Cinema
LOS ANGELES – Os trailers fizeram o trabalho duro e poucos consumidores de cinema não foram afetados pelo carisma e personalidade atrapalhada do robozinho Wall-E. E tanta expectativa é superada pelo resultado final do longa-metragem, que, novamente, força as barreiras do que é, ou não, capaz a animação. Com pouco diálogo, muita expressão – especialmente quando dois robôs que não falam são personagens principais – e maestria na direção, Wall-E estréia como clássico instantâneo, mundialmente, na próxima sexta-feira. Há tempos que a Disney não emplacava um personagem infantil tão cativante e poderoso como esse. (Spoilers a partir deste ponto)
O inevitável aconteceu. Com a maioria dos campeões de bilheteria do ano, a Paramount foi o primeiro estúdio a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão no faturamento com ingressos nos Estados Unidos. Também pudera, a empresa teve em suas mãos produtos de gente graúda como Marvel, DreamWorks, além do maior aventureiro de todos os tempos. Homem de Ferro, Indiana Jones e Kung Fu Panda mostraram-se mais do que capazes de cumprir suas metas e fracassos como Speed Racer só aumentaram a força da companhia. E, claro, lembrando que o ano começou bem com Cloverfield quebrando tudo. Agora a Warner Bros. começa a contra-atacar com o bem-sucedido Agente 86, que lidera as bilheterias norte-americanas, e usará sua maior arma do ano: Dark Knight. Para a Paramount Brasil as coisas devem estar mais lindas ainda, pois além desses filmes, a empresa ainda distribui os filmes da Universal, que inclui O IncrÃvel Hulk, Procurados (que estréia essa semana por aqui), Hellboy II e já está de olho no próximo filme da franquia A Múmia. Quem passou batido e merece umas palmadas é a Fox, cujo melhor lançamento foi Jumper e mais nada. Um monte de filmes pequenos e The Happening, que era porrada garantida, já que o mundo decidiu odiar M. Night Shyamalan. Eu gosto dele. Pensem o que quiserem. O cara tem coragem, faz filmes com convicção e admiro isso num diretor autoral. O mais engraçado é que isso estava tão na cara quando eu olhei o line up para esse ano, ainda em dezembro de 2007. Foi inevitável pensar: caramba, como a Paramount estão cheia de canhão pro ano que vem. Mas o melhor de tudo é que a mira também estava boa e todos os tiros foram certeiros. E o meu salário, ó! =D E já que falei no Red, um trailer para animar a semana!
Vai pelo quarto dia o Los Angeles Film Festival (LAFF), que reúne a produção anual do cinema independente local, grande quantidade de convidados estrangeiros e, claro, marca a estréia de pelo menos três grandes blockbusters da temporada. Wanted abriu as atividades em noite de gala com pompa e circunstância no dia 19 e, desde então, cerca de vinte filmes são exibidos diariamente, isso sem contar a vasta produção paralela de curtas. Os destaques de hoje são um bate-papo com Antonio Banderas, co-organizador do festival, sobre sua carreira, o francês La Guerra (2007, dirigido por Serge Bozon) e o norte-americano Frozen River (2007, dirigido por Courtney Hunt). Tropa de Elite abriu as exibições públicas na sexta-feira. Outra faceta do LAFF é a mostra de filmes cultuados. A versão original de Planeta dos Macacos tomou as telas do The Regency, no domingo, e hoje é dia de Garotos Perdidos, no Mann Festival Theatre. O Los Angeles Film Festival é patrocinado e realizado anualmente pelo jornal Los Angeles Times. O evento ocupa toda a área de Westwood Village, pertinho da UCLA, e faz com que o bairro respire cinema e uma multidão se dirija ao local diariamente. São 18 cinemas envolvidos durante dez dias ininterruptos. It’s the place to be até o dia 29 de junho! Acompanhe mais novidades e crÃticas ao longo da semana aqui no SOS Hollywood, único veÃculo brasileiro cobrindo de pertinho tudo que acontece no evento. Eu preciso dormiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiir! Mas vamo que vamo que é filme a rodo pra ver!
Essa entrevista de Agente 86 (Get Smart) foi o que chamamos de “long lead”, ou seja, acontece muito antes do filme. Logo, não assisti ao filme, mas deu para se divertir, e muito, com o pessoal. Anne Hathaway é gatinha mesmo e simpática para caramba, agora o The Rock, que sempre achei ser uma fortaleza ambulante, nem é tudo isso. Aliás, depois de conhecer Lou Ferrigno, arrisco dizer que Dwayne Johnson é um pouco franzino até. HAHAHA. Última coisa antes do texto: Steve Carell é simplesmente alucinado! Fico imaginando como deve ter sido o set de filmagens com ele e o Jim Carrey juntos. Gente aloprada por natureza sempre gera coisas boas, até mesmo quando o sujeito está sentado num sofá e tem aquela preocupação em não dar uma de babaca demais na frente dos “maldosos” jornalistas. Bom, segue a entrevista e confira a crÃtica do Judão aqui. Vou falar de Tolkien e Lewis por causa de um comentário curioso, mas antes tenho algo a esclarecer. Este blog não é um daqueles fenômenos de internet que atraem gente de todo canto e entope os comentários com um monte de “adorei seu blog, parabéns, ou blabláâ€. O pessoal que chega aqui chega por uma razão, quer saber e falar sobre cinema hollywoodiano – que é onde eu moro, então falar do que não é feito ou lançado por aqui é secundário, embora eu goste de filmes de outros lugares, especialmente da Inglaterra – ou é amigo, membro da famÃlia, coisas assim. O que acontece é que sempre tem gente conhecida e, quando alguém novo surge, algumas explicações podem, ou não, ser necessárias, afinal, leva um tempo para conhecer alguém e algumas “opiniões†podem não transmitir aquilo que realmente penso, especialmente pelo fato de eu tirar barato de muitas situações aqui. Afinal, estamos no Judão, certo? O veterano Lawrence Kasdan deve assinar nessa semana o contrato para escrever o roteiro da adaptação de Robotech para as telonas. O desenho japonês que fez sucesso no começo dos anos 80 ao conta a história do desenvolvimento de naves meio-caças/meio-robôs e a luta contra tentativas de invasões alienÃgenas ganhou muitos fãs e até continuação em quadrinhos, que foi publicada no Brasil há uns dois anos. Se depender de roteiro o filme promete, já que Kasdan escreveu obras-primas como Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Tobey Maguire está envolvido na história. Está no ar a entrevista completa com Louis Leterrier, diretor de O IncrÃvel Hulk! Cliquem aqui para conferir o bate-papo exclusivo realizado pelo repórter do SOS Hollywood! SOS HOLLYWOOD SMASHES!!!!
Não há melhor maneira de começar um artigo sobre Quadrinhofilia (HQM Editora), de José Aguiar, do que compará-lo a um livro de crônicas. Exatamente, um livro de crônicas. Tudo por conta da opção do autor e ilustrador José Aguiar por construir algo que vai além de uma mera HQ com seu novo trabalho. São diversas histórias que, de maneiras diferentes, levam o leitor a um passeio por diversas facetas desse ilustrÃssimo morador de Curitiba. Enquanto fazia minha visita a Quadrinhofilia, não conseguia parar de pensar como seria se o escritor Mario Prata, por exemplo, resolvesse desenhar, em vez de escrever. Seria apenas uma mudança de formato, já que em termos de conteúdo, ambos os autores são altamente efetivos.
Chegou hoje a confirmação da minha inscrição para a San Diego Comic-Con 2008! Finalmente, vou pisar em solo sagrado e, ao lado do Borbs, vamos botar para quebrar! Será uma grande cobertura para o território brasileiro e com uma perspectiva totalmente nova, com o ponto de vista deste reporter. 2008 já está sendo um grande ano e será ainda melhor! Ah, E3 vem aà e o SOS Hollywood estará lá! PARA O INFINITO… E ALÉM!
Depois que o diretor Louis Leterrier mencionou uma eventual aparição do Capitão América no filme O IncrÃvel Hulk, numa entrevista ao G4TV, na semana passada, o mundo nerd entrou em delÃrio para caçar o Bandeiroso em algum detalhe do filme. |
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