Cinema
Calma, calma. Harrison Ford não vai ao Brasil, pelo menos não que eu saiba. Estou falando mesmo é do personagem em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal Dominado por um Comerciante Chinês Perto do Fim dos Tempos (já que o nome é grande, acho que não há problema em aumentar um pouco, não?). Como todo mundo já viu o trailer, dá para contar um segredinho agora. Notem que aparecem algumas cachoeiras nas cenas do filme novo. Podem se gabar: aquilo é Foz do Iguaçu! Pois é, é o Brasil-sil-sil entrando na lista de paÃses visitados por Henry Jones Jr. Tudo bem que também entramos para a lista de paÃses “exóticos†para esses malucos que não comem comida normal, tudo é 20% menos alguma coisa (mas isso é história pra outro post). Quem confirmou foi o produtor Frank Marshall, em entrevita a este que vos escreve! Aproveite para ver o trailer denovo (acho que fui o único blogueiro nerd que ainda não publicou esse vÃdeo, então):
Voltando a assumir meu adorado papel de Gandalf Stormcrow, ontem fiquei sabendo de um rumor muito forte de que o estúdio New Line Cinema, aquele mesmo de O Senhor dos Anéis e A Bússola de Ouro, pode ser dissolvido em breve. Uma pessoa que participou da divulgação da Bússola no Japão, que só estreou agora, deu a informação de que os erros cometidos com a adaptação de Fronteiras do Universo, responsáveis pelo fiasco nas bilheterias norte-americanas, podem ter sido fatais para o estúdio, que pode ser assimilado pela Warner Bros. A conversa ainda está muito nos bastidores e ninguém sentiu que é hora de pressionar a New Line para saber, mas não se surpreendam se isso acontecer. Agora, somando um mais um, lembram que o Tolkien Estate está processando a New Line por não pagar nenhum centavo dos royalties pela adaptação dos filmes? Não gosto de teorias conspiratórias, mas faz todo sentido do mundo agora. O buraco pode ser muito mais embaixo. E o próximo grande filme da companhia é nada menos que Sex & the City - O Filme, que já está nas mãos da PlayArte, no Brasil. E ainda tem Jornada ao Centro da Terra, O Hobbit, InkHeart… é, muitos filmes grandes e, ao que parece, uma empresa com futuro incerto. Agora, curioso notar que um estrondoso sucesso nas bilheterias do resto do mundo - em todas mesmo - não tirou o gosto amargo da falha nos Estados Unidos. Acontece com todo mundo, teria sido pior que ninguém gostasse em lugar nenhum, certo?. O pensamento da indústria está tão voltado para o próprio umbigo assim? O filme até ganhou um Oscar de Melhores Efeitos Especiais batendo Transformers!! Aproveitando a frase da campanha no Brasil… a Bússola mostrou o caminho… mas foi para a desgraça, pelo jeito! ==== ATUALIZAÇÃO: A Warner Bros confirmou a informação 10 minutos depois da publicação no SOS Hollywood!!!
Depois que o Oscar terminou e os arrogantes irmãos Coen saÃram de cena, a ABC exibiu um programa especial da apresentadora Barbara Walters. Quem? Manja a Hebe? Então, sem botóx e o sorriso, mas que entende muuuuuuuuuuuito de cinema. Barbara entrevistou três pessoas bem diversificadas e, cada uma a seu jeito, interessante. Passaram por lá a Hannah Montana (cujo filme verei no dia 10), Harrison Ford e Ellen Page, a estrelinha do momento. Fica até feio falar o nome delas na mesma sentença que o Ford, mas sucesso é sucesso! A Hannah Montana foi chata. O Ford eu conto ainda hoje. Mas a Ellen surpreendeu, sabe? Com aquela carinha de menininha e vários sorrisinhos por ficar sem graça com as perguntas, ela disse uma coisa bem interessante de um modo mais interessante ainda. Barbara perguntou: você fez algo de relevante para ser indicada ao Oscar? Resposta: Hell, no! No bom e velho português, Nem a pau! Gostei de ver, sabe. A guria foi indicada a Melhor Atriz e fala para quem quiser ouvir que acha que não merecia. Minha opinião não interessa assim, mas sim a postura dela, bem diferente de muita gente mais experiente que se empolga e se acha deus por ter o nomezinho dito na cerimônia. Além de ser bem humilde, Ellen Page também foi “intimada” a cantar, mas disse que só consegue cantar com um violão. Pouco depois surgiu um violão e ela cantou um trecho de Anyone Else But You. Essa música é mnemônica, fica marcada na cabeça. Mais um ponto para esse jovem talento.
Continuando nossa série de filmes clássicos da Sessão da Tarde, que começou aqui, falarei do nome máximo de todos os tempos: O Pássaro Azul, para a geraçà o pré-Curtindo a Vida a Doidado, claro! Acreditem ou não, esse filme é estrelado por Shirley Temple, a eterna estrela-mirim de Hollywood. O longa-metragem dirigido pelo fantástico Walter Lang (do oscarizado O Rei e Eu, com Iul Brynner) e trilha sonora de Alfred Newman (Aeroporto, vencedor do Oscar por O Rei e Eu, entre tantos outros), estreou em 1940 e contava a história dos irmãos Mytyl e Tytyl. Eles moram numa cidade européia perto de uma grande floresta e sofrem por estarem sozinhas, pois seu pai foi recrutado para combater as forças de Napoleão, que assolavam o continente. Inspirado na peça homônima de Maurice Maeterlinck - bem interessante, aliás -, o filme mostra como Mytyl e Tytyl precisam recuperar O Pássaro Azul, capaz de trazer felicidade e alegria à s pessoas. Porém, sua tarefa é difÃcil, já que precisam viajar no tempo e nas dimensões para encontrar o passarinho. Para ajudá-los, sua gata - totalmente esnobe e indiferente aos problemas que os afetam - e seu cachorro - subserviente, leal e preocupado ao extremo com a segurança das crianças - são transformados em humanos e todos participam da jornada. Entre as passagens, há a memorável visita ao local onde “as crianças ficam antes de nascer”. Ali eles conhecem a genialidade, a fraternidade e, claro, o amor das jovens almas prestes a serem separadas mais uma vez pelo inevitável nascimento. Shirley Temple usa todo o seu charme e doçu… não, maldade para tentar entender essa viagem “tola” em busca de um pássaro. Foi a primeira vez que ela interpretou um papel não-angelical. O que a personagem não sabe, porém, é que tudo isso não passa de uma alegoria para o próprio drama da personagem que, por um certo egoÃsmo, deixa de ajudar um amigo doente. A partida do pai também afetou muito a “cabeça” dos pequenos irmãos, que perdem seu referencial de segurança. O filme foi a resposta da Fox ao sucesso de O Mágico de Oz, da MGM, e, por uma série de fatores, foi um fracasso comercial retumbante. Quem levou a pior, porém, foi Shirley que, pela primeira vez, viu um filme seu não estourar na bilheteria. Duas razões: Segunda Guerra batendo à porta da América e a escalação de Temple num papel “maldoso” não convenceu o público. Tudo culpa do produtor de Shirley, Darryl F. Zanuck, que achou que os filmes de fantasia infantil estavam em alta depois que Dorothy e Totó colocaram o Kansas no mapa. Tomou? O filme só antecipava algumas das mazelas que crianças norte-americanas passariam nos anos seguintes, ao verem seus pais partirem para combater a ameaça do momento, Hitler. O que justifica um certo retorno financeiro na TV nos anos posteriores, mas aà já era tarde demais. Curiosamente, há outra ligação entre O Pássaro Azul e O Mágico de Oz: a atriz Gale Sondergaard, que interpreta a gata Tylette, havia sido escalada para fazer a Bruxa Má, porém, abriu mão do papel para ficar ao lado de Shirley Temple. Dançou! O Pássaro Azul é assumidamente infantil, cativou os brasileiros por anos na TV aberta até que foi para a grade do Telecine Classic. Não sei se ainda passa, mas essa versão do YouTube foi retirada de lá. Se você conhece, relembre. Se não conhece, tente travar contato com um tempo em que o cinema servia para contar histórias - tristes, como nesse caso -, mas belÃssimas e inesquecÃveis. Especialmente por sua simplicidade, até certo ponto ingênua, mas graciosa e marcante. Shirley que o diga. O longa foi indicado a dois Oscar: Melhor Fotografia Colorida e Melhores Efeitos e Efeitos Especiais, que englobava também edição de som, na cerimônia de 1941. O DVD de O Pássaro Azul está disponÃvel em área 1 na Amazon. Ps.: Para quem não sabe, eu trabalhei na PlayArte e entre os filmes que lancei está A Bússola de Ouro. Por força do hábito, e de trabalhar sozinho na divulgação do filme por 4 meses, depois da primeira vez que e escrevi O Pássaro Azul, emplaquei O Pássaro de Ouro em TODAS as demais citações. Ainda bem que percebi antes de publicar. Pô, podia ser O Pássaro Dourado pra lembrar do Jaspion e tals, mas foi ‘de Ouro’ mesmo. Toooooooooma pra mim! o_O Infelizmente, a parte das crianças do futuro não tem o áudio original, mas o vÃdeo é esse: A entrevista completa de J.K. Simmons já foi publicada. Para ler, clique aqui. Tive que reduzir um pouco a quantidade de risadas e de brincadeiras, afinal de contas, o mundo lá fora é chato! Mas a sacanagem com a peruca continua! Vamos à s minhas apostas para as principais categorias do Oscar 2008. Sim, as principais, pois convenhamos, é um tédio ficar falando naquele monte de nome que não faz muita diferença. Bom, a la batalia.
Em entrevista exclusiva à minha pessoa, realizada há exatos 15 minutos, J.K. Simmons, ou melhor, J. Jonah Jameson falou sobre seu personagem nos filmes do Homem-Aranha e das conversas sobre o próximo filme do Teiudo. Enquanto mastigava o finzinho de um hot pocket, o vozeirão de J.K. Simmons dominou o universo para falar comigo sobre Juno, mas, claro, não perderia por nada a chance de falar perguntar sobre Homem-Aranha 4. Ah, para quem não sabe, ele é carecão. E de que interessa? Leia a entrevista no que se refere ao aracnÃdeo! Você gostou de usar peruca nos filmes do Homem-Aranha? (risadas histéricas seguiram a pergunta). Não posso fazer nada, você é o cara que diz que só confia no seu barbeiro. E sim, ficou fantástico. Obrigado. Como você ficou sabendo do meu barbeiro? Você falou no primeiro filme. Mas foi improviso, não é? Então, foi daÃ. Bom, não posso evitar, Homem-Aranha 4. Já falaram com você? Tem contrato assinado? Vai reprisar o J.J. Jameson? Comprou peruca nova? Tive muitas conversas já e discuti algumas idéias de desenvolvimento para o personagem. Sabe como é, o normal, mas ainda não há nada certo e definido sobre as filmagens. Ah, então já falaram de filmagens. Não, não disse isso. (risos). Apenas recebi algumas ligações. Muitas, aliás (mais risos). No caso do filme se feito mesmo, as chances de que eu participe são bem grandes. Para não perder o espÃrito, quem é mais durão o Jameson ou o Schilinger (personagem em Oz)? (nova série de risadas histéricas)
Ah, para não perder a chance, eu achei covardia perguntar sobre isso:
“He was so awesome that no one of his enemies could stand his awesomeness and even look at his awesomeness was so very much awesome that his foes would be defeated because there was no one as awesome as himâ€, Acabei de voltar do screening da prévia de Kung Fu Panda. Obrigado dona Paramount! Fui conhecer os estúdios da DreamWorks. Foram 30 minutos bem divertidos e deu vontade de ver o filme inteiro. A animação está bem feita e não dá aquela impressão pesada de que se trata de um 3D, o roteiro está hilário e as vozes foram muito bem escaladas. No elenco: Jack Black como Po (o Panda, mestre de porcaria nenhuma, talvez de Comer!), Angelina Jolie (Meste Tigresa), Lucy Liu (Mestre VÃbora), Jackie Chan (Mestre Macaco), David Cross (Mestre Garça) e Seth Rogen (Mestre Louva-Deus). E, como Mestre Supremo e Awesome, meu Ãdalo, Dustin Hoffman, como Mestre Shifu (o nanico da foto, um guaxinim, acho), o manda-chuva do Templo! Cada um dos personagens defende um dos famosos estilos do Kung Fu e precisam fazer das tripas coração para impedir Tai Lung, um tigre da neve que luta melhor que qualquer um. Porém, só o Guerreiro Dragão poderá detê-lo… e adivinhem quem vai ser? O começo é legal com um desenho a lá Samurai Jack, mas sem o Tartakovsky envolvido na produção. As cenas de combate estão muito bem feitas e a agilidade que a animação permite aos personagens faz com que a gente veja aquele Kung Fu dos grandes mestres do cinema e aqueles que a gente sempre imagina: veloz, impecável e altamente estético. Pena que foi só uma prévia. Visualmente é muito agradável. Gostei. O engraçado foi notar que Po, quando faz de conta que é lutador de Kung Fu, lembra MUITO o STAR WARS KID! Manja o estilo gordinho bobo e empolgado quando ninguém está vendo? hehehe Aà veio a parte legal, entrevistar Jack Black. Depois de nos alimentarem – sempre tem comida nos eventos, aliás, mas algumas companhias são muquiranas e dão cookies na hora do almoço, por exemplo – fui com o grupo para a sala dentro da produtora Underdog, famosa por seus cantores de rap e filmes envolvendo a comunidade afro-americana (biiinito, né?). Foi engraçado que ele entrou na sala com um prato de comida e deixou de lado quando descobriu que a gente estava esperando um tempão lá. Foi super legal, conversou, fez várias caretas – não tão efetivas quanto nos filmes, diga-se de passagem – e respondeu a todos os malas que queriam saber do próximo filho dele. Aà veio a porcaria do dia: Giovanna, uma senhora odiada em LA, correspondente italiana. O telefone da desgraçada tocou BEM NA HORA em que eu fazia uma complexa pergunta envolvendo Samurai Jack, o estilo de animação e o resultado final de Kung Fu Panda. Depois de tocar por 1 minuto – de verdade, outro jornalista cronometrou – a MALDITA DA MULHER atendeu! Catso! Eu não acreditei. Faltou dar porrada na desgraçada! Até o Black ficou puto com ela. Bem, a entrevista vocês lêem depois. Estou fazendo Sci-Fi News e o filme só estréia em 6 de junho, por aqui. Só vou adiantar uma coisa: acreditam que o Jack Black nunca ouviu falar no Samurai Jack? Weird! Para completar, ele disse, enquanto pegava papel e caneta: “vou até anotar esse nome, pois deve ser maneiro, já que tem um samurai com o meu nome. É do [adult swim]?” E eu tenho gravado, caso alguém duvide! :-p Vai saber, é bom avisar, assim ninguém fica macho o suficiente pra duvidar. Se bem que ele não faz séries, então.. hehehe
Essa é a personagem da Angelina Jolie!
Bom, por razões contratuais, não posso publicar esse texto em nenhum outro lugar, então, vai o link para minha crÃtica de Sangue Negro, publicada no site Guia da Semana! Borbs, eles pagam salário, tá! Clique aqui! Leiam! E comentem, please! Se quiserem, claro! Sem spoilers! Bom, você já pode ter lido a crÃtica do Judão aqui, porém, essa é a versão na Ãntegra e sem o estilo judônico. Para quem gosta de cinema, pode render uma boa discussão. Ah sim, essa versão também é BEM diferente da que está nas bancas com a Sci-Fi News. Bom proveito!
Monstruosidade Moderna Produção assinada por J.J. Abrams, o mesmo produtor de Lost, Cloverfield – Monstro apresenta um novo formato para os eternos filmes de monstro. Neste caso, o monstro é o menos importante. Mas… funciona? Foram gastos US$ 30 milhões para a criação de Cloverfield – Monstro, novo arrasa-quarteirões em cartaz no Brasil. Em três dias, porém, só nos Estados Unidos, o filme faturou US$ 46 milhões, ou seja, se pagou e já deu lucro. A fórmula: tudo filmado como se fosse uma câmera portátil, elenco desconhecido, monstro misterioso, diretor de TV desconhecido, o produtor mais criativo dos últimos anos, J.J. Abrams, e uma campanha de divulgação sem precedentes na internet. Todo mundo queria saber e dar palpites sobre o que seria o monstro de Cloverfield. Toda essa expectativa causada pela criatura, porém, tem provocado controvérsia e vaias em muitas sessões de exibição do filme. Há tempos não se via um fenômeno virtual como Cloverfield – Monstro. Tudo começou com a divulgação do primeiro teaser trailer na estréia de Transformers – O Filme. Uma única cena passava o recado: a cabeça da Estátua da Liberdade foi arremessada entre os edifÃcios do sul de Manhattan. A partir daÃ, o filme virou febre virtual e os produtores respiraram aliviados. “Partimos do conceito do primeiro trailer de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, que tinha apenas uma locução assustadora explicando todos os graus de contato e, no final, vinha uma surpresaâ€, comenta o diretor Matt Reeves, co-criador da série Felicity, em entrevista exclusiva no dia da estréia do filme, em Nova Iorque. “Nada podia parecer tradicional nesse filme e, claro, era uma das poucas cenas que tÃnhamos totalmente pronta, nem o monstro estava definido ainda. Foi divertido ficar lendo as teorias sobre o monstro na internet depois dissoâ€. A única fala ouvida no trailer era o próprio diretor gritando: “Eu vi! Está vivo! É gigante!†Enquanto atrair a atenção para o filme dava trabalho, o roteiro foi mais simples. A trama narra a história de um grupo de amigos que testemunha o ataque arrasador do tal monstro gigante à ilha de Manhattan e são eles mesmos que filmam toda a correria, mostrando como a cidade reage a essa tragédia iminente. Nesse meio tempo, o monstro vai e vem apenas como um elemento secundário, e mortal, na vida dos personagens. E esse é justamente o diferencial proposto por Reeves e Abrams: tirar a atenção do monstrengo e trabalhar os personagens e suas reações. O que é fundamental para a escolha da câmera portátil como modo de acompanhar essa história, pois tudo é visto pelo ponto de vista de pessoas correndo pela já gigantesca Nova Iorque e cruzando com uma criatura descomunal e imbatÃvel. “QuerÃamos que o espectador se sentisse como uma formiga vendo um elefante desfilar pela loja de louçasâ€, comenta Reeves, que usava um megafone e ficava gritando para os atores reagirem à s aparições do monstro fictÃcio durante as filmagens. O futuro de Cloverfield e do gênero A parte desta árdua primeira missão já foi cumprida, uma vez Cloverfield é o mais moderno monstro do cinema ocidental. Depois de King Kong, e todas as suas continuações e remakes, aliás, Hollywood nunca foi capaz de criar uma criatura capaz de fazer frente – em qualidade e sucesso – aos similares japoneses e, mais recentemente, coreanos, como o bom O Hospedeiro mostrou. Por falar em outros filmes, as comparações com A Bruxa de Blair, Godzilla, e até mesmo Tubarão, não param de aparecer na mÃdia e na internet, contudo, Cloverfield aponta uma nova direção para Hollywood sair da mesmice de roteiros previsÃveis e com pouca inovação visual. O conteúdo do filme, porém, aponta muito mais para a abordagem de Ang Lee ao Hulk do que qualquer um desses. Cloverfield está longe de ser uma obra-prima ou de ser um grande filme, mas, sem dúvida, veio para abalar estruturas e propor a discussão, ainda que, para muitos, não passe de mais um filme inútil e sem sentido. Indiscutivelmente, o foco de Cloverfield são as pessoas. Sem a presença da visão onipresente do diretor tradicional, que pode mostrar imagens aéreas, closes da criatura, etc., tudo depende daqueles indivÃduos e de suas ações. “Imaginamos que Cloverfield seja a versão de uma das pessoas para o que aconteceu naquela noiteâ€, elabora o diretor. “Se você notar, em várias cenas, é possÃvel ver pessoas tirando fotos com celulares e outros personagens filmando os mesmos acontecimentos, mas por ângulos diferentes. Quando isso acontece, temos um filme cruzando com o outro. Acredito que existam várias histórias para serem contadas sobre tudo aquiloâ€. As bilheterias norte-americanas, porém, registraram valores positivos apenas no primeiro final de semana. Quase duas semanas depois da estréia, o filme somou um total de US$ 65 milhões, ou seja, uma média de US$ 12 milhões por semana, um valor bem inferior ao de grandes bilheterias do momento como Eu sou a Lenda, por exemplo. Isso significa que as pessoas não estão voltando para ver o filme, um sintoma preocupante para Cloverfield, que aponta grande dependência da campanha prévia da internet e não consegue aumentar sua penetração com o boca-a-boca – a maior arma dos filmes no Brasil, por sinal. A crÃtica norte-americana tem uma leitura clara para tudo isso: o filme é apenas um golpe de marketing e mais nada. Com essa exposição de mÃdia e todo o desempenho de bilheteria, que deve ser gigantesco fora dos Estados Unidos, falar em uma eventual continuação é inevitável e ela deve acontecer. “Não sei se eu dirigiria um próximo filme, mas, por enquanto, falando em seqüência, a idéia é mostrar outros pontos de vista para o evento Cloverfieldâ€, conta Reeves. “Há partes e ‘habilidades’ do monstro que não pudemos mostrar, depois da edição final, então existe material suficiente para se pensar numa continuaçãoâ€. E, com mais dólares entrando na conta, o monstro deve aparecer mais nas telonas muito em breve, quer queiram ou não os internautas, os crÃticos e os especialistas. Um alerta: Cloverfield pode causar tontura! |
|
|
| © 2008, Judão, Barretão. Alguns direitos reservados | ||