As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!

Pessoal

Constado às 16:26 em Entrevistas, Exclusivo, Pessoal, Época | 12 Comentários | 

Saiu nesse fim de semana, minha nova matéria de capa na revista Época. Desta vez, a entrevistada exclusiva foi Miley Cyrus, que estrela o seriado Hannah Montana. A entrevista pode ser lida aqui. Ficou muito legal e estou bastante feliz com o resultado! :)

Miley foi graciosa, engraçada e disse que quer vir fazer um show no Brasil no ano que vem. Show de bola! É impressionante ver alguém com 15 anos causar tanta comoção no mundo todo. Coisa de louco! hehe!

Essa foto é para minha sobrinha, Bella Beatriz. Miley fez questão de tirar fotos com todos os jornalistas presentes, então, a minha vai de presente para minha sobrinha, que é fã alucinada de Hannah Montana.

Hannah

Constado às 15:30 em Comportamento, Pessoal | 14 Comentários | 

Mico

Além do mico que precisamos passar para conseguir o visto de entrada nos EUA, precisamos aturar o povo que quer impressionar os cônsules. É hilário de tão ridículo!

Hoje foi o último dia da maratona que começou na semana passada com a viagem para o Brasil e esse pequeno período de “fériasâ€. Mas embora tenha encerrado o ciclo, não quer dizer que foi fácil. Mas, sem dúvida, foi altamente divertido, afinal, foi minha segunda visita ao Consulado dos Estados Unidos em São Paulo em menos de 5 meses, o que mantém a memória bem viva sobre algumas características daquele lugar e de como nossos coleguinhas se comportam para conseguir o visto. Tem brasileiro que faz cada presepada.

Tudo começou às 5 da madruga. Minha entrevista estava marcada para as 7h40, ou seja, precisava estar lá às 6h. Felizmente, Sampa foi boa comigo e não encontrei transito na Marginal Pinheiros e cheguei bem rápido. Claro, ter feito o caminho no dia anterior e decorar ajudou E MUITO (como eu sempre digo, quem é amigo do Master, é amigo do Master! Valeu, Nando!).

Bom, cheguei no horário e passei logo pela pequena fila formada na parte de fora, mas é ali que a graça começa. Vem gente de todo canto de São Paulo, muita gente de Minas Gerais e, agora com dificuldades de agendamento no Rio, vários cariocas se infiltram nas fileiras. O primeiro aspecto que pode ser notado é a falta de informação sobre os procedimentos e como as coisas funcionam lá dentro, na temida entrevista com a equipe consular.

O mais engraçado são as pessoas, ou melhor, os pavões que vão tirar o visto. Grupos reviram formulários e discutem as “melhores respostas†para garantir a aprovação. Todo mundo tem uma teoria, uma história que alguém contou ou que leram na internet. Aí os primeiros pavões aparecem. Quem são esses pavões? Normalmente famílias, cujas mulheres se perfazem facilmente com a idéia de viajar “pros Statesâ€. Enquanto o maridão fica meio que preocupado com a eventual negação do visto, a patroa comporta-se como se já estivesse DENTRO de um shopping na Florida. O filho(a) sempre é o must: só faltam as orelhas do Mickey! A camiseta com a bandeira americana, a jaqueta importada e o boné de algum time ou mesmo da Disney completam o figurino.

Esse povo é deslumbradão. Acha que demonstrar “proximidade†com o país vai gerar alguma facilidade lá na frente, mas não é bem por aí. Hoje vi um gordinho que eu podia jurar ser a encarnação de Eric Cartman na terra, se ele abrisse a boca sairia alguma frase do desenho. Aposto! O moleque tinha tanto logotipo e coisas Disney que parecia uma árvore de natal na manha nublada em Sampa. Será que o pessoal acha que tem loja do Mickey lá dentro? Algum tutorial sobre NBA? Lavagem cerebral? Humm, pensando bem, lavagem cerebral não precisa para quem entra no clima.

A mãe do coitado ficava explicando como ele deveria responder as perguntas de acordo com a “estratégia†da família e etc. Detalhe: quando famílias fazem a entrevista, apenas um dos pais responde as perguntas e pronto. A cada nova explicação da mãe, o gordinho suava e tentava disfarçar, mas as perninhas tremendo mostravam que o “terrorismo†materno estava funcionando. O moleque não olhava para o lado de medo das câmeras e dos microfones que escutavam tudo que a gente falava. Hilário de tão absurdo!

Aliás, se você já foi, precebeu que muita gente não conversa enquanto está ali dentro? Ficam ali, compenetrados, pensando na entrevista. Com medo de terem o pedido rejeitado. E não conversam, afinal de contas, “se aquele cara tiver o pedido negado, não quero ser visto falando com eleâ€. Rola um medo coletivo no lugar, o que faz pouco sentido se pararmos para pensar na principal razão das pessoas ali: tirar férias. Tudo começa com estresse? Ali é o de menos se comparado ao risco da entrevista da Imigração, quando você pisa em território gringo. No Consulado você tem documentos, pode conversar e se explicar, na imigração a coisa é muito mais simples e rápida. Sim ou não. Se o cara não gostou da justificativa, mesmo com o visto aprovado, nada feito. E lá o agente não fala português. Enfim, o povo pira nessa história.

Enfim, depois deles, vêm os engravatados fakes. É fácil descobrir se um sujeito trabalha mesmo como executivo ou se está fazendo onda para impressionar. Sabiam que tem gente que viaja de termo para tentar ser mais bem tratado? É um barato! Voltando, o sujeito aparece todo engomado, pasta 007 que só falta ter controle de voz, mas faz tudo errado, tenta botar banca pra cima do pessoal da triagem e já solta aquele inglês macarrônico na hora da entrevista. Detalhe: tem cônsul que faz a entrevista em português, afinal, eles decidem, ou seja, nego já começa errado.

Outro grupo distinto são os “caras do congressoâ€. Das três vezes que fui tirar o visto, encontrei um grupo de pessoas que não faz muita idéia do que está fazendo ali, não tem nada preenchido e é acompanhado por uma funcionária do Consulado. Esses não estressam, eles simplesmente vão fazendo o que pedem e nem percebem quando a coisa toda acaba. Hoje fiquei curioso e perguntei a razão do tratamento especial: são grupos de pessoas com habilitação técnica, mas sem muita noção de línguas ou procedimentos burocrácitos, que grandes empresas envolvem em congressos internacionais para demonstrar equipamentos ou outras técnicas no exterior. Ou seja, o Brasil manda um monte de Hommers apertar botões nos States, enquanto o palestrante mostra as maravilhas do nosso know-how. Biito, né?

Todo esse processo é chato mesmo. Eles não deixam nem I-Pod entrar na área do consulado, metem a faca nos custos burocráticos e ainda ficam com o passaporte – que só vai pelo Sedex, sem chance querer ir retirar. Agora, tentar ser o que não é e inventar história? É por isso que muita gente tem o pedido negado, tenta dar cambau no processo e cai em contradição. Que nem a mãe explicando a estratégia para o filho. Tem estratégia melhor do que entrar lá, contar a razão pura e simples da solicitação de visto e pronto? Se contando a verdade já existe o risco de fecharem a porta, imagine enrolando? E, para isso, ninguém precisa se perfazer de “americanoâ€, engravatado ou ricaço.

E um cara ainda veio me perguntar se eu era doido de ir pedir o visto de calça jeans e camiseta. Bom, eu trabalho assim em LA, para que seria diferente no meu País? Gente doidaaaaaaaaa!

Constado às 10:07 em Pessoal | Nenhum comentário | 

joker


What a FUBAR day this is! Oh, yeah. Help me, Jack. Make me smile!

Constado às 12:29 em Música, Pessoal | 16 Comentários | 

Ficar sem meus CDs teve um efeito interessante. Acabei sentindo falta de muitas músicas fundamentais na vida de qualquer um que se considere inteligente nesse mundo e curta metal. Fui atrás das músicas do Blind Guardian, só para ouvir enquanto trabalhava e o YouTube é uma dádiva nesse aspecto. Claro que, como sempre, ouvi um bocado de música, entrei em pânico, saí correndo e fui na Virgin comprar CDs. SIM, EU COMPRO! EU NÃO BAIXO! :-p

El Cid, essa é para vossa sapiencia, meu filho! :)

Bom, compra feita, aí vai o melhor destaque em duas versões:

Estúdio (num dia que os caras TOMARAM BANHO):

Ao Vivo (vocalista pra que mesmo? e isso que é voz, mesmo com o povo cantando, ele arrebenta):

A letra:
Now You all know
The bards and their songs
When hours have gone by
I’ll close my eyes
In a world far away
We may meet again
But now hear my song
About the dawn of the night
Let’s sing the bards’ song

[Ref.:]
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards’ songs will remain
Tomorrow will take it away
The fear of today
It will be gone
Due to our magic songs

There’s only one song
Left in my mind
Tales of a brave man
Who lived far from here
Now the bard songs are over
And it’s time to leave
No one should ask You for the name Of the one
Who tells the story

[Ref.:]
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards’ songs will remain
Tomorrow all will be known
And You’re not alone
So don’t be afraid
In the dark and cold
‘Cause the bards’ songs will remain
They all will remain

In my thoughts and in my dreams
They’re always in my mind
These songs of hobbits, dwarves and men
And elves
Come close Your eyes
You can see them, too

Constado às 19:42 em Pessoal | 17 Comentários | 

Filha Lindona!

Não dá para esconder, uma das coisas das quais mais sinto falta nessa viagem é a minha filhota. Com a esposa do coração ainda dá para falar pelo MSN ou pelo telefone, mas a filha ainda não fala, não sabe digitar e tenta comer o telefone. Aí, a Lu resolve me mandar uma foto dessas e não tem como não dizer que é o orgulho do papai! Com credencial de imprensa e tudo mais?

Essa menina só me deixa orgulhoso! :)

Ah sim, antes que alguém reclame, gostaria de lembrar que esse, até segunda ordem, é meu blog pessoal. Embora algumas pessoas resolvam bisbilhotar e ir fazer fofoca sobre o que eu publico. Morram de inveja! Olha a filhona! :-p HUAUHHUAHUAHUA

Constado às 00:35 em Pessoal | 11 Comentários | 

Hoje tenho certeza, nasci para escrever. Tentei outras coisas, outras profissões, esportes, paixões. Mas há apenas uma coisa que me faz completo e realizado profissionalmente: escrever. Foi escrevendo que conquistei minhas asas, conheci minha esposa, meus ídolos e homenageei aquelas que amo. E é escrevendo que quero compartilhar uma história recente, triste, mas ainda assim, uma história. Que preciso escrever para assim, da melhor maneira que posso, honrar seus participantes e, em especial, ela.
Ela é minha avó. Elza.

Elza nasceu de família italiana, no coração da Mooca, nos tempos do bondinho, da chegada da Fábrica da União e de quando os galpões de tecelagens e outras indústrias tomavam conta do bairro mais gostoso de São Paulo. Casou cedo com meu avô, André. Tiveram três filhas: Ana Lúcia, Elizabeth e Elenice. Vovô e tia Elenice partiram há muito tempo, mas deixaram grandes saudades em todos da família. Elizabeth é minha mãe querida. Mas aqui falo de minha avó.

Na tarde de uma quinta-feira de janeiro o telefone tocou. Era ela, minha avó. Triste por saber que minha viagem se aproximava e que eu não a veria mais com tanta freqüência, ela ligou para saber se eu viria para Los Angeles mesmo e como estava me sentindo. Sempre preocupada. Sempre carinhosa.

Conversei bastante com ela, mas estava meio triste. Reclamei barbaridade da minha mãe, mas ela me fez ver que era bobeira ficar irritado, ainda mais tão perto da viagem. Faltavam apenas 5 dias para me distanciar de todos que amo.

E continuamos conversando, por uma meia hora. Ela me disse que estava cansada, sentindo um mal estar, mas que descansaria para se recompor. Durante a conversa, eu prometi que não descansaria até fazer a viagem valer a pena e que, em alguns meses, eu voltaria para levá-la para conhecer os Estados Unidos. De uns anos para cá, aprendi que a melhor coisa que pode ser dita àqueles que amamos é: eu te amo. E assim me despedi dela. “Vó, eu te amo, tá? Já estou morrendo de saudades. Te amoâ€. Meio insegura, como sempre para responder à minha devoção a ela, ela respondeu: Eu também te amo.

Foram as últimas palavras que ouvi da boca da minha avó. No dia seguinte, ela passou mal, foi para o hospital e, dois dias depois, tinha partido. Tive ainda uma última chance de ir vê-la, mas, atendendo a uma última “ordemâ€, fiquei com meus pais, irmãos, tios e primos no churrasco de despedida. Única demonstração de afeto que tive antes da minha partida, aliás. Nada de bota-fora com amigos. Nada. Apenas minha família. Minha mãe disse que ela deu uma bronca quando ficou sabendo que eu sairia no meio do churrasco para ir visitá-la no domingo.

Segunda pela manhã, enquanto negociava matérias e contatos, preparando as últimas coisas para embarcar, minha esposa entrou chorando no quarto. De algum modo eu já sabia, mas não queria acreditar. Era a notícia. A maldita notícia que temi por tantos anos e que simplesmente me derrubou. Até hoje não sei como não caí de cara no chão, mas a reação foi a da não reação. Ausência de emoção, já que meu ceticismo proíbe qualquer tentativa válida de negação ou algo do tipo para algo tão definitivo. A morte. Ali estava ela. Na minha frente, nua e crua, sem roteiro de cinema, sem trilha sonora. Ela apenas é. E a gente sem poder fazer nada.

Ainda não chorei o suficiente. Aliás, ainda não chorei direito por ela. Iniciei essa viagem maluca para salvar minha família, minha dignidade e reencontrar o Fábio lutador, que saiu do subúrbio da Zona Leste de São Paulo para disputar espaço na grande imprensa do Brasil, que hoje mora em Los Angeles, mas vai dormir todos os dias lembrando de tudo que já passou e por quem faz todo esse esforço.

Aqui estou construindo uma nova vida e vivendo um sonho, mas triste por não ter fugido do churrasco e falado com ela uma vez mais. Abraçado uma vez mais. Dado um último beijo delicado em seus lábios. E ter dito, sem ser pelo telefone, uma vez mais, “Te amo, vovóâ€.

Tenho visto pessoas preocupadas com picuinhas, intrigas, gente desmoralizando meu trabalho, duvidando da minha dignidade, desacreditando na minha promessa e nada disso faz sentido. Trocaria cada momento aqui, cada notícia apurada, cada entrevista feita por um reles minuto ao lado da minha avó. Um minuto. Uma frase. Um simples carinho.

A vida ganha mais valor quando algo assim acontece. Gostaria muito que a gente percebesse isso antes de acontecer que, assim como eu, as pessoas aprendessem a dizer “te amo†e não se preocupar com quem não merece seu amor. Mas cada um tem seu momento de aprendizado. Felizmente, o meu chegou antes e hoje seguro a barra de ficar longe da minha esposa amada e da minha filha, pois sei que vai valer a pena e que elas voltarão a viver comigo muito em breve. Felizes, numa nova realidade, numa nova chance que o Brasil me nega, infelizmente.

Carreguei o caixão de minha avó em seu último passeio. Fiquei junto dela o quanto pude até que a tristeza e o sono me afastaram do duro velório. Olhei para ela e, mesmo triste, pude me sentir orgulhoso por saber que a última coisa que dissemos um para o outro foi “Eu te amoâ€.

Já faz um mês que tudo isso aconteceu. E ainda não chorei. Mas o amor permanece. Uma parte da promessa eu não posso cumprir, a outra, eu não abro mão. Mesmo com as lágrimas lavando o rosto e tentando apagar a dor, que ainda é latente e imensurável.

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Obrigado por tudo!

uv