Cinema
LOS ANGELES - Não queria gostar de O IncrÃvel Hulk. Não sei o motivo, mas entrei com três pedregulhos prontos para atacar o filme. E os primeiros 15 minutos levaram duas das pedras na cabeça, aliás, bem no meio da testa. Entretanto, escondi a terceira pedra cheio de vergonha e me perguntando como um filme pode mudar tanto com apenas uma cena? Eu não fui o único que mudou de opinião não. Vejamos os porquês. (Alguns spoilers além deste ponto. Pronto, avisei!)
Caros colegas, vou sair agora, pois tenho um encontro. Dentro de três horas, vou trombar com um sujeito gigante, de força insuperável e… verde! E, claro, vou levar a pior, afinal de contas, com o Hulk não se brinca! =D A exibição de The Incredible Hulk para a imprensa de Los Angeles é hoje! Vamos ver se o Gigante Esmeralda cai nas minhas graças. Ainda estou com o fantástico Kung Fu Panda em mente, então vai ter que ser bom para superar esse patamar. HULK ESMAGA em T -3 horas.
Até mesmo pessoas inteligentes têm seus momentos “Magdaâ€. Sharon Stone falou bobagem da China e levou uma invertida poderosa e financeira. Entretanto, esse caso nem se compara ao cala-boca que Spike Lee levou do Clint Eastwood outro dia. Bom, o sujeito também foi mexer com o Clint? Putz, com Dirty Harry não se brinca, filhote! Mas ele foi pregar aquela palhaçada racial dele (direitos são uma coisa, usar como arma polÃtica ou de publicidade é outra totalmente diferente, e foi isso que ele fez) e se esqueceu de pensar se seu argumento era válido ou não. Vou explicar por que Spike Lee se demonstrou um tapado, nesse caso. Gosto dele, mas perdeu vários pontos depois dessa. Vamos aos fatos:
E eles perguntaram.
Com os dois lados expostos, vou amarrar essa coisa toda. Como alguns de vocês sabem, eu escrevo contos e, no momento, estou trabalhando no meu primeiro livro. Mês passado, porém, escrevi um roteiro em inglês da minha primeira tentativa de curta-metragem. O assunto: Segunda Guerra Mundial. Curiosamente, eu queria escalar um ator negro para o papel, mais especificamente John Adams (Dead Zone), colega meu aqui , gente boa pacas e que arranha no português. Diferente do Spike Lee, eu pesquisei a presença e a participação de soldados negros no conflito, especialmente no Teatro de Operações Europeu. Como fã e estudioso do tema, achei estranho também, assim como o Lee, que não houvesse negros em produções como Band of Brothers, O Resgate do Soldado Ryan, Além da Linha Vermelha, e por aà vai. Demorou um pouco para chegar ao resultado, mas o próprio John me colocou em contato com um veterano que, além de indicar um material distribuÃdo na comunidade negra aqui, deu a resposta: não haviam negros na linha de frente norte-americana no inÃcio da guerra, especialmente no Dia-D. O Teatro do PacÃfico, porém, apresentou a utilização de combatentes negros bem mais rápido e, realmente, havia um contingente afro-americano na invasão à s ilhas japonesas como Iwo Jima, mas um número Ãnfimo se comparado aos caucasianos. O comentário de Lee soa fora de contexto, uma vez que os filmes de Eastwood tem por objetivo retratar a história dos soldados que levantaram a bandeira, em A Conquista da Honra, e dos japoneses, em Cartas de Iwo Jima. Spike Lee vem tocando nesse tema há um tempo, diz que é provocação de Eastwood e promete fazer seu próprio filme de guerra para “corrigir†esses erros. Ótimo, mas que o faça num intervalo histórico onde a participação negra foi verÃdica. É realmente necessário mostrar esse aspecto da guerra. Os Estados Unidos ainda viviam um sistema social segregado durante Segunda Guerra Mundial, que continuou a ter seus efeitos inclusive durante o Vietnã – aà sim uma guerra onde os negros foram enviados ao front sem pensar duas vezes. Quem assistiu a Fomos Heróis pode notar a integração entre os soldados, mas o detalhe da segregação surge quando uma das esposas recém-chegadas fica surpresa com a lavanderia “withes only†(ela pensou que só podia lavar roupa branca, mas, na verdade era que só “gente†branca poderia entrar no estabelecimento). Não havia nenhum pára-quedista negro no ataque aéreo e tampouco dentro das barcaças de desembarque. O primeiro negro a colocar os pés na Normandia foi um motorista de caminhão, que levava suprimentos para os combatentes. As unidades do Exército formadas por negros eram não-combatentes, no inÃcio da guerra, mas isso foi mudando ao longo do conflito. O personagem de Cuba Godding Jr. em Pearl Harbor, por exemplo, deixa claro que “lugar de negro era na cozinha”, sob a ótica das Forças Armadas, pelo menos até a briga começar e as estúpidas barreiras raciais começaram a esmorecer, afinal, muito branquelo foi salvo pela coragem e bravura dos soldados negros. Voltando a Spike Lee. Como membro ativo da comunidade negra e, sem dúvida, em contato com todo esse material que um recém-chegado como eu conseguiu, soa apenas como jogada de marketing criticar Clint abertamente. A resposta de Eastwood foi perfeita e dentro da realidade do conflito. Para que escalar negros num lugar onde não haviam negros lutando? Seria o mesmo que George Lucas escalar atores brancos para estrelar Red Tails, que vai contar a história do melhor esquadrão de caça da WWII e que era totalmente formado por pilotos negros. Se o Lucas estragar esse, eu juro que ele perde meu respeito! O “ataque†de Lee tem uma razão, porém. O próximo projeto de Clint Eastwood envolve a história de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da Ãfrica do Sul. Entendo a postura do cineasta desafiante como um aviso: “estamos de olho no que você fazâ€. Mas o golpe não funcionou, e o detentor do tÃtulo devolveu com um nocaute: “Não vou transformar Nelson Mandela em um brancoâ€, disse sorrindo. Portanto, Spike, meu caro: calaaaaaaaaaaaaaaada!
- El Cid, Observatório Nerd. Assino embaixo. Simplesmente não existe mais individualidade e talento único no mundo do cinema. Daqui a pouco algum gênio vai querer fazer continuação para Casablanca, Ben Hur, [insira aqui seu filme predileto]. Medo desse povo, medo.
Até hoje é difÃcil definir o que foi o Joy Division para a cena musical inglesa na virada dos anos 70. Eles surgiram no punk rock, cantavam pesado e cheio de barulho, mas tinham algo a mais. Tinham Ian Curtis. A banda deu certo e decolou já exibindo alguns traços pop, Curtis pirou com remédios que tratavam sua epilepsia e se enforcou. A banda acabou e se transformou no New Order, que vendeu disco a rodo nos anos 80. Tudo isso em cerca de quatro anos. Doido, não? Agora o cinema brasileiro sofre com uma overdose da banda. Dois filmes chegam à s telas: Control, uma biografia de Ian Curtis, e Joy Division, um documentário de primeira qualidade sobre o grupo e um pedacinho do rock inglês. Leia a crÃtica de Control, aqui! O Zarko que fez. Assisti a Joy Division hoje graças a um DVD que a Daylight Films – de Campinas!!! – me mandou. Empresa nova no mercado, aliás, sabiam? Confesso que fazia tempo que o Joy Division não entrava no meu radar musical. Tenho ouvido muito Blind Guardian, Iron Maiden, U2 e Bowie. Estou precisando variar. De qualquer forma, encarei o mega documentário dirigido por Grant Lee, sujeito inteligente e de boas sacadas que já comandou alguns vÃdeos do Radiohead e do Blur. Os integrantes da banda estão todos lá. Annik “Yoko†Honoré está lá. E algumas cartas de Deborah Curtis também estão lá. Aliás, Control, o outro filme, é adaptado diretamente de um livro que ela escreveu. Todo mundo foi filmado contra um fundo negro, que dá um aspecto bem sério à coisa. Você é obrigado a olhar para aquele “velhinho†– especialmente os três que formaram o New Order, logo após o suicÃdio de Ian Curtis, em maio de 1980 – que relembra situações memoráveis para nós, meros mortais, mas parte da vida deles. Um desses momentos é o tal do show “fiasco†dos Sex Pistols em Manchester. Apenas 42 almas compareceram ao show, porém, a quantidade de bandas e gente influente que saiu desse grupo foi impressionante. Entre eles, claro, estava o quarteto que, algum tempo depois, viria a se chamar Joy Division. O nome, aliás, saiu de uma matéria de jornal que falava sobre um prostÃbulo de garotas judias retiradas de campos de concentração pelos oficiais nazistas. Elas não sofriam com a desgraça dos trabalhos forçados, mas tinham seus próprios problemas. Enfim, “Batalhão do Prazerâ€, ou algo assim, é o sentido do nome da banda. Vários detalhes como esse são revelados pelos músicos, produtores e jornalistas que viveram aquela época. Dá até dó ver os caras se empolgando quando gravaram o primeiro disco e, quando botaram para tocar, a qualidade da gravação estava tão ruim que espantaram quase todo mundo de uma boate! Mencionar a trilha sonora é inevitável, uma vez que as canções vão construindo a história de maneira poética e quase profética. Da rebeldia esquisita no começo, passando pelo lançamento de Unknown Pleasures (o primeiro álbum de estúdio), à depressão do último álbum – Closer, que tinha uma sepultura na capa. Interessante como, logo de cara, dava para notar que as composições do Joy Division destoavam de Sex Pistols e Buzzcocks, por exemplo, que “mandavam” na cena punk rock. Isso já abria precendentes para o pop começar a se formar. E a postura meio Jim Morrisson que o Curtis passava nos shows transformava aquele sujeito num ser curioso e digno de estudo e, claro, paixão incondicional de seus fãs, que o idolatravam. Aliás, não há como não pensar, o que seria do The Cult não fosse pelo sucesso do Joy e o padrão que Ian Curtis definiu? O filme vai crescendo até a inevitável menção ao ponto crÃtico dessa história: Ian Curtis ser diagnosticado como epilético. Embora nada disso tenha muito a ver com o estilo maluco do cantor no palco, suas visitas a um tipo de transe inexplicável passaram a ter um novo sentido. Esse estilo, aliás, inspirou diretamente o professor de dança Coisinha de Jesus, do Casseta e Planeta. Não é? =D Curioso que o formato de “entrevista + fotos de arquivo + imagens de época†faz com que todo esse longa-metragem tenha uma cara de extra muito bacana de DVD. Só que sem os caras repetindo a mesma coisa a cada novo assunto. A condução das entrevistas foi primorosa. Claro que o conteúdo ajuda, mas a edição deixou tudo muito bem amarrado e lógico. Enfim, toda a história do Joy Division e, claro, de Manchester estão lá. Agora uma das coisas mais engraçadas é ver que, quando surge a Yoko da banda – a belga Annik Honoré – a coisa muda um pouco de figura e, melhor ainda, nenhum dos caras da banda suporta a mulher! E olha que ela fez muito menos do que a japa metida a artista. O baixista, Peter Hook, aliás, não quer nem saber e arrepia para as câmeras. O amor é lindo! Justamente por ser muito importante para os rumos da banda e também do gênero musical, a morte de Ian Curtis toma conta dos últimos 25 minutos do filme. As reações dos amigos, o fato de estarem à s vésperas da primeira turnê pelos Estados Unidos e, claro, o surgimento do New Order – que tocou por 18 anos antes de decidir executar uma das músicas do Joy Division. Também pudera, Curtis era o coração por trás das canções – fossem elas tristes ou não – e toda essa carga emocionou não foi o suficiente para que os amigos fizessem algo para ajudá-lo. Gente burra, na verdade, pois o cara tentou se matar tomando mais remédios do que devia meses antes de “conseguir†e se enforcar em casa. Joy Division é aquele tipo de filme que vale a pena procurar uma das 3 salas que deve estar passando (não sei o tamanho do circuito) e ir conferir por vários motivos: Uma verdadeira aula de história. Especialmente para quem sabe que o Joy Division é muito mais que “Love Will Tears Us Apartâ€. Mas já que mencionei a dita cuja, aà vai ela. A original, não aquela versão tosca do The Cult:
Dentro de algumas horas parto em direção ao Grauman’s Chinese Theatre para acompanhar a première de Kung Fu Panda, de Jack Black!Kiaiiiiiiiiiii! Como vocês sabem, vi uma prévia do filme há alguns meses e curti bastante a animação e, especialmente, o Po (personagem principal). Li boas crÃticas de quem já viu em Cannes, mas não sei o que o resto dos correspondentes achou. Vou assuntar hoje! Vamos ver se o positivismo continua! No máximo amanhã solto a crÃtica! Não acho que seja apenas um filminho bobo com animais falantes. Capturou bem o espÃrito dos filmes de Kung Fu. Curiosamente, assisti a The Forbidden Kingdom e muita coisa mostrada em Kung Fu Panda aparece ali, também com um certo bom-humor. Filme de luta é sempre interessante! com ou sem Pandas Gorduchos e Gulosos! :p Agora o mais lesgal é que no próximo domingo assistirei ao IncrÃvel Hulk! E, na segunda, entrevisto o diretor do firme, Louis Leterrier. É o mesmo diretor do Carga Explosiva, que eu curti, mesmo com aquele monte de idéias impossÃveis e absurdas acontecendo ao mesmo tempo. Entretanto, não estou empolgado com esse Hulk de Edward Norton. Os vÃdeos não funcionaram para mim e estou com uma sensação esquisita. Em tempo, devo dizer que gostei do Hulk do Ang Lee. Ótimo filme sobre a essência de um monstro. Pode não combinar com Hulk, mas fez sentido como peça cinematográfica. Enfim, domingo falo mais dele. ===
Vou deixar a crÃtica para depois, mas, seguinte: O filme é muito, mas muito hilário! Não ria assim há anos. Beira a genialidade!!!! Adorei! As cenas de luta são ótimas, a comédia funciona do começo ao fim e o elenco de vozes é show de bola!!! Efeitos muito bem feitos. Nossa, não consigo encontrar nenhum ponto para criticar negativamente. Bom, o negócio é o seguinte: Panda é ASSAZ de legal! KIAAAAAAAAAAAAA… ai ai ai minhas costas!
Como vocês podem ler na Sci-Fi News, que chega à s bancas nessa semana, entrevistei David Duchovny, o Fox Mulder, de Arquivo X. A entrevista aconteceu alguns dias antes do filme ser batizado X-Files: I Want to Believe. Foi no mesmo hotel onde conheci o Harrison Ford, aliás. E, felizmente, dessa vez, eu era o único brasileiro lá. Dá neles, Sci-Fi! Bom, a entrevista foi bem bacana e gerou um momento genial por parte do Duchovny, claro, com imensa ajuda de Giovanna. Quem? Lembra da italiana maluca que atrapalhou a cobertura do Jim Carrey e que atendeu o telefone durante a entrevista do Jack Black? A mulher é um terror e tem o inglês mais bonito entre os correspondentes! Ráu ari iú?! Tudo começou antes da entrevista. A gente feliz da vida, pois ela não estava lá. Alguns a chamam de Bruxa de Blair, para vocês terem a idéia. Ótima notÃcia, seria uma entrevistas sem incidentes ou perguntas sobre a Itália. Fomos todos levados ao gigantesco salão de baile onde David concedia entrevista para outro grupo. Uma comoção na porta atraiu nossa atenção. Seria o ator? Provavelmente não, pois ele ainda falava na outra mesa. Eis que ela surge em sua magnanimidade, Giovanna. Esvoaçando seus cabelos negros, de óculos escuro, carregando aquela bolsa que deve ter metade dos guias de cinema da Itália, e com um sorrisão bonito, bonito. Ela é toda simpática mesmo, mas nada supera as presepadas. A cara de “putz†de todo mundo era notável. Até o sujeito da Holanda já sabe da fama dela, para vocês terem uma idéia. Ok, a entrevista começou e lá vamos nós. Papo-vai, papo-vem, ela saca um USA Today de sua bolsa – um modelo defeituoso da genial sacola do gato Félix – e começa a fazer uma pergunta. Foi algo mais ou menos assim (nem com a fita eu consigo entender tudo): - Du iu lôôôve mrs. Armstrong? (Você ama a senhora Armostrong?) – diz a doida. - Quem? – a cara de Hank (Californication) que o Duchovny fez foi hilária. - Du iu laaaikêê vorkin uitii mrs. Armstrong in anóóoder mooovi? It sais in de nÃÃÃuspáper, Ú ES Tódêi. (Você gostaria de trabalhar com a senhorita Armstrong em outro filme?) – insistiu Gionvana, apontando para o jornal e tentando fazer mÃmica. - Isso foi publicado hoje? Se eu a amo? – parecia pegadinha! - Nô, lást uÃÃÃki. Du iu enjóóói mrs. Armstrong? (Não, semana passada. Você gosta da senhorita Armstrong?) – e fez aquele sorrisão de, “pronto, agora você responde porque você entendeuâ€. Então, o Duchovny respondeu sobre a relação dele com a Gillian e tudo mais. Agora, ARMSTRONG?! A mulher bebeu? Mas não parou por aÃ! Embora as risadinhas contidas dos jornalistas AND do David Duchovny deram um clima engraçado à mesa. Minutos mais tarde, lá vai a Giovanna se empolgar de novo. - DÃd iu kipi in côôôntácti uità mrs. Armstrong? (Você mantém contato com a moçoila Armstrong?) – disparou. E aà o Duchovny mandou porrada. - Quem é essa Armstrong que você está falando? Não conheço ninguém chamada Armstrong? TODO MUNDO rachou o bico. Foi hilário, simplesmente não deu para segurar. Aà ela abriu a boca para tentar explicar e o David não deixou. - Eu sei de quem você está falando, só estou zoando com a sua cara. O nome é Anderson! E é Gillian, não Julian (que é como ela estava chamando a Scully). Confesso que não esperava essa invertida dele, mas fazia todo o sentido depois do modo como ele se comportou e respondeu a tudo sempre com bom-humor ao longo da entrevista. Até hoje eu dou risada quando escuto à fita e tento decifrar mais uma pergunta que ela fez, mas nem ele e nem ninguém entendeu. Definitivamente, o Duchovny ganhou um fã!
O que dizer sobre a Sarah Jessica Parker? Quem? A moça da foto aà de cima! É, ela mesma! Não é ela? Claro que é! Não, é? Vejamos. Ela é feia, dá medo e tem uma verruga que deve ser visÃvel a olho nu por alguém em Marte! E, pior que a Bruxa Má do Oeste, ela fuma, o que também a torna fedida, uma vez que o cigarro cheirosinho ainda não foi inventado, todos fedem. Ela é o maior motivo por eu não ter a menor vontade de assistir a série ou o “filme†que chegou aos cinemas por aqui. Encarei um pouco de Sex and the City, muito por conta da Samantha, devo assumir, mas simplesmente passei a rejeitar qualquer coisa do assunto quando vi um episódio no qual a personagem da Bruxa Jessica Parker passava o tempo todo falando de cigarro, procurando cigarro e, inevitavelmente, fumando. Uma questão pessoal que me enoja e simplesmente não agrega absolutamente nada. E nem consegue ser engraçado. Muita gente vai discordar, claro, mas não é! Sabe o que é pior? As outras três atrizes são bonitas e divertidas, até. A Charlotte é a mais bonita, sem dúvida. A Kim Cattral – musa nerd que já usou orelhas de Vulcano em fllme de Jornada nas Estrelas – com aquele lance de caiu na rede é peixe chama atenção e a Miranda tem seus momentos agora, justo a “lÃder do clube da luluzinha†é a piorzona de todas. A atriz é ruim e a personagem ruim e meia! E não é o fato de ser uma série feminina que gera essa impressão. Gilmore Girls é engraçado e inteligente, e é totalmente feminino. Boas sacadas, um elenco legal e não é uma série metida a cosmopolita com mulheres fúteis e, claro, problemas descartáveis. Devo dizer, porém, que chegava a ficar desesperado com Lorelay e Rory falando sem parar quase na velocidade da luz. Insano! Mas o melhor é que Gilmore Girls não tem como personagem principal o resultado do cruzamento genético da Bruxa do 71 com a Bruxa Má do Oeste – tudo patrocinado pela Phillip-Morris, claro! Existe um certo medo em torno dessa atriz. Algo inexplicável. Simplesmente medo. O fato de ser feia, nojenta, verrugenta, ter um cabelo assustador e, o pior de tudo, ser uma péssima atriz podem ser apenas elementos nessa sensação constante de medo. Austin Powers me entende. Quando ele vê o sujeito com verruga gigante, ele surta. O caso dele é mais pontual. É apenas a verruga. No meu caso, o problema é ela. Não esses elementos separadamente, mas todos juntos, nela. Quer um exemplo? Conheço duas pessoas que tem pavor de Anão!?!?!? Sério! Não é preconceito social nem nada – pode parecer uma coisa meio Caco Antibes, “eu odeio pobreâ€. É puro medo, pavor, desespero. Vi uma dessas pessoas sair correndo e gritando quando deu de cara com um anão numa esquina. Outra quase desmaiou quando foi fazer a unha e descobriu que a manicure era uma anã e, para não ofender a moça, se segurou enfrentando calafrios e um suadouro absurdo enquanto “aquelas mãozinhas†cuidavam de suas unhas. Dá para explicar? Não. Ser humano é estranho. Mas a Sarah é estranha e meia. Analisemos Sarah Jessica Parker como atriz (!?). Foi a pior coisa de Marte Ataca!, que é engraçado até dizer chega. Fez uma série de filmes como coadjuvante e, claro, não chamou a atenção de ninguém qualitativamente. Aà veio Sex and the City e a mulher se transformou em “modelo e Ãcone†de uma geração. Vai, entender. Quando eu digo que o ser humano é estranho, esse tipo de coisa me convence mais ainda. A última coisa que assisti com a bruxinha participando foi uma comédia romântica (The Family Stone, acho), com a Claire Danes – muito bonita –, Diane Keaton – que já foi muito bonita e é ótima atriz – e o Luke Wilson. Assisti no Telecine antes de vir para Los Angeles e até que achei simpático, divertido e aÃ… aà ela apareceu com aquela cara de Sarah. Feia e nojenta (acho que já disse isso, né?). Não dá, ela simplesmente não me convence e é daquele tipo que têm caras e bocas idênticas o tempo todo. Caras e bocas feias, devo reforçar. Tem gente que gosta, claro. Já ouvi elogios absurdos ao corpo e ao estilo (?!) dela. Mas tem gosto para tudo, né? Aliás, no filme que estréia essa semana no Brasil, parece que o Mr. Big resolve casar com a chaminé baranga. Tem doido pra tudo. Acho que dessa vez, certa está a Isabela, da Veja, que desceu a lenha no filme. Se uma mulher não gostou dessa coisa, então eu não me sinto nem um pouco pressionado a gostar. E não adianta o povo ficar nervosinho com a resposta da imprensa. Se é ruim, é ruim. Pegue o Hairspray, por exemplo, é bom e todo mundo gostou. O Indiana Jones ficou no meio termo e assim concorda o público, que caiu 51% na segunda semana. Sex and the City deve ser uma bomba maior que A Bússola de Ouro, mas, claro, vai ter gente achando o máximo. Opinião é isso aÃ! Pode ser que o restante do elenco surpreenda e que as duas horas e meia de exibição reservem alguma utilidade cinematográfica, mas eu duvido. De caça-nÃquel a indústria já está cheio e esse é aposta certa, em termos de bilheteria. E o pior é que essa obra de arte está batendo Indiana Jones nas bilheterias. O duro vai ser ter que pagar US$ 11 para assistir esse filme, já que a PlayArte, para variar, não consegue mostrar o filme e vive pisando na bola. Ossos do ofÃcio. Só tenho mais uma coisa a dizer: Jesus me arrebata!
Xii, o domingo começou com o pé esquerdo. Desde de cedinho, um incêndio está consumindo parte dos estúdios da Universal, mais especificamente o back lot, onde cenas externas são filmadas. Embora nada ainda seja certo, parece que a Prefeitura de Hill Valley, de De Volta para o Futuro, foi totalmente destruÃda e uma exibição sobre King Kong também deu adeus ao mundo. Até pensei em ir até lá, mas deve estar uma confusão tão grande com bombeiros e, como meu press pass da LAPD ainda não chegou, ficaria limitado à s áreas onde o público está. Espero que eles resolvam logo e nada mais seja perdido. Situação chata para burro. As causas são desconhecidas, mas desconfio que o calor de mais de 30 graus registrado ontem possa ter algo a ver. O clima está muito seco por aqui. Quem quiser saber mais, veja matéria da CNN. Só para evitar confusões: ==
PrÃncipe Caspian estreou hoje no Brasil. Assisti ao filme na semana passada, no dia da estréia aqui (leiam a matéria do Guia da Semana a respeito), e, diferente do que se pode imaginar, tive que pagar o ingresso. Caro, aliás: US$ 25. É, a Disney não gosta de mim e não me chama para os filmes deles. Só vi a Hannah Montana por que era para a revistona lá, quando não é para eles, acho que nem posso passar perto da central lá em Burbank. Enfim, como trabalho é trabalho e eu levo a sério e não fico com palhaçada, fui lá conferir o segundo filme. Eu gostei do primeiro. Foi uma boa adaptação, tinha tudo que o primeiro livro precisava contar, não forçaram a barra com o cristianismo, então achei legal. Me diverti, curti o Aslan e gostei da ambientação daquele mundo, que poderia ter parecido muito mais infantil. Detalhe, eu tinha assistido a toda a série que a BBC produziu e a Focus Filmes lançou no Brasil. Aliás, confiram, é bem interessante, box bem feito – embora gordo e ocupa um belo espaço na prateleira – e conta a história inteira. Ah, abusem do botão avançar no Dawn Trader, as cenas no mar são sacais! Bem, voltando a PrÃncipe Caspian. Como a molecada cresceu, nada melhor do que colocar um pouco mais de momentos sombrios na história toda, não? O clima é totalmente diferente. Nárnia não é mais um lugar lindo, cheio de encantos, animais simpatiquinhos que falam serelepes e blabla. Nárnia se tornou um lugar ordinário, sem nada de encantador. Muito por conta dos Telmarinos, uma raça que chegou ao antigo reino dos Reis de Nárnia, derrotaram os narniamos e mostraram que “com ferro fere não perde a briga!â€. É justamente desses telmarinos que Caspian é o prÃncipe e, como eles mandam em Nárnia, ele é o novo regente por direito. Porém, a bendita corneta (1) é soada e lá vão os irmãos Pevensie de volta ao maravilhoso e lindo reino … que está todo destruÃdo e, de quebra, passaram-se alguns séculos. Esse detalhe é fundamental para demonstrar a Peter, Edmund, Lucy e Susan que tudo ali mudou e que precisam fazer jus ao tÃtulo de “Reis de Outroraâ€.
Peter (William Moseley) não me convenceu no primeiro filme e ganhou meu ódio eterno com o segundo. Ele é ruim. Ponto. Edmund já mostra mais talento e agora tem o galãzinho Ben Barnes como Caspian. Pelo menos pose de herói ele sabe fazer. E agora a batata quente está nas mãos dele, já que os próximos dois filmes são essencialmente protagonizados por Caspian. A boa novidade do elenco é mesmo o Ripichipe. Eita ratinho arretado, sô! Na versão da BBC, foi o anão mais famoso do cinema Warwick Davies (Wicket, Willow… humm, mais algum personagem com W?) quem viveu esse espadachim rato com alto senso de humor e imbatÃvel na hora da porrada. Queria ver o Hulk tentando pegar ele! Hahaha! Imagine que, no meio de uma batalha, você é derrubado e quando vai ser rapidamente abatido percebe que, na sua frente, tem um RATO! Esse tipo de situação vale várias piadas, muito boas, aliás! O filme propõe uma luta pelo retorno da inocência e da magia, que foi perdida com a invasão dos Telmarinos. Entretanto, o roteiro é sincero o bastante para avisar que não se trata de uma reprise e de que, assim como a vida, nada acontece do mesmo modo duas vezes. No final das contas, a história acabe sendo focada nessa transição que os dois mundos vivem. Nárnia reencontra sua antiga essência, enquanto, em Londres, a molecada ainda vive aquele clima de medo provocado pela guerra, que já não assusta tanto, mas ainda é presente. Desta vez, porém, eles podem lutar contra o tirano da fantasia de modo mais próximo como foi a Segunda Guerra Mundial. A Feiticeira Branca era algo muito ideal, a vilã que vence pela enganação e pela sutileza e, quando em batalha, é, literalmente, fria como o gelo. Miraz, o vilão do segundo filme, é um homem de carne e osso. Traiçoeiro, covarde e, por que não, falÃvel. Ele comanda um exército sem identidade, uma verdadeira máquina de guerra que não liga a mÃnima para a beleza e maravilha com a qual luta. Todos os soldados usam máscaras, todos são um e esse um é representado por Miraz - forte em conjunto, inseguro individualmente. Curioso que, diferente das histórias básicas, não é o herói quem salva o dia ou resolve a peleja. Não fosse por um retorno triunfante de Aslan e árvores raivosas ajudando na batalha (2) o dia não teria terminado bem para os narnianos, que levaram uma bela sova. Vontade não falta, mas catapultas falam mais alto. O grande lance quando se fala em adaptações é que o produto final precisa ter uma identidade, precisar “fazer sentidoâ€, como os gringos gostam de usar. E Nárnia faz. A Bússola de Ouro, por exemplo, não fez e foi aquele fiasco. Um megavideoclipe cheio de cenas que não davam liga. Em PrÃncipe Caspian vemos tudo que precisa ser visto num filme e, aliado ao poder da Disney – a empresa muquirana e cheia das politicagens –, os bilhões na bilheteria são mera questão de tempo. Porém, a coisa não deu tão certo assim e o filme faturou “só†US$ 55 milhões. Custou US$ 200 milhões, ou seja, ainda tem chão para se pagar, mas isso não é problema, uma vez que o filme ainda pegou uma barra pesada com Indiana Jones abrindo dois dias depois. O primeiro filme abriu com US$ 65 milhões contra um orçamento de US$ 180 milhões, ou seja, teve melhor desempenho.
Eita Ratinho Bom de Briga!
(1) Corneta para pedir ajuda… humm, Boromir com aquela buzina de Scania em A Sociedade do Anel! Sempre achei que Lewis e Tolkien compartilhavam as idéias. Mas essa é tão cara de pau! Agora, quem copiou de quem? (2) Ãrvores despertas seguindo para a batalha… humm, Fangorn e os huórns fechando o cergo no Abismo de Helm. PELOAMORDEERUILUVATAR.. quem copiou de quem?!?! Hein?! Hein!? (3 que nao está no texto) isso sem contar o EspÃrito da Ãgua que aparece, tem feição humana e quebra a banca! SantoULMO salvê-nos dessas difamações! :-p |
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