Arquivo de May/2008
Quando trabalhava no Estadão fui fazer uma matéria para o TeleJornal com os médicos da Santa Casa de São Paulo. Um grupo de médicos lá dentro adorava a série e meio que se reunia para assistir aos novos episódios. Foi o “fã clube” mais informal que já conheci, na verdade chamar de fã clube seria o mais acertado para aquelas pessoas, afinal, elas só se encontravam para assistir, bater-papo e viviam a vida. Nada de exageros como vemos acontecer hoje em dia por aÃ. Curioso notar que um mesmo programa conseguia agradar os próprios médicos e ter uma boa audiência geral, aà está um dos elementos que mais diferenciava ER. Chicago Hope foi a aposta da Record no seguimento, mas não evoluiu muito. Eu gostava também, e olha que aqueles eram os tempos do sucesso de Arquivo X, então, estar na Record não era necessariamente um problema. De qualquer forma, 14 anos depois, ER tem data marcada para acabar e vai ficar a cargo do Dr. Luka Kovac fechar a porta e apagar a luz da sala de emergência mais famosa do mundo. O pessoal por aqui tem falado em final de uma Era da TV. Pode até ser, mas acho que vem em péssima hora. Se olharmos para os programas que ficam como “legado” dessa Era é difÃcil achar algo bom ou com perspectiva de ser tão duradouro quanto Plantão Médico. Até existem boas séries, mas os cancelamentos não deixam ninguém em paz por muito tempo. E eu já estou triste pelo fim de Battlestar Galactica, então precisa aparecer algo muito bom para animar os ares televisivos por aqui! Alguém aà conhece um bom analista? Acho que muita gente vai precisar!
Chega ao fim a longa parceria entre a Marvel Entertainment e a Activision (X-Men e Homem-Aranha). Pelo menos no aspecto de exclusividade, já que os jogos de Homem de Ferro e O IncrÃvel Hulk estão sob a batuta da Sega of America. De acordo com a Marvel, a idéia é garantir maior qualidade para os fãs e ficar envolvida até a cabeça no processo do começo ao fim. Para isso todo mundo teve que trabalhar inclusive o diretor Jon Favreau e Robert Downey Jr, que deram pitacos e ajudaram na construção do roteiro do jogo. Até mesmo o pessoal da ILM colaborou, uma vez que todos os testes para os efeitos de vôo foram incorporados à programação do jogo. Se o desempenho de vendas de Iron Man for tão bom quanto sua bilheteria, é bom a Activision ir procurar outra companhia para se aliar, pois tudo indica que a Sega se deu bem nessa história. A batalha estava próxima, A primavera chegara. Não haveriam rosas brancas, Seu espÃrito clamou. Para vê-lo retornar, No dia da partida houve comoção. Esperança e temor eram sua bagagem. Um deles parecia não temer.
*Esse foi um dos mais belos que já escrevi para você! Lembre-se!*
Bati um papo com ele, que se mostrou bem receptivo e só não tirei foto por que, convenhamos, quem leva máquina fotográfica quando vai comprar pasta de dentes? Bem, da próxima vez eu levo! Bem, aà vem a segunda parte. Hoje cedo, antes de iniciar a jornada do post anterior, fui pegar um café e quem estava papeando com duas gatas, vestindo um boné meio brega e com cara de intelectual? Zachary Quinto, ou melhor, Sylar, o chupa-cérebro de Heroes e, claro, o novo Spock, do novo filme de Jornada nas Estrelas. Seria algum complô Roddenberiano contra minha sanidade? Tentativa de corromper ao lado tricorder da força? AimeusantoAsimov! Fato é, os dois já entraram para o hall de celebridades que cruzaram meu caminho nessa longa e absurda jornada em Los Angeles, audaciosamente indo aonde nenhum outro Madrigal Barreto jamais esteve. Numa viagem de cinco anos, explorando a Califórnia, criando a filha e tentando fazer algo decente para a esposa. Nem para isso precise ficar um pouco longinho de todo mundo. Piriri. Enterprise, um para subir!
Hoje foi dia de trabalho burocrático em Los Angeles. SOS Barretão! Meu reino por um despachante! Fui solicitar meu SSN (famoso social security number, o equivalente gringo ao nosso CPF) e descobrir como consigo minha habilitação da Califórnia. Com as coisas são longes e, por enquanto, ainda não existe automóvel na minha vida, lá fui eu de ônibus. Mas foi tranqüilo e, contrariando minha expectativa, a repartição pública que cuida do SSN estava vazia. Em menos de 15 minutos eu fui atendido e tudo certo. Agora é só aguardar a confirmação. Acho que esse serviço é uma exceção, já que o povo daqui reclama para caramba de filas e tudo mais. Mais tarde descobri por que. O Detran local é meio cheinho e rola uma filinha para os atendimentos, ainda bem que eu só fui pegar meu livrinho de leis de trânsito, ver preços e saber como o processo funciona. Minha vez ainda vai chegar. Haha. O mais legal foi receber o livrinho e ver que, na primeira página, há uma carta toda simpaticona do Governator sobre segurança no trânsito e uma foto dele. Pô, o cara que destrói tudo nos filmes dizendo para dirigir devagar? Sacanagem! No meio de tudo isso, porém, mandei ver um almoço gorduroso no KFC (depois de anos sem me entupir com aquele frango) e fui tentar pegar um cineminha. Qual minha surpresa quando, depois de ver que não tem nada de bom passando – dos que eu quero ver só Redbelt estava em cartaz, mas só duas horas depois, então desencanei - , eu descubro dois itens mais que alucinantes dentro do Arclight Cinema, em Sunset? Dei de cara com a armadura original de Tony Stark em Homem de Ferro. A original usada em cena. A mesma armadura que Robert Downey Jr me disse ter pirado em vestir. Embora a cor não seja tão chamativa quanto a que vemos no filme, especialmente por conta dos filtros das lentes e do tratamento por computador, é impressionante. Curioso notar que a roupa tem o tamanho de um homem normal, o que empresta um tom de credibilidade à idéia de um sujeito voando por aà num super traje megatecnológico. A razão da armadura estar justamente nesse cinema é o próprio filme. Na cena em que Tony Stark descobre quem é seu verdadeiro rival na história, o personagem de Robert Downey Jr vai a um evento que acontece no Arclight, logo… Mas eu falei em dois itens, não? Pois é. Conhecem aquela idéia de que o melhor jeito de esconder algo gigante e verde é simplesmente deixar onde ninguém espera? Então, havia algo gigante e verde perto do Homem de Ferro. Uma réplica do Hulk em tamanho natural estava ali. Confesso que não gostei muito do gigante esmeralda com cara de Edward Norton, mas só o filme vai dizer se ficou bom, ou não. Claro que no budget de miserável do SOS Hollywood, só deu para tirar seis fotos, pois eu ainda não tenho chip de memória para a porcaria da máquina fotográfica. Então, aà vão as danadas! Só para não passar hoje em branco, já que estou morto de cansaço por causa da viagem, aà vai uma nota que consegui ainda no Brasil e, claro, alguém já deve ter publicado, mas tudo bem. A Warner Games entrou oficialmente no mercado brasileiro com o lançamento multiplataforma de Speed Racer. Com essa decisão, a empresa passa a representar diretamente as adaptações de seus maiores filmes para o mundo dos video games e computadores. Agora o mais interessante é que, por conta de sua rede de distribuição para DVDs já bastante forte no Brasil, a Warner Games vai poder distribuir seus tÃtulos sem precisar de gente como a Eletronic Arts, por exemplo. Não sei se essa é a estratégia, mas ter autonomia nesses casos é mil vezes melhor que depender de terceiros ou parcerias, afinal de contas, problemas sempre acontecem. Speed Racer entra no mercado para Wii, Nintendo DS e PS2. Versões para PSP e, eventualmente, PS3 estão em análise. Sabem o que é o mais legal disso? Eu vou começar a fazer making of de games!!!! Mais um ponto pro SOS Hollywood! Agora só falta comprar o Wii! Aceito doações!!!! [Atualização] A versão para PS2 só chega ao mercado em Novembro de 2008! LA aqui estou! Hoje retornam as atualizações do noticiário! E vamo que vamo! Indiana Jones a caminho! Speed Racer bombando e a temporada de screenings das séries de TV está para começar! Ô loucura! Há muito tempo o filho havia partido. Depois de muito viver, o filho retornou - Que bom revê-lo, meu filho. - Não esperava tanta alegria, já que o abandonei há tanto. - Será que o tempo fez com que este velho feliz seja um considerado um tolo ao reconhecer seu próprio filho e alegrar-se por isso? - Ao contrário. Esperava que fosse necessário me apresentar depois de tanto tempo. - O tempo realmente o mudou, meu filho, mas ainda sei distinguir aquele que preparei dos demais que batem à minha porta. - Bem, cá estou para te pedir desculpas por ter te abandonado daquele jeito e não ter escrito uma vez sequer. Mais uma vez a história do filho pródigo se repete. - Pródigo? E desde quando uma parábola da qual tu não acreditas serve para exemplificar teu caso? Mesmo que acreditasses, o caso é outro e de pródigo não tens nada, meu filho. - Como? - Pouco a pouco fui descobrindo tuas façanhas, idéias, amigos, inimigos, vitórias e derrotas e o fazia quando meu coração pedia, mas a maioria das notÃcias chegava a mim por meio de amigos e pessoas impressionadas com o meu filho, mesmo sem saberem de nossa relação. - Histórias do povo tendem a serem exageradas. - Mas não essas, não senhor, pois a cada descrição que ouvia eu identificava ali o modo como meu primogênito se comportava e pensava. Em alguns casos até o desfecho eu já imaginava e lá estava sua assinatura, com grande estilo, devo acrescentar. Realmente, não era muito difÃcil. - Não é possÃvel, já que os anos me mudaram e também ao meu modo de agir. - Tua base, porém, foi criada aqui neste lugar, com este ar e esta paisagem. Isso faz parte de ti, meu filho. Por isto voltastes. - Não sei o que dizer. - Não diga, entre e seja bem-vindo. Tua famÃlia o aguarda e o cheiro de bolo de chocolate está delicioso. - Pai? - Sim. - Obrigado por ter feito isso por mim. - Não agradeça. Eu não fiz muito, só te mostrei uma direção. Você mudou várias vezes e melhorou a cada mudança, acertando ou errando. Quem és hoje é fruto de teu próprio suor. - Mas o senhor foi minha base e meu exemplo. Sem ti meus passos teriam sido em vão, assim como meu retorno. - O bolo está esfriando, disse o pai com um sorriso no rosto ao abraçar seu filho. Eles entraram e aquele foi um dia de muitas histórias e alegria. |
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