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Política

Constado às 23:52 em Política, TV | 7 Comentários | 

Eleição norte-americana segue os mesmos passos do roteiro de sucesso da última temporada de The West Wing: um jovem democrata não-caucasiano aposta na esperança contra um republicano experiente, independente e muito mais velho.

Artigo originalmente publicado no jornal O Globo.
Por Fábio M. Barreto, correspondente internacional

LOS ANGELES - Muito mais que o forte apoio à candidatura democrata, Hollywood contribuiu, e muito, para a disputa pela Casa Branca em 2008. Mesmo com sua natureza ficcional, o desfecho da sétima e última temporada da série The West Wing, estrelada por Martin Sheen, fez as vezes de vidente ao antecipar o duelo entre um jovem democrata não-caucasiano e o independente republicano muito mais velho e experiente, respectivamente, o congressista Matthew Santos (Jimmy Smits) e o senador Arnold Vinick (Alan Alda). Essa influência foi muito mais forte e incisiva do que a repetitiva referência ao presidente David Palmer em 24 Horas. Sejam plataformas de governo, sejam os perfis individuais, não há como negar as semelhanças entre os políticos fictícios de The West Wing e os atuais candidatos à presidência norte-americana: Barack Obama e John McCain. Isso sem falar no desfecho!

Depois de dois mandatos do democrata Josiah Bartlet, The West Wing mudou o foco de seu último ano para acompanhar a campanha pela sucessão, em especial, a trajetória de Matthew Santos - latino, propondo mudanças e apostando na esperança. “Vivemos num tempo de incertezas, mas a esperança não deve entrar na pauta… esperança é tudo que nos restaâ€, defendia Santos, que foi abertamente inspirado na figura de Barack Obama, especialmente depois do discurso introdutório à nomeação de John Kerry, nas eleições de 2004.

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uv