As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!

Entrevistas

Constado às 09:34 em Cinema, Críticas, Entrevistas, Exclusivo, Guia da Semana, Sci-Fi | 4 Comentários | 

A primeira de muitas aventuras em Hollywood!

Queridos leitores, como o fechamento da próxima edição da Sci-Fi News e um pé quase quebrado tomam toda minha atenção nessa semana, vou apenas fazer uma lista de links com minhas matérias exclusivas publicadas sobre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Tenho mais um texto pronto para sair, mas ele fica para o especial do Judão e, claro, com uma nova crítica de Indy 4, desta vez, sem medo de spoilers.

Bom, aí vão as matérias:

- Crítica no Guia da Semana
- Entrevista exclusiva com Frank Marshall, o produtor, no Guia da Semana
- Artigo sem spoilers (SOS Hollywood)
- Entrevista exclusiva com Harrison Ford - Época

Em tempo, vários amigos mandaram e-mails ou falaram comigo pelo MSN adorando o filme! Fiquei feliz, já que mais gente tem compartilhado a sensação que eu tive ao assistir ao novo Indy. Sai que é sua Harrison Ford!

Constado às 16:26 em Entrevistas, Exclusivo, Pessoal | 12 Comentários | 

Saiu nesse fim de semana, minha nova matéria de capa na revista Época. Desta vez, a entrevistada exclusiva foi Miley Cyrus, que estrela o seriado Hannah Montana. A entrevista pode ser lida aqui. Ficou muito legal e estou bastante feliz com o resultado! :)

Miley foi graciosa, engraçada e disse que quer vir fazer um show no Brasil no ano que vem. Show de bola! É impressionante ver alguém com 15 anos causar tanta comoção no mundo todo. Coisa de louco! hehe!

Essa foto é para minha sobrinha, Bella Beatriz. Miley fez questão de tirar fotos com todos os jornalistas presentes, então, a minha vai de presente para minha sobrinha, que é fã alucinada de Hannah Montana.

Hannah

Constado às 12:07 em Cinema, Entrevistas, Exclusivo, Sci-Fi, Star Wars | 16 Comentários | 

The Iron Man!

A exposição de Guerra nas Estrelas, que acontece no Porão das Artes, em São Paulo, tem ninguém menos que Anthony Daniels (o andróide C-3PO), como seu porta-voz oficial. Entre uma viagem e outra, conversei por uma hora com o simpático ator inglês, fonte de inesgotáveis histórias sobre a maior saga do cinema e, claro, seu dróide mais medroso. Essa foi a segunda entrevista que fiz com Daniels, que se mostra ser um sujeito bastante ponderado e ciente do papel que exerce nessa mediação entre ficção e realidade, que acontece quando Guerra nas Estrelas deixa as telas e invade a vida real. Paulo Gustavo Pereira, diretor de redação da Sci-Fi News, esteve comigo nesse bate-papo. Confira as melhores partes.

Todo mundo pira quando você aparece. Como é isso? São os seis filmes ou tem algo mais?
É engraçado, pois quando estou numa exposição em Londres o pessoal pira. No Brasil, o pessoal pirou. Sempre penso: “nossa, isso é importante”. Para essas pessoas é algo muito especial, mas para mim, devo confessar, acaba sendo corriqueiro, afinal de contas, esse é o meu trabalho. Ele é o meu trabalho e meu amigo. Vivo com ele todo dia.

E a exposição?
Vi e aprovei o projeto da exposição. Está maravilhoso. O espaço onde tudo será montado tem toda a condição de dar a impressão de estar num outro mundo mesmo. Serão centenas de peças dos filmes. Tudo genuíno. Não há réplicas oficiais ou coisa do tipo. Tudo foi usado no filme, claro, algumas peças existiam em certo número nos filmes. Tudo é original dos seis filmes. [a entrevista foi realizada antes da inauguração da mostra, para mais informações visite o site oficial, que você ficou sabendo primeiro aqui].

Incluindo a sua fantasia?
Sim, eu tinha 6 modelos no primeiro filme. Todos fazem parte das exposições. Uma estará aqui no Brasil. O Destróier Imperial [Avenger] do início do filme também estará presente. E vocês vão ver o tamanho original dele e também como fizeram parecer tão grande.

Que pena que demorou tanto para chegar aqui.
Não pense assim. É ótimo que tenha demorado tanto. Exatamente por isso, essa é uma das exposições mais completas já realizadas, pois tem muito mais coisa disponível para ser exposta. Os três novos filmes, novas entrevistas, conceitos, desenhos originais. Tudo.

Todo o trabalho de Ralph McQuarrie e Doug Chiang ou só um deles?

Ambos e vários outros artistas que participaram dos filmes. E devo dizer, estou aqui, estou nesses filmes, tudo por culpa de um desses dois…

… Ralph McQuarrie.
Sim, tudo isso é culpa de uma pintura. Não queria ser um robô, mas quando vi o desenho de Ralph McQuarie na parede, olhei nos olhos do robô e me encantei com 3PO e aí aceitei fazer o filme.

Quando o primeiro filme foi lançado, você falou com a imprensa sobre as dificuldades de atuar com a fantasia. E aposto que todo mundo pergunta isso, não é?
É, e foi mesmo. Sabe, não gosto de atores que dão entrevistas e começam a falar: “é aquilo foi muito difícil, havia tantos desafios para criar o personagem, me superei como ator, blabla”. Eles são pagos para atuar e quando fazem isso na vida real fica horrível. Mas, para falar a verdade, foi difícil mesmo (risos). E sim, muita gente pergunta, mas é por isso que gosto de falar com gente como vocês, que não fica só falando da fantasia e querendo saber todos detalhes sobre ela. Existe mais do que a roupa. Eu, por exemplo! (mais risos). Tive cortes e escoriações em lugares que não ouso dizer. Em algumas horas eu parava para pensar porque estava fazendo aquilo comigo mesmo. E eu também odeio areia. Nem vou mais à praia. Eu não gosto da Tunísia e o 3PO também não gosta de Tatooine, então, areia não é com a gente. E também foi difícil trabalhar com a armadura. Eu tinha poucas ferramentas, pois o rosto era fixo. As mãos e os braços acabavam sendo o principal jeito. E foi por isso que eu pude fazer o papel, pois sei usar muito bem o corpo. E é assim que 3PO se expressa. (gesticulando com os braços de maneira rígida igual ao dróide).

O modo de filmar a nova trilogia mudou muito em relação à primeira?
É preciso ter em mente que assim como atuar em um filme, filma e criar um filme também é profissional. Então, um câmera man ou o cara que constrói os efeitos, está ali como um técnico especialista no que está fazendo. Isso, basicamente não mudou com o tempo. Mas não existe muito entusiasmo vindo da equipe de filmagem. Pode ser a cena mais alucinante do mundo, e eles ficam lá: “humm, ok, corta”. Normalmente, esse tipo de entusiasmo vem dos diretores.

E você sentiu isso de George Lucas?
Não, definitivamente.

Ele é famoso por isso.
Não acho que ele percebe o quanto a gente sente falta disso. Atores precisam ser elogiados. Mas sem exagero, pois, se feito desse jeito, a gente sabe que está indo no caminho certo. Aquele pessoal que rasga seda indiscriminadamente é falso e não leva a lugar algum. Odeio esse tipo de reação. Ajuda muito mais quando alguém diz: está bom, faz mais disso ou daquilo, acerta um pouco aqui que melhora ainda mais. É possível ser técnico e elogiar ao mesmo tempo. Sinceridade é tudo.

Threepio e Lucas

Você falou muito sobre a evolução digital. Do ponto de vista do ator, mudou? Vocês tinham novos elementos de referência como ver algum vídeo de efeito antes de entrar numa cena, por exemplo?
Não, não muito. A grande coisa é que na primeira é que a maioria dos elementos estava lá. O Dewback, por exemplo, estava lá. Ele não se mexia, era apenas uma criatura no cenário, mas estava lá. Era de plástico, mas dava para ver. Mas, como meu primeiro trabalho foi na rádio BBC, onde eu fazia rádio novelas, só existia o microfone e a alma para explicar para o público o que eu acreditava estar vivenciando. Então sempre foi algo mental. Mas na primeira trilogia, tudo estava lá. A Estrela da Morte, os Taun-Tauns, e etc. Era legal ver aquelas coisas. A Falcon era feita de madeira.

Mas eram autênticos.
E estavam lá! Hoje em dia tudo é impressionante, ficamos abismados com tudo que vemos, mas é de mentira. Literalmente. Há uma cena em Episódio III, há uma cena em que eu e Natalie Portman temos que voar na nave dela, mas só tínhamos duas cadeiras, joystick com barras de metal presas em sacos de areia e o resto era tela verde. Pode ter parecido bonito, mas não havia nada ali. Isso sem falar quando George não vinha com a idéia de transformar R2-D2 em algo digital, e tínhamos que fazer ele mudar de idéia.

Não tem como evitar. Star Wars Holiday Special (muitas risadas com a menção ao nome). Por que Lucas tem tanto medo dele?

Porque ele deve ter um pouco mais de noção da besteira que fez. Aquilo foi muito ruim. De verdade. Quando vi aquele roteiro gigantesco e com musical, não acreditei, mas todos acabamos participando. Foi constrangedor. Lembro que quando terminei de filmar, comecei a rir no taxi e o motorista perguntou o motivo. Eu disse: porque acabou e foi muito ruim!!!! Foi constrangedor ver a cena descrita como: ewoks entram carregando seus globos brilhantes e aí vem Carrie Fisher e começa a cantar à capela. Gostei dela cantando, mas aquele filme foi um erro, exceto pelo desenho, que se salva.

Mostramos o filme na primeira JediCon, em São Paulo, e muita gente ou dormiu ou foi embora, mas quando tentamos tirar, teve reclamação.
Sério? Alguém sobreviveu ao ver aquilo?

Bom, eu vi 6 vezes.
Você é insano!

Era o que passada na TV naquela época.
Aquilo pode transformar seu cérebro em mingau. Não faz bem, definitivamente (risadas alucinadas).

Por falar em Carrie, era bom trabalhar com ela?
Não! E ela sabe, pois amadureceu e evoluiu. Agora é uma pessoa de quem se pode gostar e eu disse isso a ela. Fiquei muito feliz com essa mudança.

E na nova trilogia, vários atores novos, novas estrelas, e você constante lá.
Não consegui entender bem, pois estava tão empolgado em trabalhar com Ewan McGregor e Samuel L. Jackson, mas aí, de repente, eles disseram: “Nossa, Anthony Daniels! Que fantástico!”. Às vezes eu esqueço que essas pessoas cresceram me vendo no cinema e que sou importante para eles. Foi difícil convencê-los de que são importantes para mim também.

A nova trilogia veio na época dos spoilers, todo mundo sabendo de tudo. Antigamente, era mais difícil, mas mesmo assim Lucas criou a idéia de Blue Harvest para esconder Jedi.
É, ele pensou nisso.

E o pessoal acreditou…
O quê? Não. As pessoas me diziam: “você está fazendo Blue Harvest, ok. Mas o que o 3PO está fazendo lá? É outro Guerra nas Estrelas, só pode!” Não colou, mas ainda tenho camisetas e outros materiais da época bem guardados. Se você for à minha casa em Londres, não vai nem imaginar que sou um ator e que fiz esses filmes. Não tem nada exposto lá, é um lugar agradável para se viver.

daniels no Brasil

Agora é a minha vez de perguntar a vocês.
Claro.

Qual o outro personagem que faço em Uma Nova Esperança?
Tinha mais um? [Fico imaginando minha cara de desespero por ser surpreendido].

Sim, é uma ponta, mas eu faço.
Sei da sua ponta em Episódio II, mas em Uma Nova Esperança

Essa foi legal, mas a primeira é mais difícil. Poxa, pensei que estava falando com especialistas aqui. (risos).
Desisto.

Então visite meu site www.anthonydaniels.com

Eu visitei e descobri a resposta, Anthony Daniels veste a roupa de outro droide nas ruas de Tatooine, na cena em que Luke vende seu veículo. O personagem foi batizado como CZ-3.

3po e R2D2


* por Fábio M. Barreto

Constado às 00:39 em Cinema, Comportamento, Entrevistas, Imprensa, Viagem | 20 Comentários | 

foxpress.jpg

A função deles é perguntar, articular, explicar e comunicar. Mas espere quase tudo menos isso de jornalistas espalhados pelo mundo. Muitos deles, incluindo alguns editores brasileiros metidos a celebridade, são perigosamente… despreparados e tapados!

Ao longo de 12 anos de profissão, parte deles dedicados a organização de eventos para imprensa e condução de entrevistas, posso dizer com tranqüilidade que o jornalista brasileiro é um dos melhores quando o assunto é perguntar, mas quando é ruim, sai de baixo. Entretanto, nem o piorzinho dos nossos se compara à média de jornalistas norte-americanos e, especialmente, os demais estrangeiros baseados aqui em Los Angeles. É triste, mas, pelo jeito, os fofoqueiros profissionais do mundo estão em baixa e, com isso, o trabalho sério é cada vez menos valorizado, enquanto matérias fúteis e perguntas imbecis reinam soberamas no mundinho da imprensa.

Uma historinha antes: Quando Samuel L. Jackson foi ao Brasil para lançar o filme Conduta de Risco, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, eu trabalhava para a Fox Film e controlei a coletiva de imprensa que o ator concedeu em plena praia de Copacabana. Certo momento, o microfone foi parar nas mãos de uma garota que se levantou, sacou um pedaço de papel amassado do bolso e leu algo – teoricamente em inglês – que ninguém entendeu absolutamente nada.

Ignorando o mico que a cidadã pagou, passei os dias seguintes pensando o que a organização do Festival tinha cabeça para credenciar uma pessoa, sem idade para ser formada – claramente – para eventos importantes como aquele. Fácil: sou jornalista, escrevo para o blog tal ou para o jornal da PUC-RJ, qualquer coisa que o valha. Depois eu descobri que um cara levou a menina, pois ela “sabia falar inglês” e seria ótima para fazer a pergunta. Parabéns, sua anta! Tinha tradutor simultâneo, não precisava levar uma interprete inexperiente e nervosa. A menina ficou bamba, claro, na frente de um ator, de pé, com meio mundo olhando. Tadinha, pagou mico e levou a toda a classe junto!

A razão dessa historinha é simplesmente exemplificar que podemos ser imbecis e expor a profissão ao ridículo das mais diversas formas possíveis. Claro, as engraçadas ninguém tenta, sempre tem que ser humilhante e vexatório. Enfim, o que nos trás a Los Angeles, em meio à jornada barretônica em direção aos maiores e melhores astros da atualidade. Ainda não participei de muitas coletivas de imprensa, propriamente ditas – ainda bem, depois você vai entender! –, mas as mesas redondas são constantes, mesmo eu sempre tendo entrevistas individuais com os atores depois.

Nas poucas coletivas, não existe o microfone como no Brasil, cada um disputa no grito a chance de fazer as perguntas. É engraçado ouvir as gravações depois e ver a quantidade de vozes tentando atrair a atenção do ator em questão. Entretanto, na última entrevista, cerca de 40 jornalistas participaram e, no máximo, 8 fizeram perguntas. Eu, claro, fui um deles. Na verdade, depois de ler tudo isso, você vai entender a razão de eu querer perguntar tanto e não deixar espaço para os outros “profissionais”. Chega a ser irritante ver um sujeito que voou 18 horas da Europa para Los Angeles para perguntar algo como “gostou do carro que dirigiu no filme”. E ponto. Viagem da Europa, hotel de primeira classe, três noites, tudo pago, e pergunta isso? Meio infrutífero. E as assessorias parecem não se importar, especialmente as grandes.

Primeiramente, é preciso deixar claro que todo mundo recebe um pressbook – calhamaço que salva a vida de quem não vê o filme, cheio de sinopses, entrevistas, comentários até do cabo bem da segunda unidade que filmou cenas externas do céu -, ou seja, mesmo para os mais tapados, informação não falta. É só pegar alguma coisa dali, mudar a ordem e perguntar.

A regra da democracia é o que vale. Cada um chega com sua pauta, tem algo a conseguir para cumprir a tarefa do editor e exige-se respeito entre os colegas. Tudo perfeito. Começam as perguntas e alguém sempre abre a série achando que está sendo super amigável e simpático. E é, invariavelmente, um desses assuntos:

- Empolgado por ser pai/mãe novamente?
- O que te atraiu ao projeto?
- O que você faz no tempo livre entre filmagens?

Falta aparecer um luminoso na testa do sujeito: De novo isso?

As perguntas começam a rolar e, lá no meio, alguém resolve soltar outra pérola:
- Que músicas você tem no seu Ipod?
- Qual o último museu que você visitou?

PELOAMORDEYODA, quem em sã consciência quer saber disso? Nem as leitoras das revistas de esportes radicais femininos se interessam por isso. Mudaria a sua vida, amigo leitor, se soubesse que, sei lá, Angelina Jolie foi visitar uma exposição obscura de arte africana na Antuérpia? Ou que Hugh Laurie escuta Beatles no Ipod? Isso gera, quando muito, uma informação circunstancial na matéria. E olhe lá.

Chega a ser embaraçoso notar que, por mais específicas que sejam as pautas, as pessoas não ligam muito para o filme em questão e para o que o ator – que vai dedicar os próximos 20 minutos da vida dele a responder às aqueles jornalistas – possa realmente contribuir. Levou pouco tempo para notar que são poucos os correspondentes que efetivamente trabalham com cinema e suas características. A maioria do pessoal é de revista feminina, revista de fofoca internacional e, mesmo as “vacas sagradas” dos grandes jornais europeus se mostram verdadeiras antas se comparados ao tipo de pergunta que os brasileiros fazem. Por isso, tudo parece importante, menos o filme, que acaba servindo como desculpa para explorar a vida pessoal das celebridades e, no processo, arrancar alguma declaração bombástica sobre uma casa nova ou afiliação política.

De maneira alguma estou puxando a sardinha para o meu lado, embora fazer boas perguntas seja obrigatório no meu trabalho e exigido por meus editores. Mas, falando em termos de junkets no Brasil, os atores e diretores sempre são bem explorados, falam sobre diversos assuntos. Tudo reflexo de gente que se prepara e, talvez pela escassez de oportunidades, faça de tudo para aproveitar a chance ao máximo. Ou, simplesmente, pois somos jornalistas melhores mesmo.

A Larissa, com quem trabalhei por anos no Cartoon Network, sempre dizia que os brasileiros davam um baile no resto do povo da América Latina. E vi que isso era verdade quando moderava entrevistas para o Cartoon e para a TNT. Agora, notei que, quando tem brasileiro na mesa, a gente só perde para as folgadas que querem ficar perguntando de vida pessoal, repercussão de coisas que outros famosos falaram sobre aquele famoso ou quando tem alguém “grávido”.

Claro, tudo pode piorar quando a pessoa que é enviada para cobrir o evento arranha no inglês. Para ilustrar o fato quase folclórico, cito uma colega que veio da Espanha por uma revista teen. No carro que nos levou ao cinema – eu continuo pegando até os hotéis e aproveitando a carona da van até o cinema, quando é muito longe – já deu para perceber que a moça faltava assumir que tinha medo de falar inglês. Bom, sem galho, o filme era musical, então não tinha muito o que entender mesmo, era só sacar o refrão da música e tudo bem. Detalhe, ela ficou 4 horas presa na imigração, pois disse que tinha viajado a trabalho, mas tinha visto de turismo, entretanto, ela estava aqui como jornalista. Bela comunicação, não?

Chegou a hora da entrevista, qual a minha surpresa quando notei que a moça ficou o tempo todo calada e, quando resolveu abrir a boca, perguntou (atenção para a pronúncia impecável): is iti impórtanti to bi iórsélufi?

O entrevistado em questão ficou com cara de “Ah?”, notou o pânico na cara da criatura e respondeu qualquer coisa. Pois é, quando se faz uma pergunta só para marcar presença é isso que se consegue. Resposta boba e pronta. Depois, quem leva a fama de que só repete as mesmas coisas são os atores, isso quando não são tratados como “babacas”. O Harrison Ford tem essa fama, mas foi fantástico na uma hora que o entrevistei. “Babacas” são esses caras que querem polemizar e perguntar bobagem, aí levam uma resposta atravessada e descem a porrada na pessoal, no filme, no contra-regra, e até a última geração de periquitos amestrados da Islândia do office-boy que levou o roteiro da copiadora até o estúdio!

Para fechar, o exemplo máximo:

Fulano falava sobre um filme ligado ao budismo.

- [Repórter Masoquista #1] Você se tornou budista?
- Não.

-[Repórter Masoquista #2] Quais conceitos do budismo você adotou para a sua vida?
- Acabei de dizer aqui, não sou budista.

- [Repórter Masoquista #1... de novo] Mas o budismo é baseado no bom senso.
- E eu uso o meu bom senso, mas não sou budista. Não ficou claro? [faltou levantar, pegar a cadeira e jogar na cabeça dos imbecis].

Será tão difícil assim aceitar um “não” como resposta? Pelo jeito é.

Como já diz o ditado, perguntas idiotas, respostas cretinas. Enquanto isso, eu já sei dos gostos pessoais de um bando de gente famosa. Nossa, minha vida mudou!

Constado às 22:06 em Cinema, Entrevistas, Guia da Semana, Viagem | 2 Comentários | 

Freddie Highmore em Spiderwick

Logo no início do blog, ou seja, da viagem, escrevi aqui que havia gostado muito de As Crônicas de Spiderwick. Pois é, continuo gostando e agora o filme estreou e posso falar um pouco mais dele. Escrevi dois textos que pode ser lidos aqui e aqui (nesse, por favor, muitos cliques, comentem lá também, pois ajuda a dar resultado pro pessoal que paga meu salário e, com isso, eu continuo aqui entrevistando a galera!).

Sei que muita gente pode encarar como filme infantil, dizer que conto de fadas é bobagem e tal. Como estudioso informal do assunto, digo que existe muito mais em torno desse assunto do que conteúdo infantil. Aliás, a origem dos contos de fadas é algo muito mais tenebroso do que se imagina. Curiosamente, Spiderwick toca nesse ponto de certa maneira, ao mostrar que, embora aparentemente infantilizadas, as criaturas desse mundo imaginário podem ser mais perigosas do que parecem. Assim são seus conceitos, infantis superficialmente, mas carregados de medos e terror por parte das culturas que os criaram.

É um assunto fascinante e escrevo um post mais complexo depois. Estou morrendo de cansaço por causa da junket de Street Kings, que fiz hoje. E ainda tenho mais duas na semana que vem. Todas em Beverly Hills, ou seja, 4 horas por dia jogadas fora com ônibus. Alguém me descola um carro? A Soccer Mom até tentou, mas a coitada tá meio fudida que nem eu, então já viu. Nós é pobre, mais nóis ri muito, fala ae, Verônica?! HAHA!

Cliquem nas matérias e vamos conversar a respeito.

Bom fim de semana!

Constado às 15:49 em Cinema, Comportamento, Entrevistas, Estrelismo | 5 Comentários | 

No caminho, um sinal.. haha

Para ninguém, nunca mais, dizer que jornalista só se dá bem na vida.

Cliquem aqui e entendam como existe um lado negro que ninguém conta, pois assumir que o resultado de uma entrevista foi esse, poucos veículos do mundo publicariam. Politicagem, sabe. Mas eu sou sincero demais até, enfim.

A matéria foi publicada na Sci-Fi News, edição de março já nas bancas, mas como a parceria com o Judão ajuda a trazer esse material para a internet, divirtam-se também online! :)

Constado às 11:06 em Disney, Entrevistas | 18 Comentários | 

Óia eu!

Foto mico!!! Novos óculos 3D da Disney, usados para ver o supermegaboga show de Hannah Montana! Estou me sentindo o adolescente hoje! :)

E agora vou sair para entrevistar a moçoila, Miley Cyrus! hehehe

Rezem por mim!

Constado às 11:26 em Cinema, Entrevistas, Exclusivo | 22 Comentários | 

300 II - A Missão

Saber ler as entrelinhas é fundamental quando se está em Hollywood. Teoricamente, ninguém pode dizer nada sobre os projetos, mas o pessoal fala mesmo assim. Só é preciso entender o recado. A entrevista com Mark Canton, o produtor de As Crônicas de Spiderwick e de 300, corria tranquilamente quando ele começou a falar de 300 e de como seria fazer novos filmes com Zack Snyder.

Não tive dúvida e mandei bala: a continuação vai acontecer? Ele abriu um sorriso tão espontâneo e legítimo de felicidade que qualquer coisa que ele dissesse dali para a frente não importaria.

O correspondente francês emendou “Nem precisa responder, ele vai fazer!”, aí veio a defesa de Canton. “Eu não disse isso… risos… eu disse ‘não seria ótimo fazer um outro filme’”. Enquanto saia da sala, Canton me disse rapidinho que eles estão apenas esperando a aprovação do orçamento pela Warner Bros. para começa a produção. Frank Miller já tem um primeiro tratamento para o roteiro e, inevitavelmente, Zack Snyder assume a direção. Preparem-se, o chão vai tremer na Grécia novamente! E essa é uma notícia exclusiva do SOS Hollywood, .Br com orgulho.

Curiosidade: quando as primeiras camisetas do filme ficaram prontas, as pessoas perguntavam: tá escrito ZOO, aí? Que diabos é ZOO (zoológico em inglês)? A gráfia é similar a jeito como o número 300 foi escrito.

A reação da produção: “F…, ninguém consegue ler o nome do filme!”. O mesmo aconteceu na produção do primeiro Batman, de Tim Burton, também produzido por Canton. As pessoas achavam que o logotipo estilizado do Homem Morcego era algum anúncio de show dos Rolling Stones. A continuação de 300 ainda não tem data para estrear.

Momento descontração: Vi isso num blog que acabou de me linkar.
Obrigado pelo link, Quintino!

Com vocês, 1 de Esparta! Estrelando, Chuck Norris!

Chuck Leonidas

Constado às 10:30 em Críticas, Entrevistas, Guia da Semana | 6 Comentários | 

10.000 a.C.

Em mais um importante passo em direção à conquista mundi…oops, discurso errado. Aí vão minhas primeiras matérias com link no todo-poderoso UOL. Uma delas, com chamada na capa, nas Estréias de Cinema. Tudo bem que é com filme ruim, mas nada nessa vida é perfeito: 10,000 a.C.

E como o Bó faria a crítica pro Judão mesmo, por ter odiado com todas as forças, eu nem fiz. É impossível competir com a fúria cega do Big Boss Judônico!

Link UOL:

Estréias (desça até o 10,000 a.C.)

Links Guia da Semana (são os mesmos textos, mas como o pessoal da minha família entra aqui para saber onde ler, tem que colocar tudo. Oi Mãe!):

Crítica.

Entrevista com Steve Strait.

Constado às 20:02 em Astros, Entrevistas | 14 Comentários | 

Primeira Capa NACIONAL!

Chega ao fim a primeira parte da saga de Harrison Ford nas minhas mãos. Está nas bancas a revista ÉPOCA, edição 511, com chamada de capa para a Entrevista de Harrison Ford. Minha primeira matéria e logo na capa. Acabei dividindo o crédito com o Bruno Segadilha, mas tudo bem. O Bruno é gente boa e fico feliz de compartilhar isso com ele. :-D

O link para a entrevista está aqui.
Comentem no site lá, por favor. Ajuda a dar uma moral! :)

Bom, isso foi para TODOS OS NERDS NO BRASIL, até para aqueles que me detestam! :-)
A gente merecia isso! E eu também, especialmente depois desse mês de cão aqui, sozinho, longe da minha família, e comendo sanduíche de presunto todo dia.

A primeira de muitas aventuras em Hollywood!

uv