Arquivo de June/2008O veterano Lawrence Kasdan deve assinar nessa semana o contrato para escrever o roteiro da adaptação de Robotech para as telonas. O desenho japonês que fez sucesso no começo dos anos 80 ao conta a história do desenvolvimento de naves meio-caças/meio-robôs e a luta contra tentativas de invasões alienÃgenas ganhou muitos fãs e até continuação em quadrinhos, que foi publicada no Brasil há uns dois anos. Se depender de roteiro o filme promete, já que Kasdan escreveu obras-primas como Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Tobey Maguire está envolvido na história. Está no ar a entrevista completa com Louis Leterrier, diretor de O IncrÃvel Hulk! Cliquem aqui para conferir o bate-papo exclusivo realizado pelo repórter do SOS Hollywood! SOS HOLLYWOOD SMASHES!!!!
Não há melhor maneira de começar um artigo sobre Quadrinhofilia (HQM Editora), de José Aguiar, do que compará-lo a um livro de crônicas. Exatamente, um livro de crônicas. Tudo por conta da opção do autor e ilustrador José Aguiar por construir algo que vai além de uma mera HQ com seu novo trabalho. São diversas histórias que, de maneiras diferentes, levam o leitor a um passeio por diversas facetas desse ilustrÃssimo morador de Curitiba. Enquanto fazia minha visita a Quadrinhofilia, não conseguia parar de pensar como seria se o escritor Mario Prata, por exemplo, resolvesse desenhar, em vez de escrever. Seria apenas uma mudança de formato, já que em termos de conteúdo, ambos os autores são altamente efetivos.
Chegou hoje a confirmação da minha inscrição para a San Diego Comic-Con 2008! Finalmente, vou pisar em solo sagrado e, ao lado do Borbs, vamos botar para quebrar! Será uma grande cobertura para o território brasileiro e com uma perspectiva totalmente nova, com o ponto de vista deste reporter. 2008 já está sendo um grande ano e será ainda melhor! Ah, E3 vem aà e o SOS Hollywood estará lá! PARA O INFINITO… E ALÉM!
Depois que o diretor Louis Leterrier mencionou uma eventual aparição do Capitão América no filme O IncrÃvel Hulk, numa entrevista ao G4TV, na semana passada, o mundo nerd entrou em delÃrio para caçar o Bandeiroso em algum detalhe do filme.
After last week’s interview by director Louis Leterrier to G4TV – when he mentioned a possible cameo of Captain America on the upcoming The Incredible Hulk – everyone who had the chance to watch the movie was frustrated by not seeing the beloved character or perhaps his shield again. And that’s true: he is NOT on the final cut. However, it doesn’t mean he’s not there. On an exclusive interview to SOS Hollywood, Louis Leterrier revealed the secret — beware of the spoilers!
Check out the full interview later this week and more about Hulk’s secrets this week with the massive coverage by SOS Hollywood and Judão!
LOS ANGELES - Não queria gostar de O IncrÃvel Hulk. Não sei o motivo, mas entrei com três pedregulhos prontos para atacar o filme. E os primeiros 15 minutos levaram duas das pedras na cabeça, aliás, bem no meio da testa. Entretanto, escondi a terceira pedra cheio de vergonha e me perguntando como um filme pode mudar tanto com apenas uma cena? Eu não fui o único que mudou de opinião não. Vejamos os porquês. (Alguns spoilers além deste ponto. Pronto, avisei!)
Caros colegas, vou sair agora, pois tenho um encontro. Dentro de três horas, vou trombar com um sujeito gigante, de força insuperável e… verde! E, claro, vou levar a pior, afinal de contas, com o Hulk não se brinca! =D A exibição de The Incredible Hulk para a imprensa de Los Angeles é hoje! Vamos ver se o Gigante Esmeralda cai nas minhas graças. Ainda estou com o fantástico Kung Fu Panda em mente, então vai ter que ser bom para superar esse patamar. HULK ESMAGA em T -3 horas.
Até mesmo pessoas inteligentes têm seus momentos “Magdaâ€. Sharon Stone falou bobagem da China e levou uma invertida poderosa e financeira. Entretanto, esse caso nem se compara ao cala-boca que Spike Lee levou do Clint Eastwood outro dia. Bom, o sujeito também foi mexer com o Clint? Putz, com Dirty Harry não se brinca, filhote! Mas ele foi pregar aquela palhaçada racial dele (direitos são uma coisa, usar como arma polÃtica ou de publicidade é outra totalmente diferente, e foi isso que ele fez) e se esqueceu de pensar se seu argumento era válido ou não. Vou explicar por que Spike Lee se demonstrou um tapado, nesse caso. Gosto dele, mas perdeu vários pontos depois dessa. Vamos aos fatos:
E eles perguntaram.
Com os dois lados expostos, vou amarrar essa coisa toda. Como alguns de vocês sabem, eu escrevo contos e, no momento, estou trabalhando no meu primeiro livro. Mês passado, porém, escrevi um roteiro em inglês da minha primeira tentativa de curta-metragem. O assunto: Segunda Guerra Mundial. Curiosamente, eu queria escalar um ator negro para o papel, mais especificamente John Adams (Dead Zone), colega meu aqui , gente boa pacas e que arranha no português. Diferente do Spike Lee, eu pesquisei a presença e a participação de soldados negros no conflito, especialmente no Teatro de Operações Europeu. Como fã e estudioso do tema, achei estranho também, assim como o Lee, que não houvesse negros em produções como Band of Brothers, O Resgate do Soldado Ryan, Além da Linha Vermelha, e por aà vai. Demorou um pouco para chegar ao resultado, mas o próprio John me colocou em contato com um veterano que, além de indicar um material distribuÃdo na comunidade negra aqui, deu a resposta: não haviam negros na linha de frente norte-americana no inÃcio da guerra, especialmente no Dia-D. O Teatro do PacÃfico, porém, apresentou a utilização de combatentes negros bem mais rápido e, realmente, havia um contingente afro-americano na invasão à s ilhas japonesas como Iwo Jima, mas um número Ãnfimo se comparado aos caucasianos. O comentário de Lee soa fora de contexto, uma vez que os filmes de Eastwood tem por objetivo retratar a história dos soldados que levantaram a bandeira, em A Conquista da Honra, e dos japoneses, em Cartas de Iwo Jima. Spike Lee vem tocando nesse tema há um tempo, diz que é provocação de Eastwood e promete fazer seu próprio filme de guerra para “corrigir†esses erros. Ótimo, mas que o faça num intervalo histórico onde a participação negra foi verÃdica. É realmente necessário mostrar esse aspecto da guerra. Os Estados Unidos ainda viviam um sistema social segregado durante Segunda Guerra Mundial, que continuou a ter seus efeitos inclusive durante o Vietnã – aà sim uma guerra onde os negros foram enviados ao front sem pensar duas vezes. Quem assistiu a Fomos Heróis pode notar a integração entre os soldados, mas o detalhe da segregação surge quando uma das esposas recém-chegadas fica surpresa com a lavanderia “withes only†(ela pensou que só podia lavar roupa branca, mas, na verdade era que só “gente†branca poderia entrar no estabelecimento). Não havia nenhum pára-quedista negro no ataque aéreo e tampouco dentro das barcaças de desembarque. O primeiro negro a colocar os pés na Normandia foi um motorista de caminhão, que levava suprimentos para os combatentes. As unidades do Exército formadas por negros eram não-combatentes, no inÃcio da guerra, mas isso foi mudando ao longo do conflito. O personagem de Cuba Godding Jr. em Pearl Harbor, por exemplo, deixa claro que “lugar de negro era na cozinha”, sob a ótica das Forças Armadas, pelo menos até a briga começar e as estúpidas barreiras raciais começaram a esmorecer, afinal, muito branquelo foi salvo pela coragem e bravura dos soldados negros. Voltando a Spike Lee. Como membro ativo da comunidade negra e, sem dúvida, em contato com todo esse material que um recém-chegado como eu conseguiu, soa apenas como jogada de marketing criticar Clint abertamente. A resposta de Eastwood foi perfeita e dentro da realidade do conflito. Para que escalar negros num lugar onde não haviam negros lutando? Seria o mesmo que George Lucas escalar atores brancos para estrelar Red Tails, que vai contar a história do melhor esquadrão de caça da WWII e que era totalmente formado por pilotos negros. Se o Lucas estragar esse, eu juro que ele perde meu respeito! O “ataque†de Lee tem uma razão, porém. O próximo projeto de Clint Eastwood envolve a história de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da Ãfrica do Sul. Entendo a postura do cineasta desafiante como um aviso: “estamos de olho no que você fazâ€. Mas o golpe não funcionou, e o detentor do tÃtulo devolveu com um nocaute: “Não vou transformar Nelson Mandela em um brancoâ€, disse sorrindo. Portanto, Spike, meu caro: calaaaaaaaaaaaaaaada!
- El Cid, Observatório Nerd. Assino embaixo. Simplesmente não existe mais individualidade e talento único no mundo do cinema. Daqui a pouco algum gênio vai querer fazer continuação para Casablanca, Ben Hur, [insira aqui seu filme predileto]. Medo desse povo, medo. |
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