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O ritmo das atividades aqui em Los Angeles é estranho. Tem semana sem absolutamente nada para fazer. É olhar para o teto ou o céu ser feliz. Bom, em termos, pois é chato à beça. Aí tem semana com 5 eventos, duas premières, um festival, amigo visitando e o escambau. Essa instabilidade tem um efeito ruim, pois, de vez em quando, desanima. Mas é a dinâmica desse lugar, impressionante. E isso, infelizmente, se reflete no pique para as postagens também. A primeira parada pesada foi para arrumar tudo para a Comic-Con, afinal levou um bom tempo para que as entrevistas fossem agendadas. Eu tenho que falar com o Brasil, que fala com as matrizes, que falam com o Brasil e aí alguém me responde. Foi um parto, mas por isso consegui algumas coisas muito boas. Dessa vez, tirando a Fox, todas as distribuidoras trabalharam bem e fizeram a parte delas. Mas, como nem tudo são flores, a Fox deu com os burros n’água novamente. Depois de simplesmente ignorar diversos correspondentes nos EUA que queriam fazer Arquivo X, a companhia não armou nenhuma entrevista para a imprensa. Nada que tenha sido divulgado, pelo menos. Se alguém conseguiu, foram os amiguinhos. Aliás, nunca vi uma panelinha tão grande, assustadora e hermética quanto essa do cinema. Sou altamente a favor da pluralidade de mercado por diversos fatores e me espanta a idéia de que, usando a linha de pensamento da Fox, principalmente, e da Warner, em vários casos, na hipotética situação de uma revista e um site fechem – improvável, mas não impossível – os “leitores” brasileiros não terão mais acesso a nada em termos de cinema, afinal só eles “importam”. É como eles pensam, só isso. Estranho, mas péssimo para o mercado de qualquer maneira, pois esses dois veículos são necessários – ninguém quer que fechem –, mas monopólio também não está certo. Enfim, aí veio a Comic-Con. Insanidade total. Cinco dias longe de casa, quase sem um tostão no bolso – fui para lá sem ninguém bancando absolutamente nada, aliás – e realizei a cobertura que vocês acompanharam no Judão e agora foi pra capa da Sci-Fi News. Adorei estar lá, conhecer gente como Frank Miller, Alex Proyas e até mesmo o Chris Evans, que é um sujeito bastante simpático. Voltei da Comic-Con literalmente morto. Mas o que acontece no dia seguinte, aquele em que eu pretendia dormir até as 5 da tarde? Terremoto! Surtei com o tremor. Foi curtinho, só 20 segundos, mas pareceu um minuto inteiro. Eu estava dormindo e acordei com a casa tremendo. PELOAMORDEYODA! Não queriam passar por isso, amiguinhos. É horrível! E parece que estou cansado e mentalmente ocupado desde então. Falta de tempo? Não. Até que tenho tido bastante tempo, mas estou tirando o atraso de filmes que perdi no cinema. Então já assisti Uma Noite no Museu (nota 9), Doomsday (-15), Leatherheads (7,7), The Happening (1, Shyamalan me decepcionou pela primeira vez) e fui conferir Meet Dave, que estréia esse fim de semana no Brasil. Eddie Murphy não dá uma dentro, é impressionante. Nota 4,5 pelo esforço. Mas o que eu quero dizer com tudo isso? Bem, o pique aqui está confuso. LA tem coisa acontecendo o tempo todo, mas o aspecto psicológico de estar aqui sozinho tem efeitos ruins e hoje eu entendo os motivos que levavam muitos dos caras que tentavam a sorte nos EUA nas últimas décadas, antes do advento da internet. É quase um exílio – não é momento emo, tá Bó?! =D – pois não existem muitas referências e nem apoio. Não existe família, leva-se um tempo para fazer amizades aqui e, por mais moderninho que você seja, a adaptação ao ritmo e aos detalhes que a gente tira de letra no Brasil é muito grande. Quer um exemplo? Tente ir ao banco para pagar sua conta de telefone! Banco aqui NÃO SERVE para pagar contas. Para pagar sua conta, você deve enviar um CHEQUE pelo correio! E eles dizem que é super seguro! Meeedo! Ah sim, e eles nunca ouviram falar em transferência entre contas ou DOC entre bancos. Tudo é cheque. Enfim, essas coisas levam tempo e às vezes tiram a gente do sério. No meu caso, causa esse esgotamento mental. E, claro, com isso vem aquela sensação de que tudo que eu fizer – seja aqui para o blog ou para o meu livro – não está legal. Porém, muita coisa vai melhorar e vou mostrar outro aspecto de Hollywood para vocês: o maravilhoso mundo das atividades infantis! Sim! Finalmente, a família está a caminho. Minha esposa e minha filha chegam a Los Angeles na semana que vem depois de 7 meses longe de mim. Isso está motivando um bocado e só o fato de não precisar ficar grudado na tela do computador praticamente o dia todo vai mudar bastante o dia a dia aqui. E, espero, tudo isso reflita positivamente no trabalho que faço aqui no SOS Hollywood. YAY! Família unida! ASSAZ! No meio disso tudo eu consegui coordenar um projeto bastante interessante que já mostrei para alguns leitores que acabaram se tornando amigos pelo MSN e pelo Orkut. Vou manter o suspense aqui, mas digo que o fato de já estarmos operando com o endereço www.soshollywood.com é um sinal de que coisa nova vem por aí. E quando eu digo nova, eu quero dizer nova. E, não, não é um novo portal. Judão Rules e daqui a gente só sai com proposta indecente AND se o Bó deixar! OIBÓ! o/ Acho que, no fundo no fundo, só queria agradecer aos leitores pela força e pelas visitas que tem transformado o SOS Hollywood num grande sucesso. São mais de 2000 visitas diárias e para um blog que começou outro dia, é uma grande conquista. Espero que meu trabalho corresponda ao que vocês procuram e gostem de ler, ouvir e etc. Que sejam 5000 no aniversário de um ano! =D E tenho dito! Abraço a todos! E obrigado!
12 comentários sobre "Ô Fase!"
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