Cinema
Como você não gosta de tal coisa do Brasil? Sempre me perguntam quando descobrem que sou brasileiro e desembestam a falar sobre filmes e carnaval. É bizarro ver a reação das pessoas em relação ao Brasil. Antes de mais nada, vamos definir alguns pontos primeiro: Qual minha surpresa quando todo mundo que vem falar comigo aqui lança logo de cara: Ciudadi di Deux! Do alto de minha sinceridade e condição de contra-argumentar mando sem dó: Não vi e não gostei. As pessoas ficam indignadas com a resposta, afinal de contas, como eu não vi o filme brasileiro mais bem-sucedido recentemente no exterior. Além do quesito gosto, afinal de contas, posso pensar diferente das demais pessoas, jornalistas e metidos a intelectuais e não gostar, existe a questão da imagem. Central do Brasil foi legal, né? Foi pro Oscar, indicou a Fernanda e, eu vi, até achei simpático, por conta dela, diga-se de passagem. Mas tratava do que? Pobreza, desgraça, gente sofrendo. Aí vem Cidade de Deus. Trata do que? Mesma coisa elevada à enésima potência. Tirando o fato de ser violento ao extremo – sim já ouvi a história de trás pra frente de gente que tenta me convencer e me crucificar por eu não ter visto. Sabe como isso é visto, até mesmo por nós brasileiros? “Retrato da nossa realidade”. Olha, essa realidade pode até existir, mas eu não concordo que essa seja a ÚNICA realidade existente no Brasil. E eu nunca entendi como os cidadãos do Rio de Janeiro ajudaram na mega promoção de algo que diz para o mundo: olhem a nossa realidade! E é exatamente isso que o povo de fora pensa! Eles realmente acreditam nos filmes, sabe. E as notícias que chegam aqui só corroboram com isso. Os Estados Unidos vivenciaram toda a desgraça colombiana no período Pablo Escobar – que, aliás, tem caído no esquecimento no Brasil – e agora estão todos ouriçados com essa “possível guerra” entre Equador, Colômbia e Venezuela. E toda vez que a CNN relata alguma operação militar nas favelas cariocas, a pessoa é transportada diretamente para a situação do filme, incluindo para a mesma assinatura fotográfica utilizada na produção. Porque, para eles, essa é a melhor descrição do que é a realidade do Brasil. Claro que temos um grande número de miseráveis e pessoas em situações drásticas como a contada por Fernando Meirelles, que eu já sabia ser um bom diretor mesmo antes desse filme, mas, calma lá, só existe essa? E todo mundo aplaude de pé, elogia, teoriza. Bom, cada momento de orgulho exarcebado direcionado a Cidade de Deus é um passo em direção à transformar toda essa situação social inaceitável em algo semi-idolatrado. Leonardo Paeja que o diga, ainda bem que – ainda – não virou filme. Agora vemos o novo fenômeno: Tropa de Elite. (Não, não vou colocar a foto do Capitão Nascimento segurando a metralhadora. Aliás, alguém deveria contar quantas vezes aquela foto foi publicada até hoje. Deve ser um recorde histórico perdendo só para o Stars Kid!) E lá vem mais violência. Esse eu até quero ver, por gostar de filmes de ação, mas caiu novamente como uma bomba na cabeça dessas pessoas limitadas desse país. Mesmo as mais intelectualizadas sofrem com essa “definição de Brasil”, afinal de contas, anos atrás, elas viram Cidade de Deus e sua dura realidade, agora elas vêem “o outro lado” com a Polícia tentando reagir. Acham até que o filme foi bancado pela ideologia governamental para “encobrir a verdade” que o Meirelles mostrou. Acho que o Padilha daria risada ouvindo isso. De qualquer forma, mais violência. E essa opinião é compartilhada pelos correspondentes de outros países baseados em LA também. Eu pareço mais ET do que o normal quando eles vêm perguntar sobre os filmes e eu digo que não vi, pois não gosto. Uma espanhola outro dia veio me dizer que eu era um direitista enrustido e que tinha medo da verdade. Eu nem gosto de política. Aí eu cacetei: filha, imaginou se a Espanha só fizesse filme sobre o ETA e gente pobre? Você gostaria de ver seu país como uma favela gigante, sendo que o cinema não muda muito essa tal realidade? É claro que ela se sentiu ofendida, pois a Espanha “nunca seria uma favela gigante”. “Pois é, e o Brasil também não é e pronto.” Eu vivo nessa utopiazinha na minha cabeça, de que a gente poderia fazer algo para resolver o problema, em vez de ficar abusando para fazer mais dinheiro e aumentar mais ainda a diferença, mas pelo menos tento lembrar das coisas boas. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias fez sucesso, eu vi e gostei, assim como muita gente aqui também, mas ninguém fala muito, pois já começam a falar de Elite Squad, sobre ser “eye-openner” e blábláblá. Infelizmente, com raras exceções como Deus é Brasileiro (que mostra a miséria, mas com outro olhar e entrega uma mensagem positiva), O Casamento de Romeu e Julieta e Redentor, o Brasil não investe muito em filme de comédia, ação, guerra, ficção, etc. E acho que a fórmula Sexo, Amor e Traição já deu o que tinha que dar, não? Acho que a última vez que arriscaram uma ficção legal foi com Buffo & Spalanzani, que uma meia dúzia de pessoas viu, sem contar a família do Dr. Albieri. Temos sempre que bater na mesma tecla para tentar o Oscar? Aliás, se tivesse sido indicado esse ano, perdia. Tinha filme sobre o holocausto na parada. Pensando bem – se o objetivo é Oscar e não promover a cultura –, façam logo um filme sobre o Mengelle, clã Barreto. Aí vocês podem tratar do holocausto, colocar os judeus em voga (a Academia adora), fazer um belo dramalhão e brigar firme pelo Oscar. Só não dêem a direção pro Jaime Monjardim que ele já estragou Olga. Enfim, eu tenho orgulho em ser brasileiro, só vim para cá por oportunidade profissional, ficaria no meu país sem dúvida, caso fosse possível financeiramente, mas, nesse aspecto, tenho a liberdade de dizer: não gosto disso e não gosto da imagem que esses filmes e o carnaval nos dão. Dane-se o que os americanos pensam. Eles vão nos visitar com os bolsos cheios, ficam 3 dias no Rio, acham que tudo é lindo e voltam para cá. Mas, alguns, justamente por causa dessa realidade começam a achar perigoso visitar a nossa terra. E isso é um baita motivo de orgulho, né? Um Oscar vale tudo isso? Tem os dois lados. Sempre tem os dois lados. Claro que tem gente que vai achar um absurdo, dizer que eu não entendo nada de cinema brasileiro, blablabla. Talvez eu não saiba mesmo, nunca foi o meu forte, mas, é assim que eu penso e não comprando briga com ninguém por gostar, só estou mostrando que há conseqüências para essa insistência. Com certeza tem filme bom por aí, mas no circuito comercial mesmo, essa é uma das realidades. Quem me dera meus amigos do Abquar conseguissem chegar ao ponto de financiarem o material. É conscientizador, ficção científica, 100% brasileiro… mas não ganha Oscar, então. Aliás, quanto vale um Oscar para a nossa identidade mesmo? Como agora entrei no modo 10,000 BC - já que entrevistei o titio Rolland Emmerich ontem e conheci a Camila! - vamos às duas primeiras piadas inevitáveis: Participações Especiais que a Warner não divulgou:
Diego, tigre dente de sabre de A Era do Gelo 1 e 2.
Dudu Gigante, irmão mais velho dos Dudus, também de A Era do Gelo! Humm, tá parecendo filme da Fox. Será que o Carlos Saldanha prestou consultoria?
Calma, calma. Harrison Ford não vai ao Brasil, pelo menos não que eu saiba. Estou falando mesmo é do personagem em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal Dominado por um Comerciante Chinês Perto do Fim dos Tempos (já que o nome é grande, acho que não há problema em aumentar um pouco, não?). Como todo mundo já viu o trailer, dá para contar um segredinho agora. Notem que aparecem algumas cachoeiras nas cenas do filme novo. Podem se gabar: aquilo é Foz do Iguaçu! Pois é, é o Brasil-sil-sil entrando na lista de países visitados por Henry Jones Jr. Tudo bem que também entramos para a lista de países “exóticos” para esses malucos que não comem comida normal, tudo é 20% menos alguma coisa (mas isso é história pra outro post). Quem confirmou foi o produtor Frank Marshall, em entrevita a este que vos escreve! Aproveite para ver o trailer denovo (acho que fui o único blogueiro nerd que ainda não publicou esse vídeo, então):
Voltando a assumir meu adorado papel de Gandalf Stormcrow, ontem fiquei sabendo de um rumor muito forte de que o estúdio New Line Cinema, aquele mesmo de O Senhor dos Anéis e A Bússola de Ouro, pode ser dissolvido em breve. Uma pessoa que participou da divulgação da Bússola no Japão, que só estreou agora, deu a informação de que os erros cometidos com a adaptação de Fronteiras do Universo, responsáveis pelo fiasco nas bilheterias norte-americanas, podem ter sido fatais para o estúdio, que pode ser assimilado pela Warner Bros. A conversa ainda está muito nos bastidores e ninguém sentiu que é hora de pressionar a New Line para saber, mas não se surpreendam se isso acontecer. Agora, somando um mais um, lembram que o Tolkien Estate está processando a New Line por não pagar nenhum centavo dos royalties pela adaptação dos filmes? Não gosto de teorias conspiratórias, mas faz todo sentido do mundo agora. O buraco pode ser muito mais embaixo. E o próximo grande filme da companhia é nada menos que Sex & the City - O Filme, que já está nas mãos da PlayArte, no Brasil. E ainda tem Jornada ao Centro da Terra, O Hobbit, InkHeart… é, muitos filmes grandes e, ao que parece, uma empresa com futuro incerto. Agora, curioso notar que um estrondoso sucesso nas bilheterias do resto do mundo - em todas mesmo - não tirou o gosto amargo da falha nos Estados Unidos. Acontece com todo mundo, teria sido pior que ninguém gostasse em lugar nenhum, certo?. O pensamento da indústria está tão voltado para o próprio umbigo assim? O filme até ganhou um Oscar de Melhores Efeitos Especiais batendo Transformers!! Aproveitando a frase da campanha no Brasil… a Bússola mostrou o caminho… mas foi para a desgraça, pelo jeito! ==== ATUALIZAÇÃO: A Warner Bros confirmou a informação 10 minutos depois da publicação no SOS Hollywood!!!
Depois que o Oscar terminou e os arrogantes irmãos Coen saíram de cena, a ABC exibiu um programa especial da apresentadora Barbara Walters. Quem? Manja a Hebe? Então, sem botóx e o sorriso, mas que entende muuuuuuuuuuuito de cinema. Barbara entrevistou três pessoas bem diversificadas e, cada uma a seu jeito, interessante. Passaram por lá a Hannah Montana (cujo filme verei no dia 10), Harrison Ford e Ellen Page, a estrelinha do momento. Fica até feio falar o nome delas na mesma sentença que o Ford, mas sucesso é sucesso! A Hannah Montana foi chata. O Ford eu conto ainda hoje. Mas a Ellen surpreendeu, sabe? Com aquela carinha de menininha e vários sorrisinhos por ficar sem graça com as perguntas, ela disse uma coisa bem interessante de um modo mais interessante ainda. Barbara perguntou: você fez algo de relevante para ser indicada ao Oscar? Resposta: Hell, no! No bom e velho português, Nem a pau! Gostei de ver, sabe. A guria foi indicada a Melhor Atriz e fala para quem quiser ouvir que acha que não merecia. Minha opinião não interessa assim, mas sim a postura dela, bem diferente de muita gente mais experiente que se empolga e se acha deus por ter o nomezinho dito na cerimônia. Além de ser bem humilde, Ellen Page também foi “intimada” a cantar, mas disse que só consegue cantar com um violão. Pouco depois surgiu um violão e ela cantou um trecho de Anyone Else But You. Essa música é mnemônica, fica marcada na cabeça. Mais um ponto para esse jovem talento.
Continuando nossa série de filmes clássicos da Sessão da Tarde, que começou aqui, falarei do nome máximo de todos os tempos: O Pássaro Azul, para a geraçào pré-Curtindo a Vida a Doidado, claro! Acreditem ou não, esse filme é estrelado por Shirley Temple, a eterna estrela-mirim de Hollywood. O longa-metragem dirigido pelo fantástico Walter Lang (do oscarizado O Rei e Eu, com Iul Brynner) e trilha sonora de Alfred Newman (Aeroporto, vencedor do Oscar por O Rei e Eu, entre tantos outros), estreou em 1940 e contava a história dos irmãos Mytyl e Tytyl. Eles moram numa cidade européia perto de uma grande floresta e sofrem por estarem sozinhas, pois seu pai foi recrutado para combater as forças de Napoleão, que assolavam o continente. Inspirado na peça homônima de Maurice Maeterlinck - bem interessante, aliás -, o filme mostra como Mytyl e Tytyl precisam recuperar O Pássaro Azul, capaz de trazer felicidade e alegria às pessoas. Porém, sua tarefa é difícil, já que precisam viajar no tempo e nas dimensões para encontrar o passarinho. Para ajudá-los, sua gata - totalmente esnobe e indiferente aos problemas que os afetam - e seu cachorro - subserviente, leal e preocupado ao extremo com a segurança das crianças - são transformados em humanos e todos participam da jornada. Entre as passagens, há a memorável visita ao local onde “as crianças ficam antes de nascer”. Ali eles conhecem a genialidade, a fraternidade e, claro, o amor das jovens almas prestes a serem separadas mais uma vez pelo inevitável nascimento. Shirley Temple usa todo o seu charme e doçu… não, maldade para tentar entender essa viagem “tola” em busca de um pássaro. Foi a primeira vez que ela interpretou um papel não-angelical. O que a personagem não sabe, porém, é que tudo isso não passa de uma alegoria para o próprio drama da personagem que, por um certo egoísmo, deixa de ajudar um amigo doente. A partida do pai também afetou muito a “cabeça” dos pequenos irmãos, que perdem seu referencial de segurança. O filme foi a resposta da Fox ao sucesso de O Mágico de Oz, da MGM, e, por uma série de fatores, foi um fracasso comercial retumbante. Quem levou a pior, porém, foi Shirley que, pela primeira vez, viu um filme seu não estourar na bilheteria. Duas razões: Segunda Guerra batendo à porta da América e a escalação de Temple num papel “maldoso” não convenceu o público. Tudo culpa do produtor de Shirley, Darryl F. Zanuck, que achou que os filmes de fantasia infantil estavam em alta depois que Dorothy e Totó colocaram o Kansas no mapa. Tomou? O filme só antecipava algumas das mazelas que crianças norte-americanas passariam nos anos seguintes, ao verem seus pais partirem para combater a ameaça do momento, Hitler. O que justifica um certo retorno financeiro na TV nos anos posteriores, mas aí já era tarde demais. Curiosamente, há outra ligação entre O Pássaro Azul e O Mágico de Oz: a atriz Gale Sondergaard, que interpreta a gata Tylette, havia sido escalada para fazer a Bruxa Má, porém, abriu mão do papel para ficar ao lado de Shirley Temple. Dançou! O Pássaro Azul é assumidamente infantil, cativou os brasileiros por anos na TV aberta até que foi para a grade do Telecine Classic. Não sei se ainda passa, mas essa versão do YouTube foi retirada de lá. Se você conhece, relembre. Se não conhece, tente travar contato com um tempo em que o cinema servia para contar histórias - tristes, como nesse caso -, mas belíssimas e inesquecíveis. Especialmente por sua simplicidade, até certo ponto ingênua, mas graciosa e marcante. Shirley que o diga. O longa foi indicado a dois Oscar: Melhor Fotografia Colorida e Melhores Efeitos e Efeitos Especiais, que englobava também edição de som, na cerimônia de 1941. O DVD de O Pássaro Azul está disponível em área 1 na Amazon. Ps.: Para quem não sabe, eu trabalhei na PlayArte e entre os filmes que lancei está A Bússola de Ouro. Por força do hábito, e de trabalhar sozinho na divulgação do filme por 4 meses, depois da primeira vez que e escrevi O Pássaro Azul, emplaquei O Pássaro de Ouro em TODAS as demais citações. Ainda bem que percebi antes de publicar. Pô, podia ser O Pássaro Dourado pra lembrar do Jaspion e tals, mas foi ‘de Ouro’ mesmo. Toooooooooma pra mim! o_O Infelizmente, a parte das crianças do futuro não tem o áudio original, mas o vídeo é esse: A entrevista completa de J.K. Simmons já foi publicada. Para ler, clique aqui. Tive que reduzir um pouco a quantidade de risadas e de brincadeiras, afinal de contas, o mundo lá fora é chato! Mas a sacanagem com a peruca continua! Vamos às minhas apostas para as principais categorias do Oscar 2008. Sim, as principais, pois convenhamos, é um tédio ficar falando naquele monte de nome que não faz muita diferença. Bom, a la batalia.
Em entrevista exclusiva à minha pessoa, realizada há exatos 15 minutos, J.K. Simmons, ou melhor, J. Jonah Jameson falou sobre seu personagem nos filmes do Homem-Aranha e das conversas sobre o próximo filme do Teiudo. Enquanto mastigava o finzinho de um hot pocket, o vozeirão de J.K. Simmons dominou o universo para falar comigo sobre Juno, mas, claro, não perderia por nada a chance de falar perguntar sobre Homem-Aranha 4. Ah, para quem não sabe, ele é carecão. E de que interessa? Leia a entrevista no que se refere ao aracnídeo! Você gostou de usar peruca nos filmes do Homem-Aranha? (risadas histéricas seguiram a pergunta). Não posso fazer nada, você é o cara que diz que só confia no seu barbeiro. E sim, ficou fantástico. Obrigado. Como você ficou sabendo do meu barbeiro? Você falou no primeiro filme. Mas foi improviso, não é? Então, foi daí. Bom, não posso evitar, Homem-Aranha 4. Já falaram com você? Tem contrato assinado? Vai reprisar o J.J. Jameson? Comprou peruca nova? Tive muitas conversas já e discuti algumas idéias de desenvolvimento para o personagem. Sabe como é, o normal, mas ainda não há nada certo e definido sobre as filmagens. Ah, então já falaram de filmagens. Não, não disse isso. (risos). Apenas recebi algumas ligações. Muitas, aliás (mais risos). No caso do filme se feito mesmo, as chances de que eu participe são bem grandes. Para não perder o espírito, quem é mais durão o Jameson ou o Schilinger (personagem em Oz)? (nova série de risadas histéricas)
Ah, para não perder a chance, eu achei covardia perguntar sobre isso:
“He was so awesome that no one of his enemies could stand his awesomeness and even look at his awesomeness was so very much awesome that his foes would be defeated because there was no one as awesome as him”, Acabei de voltar do screening da prévia de Kung Fu Panda. Obrigado dona Paramount! Fui conhecer os estúdios da DreamWorks. Foram 30 minutos bem divertidos e deu vontade de ver o filme inteiro. A animação está bem feita e não dá aquela impressão pesada de que se trata de um 3D, o roteiro está hilário e as vozes foram muito bem escaladas. No elenco: Jack Black como Po (o Panda, mestre de porcaria nenhuma, talvez de Comer!), Angelina Jolie (Meste Tigresa), Lucy Liu (Mestre Víbora), Jackie Chan (Mestre Macaco), David Cross (Mestre Garça) e Seth Rogen (Mestre Louva-Deus). E, como Mestre Supremo e Awesome, meu ídalo, Dustin Hoffman, como Mestre Shifu (o nanico da foto, um guaxinim, acho), o manda-chuva do Templo! Cada um dos personagens defende um dos famosos estilos do Kung Fu e precisam fazer das tripas coração para impedir Tai Lung, um tigre da neve que luta melhor que qualquer um. Porém, só o Guerreiro Dragão poderá detê-lo… e adivinhem quem vai ser? O começo é legal com um desenho a lá Samurai Jack, mas sem o Tartakovsky envolvido na produção. As cenas de combate estão muito bem feitas e a agilidade que a animação permite aos personagens faz com que a gente veja aquele Kung Fu dos grandes mestres do cinema e aqueles que a gente sempre imagina: veloz, impecável e altamente estético. Pena que foi só uma prévia. Visualmente é muito agradável. Gostei. O engraçado foi notar que Po, quando faz de conta que é lutador de Kung Fu, lembra MUITO o STAR WARS KID! Manja o estilo gordinho bobo e empolgado quando ninguém está vendo? hehehe Aí veio a parte legal, entrevistar Jack Black. Depois de nos alimentarem – sempre tem comida nos eventos, aliás, mas algumas companhias são muquiranas e dão cookies na hora do almoço, por exemplo – fui com o grupo para a sala dentro da produtora Underdog, famosa por seus cantores de rap e filmes envolvendo a comunidade afro-americana (biiinito, né?). Foi engraçado que ele entrou na sala com um prato de comida e deixou de lado quando descobriu que a gente estava esperando um tempão lá. Foi super legal, conversou, fez várias caretas – não tão efetivas quanto nos filmes, diga-se de passagem – e respondeu a todos os malas que queriam saber do próximo filho dele. Aí veio a porcaria do dia: Giovanna, uma senhora odiada em LA, correspondente italiana. O telefone da desgraçada tocou BEM NA HORA em que eu fazia uma complexa pergunta envolvendo Samurai Jack, o estilo de animação e o resultado final de Kung Fu Panda. Depois de tocar por 1 minuto – de verdade, outro jornalista cronometrou – a MALDITA DA MULHER atendeu! Catso! Eu não acreditei. Faltou dar porrada na desgraçada! Até o Black ficou puto com ela. Bem, a entrevista vocês lêem depois. Estou fazendo Sci-Fi News e o filme só estréia em 6 de junho, por aqui. Só vou adiantar uma coisa: acreditam que o Jack Black nunca ouviu falar no Samurai Jack? Weird! Para completar, ele disse, enquanto pegava papel e caneta: “vou até anotar esse nome, pois deve ser maneiro, já que tem um samurai com o meu nome. É do [adult swim]?” E eu tenho gravado, caso alguém duvide! :-p Vai saber, é bom avisar, assim ninguém fica macho o suficiente pra duvidar. Se bem que ele não faz séries, então.. hehehe
Essa é a personagem da Angelina Jolie! |
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