Clássico- Fernando Vanucci: Islândia 1 x 0 Macedônia! Domingo se aproxima, a rodada dos campeonatos também, mas, pouca gente vai sentir falta da famosa Zebrinha do Fantástico, que contava os resultados do dia. Tanto do Brasil quanto do exterior e, na seqüência, vinham as análises do matemático Oswald de Souza sobre a loteria. A lembrança nostálgica surgiu de um papo com o Borbs, mas é segredo de estado, de qualquer forma, a imagem da zebrinha bizarra, e sua voz bizonha, que assombrava o começo do “Show da Vida”, permanece na memória de várias gerações. O personagem foi criado por conta do jargão futebolÃstico “deu zebra”, utilizado como o time mais fraco - o azarão das corridas de cavalo - ganhava. E existe desde a TV em preto em branco, mas não achei se era na Tupi ou em outro lugar. Tudo bem que a Globo mandava cada resultado do arco da velha, como no exemplo aà de cima, mas valia tudo. O programa era feio, feito quase que artesanalmente - como pode ser visto no vÃdeo abaixo -, mas marcou época e, sem dúvida, não será esquecida tão rápido. Assim como a abertura com a Isadora Ribeiro.
Continuando nossa série de filmes clássicos da Sessão da Tarde, que começou aqui, falarei do nome máximo de todos os tempos: O Pássaro Azul, para a geraçà o pré-Curtindo a Vida a Doidado, claro! Acreditem ou não, esse filme é estrelado por Shirley Temple, a eterna estrela-mirim de Hollywood. O longa-metragem dirigido pelo fantástico Walter Lang (do oscarizado O Rei e Eu, com Iul Brynner) e trilha sonora de Alfred Newman (Aeroporto, vencedor do Oscar por O Rei e Eu, entre tantos outros), estreou em 1940 e contava a história dos irmãos Mytyl e Tytyl. Eles moram numa cidade européia perto de uma grande floresta e sofrem por estarem sozinhas, pois seu pai foi recrutado para combater as forças de Napoleão, que assolavam o continente. Inspirado na peça homônima de Maurice Maeterlinck - bem interessante, aliás -, o filme mostra como Mytyl e Tytyl precisam recuperar O Pássaro Azul, capaz de trazer felicidade e alegria à s pessoas. Porém, sua tarefa é difÃcil, já que precisam viajar no tempo e nas dimensões para encontrar o passarinho. Para ajudá-los, sua gata - totalmente esnobe e indiferente aos problemas que os afetam - e seu cachorro - subserviente, leal e preocupado ao extremo com a segurança das crianças - são transformados em humanos e todos participam da jornada. Entre as passagens, há a memorável visita ao local onde “as crianças ficam antes de nascer”. Ali eles conhecem a genialidade, a fraternidade e, claro, o amor das jovens almas prestes a serem separadas mais uma vez pelo inevitável nascimento. Shirley Temple usa todo o seu charme e doçu… não, maldade para tentar entender essa viagem “tola” em busca de um pássaro. Foi a primeira vez que ela interpretou um papel não-angelical. O que a personagem não sabe, porém, é que tudo isso não passa de uma alegoria para o próprio drama da personagem que, por um certo egoÃsmo, deixa de ajudar um amigo doente. A partida do pai também afetou muito a “cabeça” dos pequenos irmãos, que perdem seu referencial de segurança. O filme foi a resposta da Fox ao sucesso de O Mágico de Oz, da MGM, e, por uma série de fatores, foi um fracasso comercial retumbante. Quem levou a pior, porém, foi Shirley que, pela primeira vez, viu um filme seu não estourar na bilheteria. Duas razões: Segunda Guerra batendo à porta da América e a escalação de Temple num papel “maldoso” não convenceu o público. Tudo culpa do produtor de Shirley, Darryl F. Zanuck, que achou que os filmes de fantasia infantil estavam em alta depois que Dorothy e Totó colocaram o Kansas no mapa. Tomou? O filme só antecipava algumas das mazelas que crianças norte-americanas passariam nos anos seguintes, ao verem seus pais partirem para combater a ameaça do momento, Hitler. O que justifica um certo retorno financeiro na TV nos anos posteriores, mas aà já era tarde demais. Curiosamente, há outra ligação entre O Pássaro Azul e O Mágico de Oz: a atriz Gale Sondergaard, que interpreta a gata Tylette, havia sido escalada para fazer a Bruxa Má, porém, abriu mão do papel para ficar ao lado de Shirley Temple. Dançou! O Pássaro Azul é assumidamente infantil, cativou os brasileiros por anos na TV aberta até que foi para a grade do Telecine Classic. Não sei se ainda passa, mas essa versão do YouTube foi retirada de lá. Se você conhece, relembre. Se não conhece, tente travar contato com um tempo em que o cinema servia para contar histórias - tristes, como nesse caso -, mas belÃssimas e inesquecÃveis. Especialmente por sua simplicidade, até certo ponto ingênua, mas graciosa e marcante. Shirley que o diga. O longa foi indicado a dois Oscar: Melhor Fotografia Colorida e Melhores Efeitos e Efeitos Especiais, que englobava também edição de som, na cerimônia de 1941. O DVD de O Pássaro Azul está disponÃvel em área 1 na Amazon. Ps.: Para quem não sabe, eu trabalhei na PlayArte e entre os filmes que lancei está A Bússola de Ouro. Por força do hábito, e de trabalhar sozinho na divulgação do filme por 4 meses, depois da primeira vez que e escrevi O Pássaro Azul, emplaquei O Pássaro de Ouro em TODAS as demais citações. Ainda bem que percebi antes de publicar. Pô, podia ser O Pássaro Dourado pra lembrar do Jaspion e tals, mas foi ‘de Ouro’ mesmo. Toooooooooma pra mim! o_O Infelizmente, a parte das crianças do futuro não tem o áudio original, mas o vÃdeo é esse: Quem aà se lembra desse Cláaaaaaaaaaaaassico da Sessão da Tarde? A Fortaleza! Com a ajuda do YouTube (e mais uma colaboração singular do Nando!), já revi metade do filme! Divirtam-se velhacos! Agora, prestem atenção em como a dublagem era supiiiiiiiiiiiiiiiiiimpa que só. Especialmente no começo da parte 2, com os gritos de alegria dos malfeitores canalhas! É hilário, mas no final o caldo entorna e a coisa fica muito soturna! Acho que está na ordem certa. |
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