não passassem por tanta burocracia. Duas razões: aumentar a quantidade de voluntários e assegurar a moral dos já alistados. Por outro lado, Bush também decretou uma espécie de realistamento compulsório para soldados que já cumpriram sua carga obrigatória no exterior, chamado de stop-loss, algo como, evitar perda de contingente.

Estima-se que cerca de 20.500 soldados na ativa atualmente não sejam cidadãos norte-americanos, possuindo apenas green card ou outros laços com o país. Conhecidos como “green card warriorsâ€, esses militares buscam estabilidade social para suas famílias por conta da aceleração do processo legal ou, em último caso, pela fatalidade. Em caso de morte em serviço militar, é praxe que a família do soldado falecido receba a cidadania como reparação pela perda e como forma de reconhecimento do país pelos serviços prestados.

Para não deixar dúvidas: o green card dá direito de residente e uma série de benefícios a seu portador; porém, apenas com a cidadania – processo mais complicado e demorado – é que o indivíduo passa a ter direito ao voto ou elegibilidade, por exemplo.

Por vias legais, desde 2001, cerca de 37 mil pedidos de nacionalidade foram processados e autorizados pelo departamento de Imigração em conjunto com o setor jurídico do gabinete das Forças Armadas. Cerca de 7 mil pedidos são feitos anualmente. Todo o processo leva dez meses para ser concluído. Os números, tanto de recrutas quanto de novos pedidos de cidadania, só aumentam e nem mesmo o crescimento dos ataques no Iraque impede essas cruzadas pessoais.

Vários desses aspectos são tratados no filme Stop-Loss, estrelado por Ryan Phillippe, uma produção da MTV Movies. A trama conta pelo que passam os soldados que lutam atualmente no Iraque e Afeganistão quando retornam para casa e, em muitos casos, são reenviados para a linha de frente mesmo depois do término de seu período obrigatório em serviço para evitar a “perda de contingente†a qual se refere o título. Cerca de 80 mil soldados já foram realistados sob a égide dessa ordem presidencial.

Indignado por essa situação e a perspectiva de retornar e morrer, o personagem principal tenta lutar contra o sistema, mas é barrado pelo desinteresse de políticos e juízes em tratar do assunto que, inegavelmente, contraria uma ordem direta do Comandante Supremo das Forças Armadas, o presidente. Sua única alternativa é deixar a identidade e a vida para trás e fugir para outro país. Por outro lado, o personagem latino da história, Rodriguez, rapaz de origem mexicana, cuja família mora ilegalmente no Texas, fica mutilado e cego ao ser atingido por uma explosão, mas, mesmo assim, diz que pretende voltar ao combate “pois se morrer, a família toda ganha green cardsâ€.

Entretanto, a perspectiva de conquistar a cidadania por vias militares não é exclusividade de mexicanos. Os noticiários estão cheios de matérias e referências a alemães, asiáticos e até mesmo brasileiros servindo no Iraque e entrando com pedidos legais de cidadania. Essa realidade, curiosamente, deixa de ser apenas parte do drama das famílias envolvidas para ganharem as manchetes e também o cinema, dentro da volumosa quantidade de filmes que tratam sobre o assunto.

Diferente de suas outras guerras, os Estados Unidos tem a oportunidade única de avaliar suas ações e repercussões durante o conflito por meio do cinema e da TV, com produções como a série Over There, No Vale das Sombras, O Suspeito e Stop-Loss. A maioria dessas obras traz um conceito em comum: a desumanização sofrida pelos soldados na guerra moderna. Muitos deles filhos de veteranos do Vietnã, os novos GIs – transformados em verdadeiras máquinas de matar – enfrenta cada vez mais problemas quando voltam para casa. A readaptação é difícil, o próprio Exército prepara as famílias para situações que podem acontecer, mas cada indivíduo responde de um jeito. Todos têm algo em comum: a dificuldade de aliviar a mente do constante estado de alerta vivido durante o serviço.

Sem suporte e constantemente acometidos por disfunções de personalidade e acessos de violência, os novos veteranos encontram pouco auxílio por parte do Exército, desconfiança de amigos e parentes e, em muitos casos, o suicídio acaba sendo a solução. Há inúmeros relatos de ex-soldados que tiram a própria vida por não conseguirem se livrar dos pesadelos, do medo e da inabilidade de voltarem ao convívio social depois de vivenciarem a realidade da guerra. O grande número de casos de problemas psicológicos sobrecarrega os hospitais militares e outros locais capazes de tratar tais problemas, o que sujeita os pacientes a uma longa lista de espera. Muitos não esperam pela vaga e perdem totalmente o controle. Casos de suicídio são mais que comuns nas estatísticas que envolvem os veteranos.

Entretanto, mesmo com toda essa análise proposta pela indústria – que não polpa críticas à condução da guerra e seus efeitos – pouco acontece efetivamente. Durante uma exibição de Stop-Loss, quando o personagem de Ryan Phillippe perde o controle e grita um sonoro “f…-se o Presidenteâ€, um início de manifestação de apoio foi sentido, com palmas, assovios e gritos, mas logo o silêncio retornou à sala. É hora de refletir, defendem muitos locais, não de gritar. O argumento faz sentido quando confrontado com a hora de agir: as eleições presidenciais. Os republicanos de John McCain defendem a continuidade e a validade da guerra, enquanto a massa que transforma Barack Obama no candidato natural dos democratas tem uma idéia bem fixa em mente: ele foi contra a guerra desde o início, o único, aliás.

Pelo menos para o povo norte-americano, é hora de escolher um lado. Ou não. As pessoas sabem, mas, mesmo assim, preferem permanecer fechadas em seus carros para não ver os pequenos dramas pessoas que compõem um país constantemente em conflito e fazer de conta que o problema não é delas. E aqui é assim que a coisa funciona. Cartazes de políticos? Nas janelas das casas, colocados internamente, deixa claro que o interesse político é bem delimitado. Propagandas coladas nas ruas amanhecem rasgadas e qualquer outro tipo de manifestação pública é vista com descaso. O número assustadoramente baixo de votantes registrados comprova isso. Mais assustador, porém, é o número oficial de mortos até agora: 4.005 soldados norte-americanos (dados anteriores à nova onda de ataques à chamada Zona de Segurança, em Bagdá, no final de março). Outros 30 mil foram feridos em combate.

E, ao que tudo indica, esse cenário – e suas diversas faces – só muda com uma eventual nomeação e vitória de Barak Obama nas eleições presidenciais. Mesmo assim, muita gente vai fazer vista grossa e só se preocupar com a economia e o preço da gasolina. Nada mal para a “população votante†que decide o destino de vidas e, mesmo sem ligar, do mundo. Por enquanto.

(as opiniões desse artigo são baseadas na mera observação de acontecimentos e situações cotidianas, e na cobertura nacional da ocupação norte-americana no Iraque. Excetuando-se os dados numéricos, nenhuma pesquisa norteia esse texto)

Constado às 10:07 em Pessoal | Nenhum comentário | 

joker


What a FUBAR day this is! Oh, yeah. Help me, Jack. Make me smile!

Constado às 00:50 em Cinema | 44 Comentários | 

Meu amigo Otavio Almeida, velho companheiro de batalhas na assessoria de imprensa, e sujeito que respira cinema (além do cinismo de Robert Altman), lançou um desafio em seu blog – Hollywoodiano – e cá estou respondendo ao chamado. O objetivo, lançado a vários blogueiros, é fazer uma lista de 5 filmes subestimados por público, crítica ou ambos. Muito bem, vamos aos eleitos diretamente de Los Angeles. Só que tem uma coisa, Otavio, no Judão, tem que ter 8, senão não tem graça!

andy


O Mundo de Andy
(Milos Forman, 1999)
Subestimado por quem? Primeiramente, pela crítica, que insiste em ignorar os bons trabalhos dramáticos de Jim Carrey (Truman Show é outro que entraria fácil na brincadeira). Depois pelo público brasileiro que, sem ter a ligação com o comediante Andy Kaufman, que inspirou o filme, não deu a devida importância a uma cinebiografia.

Está aqui por que… mistura uma grande trilha (R.E.M), uma interpretação memorável de Jim Carrey e ainda coloca grandes doses de comédia numa história essencialmente triste. Tirando a Courtney Love, o filme tem grandes atores e atuações – Denny DeVito, Paul Giamatti, aliás, foi nesse filme que conheci o sujeito e curti seu trabalho de bate pronto. É emocionante e muito bem dirigido. Um tal de Milos Forman comandou o filme. Precisa dizer mais? Tinha certeza que entraria na briga por algum Oscar, mas nada(mesma história que o Truman Show).

dark city

Cidade das Sombras (Alex Proyas, 1998)
Subestimado por quem? Exceto pelos nerds tarja preta, ninguém gostou do filme. Ficou em cartaz em São Paulo por uns 3 dias. E eu dei sorte de conseguir ver, numa sessão no meio da tarde, durante a semana. Público médio achou ridículo, bilheterias foram quase nulas e a crítica falou só um pouquinho

Está aqui por que… é um baita filme! Sombrio, bem dosado e o Alex Proyas chutou o pau da barraca ao fazer esse filme. Tudo (e nada) faz sentido naquele simulacro na realidade criado por extraterrestres doidões que ficavam trocando a memória das pessoas. O filme é marcante e defende bem seu ponto: quem diabos sabe da verdade? Embora depois só tenha feito papel de vilão nojento, o Rufus Sewell estava perfeito, William Hurt faz uma boa ponta e o Kiefer Sutherland é simplesmente insano, se bem que seria um papel sob medida para o Philip Seymour-Hoffman. De quebra, ainda tem a Jennifer Connely para deixar aquele lugar mais bonito. De qualquer forma, o roteiro de FC hard e toda a mitologia que envolve Os Estranhos me cativou.

mandando bala

Mandando Bala (Michael Davis, 2007)
Subestimado por quem? Público. Crítica. Você escolhe. Falhou nas bilheterias (embora deva estourar em DVD, acredito) e ninguém deu muita bola. Quem deu, falou a mesma coisa: violência deslavada sem nenhum roteiro (aliás, a crítica brasileira parece disco riscado, o povo se acha diferenciado e mais esperto, mas, no fim das contas, pensam a mesma coisa).


Está aqui por que…
é divertido para caramba! Não tem roteiro mesmo, tem uma “desculpa†para se fazer um filme. Mas é aí que ele tem seu charme, por ser uma seqüência de ação atrás da outra, sem muito que pensar, sem subtramas exageradas ou intelectuais. Você entra no cinema, vê aquele videoclipe gigantesco com Clive Owen e Monica Bellucci, ri a doidado, come pipoca, sai e já pensa no próximo filme que vai ver. Isso sim é diversão! E o personagem principal consegue comer cenoura, matar com uma cenoura, matar fazendo sexo e fazer um bebê rir (em cena real) ao mostrar como uma arma funciona. Que que há velhinho?

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A Fonte da Vida (Darren Aronofsky, 2006)
Subestimado por quem? Outro geral, a meu ver. Não lembro de ter lido grandes matérias a respeito, muito “crítico intelectual†não sacou a história, falou pouco. O público deve ter entendido menos ainda e perdeu um dos melhores filmes dos últimos anos. Teve algumas nomeações, entre elas o Globo de Ouro de melhor trilha, e ao diretor no Festival de Veneza.

Está aqui por que… Darren Aronofsky criou uma obra-prima! O filme é inspirador e poético do começo ao fim. É lindo visualmente. Tem Hugh Jackman (ou será Jack Hughman?! Haha) num trabalho fabuloso – mil vezes melhor que o já inesquecível Wolverine – e Rachel Weisz quase transcendendo em plena tela. Os arcos de histórias apresentados pelo filme fazem pensar muito além do que estamos acostumados, são capazes de mudar formas de pensamento e funcionam muito mais do que toda essa bobagem quântica e multidimensional que muita gente “séria†defende. Pode até ser, mas nesse filme, há muita coisa além do que meras teorias. O único “defeito†– se bem que 100% correto de acordo com o roteiro – foi um dos finais ser ruim, pois o personagem do Jackman, que não era nada criativo, o escreve. É apaixonante e deslumbrante.

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eXistenZ (David Cronenberg, 1999)
Subestimado por quem? Olha o público aí novamente. Não conheço uma pessoa não-cinéfila que tenha sequer ouvido falar nesse filme.

Está aqui por que… Cronenberg é arrasador quando o assunto é não-convencional! Em 1999, quando o mundo falava em Matrix e outras realidades virtuais, Cronenberg trouxe seu eXistenZ à baila e deu uma bela porrada no modo de vida que vivemos hoje. Gente fissurada por jogos e ambientes virtuais, fanáticos dentro e fora desses mundos, relação de agressividade entre jogadores e a indústria. Tudo isso sem mencionar nenhuma marca ou jogo real, por assim dizer. Contou ainda Jude Law em franca ascensão e um time de efeitos que, sem exagerar, conseguiu criar um mundo bizarro, mas, estranhamente plausível. Esse filme merecia um prêmio por ter antecipado tanta coisa, é altamente atual e deveria ser obrigatório em cursos de comunicação e programação.

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13º Andar (Josef Rusnak, 1999)
Subestimado por quem? Passou batido por um mundo anestesiado pelo primeiro Matrix. Poucos foram os que conseguiram ver esse filme sem encará-lo como uma “cópiaâ€. E não foi, tendo em vista que começou a ser feito antes e deu azar na data de estréia.

Está aqui por que… é fundamental no estudo de simulacros, mundos virtuais e nos questionamentos sociais que sempre fazemos! A famosa teoria da boneca, dentro da boneca, que está dentro da boneca (ou quadro, se você preferir) está em jogo aqui. Até onde conhecemos os limites e realidades do mundo em que vivemos? Aliás, 1998-1999 foi o ano da “simulação e questionamento do mundo†no cinema – Truman Show, Matrix, eXistenZ, 13º Andar, Cidade das Sombras. A diferença, porém, é que, aqui, estamos falando de mundos inteiros sendo gerados dentro de computadores sem, necessariamente, vínculo com escravidão como no caso de Matrix ou exploração do indivíduo como em Truman. Tudo aqui é de mentira, menos para “programas†que habitam esse lugar. A cena em que o personagem principal descobre sua realidade é assustadoramente incômoda. Merece ser visto.

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Cruzada (Ridley Scott, 2005)
Subestimado por quem? Principalmente a crítica. Procurar motivo para chutar o Ridley Scott parece esporte nacional. Claro, depois que você enjoa de criticar o Shyamalan, que foi de herói a vilão numa velocidade incrível. Por pura imbecilidade dos demais críticos, aliás.

Está aqui por que… embora seja fantasioso sobre a versão verídica, sobrou até para a Igreja e suas “prioridades†na hora do desespero! A ação é impressionante, mas não sobrepujou atuações interessantes de Liam Neeson e Orlando Bloom. Gosto muito de Cruzada (apesar do título nacional) por não ser óbvio. Balian tem um comportamento muito diferente daquele arquétipo de cavaleiro que todo mundo imagina, embora defenda a honra e outras causas nobres, a balança dele funciona diferente dos demais e o torna um sujeito bem normal, aliás. Gostei do cerco a Jerusalém e da organização do roteiro. Realmente não entendo as razões que levaram muita gente a detonar o filme.

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Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)
Subestimado por quem? Ah, escolhe aí. Qualquer público vale. Só nerd tarja preta gostou. Inteligente demais para os “civisâ€. Ninguém foi ver no cinema, não virou filme de Tela Quente e se passar na Páscoa (vai saber, tem coelho) vai assustar a mulher do Seu Silvio!

Está aqui por que… é uma das melhores coisas já feitas quando o assunto é viagem temporal e outras dimensões! O filme é repleto de sacadas boas e interessantes que preciso de um artigo inteiro para falar sobre ele (aliás, dessa lista toda), mas me conquistou por apostar basicamente no roteiro para contar algo complicado, pouco explorado (daquela forma) no cinema e TEM O MALDITO COELHO! Deu medo daquele cara vestido de coelho! Muito medo! É daquele tipo que precisa ser revisto N vezes para ser totalmente compreendido, porém, a compreensão leva à certeza de que é impossível compreender totalmente (wow!). A produção é da Drew Barrymore, que está no filme como uma professora mente aberta. Descobri esse filme há coisa de um mês e fiquei indignado como li tão pouco a respeito. Se você ainda não viu, corra e consiga um DVD! Vale a pena!

Bom, lista finalizada, devo intimar outros blogs a fazer o mesmo. Vamos a eles: Rob Gordon (Championship Vinyl, o rei das listas de Top 5); Tayra, do Cena Brasilis; Igor Oliveira (your Day breaks, your mind aches); Thiago “El Cid†Cardim (Observatório Nerd); e o Franco (Alguma Coisa de Cinema). Mandem suas listas!

uv