Cinema
LOS ANGELES - Hello, Stranger (Cher-eum Man-nan Sa-ram-deul, Coréia do Sul, 2007, 113min) começa de modo simples, com tomadas de árvores e uma pequena vila no Vietnã. Alguém grita por uma jovem desesperadamente. Não a encontra, grita seu nome e se cala. Mudamos rapidamente para a Coréia do Sul, onde um grupo de dissidentes do Norte termina seu curso de adaptação ao “novo mundo” do capitalismo e dos hábitos mais evoluídos. E é pela ótica desses imigrantes que o público é apresentado a Seul e à sensação claustrofóbica vivida por uma pessoa que não tem sequer a noção do que é um caixa eletrônico ou uma megastore. Esse filme foi um dos meus destaques do LAFF. Foram dez dias de festival. Mais de 230 filmes. Disputa por ingressos dos favoritos. Mostras internacionais, exibições públicas ao ar livre e profissionais de cinema respirando o mesmo clima durante todo o tempo. Tudo isso dentro de uma minicidade cinematográfica organizada no coração da Westwood Village. Assim aconteceu o Los Angeles Film Festival, um evento anual patrocinado pelo jornal Los Angeles Times, com o objetivo de reforçar a prolífica produção independente de uma Hollywood que o Brasil pouco conhece. Embora os filmes dos grandes estúdios movimentem a maior parte da renda em Los Angeles, o cinema independente é responsável pelo trabalho de base ao treinar muitos dos profissionais e ao fornecer emprego e renda para empresas menores, como locadores de equipamentos, estúdios de mixagem e tantos outros segmentos que vivem em função do cinema. Com verba menor – mas ainda assim grande para os padrões brasileiros – e apoio de uma cidade que precisa de filmes para sobreviver, a produção independente é ininterrupta. Para este ano, por exemplo, 5000 filmes foram inscritos. 75% foram produzidos em Los Angeles. Nunca ri tanto na minha vida com um vídeo do YouTube. Tenacious D é aquela banda que você gosta, ri e precisa pensar muito bem antes de mencionar o fato para alguma outra pessoa, afinal, nem todo mundo conhece e os “roqueiros xiitas” acham ruim por ser o Jack Black. Danem-se eles! Estava assistindo trechinhos do Tenacious D - Uma Dupla Infernal (Tenacious D - The Pick of Destiny) e me deparei com esse vídeo, que mostra o Gollum fazendo um dueto impossível e alucinante com o Jack Black ao vivo. Isso mesmo, Gollum, ou melhor, Andy Serkis arrepiando ao vivo. Faz uma meia hora que vi pela primeira vez e ainda estou rindo! Ah e, se alguém tem dúvidas, esse filme JÁ FOI lançado em DVD no Brasil, viu? Foi pela PlayArte, com partipação deste que vos escreve e do El Cid, quando trabalhávamos juntos na distribuidora. Cliquem e se divirtam! Lu, essa é para você! =D Ah e não percam o tempo vindo aqui dizer que isso é velho que já viu em algum daqueles blogs que só sabem copiar coisas e vivem do que os outros fazem. !hahah! Eu sei que deve ser velho!
LOS ANGELES - A briga pela liderança qualitativa da animação se desenrola pesadamente há anos. Pixar batendo de um lado, DreamWorks respondendo do outro, e, vez ou outra, uma terceira aventureira pinta na área e acerta um hit. A franca vantagem da Pixar, porém, é latente e fica a cargo das demais companhias correrem atrás do prejuízo. Shrek tinha sido, até agora, a maior afronta à hegemonia, porém, Kung Fu Panda define um novo padrão na briga pelo segundo lugar. Com bom-humor e excelência técnica, a nova animação que chega aos cinemas brasileiros amanhã já arrepiou nas bilheterias norte-americanas e deve repetir a dose no Brasil!
LOS ANGELES - Jack Black sempre foi engraçadão. Depois de Escola de Rock e Tenacious D - Uma Dupla Infernal não sobrou mais nenhuma dúvida. Ele é um cara bacana, mas fica se esforçando para fazer caretas enquanto fala. O que me tirou o foco um pouco, pois eu acabava rindo, mas foi sossegado. Entrou na sala comendo e até ofereceu! o_O Ele arrebenta em Kung Fu Panda e, em breve, vem por aí com Tropic Thunder! Confira o bate-papo com Jack Black! Sem muita enrolação hoje! =D Qual é a melhor parte de se trabalhar numa animação?
Essa coisa de bater palmas sempre me levava às noites de Oscar, com tudo mundo aclamando o Scorsese, o Clint, o Nicholson, sei lá, algum desses caras formidáveis. Cheguei aqui e tudo foi pelo ralo. Foi na exibição restaurada de 101 Dálmatas – a versão do DVD bacana da Disney. O povo começou a bater palmas depois que o representante da companhia apresentou o filme! É, ele deu boa noite, falou do que se tratava e pediu para começar a exibição. Bateram palmas!!! Fiquei passado! Máquêêêê?! Beberam?! Bom, logo alguém me disse. “É o pessoal de TV”, eles são aparecidos e puxam o saco descaradamente. Pensei comigo, bem, cada um com seus interesses. Só esperava que não fizessem isso durante o filme. E não fizeram. Mas foi só a primeira linha de crédito subir e pimba: mais palmas! Filme super novo, o diretor e o estúdio precisam de força para se firmarem, sabe. Ah vá! Isso continuou acontecendo nas grandes junkets, mas como o pessoal de TV sempre estava lá, desconsiderei e coloquei a culpa neles. Beleza. Mas aí veio O Incrível Hulk. Mega evento dentro do Universal Studios, como relatei aqui, celebridades e o pacote completo. Mais de mil pessoas no anfiteatro. Filme começa. Palmas. Mas que diabos?!
O Procurado (Wanted, 2008, EUA) tem tudo que um bom filme de ação precisa. Armas, tiroteios, cenas impossíveis, perseguições de tirar o fôlego e, claro, Angelina Jolie. James McAlvoy e Morgan Freeman estão ali, mas o show visual é dela, que vai fazer muito marmanjo pagar o ingresso só para ver sua cena seminua. De qualquer forma, o filme funciona dentro de seu gênero, mesmo com alguns problemas notáveis de edição. Novidade, entretanto, não existe em termos técnicos em Wanted. Os efeitos das balas não atualizam o bullet time de Matrix e a trajetória do personagem principal – James McAvoy, sempre bem – é uma saga do herói ao avesso que é prejudicada por uma montagem confusa em alguns momentos. A ação, porém, é tão intensa que o ritmo acelerado compensa suas deficiências. O que pode, e deve, frustrar muitos dos fãs da HQ que inspirou o filme, em 2003, no mercado norte-americano. Os personagens são construídos rapidamente e suas habilidades também. Eles são capazes de curvar as balas, ou seja, atiram de qualquer lugar, a qualquer distância e, normalmente, atingem seus alvos. O mais novo membro dessa elite de assassinos é Wesley (James McAvoy), que é recrutado por Fox (Angelina Jolie) para vingar a morte de seu pai, também membro da tal Fraternidade. Mas há o inimigo, Cross (o competente ator alemão Thomas Kretschmann), um renegado disposto a destruir o grupo.
Mesmo para quem leu a HQ há novidades no roteiro, pelo que já foi dito por quem assistiu. Mas, especialmente, quando se analisa o filme sem essa referência pode se valorizar a construção de uma grande mentira em torno da real função de Wesley e a verdade por trás da Fraternidade, que é liderada pelo personagem de Morgan Freeman – em destaque por algumas frases fortes, palavrões hilários e uma careta impagável. Comédia? Não, mas valoriza seu trabalho e evita um personagem meramente ilustrativo ou repetitivo. Afinal, criar sujeitos caricatos e bobos é muito fácil. É aquele tipo de filme feito para a nova geração: boca suja, disposta a mudar o mundo com um headshot, e que sonha em descobrir que é filho de um milionário! Claro que a “apologia” às armas vai dispertar os incautos, claro que os xiitas vão detestar por causa das diferenças, mas claro que tudo isso soa cool para diabos. E é isso que o filme pretende, ser cool. A “Geração MTV” cresceu e esse filme é para ela. Mas será que alguém vai se preocupar com isso depois de passar algumas horas com a Angelina? O curioso é que muitos fãs do quadrinho já se perguntam: é possível que a Fox seja interpretada por alguém que não a Halle Berry? Meus queridos, Halle não é NADA perto da Jolie, não para esse filme. Acreditem! O Procurado cumpre o que promete: ação do começo ao fim, tiroteios impensáveis e, claro, dar mais um exemplo da sensualidade voraz de Angelina Jolie em cena. É bacana e empolgante, mas não chega a fazer sombra perante os grandes lançamentos do ano e daqui a pouco vem o morcego para monopolizar as opiniões e colocar os tiros impensáveis de Wanted para escanteio. Mas claro, que, algum daqueles prêmios non-sense que o MTV Awards entrega: Melhor Cena de Carro Rodopiando, ou algo assim. Justo dizer que o filme também entrega alguns elementos secundários de grande valia como outra uma ótima atuação de James McAvoy (os personagens principais nesse caso são as cenas de ação, o fato dele aparecer em todas elas não o torna mais importante que a adrenalina das cenas), que se consolida cada vez mais; uma ótima participação de Terence Stamp; e uma mensagem tapa na cara para quem se contenta com uma vidinha medíocre. Afinal, o que você tem feito ultimamente?
*Vou escrever duas críticas sobre Wanted. Essa é a primeira, antes de ler o quadrinho. Analisando o filme como produto individual e único.*
Eu sei, eu sei. Prometi a cobertura do Los Angeles Film Festival e só coloquei uma mísera notinha. Peço desculpas. É que foi tanta coisa junta, uma falta de grana no meio do caminho e outras cossitas que me impediram de publicar muita coisa ao longo dessa semana. Daqui a pouco, saio para o Tapete Vermelho de Viagem ao Centro da Terra, com direito a Brendan Fraser e elenco para o derradeiro filme da New Line. Aliás, já é a equipe da Warner quem está cuidando de parte desse lançamento. Assisti-lô-ei em RealD, mas nem isso tira meu medo desse filme ser ruim. Bom, saberei ainda hoje. Antes disso, preciso cruzar a cidade, esperar um monte, tirar muitas fotinhas e aí encarar o danado. Tenhamedomuitomedo! O LAFF termina hoje com o Family Day - várias atividades para crianças, screenings gratuitos de Peter Pan, o original animado da Disney - e os últimos grandes filmes. Ontem foi a première de gala de Hellboy II - The Golden Army, mas, básico, tomei outro toco! Oêeeeeeeeeeee! Ano que vem a coisa melhora no festival, já que eu ainda era virgem e só descobri os macetes ao longo desses dez dias. Nada mais justo. Ok, ok, vocês venceram, batata frita! =D Vou escrever a cobertura completa amanhã. É só questão de sentar e digitar mesmo. Vi muitos filmes, não consegui ver a mostra de curtas e rodei mais que peru bêbado em Westwood Village. Inferno achar as coisas por ali, isso sem contar no dia que resolvi ir de carro e gastei uma fortuna de estacionamento, pois precisei trocar de estacionamento 2 vezes: o primeiro fechava à meia-noite, cravado, e, como o filme terminaria lá pela 1h, precisei ir para outro lugar. Meia hora ou dez horas, tanto faz, preço cheio. Esse lugar é expert em tirar muito dinheiro da gente! ahhaah! Depois a gente reclama do Brasil! :p That’s all, folks!
Gente do céu, assisti Wanted ontem! É bacanudo que só! Vou preparar a crítica ainda nesse fim de semana. Mas, curiosamente, foi o primeiro filme que me fez pegar fila aqui! E numa sessão às 4 da tarde, ontem, no Cine Vista, na Hollywood Blvd com a Hillhurst Ave. Desci a rua correndo, faltando apenas 20 min para o início da sessão e estava lotado de gente ainda lá fora! Entrei no momento EXATO do início da projeção, as 50 pessoas que estavam na fila não. Tomaram grandão! haha Bom, volto logo com a crítica! Ai, Angelina! Humm.. acho que vou assistir de novo! YAY! =D
Pela primeira vez na curta história do SOS Hollywood, um texto convidado. Embora a Warner não esteja merecendo muito, o trabalho não pode ser influenciado. Com vocês, Wagner Brito (OIWÁ!). Ele até que escreve bem! hehehe Está cada vez mais difícil encontrar filmes de comédia que realmente divertem sem ofender o espectador. Agente 86 é uma dessas gratas surpresas, e pode ser considerada uma das melhores comédias de 2008. Sério. Agente 86 (Get Smart) é a adaptação cinematográfica do famoso seriado televisivo criado por Mel Brooks e Buck Henry, lá na década de 1960. Quem já conhece outras obras de Mel Brooks, já sabe qual o estilo da comédia: situações engraçadas e frases engraçadas. E o diretor Peter Segal conseguiu, com louvor, fazer com que o filme fosse engraçado e fiel a serie, sem perder a mão para as novidades tecnológicas. |
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