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Vai pelo quarto dia o Los Angeles Film Festival (LAFF), que reúne a produção anual do cinema independente local, grande quantidade de convidados estrangeiros e, claro, marca a estréia de pelo menos três grandes blockbusters da temporada. Wanted abriu as atividades em noite de gala com pompa e circunstância no dia 19 e, desde então, cerca de vinte filmes são exibidos diariamente, isso sem contar a vasta produção paralela de curtas. Os destaques de hoje são um bate-papo com Antonio Banderas, co-organizador do festival, sobre sua carreira, o francês La Guerra (2007, dirigido por Serge Bozon) e o norte-americano Frozen River (2007, dirigido por Courtney Hunt). Tropa de Elite abriu as exibições públicas na sexta-feira. Outra faceta do LAFF é a mostra de filmes cultuados. A versão original de Planeta dos Macacos tomou as telas do The Regency, no domingo, e hoje é dia de Garotos Perdidos, no Mann Festival Theatre. O Los Angeles Film Festival é patrocinado e realizado anualmente pelo jornal Los Angeles Times. O evento ocupa toda a área de Westwood Village, pertinho da UCLA, e faz com que o bairro respire cinema e uma multidão se dirija ao local diariamente. São 18 cinemas envolvidos durante dez dias ininterruptos. It’s the place to be até o dia 29 de junho! Acompanhe mais novidades e crÃticas ao longo da semana aqui no SOS Hollywood, único veÃculo brasileiro cobrindo de pertinho tudo que acontece no evento. Eu preciso dormiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiir! Mas vamo que vamo que é filme a rodo pra ver!
Essa entrevista de Agente 86 (Get Smart) foi o que chamamos de “long lead”, ou seja, acontece muito antes do filme. Logo, não assisti ao filme, mas deu para se divertir, e muito, com o pessoal. Anne Hathaway é gatinha mesmo e simpática para caramba, agora o The Rock, que sempre achei ser uma fortaleza ambulante, nem é tudo isso. Aliás, depois de conhecer Lou Ferrigno, arrisco dizer que Dwayne Johnson é um pouco franzino até. HAHAHA. Última coisa antes do texto: Steve Carell é simplesmente alucinado! Fico imaginando como deve ter sido o set de filmagens com ele e o Jim Carrey juntos. Gente aloprada por natureza sempre gera coisas boas, até mesmo quando o sujeito está sentado num sofá e tem aquela preocupação em não dar uma de babaca demais na frente dos “maldosos” jornalistas. Bom, segue a entrevista e confira a crÃtica do Judão aqui. Está no ar a entrevista completa com Louis Leterrier, diretor de O IncrÃvel Hulk! Cliquem aqui para conferir o bate-papo exclusivo realizado pelo repórter do SOS Hollywood! SOS HOLLYWOOD SMASHES!!!!
Depois que o diretor Louis Leterrier mencionou uma eventual aparição do Capitão América no filme O IncrÃvel Hulk, numa entrevista ao G4TV, na semana passada, o mundo nerd entrou em delÃrio para caçar o Bandeiroso em algum detalhe do filme.
LOS ANGELES - Não queria gostar de O IncrÃvel Hulk. Não sei o motivo, mas entrei com três pedregulhos prontos para atacar o filme. E os primeiros 15 minutos levaram duas das pedras na cabeça, aliás, bem no meio da testa. Entretanto, escondi a terceira pedra cheio de vergonha e me perguntando como um filme pode mudar tanto com apenas uma cena? Eu não fui o único que mudou de opinião não. Vejamos os porquês. (Alguns spoilers além deste ponto. Pronto, avisei!)
Até mesmo pessoas inteligentes têm seus momentos “Magdaâ€. Sharon Stone falou bobagem da China e levou uma invertida poderosa e financeira. Entretanto, esse caso nem se compara ao cala-boca que Spike Lee levou do Clint Eastwood outro dia. Bom, o sujeito também foi mexer com o Clint? Putz, com Dirty Harry não se brinca, filhote! Mas ele foi pregar aquela palhaçada racial dele (direitos são uma coisa, usar como arma polÃtica ou de publicidade é outra totalmente diferente, e foi isso que ele fez) e se esqueceu de pensar se seu argumento era válido ou não. Vou explicar por que Spike Lee se demonstrou um tapado, nesse caso. Gosto dele, mas perdeu vários pontos depois dessa. Vamos aos fatos:
E eles perguntaram.
Com os dois lados expostos, vou amarrar essa coisa toda. Como alguns de vocês sabem, eu escrevo contos e, no momento, estou trabalhando no meu primeiro livro. Mês passado, porém, escrevi um roteiro em inglês da minha primeira tentativa de curta-metragem. O assunto: Segunda Guerra Mundial. Curiosamente, eu queria escalar um ator negro para o papel, mais especificamente John Adams (Dead Zone), colega meu aqui , gente boa pacas e que arranha no português. Diferente do Spike Lee, eu pesquisei a presença e a participação de soldados negros no conflito, especialmente no Teatro de Operações Europeu. Como fã e estudioso do tema, achei estranho também, assim como o Lee, que não houvesse negros em produções como Band of Brothers, O Resgate do Soldado Ryan, Além da Linha Vermelha, e por aà vai. Demorou um pouco para chegar ao resultado, mas o próprio John me colocou em contato com um veterano que, além de indicar um material distribuÃdo na comunidade negra aqui, deu a resposta: não haviam negros na linha de frente norte-americana no inÃcio da guerra, especialmente no Dia-D. O Teatro do PacÃfico, porém, apresentou a utilização de combatentes negros bem mais rápido e, realmente, havia um contingente afro-americano na invasão à s ilhas japonesas como Iwo Jima, mas um número Ãnfimo se comparado aos caucasianos. O comentário de Lee soa fora de contexto, uma vez que os filmes de Eastwood tem por objetivo retratar a história dos soldados que levantaram a bandeira, em A Conquista da Honra, e dos japoneses, em Cartas de Iwo Jima. Spike Lee vem tocando nesse tema há um tempo, diz que é provocação de Eastwood e promete fazer seu próprio filme de guerra para “corrigir†esses erros. Ótimo, mas que o faça num intervalo histórico onde a participação negra foi verÃdica. É realmente necessário mostrar esse aspecto da guerra. Os Estados Unidos ainda viviam um sistema social segregado durante Segunda Guerra Mundial, que continuou a ter seus efeitos inclusive durante o Vietnã – aà sim uma guerra onde os negros foram enviados ao front sem pensar duas vezes. Quem assistiu a Fomos Heróis pode notar a integração entre os soldados, mas o detalhe da segregação surge quando uma das esposas recém-chegadas fica surpresa com a lavanderia “withes only†(ela pensou que só podia lavar roupa branca, mas, na verdade era que só “gente†branca poderia entrar no estabelecimento). Não havia nenhum pára-quedista negro no ataque aéreo e tampouco dentro das barcaças de desembarque. O primeiro negro a colocar os pés na Normandia foi um motorista de caminhão, que levava suprimentos para os combatentes. As unidades do Exército formadas por negros eram não-combatentes, no inÃcio da guerra, mas isso foi mudando ao longo do conflito. O personagem de Cuba Godding Jr. em Pearl Harbor, por exemplo, deixa claro que “lugar de negro era na cozinha”, sob a ótica das Forças Armadas, pelo menos até a briga começar e as estúpidas barreiras raciais começaram a esmorecer, afinal, muito branquelo foi salvo pela coragem e bravura dos soldados negros. Voltando a Spike Lee. Como membro ativo da comunidade negra e, sem dúvida, em contato com todo esse material que um recém-chegado como eu conseguiu, soa apenas como jogada de marketing criticar Clint abertamente. A resposta de Eastwood foi perfeita e dentro da realidade do conflito. Para que escalar negros num lugar onde não haviam negros lutando? Seria o mesmo que George Lucas escalar atores brancos para estrelar Red Tails, que vai contar a história do melhor esquadrão de caça da WWII e que era totalmente formado por pilotos negros. Se o Lucas estragar esse, eu juro que ele perde meu respeito! O “ataque†de Lee tem uma razão, porém. O próximo projeto de Clint Eastwood envolve a história de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da Ãfrica do Sul. Entendo a postura do cineasta desafiante como um aviso: “estamos de olho no que você fazâ€. Mas o golpe não funcionou, e o detentor do tÃtulo devolveu com um nocaute: “Não vou transformar Nelson Mandela em um brancoâ€, disse sorrindo. Portanto, Spike, meu caro: calaaaaaaaaaaaaaaada!
Um pouquinho de história barretônica antes de mais nada. No ano de 1999, na primeira Jedicon, eu coloquei uma certa fantasia só para desfilar um pouco. Como organizador nunca para quieto, acabei ficando o resto do dia correndo para lá e para cá vestido de Han Solo. Embora pouca gente se lembre, já que essa nova geração de fãs ainda mijava nas calças em 99, isso aconteceu e muita gente ainda me chama de “presidente Han Soloâ€. Foi muito legal. Apertando o botão de avançar no tempo para, exatamente, 25 de fevereiro de 2008. Quatro dias antes, recebo um comunicado me escalando para minha primeira entrevista oficial pela revista. O coração já bateu forte pelo lado profissional, mas quando terminei de ler o email eu quase enfartei. Meu primeiro entrevistado seria ninguém menos que Harrison Ford. E, para meu desespero, em Santa Monica, que é bem longe de onde eu moro. Dá-lhe Busão! Por sorte, porém, na sexta-feira anterior, quando fui entrevistar o elenco de Agente 86, trombei minha coleguinha Donna, uma australiana MUITO GENTE BOA, que também estava escalada para o Ford e me ofereceu carona. Menos mal, SÓ tive que ir até Beverly Hills – um metrô e um busão e 1h30 de investimento –, mas valeu a pena, pois até Santa Monica seriam quase 3 horas e mais um busão. A entrevista seria no dia 25, mas, o que tinha na noite anterior? Oscar, claro. Enfiei meu rabicozinho num restaurante, curiosamente, brasileiro, pois vi todo mundo olhando para uma parede. Como parede não pode ser tão legal, saquei que era uma plasma. Dito e feito, entrei, comi polenta – oba! – e tomei algumas taças de vinho. Italiano, tinto. Muito bom. Tudo isso enquanto atualizava o Judão no Oscar 2008. Descobri que meu laptop não tem uma bateria muito boa e na metade do prêmio já estava pedindo água! Claro que, normalmente, você se prepara, faz pesquisa e organiza as idéias para falar com um top star que nem o Ford, mas, no fundo, eu me preparei para essa conversa nos últimos 20 anos da minha vida. Dá arrepio até de lembrar. Bão, madruguei no dia seguinte para chegar a Beverly Hills no horário combinado. Metrô e busão depois, cheguei ao apê dos australianos, mas não tinha ninguém. Mas o susto durou pouco e eles só tinham ido tomar café. Carona certa, Santa Monica aqui vou eu. O caminho até lá é legal, uma baita avenidona que não termina nunca! Quer dizer, quase. Quando eu achava que continuaria muito mais, finalmente, vi o mar da Califórnia. Pois é, praia! O hotel ficava ao lado de Venice Beach, um dos points mais badalados do lugar. Ou seja, levou quase 2 meses para eu ver o mar! Mas foi legal. Rolou uma mini emoção. HAHA. O clima já começava quando um pôster de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (esse aà da foto) indicava o caminho para a sala de entrevistas. As meninas supersimpáticas da Paramount já me esperavam, a salinha lotada de comida também, e, claro, a vista para o mar! Encontrei com Isabela Boscov, da Veja. Fiquei muito feliz ao, finalmente, me ver num mesmo evento que ela. Depois de lutar tanto como assessor para mandá-la para alguma das minhas junkets, lá estava eu, “concorrente†dela. Mas a mulher é um doce e extremamente profissional. É ótima para conversar e entende como o mundo funciona, ao contrário de outra pessoinha ridÃcula e mau-caráter, que apareceu depois. Aà veio a entrevista. A assessora de imprensa entra acompanhando um sujeito de cabelos bem grisalhos, calça jeans, mãos no bolso, e um blazer cinza. O cara vem chegando e ela pede para que cada um se apresente…. “começando pelo Fábioâ€. Eu simplesmente congelei! Por uma fração de segundos, claro, até que vi ele esticando a mão. “Prazer, Harrison Fordâ€. “Fábio Barreto, Brasilâ€. E seguiu cumprimentando os demais. A entrevista começou, aos poucos, ele foi tirando o blazer, arregaçou as mangas e enfrentava a bateria de perguntas. A maioria boas, mas, claro, sempre algumas besteiras no caminho. Era engraçado notar como, conforme ele falava, dava para identificar um pouco de cada um dos maiores personagens que marcaram minha vida. Eu juro que, enquanto anotava uma resposta, eu achei que o Han Solo estava ali na sala. Bem, estava, mas vocês entenderam. Entrevista encerrada, era a vez de conversar com Frank Marshall, o produtor. O cara era todo sorrisos, pois tinha acabado de ganhar uma penca de Oscars por Ultimato Bourne, então foi um passeio falar com ele. A melhor coisa foi descobrir que Foz do Iguaçu está no filme. Deu para ter certeza de que é impossÃvel não gostar do próximo Indiana. Deu até arrepio ouvir ele falando dos primeiros filmes e da retomada do trabalho com o novo. Nesse meio tempo, rolaram umas conversas e uns papos, e acabei conseguindo uma segunda entrevista com Harrison Ford. Não congelei nem nada, mas ampliei os sentidos. Precisava ser melhor que na primeira e quebrar a banca. Afinal de contas, eu estaria lá uma segunda vez. Retornei à sala, ele retornou e cumprimentou a todos. Quando chegou a minha vez, enquanto apertava minha mão, parou. - Ei, você voltou? Devo dizer que foi triste ouvir, duas vezes, ele dizer que Han Solo não é interessante, meio bobo e que não voltaria a interpretá-lo. “E aquelas calças, meu deusâ€. Embora não tenhamos visto nenhuma prévia do filme e todo mundo tenha feito segredo além do normal sobre o roteiro, foi possÃvel respirar o mundo de Indiana Jones, naquele delicioso hotel beira-mar, em Santa Monica. Conheci um sujeito que, mesmo não gostando, me fez querer aprender a falar inglês, fundar um fã clube e virar jornalista. Tudo para, um dia, entrevistar alguém como ele, já que, ele, parecia sonho bobo. E foi justamente ele que iniciou um novo perÃodo profissional na minha vida. Claro que não disse nada disso ao Harrison Ford e fiz apenas meu trabalho, mas, lá no fundo, meu coração batia num ritmo diferente, ritmo de quem sonhou, lutou, sofreu e conseguiu chegar além de seus maiores sonhos. (Santa Mônica, sem óculos de sol e tirando foto sozinho, podia ser pior!) A matéria sair na capa da revista Época foi a cerejinha que faltava nesse bolo mousse extra cremoso. Só tenho a agradecer a todos que participaram da minha vida, que me levou a esse momento extremamente feliz, alegre e completo. Sabe, eu nem lembrei que era fã, ou que sempre tinha sonhado com um dia ficar frente a frente com ele, mas depois, quando a matéria saiu, caiu a ficha. Eu chorei feito criança e quase levitei, pois sabia que era merecido. Independente do que qualquer pessoa diga ou ache. Resumo da ópera, entrevistei Harrison Ford, fiz direito, como deve ser feito, me orgulho disso e sei que tem alguém, se é que existe outro plano, muito feliz por mim. Mesmo ela não estando mais entre nós, minha avó tem participação vital nessa coisa toda.
Queridos leitores, como o fechamento da próxima edição da Sci-Fi News e um pé quase quebrado tomam toda minha atenção nessa semana, vou apenas fazer uma lista de links com minhas matérias exclusivas publicadas sobre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Tenho mais um texto pronto para sair, mas ele fica para o especial do Judão e, claro, com uma nova crÃtica de Indy 4, desta vez, sem medo de spoilers. Bom, aà vão as matérias: - CrÃtica no Guia da Semana Em tempo, vários amigos mandaram e-mails ou falaram comigo pelo MSN adorando o filme! Fiquei feliz, já que mais gente tem compartilhado a sensação que eu tive ao assistir ao novo Indy. Sai que é sua Harrison Ford!
A indústria do cinema é cruel. Hoje em dia, o fato de um filme ser bom não o salva do eventual fiasco e, ao contrário, sucessos incontestáveis de bilheteria não implicam que o filme seja necessariamente bom. É exatamente sobre esse aspecto que, provavelmente, a maioria das crÃticas de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal vão abordar. O Festival de Cannes já sinalizou “pouco interesse†e vi um pouco disso na exibição de imprensa que acabou de acontecer em Los Angeles, dentro dos estúdios Paramount. Seja por excesso de expectativa exagerada ou por eventuais falhas de roteiro – afinal de contas, George Lucas está na parada – não houve ovação, porém, também não vi ninguém odiando o filme. De qualquer forma, digo a vocês, O FILME É INDIANA JONES PURO, DO COMEÇO AO FIM! [Prometo que não vou contar nenhum detalhe, afinal, concordo com Spielberg quando ele aposta no segredo para manter a magia do cinema.] O que se esperava do novo Indiana Jones? Aventura, claro. E isso, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal tem de monte. Aliás, o ritmo é bastante puxado e poucas são as cenas sem algum elemento fÃsico ou um pouco de ação. Boas piadas pontuam o filme. A melhor expressão para definir o que é esse longa-metragem deve ser a predileta dos atores: it’s a lot of fun! É divertido para caramba! E, sendo assim, é um ótimo filme. Não há muito mais que se esperar de um quarto filme, sobre um mesmo personagem e suas aventuras impossÃveis. Uma crÃtica do Washington Post diz que é vazio e sem sentido. Bom, convenhamos qual a utilidade e o sentido dos filmes anteriores? Puramente divertir e entreter. Porém, o que faz a diferença entre o tipo de diversão entregue por Indiana Jones em relação a seus “concorrentes†como A Múmia, National Treasure e similares é que nenhum deles bate Indy em carisma. E isso, inegavelmente, Harrison Ford tem de sobra. É impossÃvel não torcer por ele a cada salto, tiro ou enigma que precisa decifrar para solucionar o dilema do cabeção de cristal. Mutt Williams (Shia LaBeouf) foi boa aquisição ao elenco. Seu visual totalmente chupado de Marlon Brando em The Wild One define todo seu estado de espÃrito sem dizer muito, mas ele é um dos que mais muda ao longo da trama. Já Marion Ravenwood (Karen Allen, quando a idade chega, a idade chega…) retorna, mas não convence muito e, a exemplo de Susan Sarandon em Speed Racer, vê sua personagem ser mera coadjuvante estética na maior parte da história. De qualquer forma, não é para ver os dois que o público vai pagar o ingresso, mas sim para acompanhar o retorno de Harrison Ford ao papel de Indiana Jones. Ele faz o que tem de melhor: corre, pula, tira sarro da cara dos bandidos e, claro, tem seus momentos mais exagerados do que gostarÃamos de ver, mas, tratando-se de Indiana Jones, vale tudo! O bom trabalho de câmera e efeitos não deixa o espectador pensar no fato de que ali está um homem de 65 anos. A idade do personagem, aliás, acaba servindo com motivo de boas cenas cômicas. Esse filme não é e nem vai ser uma unanimidade. Quem quiser achar defeitos vai ter um banquete à disposição, assim como quem resolver defender ou enaltecer as cenas bacanas. Talvez por isso muitos crÃticos tenham resolvido queimar o filme logo de cara, assim não ficam com remorso caso a opinião pública o condene. De qualquer forma, cada um faz seu juÃzo. Gostei, vi muita coisa boa, ri bastante ao longo de todo filme e a não gostei de algumas decisões tomadas pela equipe no desfecho, mas aà é coisa bem pessoal. No geral, é como se tivesse voltado no tempo e entrado num cinema cerca de dois anos depois da estréia de A Última Cruzada. Porém, pode estar aà o calcanhar de Aquiles do filme. Todo mundo tem insistido que foi feito para os fãs, entretanto, Spielberg pode ter pensado tanto nos fãs que não se deu conta de que essas pessoas cresceram e amadureceram. Quem pedia por um novo filme empolgado com A Última Cruzada não tem mais aquela mentalidade. Indiana Jones tem. Embora o tempo possa ter passado e ele, a partir de certo ponto, se torne um sujeito “sério e responsávelâ€, o espÃrito da “trilogia†original foi mantido. Seus conceitos, seus ideais, sua identidade visual. É como se tudo tivesse parado no tempo. Um tempo bom, diga-se de passagem. Mas a dúvida é: o público de hoje está preparado para essa viagem no tempo? Faz sentido para eles – jovens ou não – falar em russos, caça à s bruxas, comunismo? Saberemos em breve. Faltam apenas 4 dias para a estréia. Os veteranos tem em Ford a certeza de que o personagem continua imbatÃvel e exatamente como nos lembramos. E como estandarte da nova geração surge Shia LaBeouf, que já arregimentou a garotada em Transformers e surge como novo elemento constante em eventuais filmes do personagem. Ele acaba sendo o catalisador dramático e cômico do filme todo, e faz o trabalho direito. Especialmente na parte cômica. Não há como deixar de lado a idéia de que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é um filme engraçado, com objetivo de divertir e tentar fazer isso da melhor maneira que o trio de ferro permite. A cena de abertura, aliás, dá o tom para todo o resto do rolo. Não há nenhum objetivo polÃtico – os russos já perderam e a Guerra Fria acabou –, as tribos do Peru não devem dar muita bola para a existência, ou não, de um crânio de cristal cheio de superpoderes e o personagem nunca foi de passar por aventuras verÃdicas ou cotidianas. Tudo ali é faz de conta, com muita qualidade diga-se de passagem, mas, ainda assim, uma história cuja função é servir de palco para que Indy faça seu show, Harrison Ford retorne ao topo e, quem sabe, Shia LeBouf se transforme no porta-voz do bom cinema para essa nova geração em cujas mãos está o destino ($$) e o julgamento da validade, ou não, de Indiana Jones para o novo século. Será um arqueólogo e professor meio perÃodo capaz de competir com os cenários supercomputadorizados dos Wachowski ou a tecnologia dos filmes de superheróis? A única certeza que tiro disso tudo é que realizei mais um sonho, vi Indiana Jones no cinema. E uma conclusão: George Lucas tem que ser proibido de escrever roteiros pelos próximos 10 anos, ainda de castigo por Episódio I e por algumas escorregadas com o Indy! E viva as marmotas! Saiu nesse fim de semana, minha nova matéria de capa na revista Época. Desta vez, a entrevistada exclusiva foi Miley Cyrus, que estrela o seriado Hannah Montana. A entrevista pode ser lida aqui. Ficou muito legal e estou bastante feliz com o resultado! Miley foi graciosa, engraçada e disse que quer vir fazer um show no Brasil no ano que vem. Show de bola! É impressionante ver alguém com 15 anos causar tanta comoção no mundo todo. Coisa de louco! hehe! Essa foto é para minha sobrinha, Bella Beatriz. Miley fez questão de tirar fotos com todos os jornalistas presentes, então, a minha vai de presente para minha sobrinha, que é fã alucinada de Hannah Montana. |
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