As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!

Star Wars

Constado às 20:09 em Cinema, Cobertura, Comic-Con, Comportamento, Estrelismo, Exclusivo, Imprensa, Star Wars, Viagem | 22 Comentários | 

Resolvi armar uma novidade para vocês hoje. Em vez de escrever sobre tudo que foi dado de brinde e algumas coisas curiosas que aconteceram durante a San Diego Comic-Con 2008, resolvi fazer um vídeo xumbrega ao extremo para mostrar as coisas para vocês.

Sim, eu sei que o mico é inevitável, mas fazer o que? O som está ruim, minha voz é péssima, mas é isso ae! Espero que gostem! Se não gostarem também, vão para o meio do Hell! YAY! =D

Aumente o som, sério!

Parte I

Parte II

Se alguém quiser se oferecer para editar, fale comigo! :D
Meu computador não tem memória nem para pensar em editar alguma coisa. Por que será que algo me diz que isso vai parar no Arre-Égua? =D

Constado às 23:20 em Cinema, Cobertura, Comic-Con, Comportamento, Entrevistas, Estrelismo, Star Wars | 26 Comentários | 

Zack Snyder

SAN DIEGO - Embora não seja unanimidade entre os críticos, os nerds de histórias em quadrinhos e cinema têm um ditado quando assunto é adaptar grandes títulos para o cinema: In Snyder We Trust (Em Snyder a gente confia!). A frase foi retirada da nota de 1 dólar – In God we Trust - e se refere ao diretor Zack Snyder, que segue numa carreira meteórica depois de refilmar Despertar dos Mortos, de George Romero, e de encarar o desafio de levar 300, de Frank Miller para o cinema. Snyder é o homem responsável pela até então impossível tarefa de transformar Watchmen, de Alan Moore, em filme. Apaixonado assumido e considerado uma “enciclopédia†pelos os atores com quem trabalha, o diretor parece ter acertado a mão, novamente, com Watchmen, um dos filmes mais antecipados de 2009.

Zack Snyder conversou com o SOS Hollywood durante a San Diego Comic-Con e falou sobre seu novo filme, a pressão dos fãs e, claro, sobre o momento atual dos quadrinhos no cinema. A entrevista foi bacana, mas devo dizer que encontrei um Snyder claramente esgotado fisicamente. Embora ele ainda demonstre toda a paixão que garantiu muitos fãs aqui, o ritmo ininterrupto de filmes sem dúvida tem afetado o “homem adaptação de quadrinhos”. Para ajudar, vários para-quedistas participaram da entrevista (gente perguntando sobre Alan Moore e sobre a “importância da Comic-Con”, putz), mas o troféu “Volta pra Casa” vai para uma correspondente brasileira que só ficou lá, sentada, gravando as entrevistas e não abriu a boca. Muito bem flipper!

Agora chega de enrolação, leia a entrevista!


Por que demorou tanto para Watchmen ser adaptado?

Watchmen levou 20 anos para achar seu lugar no universo, eu acho. Esse trabalho é tão relevante que pudemos dizer que é “a graphic novel mais celebrada de todos os tempos†no trailer. Quem vai dizer o contrário? (risos)

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Constado às 23:59 em Animação, Cinema, Cobertura, Entrevistas, Exclusivo, Pessoal, Star Wars | 4 Comentários | 

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Duas coisas pontuariam a sexta-feira na Comic-Con: Watchmen e Star Wars. Ok, The Spirit roubaria um pouco da atenção por ser Frank Miller, mas os dois primeiros eram os mais fortes. Confesso que foi complicado acordar no horário, especialmente depois de ter trabalhado até as 4h no dia anterior, fazendo o resumão e lutando para não escrever bobagem por conta do sono.

O que chamou a atenção logo de cara foi o fato de não haver sol. Depois de dias insanamente quentes e ensolarados, o tempo mudou e ficou tudo nublado. Ainda quente, porém, mas com um ventinho que foi providencial para evitar muito cansaço. E, acreditem, isso faz diferença quando você precisa andar uns 8 quarteirões carregando uma mochila pesadona.

Descobri da pior maneira possível que a lotação da Comic-Con aumenta progressivamente conforme o fim de semana se aproxima. Ok, óbvio, mas a ficha só cai quando as filas aparecem para mostrar que a “vida não é fácil”. Mas lá estava eu, pronto para a guerra.

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Constado às 14:15 em Pessoal, Star Wars, Viagem | 12 Comentários | 

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[Momento família nerd on]
Quando recebi essa foto, lembrei imediatamente de um quadrinho de Star Wars que integra minha coleção. Hoje resolvi pegar a bendita capa e fiz a pequena comparação. Impressionante como os desígnios da Força são absurdamente inexoráveis e, por que não, poéticos!
[Momento família nerd off]

Constado às 13:44 em Entrevistas, Estrelismo, Exclusivo, Pessoal, Star Wars, Viagem | 25 Comentários | 

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Um pouquinho de história barretônica antes de mais nada. No ano de 1999, na primeira Jedicon, eu coloquei uma certa fantasia só para desfilar um pouco. Como organizador nunca para quieto, acabei ficando o resto do dia correndo para lá e para cá vestido de Han Solo. Embora pouca gente se lembre, já que essa nova geração de fãs ainda mijava nas calças em 99, isso aconteceu e muita gente ainda me chama de “presidente Han Soloâ€. Foi muito legal.

Apertando o botão de avançar no tempo para, exatamente, 25 de fevereiro de 2008. Quatro dias antes, recebo um comunicado me escalando para minha primeira entrevista oficial pela revista. O coração já bateu forte pelo lado profissional, mas quando terminei de ler o email eu quase enfartei. Meu primeiro entrevistado seria ninguém menos que Harrison Ford.

E, para meu desespero, em Santa Monica, que é bem longe de onde eu moro. Dá-lhe Busão! Por sorte, porém, na sexta-feira anterior, quando fui entrevistar o elenco de Agente 86, trombei minha coleguinha Donna, uma australiana MUITO GENTE BOA, que também estava escalada para o Ford e me ofereceu carona. Menos mal, SÓ tive que ir até Beverly Hills – um metrô e um busão e 1h30 de investimento –, mas valeu a pena, pois até Santa Monica seriam quase 3 horas e mais um busão.

A entrevista seria no dia 25, mas, o que tinha na noite anterior? Oscar, claro. Enfiei meu rabicozinho num restaurante, curiosamente, brasileiro, pois vi todo mundo olhando para uma parede. Como parede não pode ser tão legal, saquei que era uma plasma. Dito e feito, entrei, comi polenta – oba! – e tomei algumas taças de vinho. Italiano, tinto. Muito bom. Tudo isso enquanto atualizava o Judão no Oscar 2008. Descobri que meu laptop não tem uma bateria muito boa e na metade do prêmio já estava pedindo água!

Claro que, normalmente, você se prepara, faz pesquisa e organiza as idéias para falar com um top star que nem o Ford, mas, no fundo, eu me preparei para essa conversa nos últimos 20 anos da minha vida. Dá arrepio até de lembrar.

Bão, madruguei no dia seguinte para chegar a Beverly Hills no horário combinado. Metrô e busão depois, cheguei ao apê dos australianos, mas não tinha ninguém. Mas o susto durou pouco e eles só tinham ido tomar café. Carona certa, Santa Monica aqui vou eu. O caminho até lá é legal, uma baita avenidona que não termina nunca! Quer dizer, quase.

Quando eu achava que continuaria muito mais, finalmente, vi o mar da Califórnia. Pois é, praia! O hotel ficava ao lado de Venice Beach, um dos points mais badalados do lugar. Ou seja, levou quase 2 meses para eu ver o mar! Mas foi legal. Rolou uma mini emoção. HAHA.

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O clima já começava quando um pôster de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (esse aí da foto) indicava o caminho para a sala de entrevistas. As meninas supersimpáticas da Paramount já me esperavam, a salinha lotada de comida também, e, claro, a vista para o mar! Encontrei com Isabela Boscov, da Veja. Fiquei muito feliz ao, finalmente, me ver num mesmo evento que ela. Depois de lutar tanto como assessor para mandá-la para alguma das minhas junkets, lá estava eu, “concorrente†dela. Mas a mulher é um doce e extremamente profissional. É ótima para conversar e entende como o mundo funciona, ao contrário de outra pessoinha ridícula e mau-caráter, que apareceu depois.

Aí veio a entrevista. A assessora de imprensa entra acompanhando um sujeito de cabelos bem grisalhos, calça jeans, mãos no bolso, e um blazer cinza. O cara vem chegando e ela pede para que cada um se apresente…. “começando pelo Fábioâ€. Eu simplesmente congelei! Por uma fração de segundos, claro, até que vi ele esticando a mão. “Prazer, Harrison Fordâ€. “Fábio Barreto, Brasilâ€. E seguiu cumprimentando os demais.

A entrevista começou, aos poucos, ele foi tirando o blazer, arregaçou as mangas e enfrentava a bateria de perguntas. A maioria boas, mas, claro, sempre algumas besteiras no caminho. Era engraçado notar como, conforme ele falava, dava para identificar um pouco de cada um dos maiores personagens que marcaram minha vida. Eu juro que, enquanto anotava uma resposta, eu achei que o Han Solo estava ali na sala. Bem, estava, mas vocês entenderam.

Entrevista encerrada, era a vez de conversar com Frank Marshall, o produtor. O cara era todo sorrisos, pois tinha acabado de ganhar uma penca de Oscars por Ultimato Bourne, então foi um passeio falar com ele. A melhor coisa foi descobrir que Foz do Iguaçu está no filme. Deu para ter certeza de que é impossível não gostar do próximo Indiana. Deu até arrepio ouvir ele falando dos primeiros filmes e da retomada do trabalho com o novo.

Nesse meio tempo, rolaram umas conversas e uns papos, e acabei conseguindo uma segunda entrevista com Harrison Ford. Não congelei nem nada, mas ampliei os sentidos. Precisava ser melhor que na primeira e quebrar a banca. Afinal de contas, eu estaria lá uma segunda vez.

Retornei à sala, ele retornou e cumprimentou a todos. Quando chegou a minha vez, enquanto apertava minha mão, parou.

- Ei, você voltou?
- Sim.
- Acho que preciso responder direito para você, então, hein?
- Vamos apenas fazer nosso trabalho. Estou duplamente honrado.
- Não duvido.
Sorriu e sentou-se.

Devo dizer que foi triste ouvir, duas vezes, ele dizer que Han Solo não é interessante, meio bobo e que não voltaria a interpretá-lo. “E aquelas calças, meu deusâ€.

Embora não tenhamos visto nenhuma prévia do filme e todo mundo tenha feito segredo além do normal sobre o roteiro, foi possível respirar o mundo de Indiana Jones, naquele delicioso hotel beira-mar, em Santa Monica. Conheci um sujeito que, mesmo não gostando, me fez querer aprender a falar inglês, fundar um fã clube e virar jornalista. Tudo para, um dia, entrevistar alguém como ele, já que, ele, parecia sonho bobo. E foi justamente ele que iniciou um novo período profissional na minha vida. Claro que não disse nada disso ao Harrison Ford e fiz apenas meu trabalho, mas, lá no fundo, meu coração batia num ritmo diferente, ritmo de quem sonhou, lutou, sofreu e conseguiu chegar além de seus maiores sonhos.

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(Santa Mônica, sem óculos de sol e tirando foto sozinho, podia ser pior!)

A matéria sair na capa da revista Época foi a cerejinha que faltava nesse bolo mousse extra cremoso. Só tenho a agradecer a todos que participaram da minha vida, que me levou a esse momento extremamente feliz, alegre e completo. Sabe, eu nem lembrei que era fã, ou que sempre tinha sonhado com um dia ficar frente a frente com ele, mas depois, quando a matéria saiu, caiu a ficha. Eu chorei feito criança e quase levitei, pois sabia que era merecido. Independente do que qualquer pessoa diga ou ache.

Resumo da ópera, entrevistei Harrison Ford, fiz direito, como deve ser feito, me orgulho disso e sei que tem alguém, se é que existe outro plano, muito feliz por mim. Mesmo ela não estando mais entre nós, minha avó tem participação vital nessa coisa toda.

Constado às 20:48 em Animação, Cinema, Sci-Fi, Star Wars | Nenhum comentário | 

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Queridos leitores, sabem o que é mais engraçado no mundo do entretenimento? Como as coisas mudam! Num dia, um ator diz que nunca mais fará certo papel, no dia seguinte ele aparece anunciando que acabou de assinar o contrato. Mesmo assim, tem gente que ainda acredita nas notícias e tira conclusões a partir do que foi dito ou divulgado. Pois bem, quem disse que Guerra nas Estrelas acabou no cinema com a estréia de A Vingança de Sith estava certo e errado ao mesmo tempo. Certo, pois quando se fala em live action no cinema, parece que acabou mesmo. E errado, pois pouco tempo depois já há um a nova estréia agendada: Star Wars: Guerras Clônicas, que chega ao mercado norte-americano em 16 de setembro. E cujo trailer está em exibição nos cinemas com Speed Racer e que conferi ontem.

Todo o tratamento é idêntico ao dos filmes em live action, o que chega a pegar as pessoas de surpresa ou causar antecipação, já que “ah, é só animaçãoâ€. Bom, essa sensação do público em geral acaba no minuto em que o trailer chega ao fim e ouvem-se suspiros e comentários empolgados. Talvez fosse a estratégia da LucasFilm, mas fato é que a repercussão tem sido positiva entre as pessoas que não vivem conectadas à internet e só acompanharam o trailer de Guerras Clônicas pelos sites – entre eles o site oficial e o YahooMovies. A internet traz o material em boa qualidade, mas não é o ideal.

Digo isso justamente por ter visto logo de cara na rede e ter achado legal. Legal? É, legal é pouco depois que sentei no Chinese Theater na sessão de ontem de tarde para rever Speed Racer e, claro, conferir o tal trailer. Guerras Clônicas é mais que legal, é muito bom! A trilha sonora, os efeitos sonoros e os personagens – mesmo que sejam em 3D – trazem todo aquele sentimento de Guerra nas Estrelas de volta.

Precisamos aceitar, se queremos ver mais no cinema, vai ser assim. Por mais maluco que pareça, é mais fácil continuar Guerra nas Estrelas na telona em desenhos do que em filme tradicional. Leva muito menos tempo e requer menos envolvimento de George Lucas, que deve estar se preocupando com a série em live action e seus outros projetos. Não que ele não esteja envolvido, mas uma vez definidos os parâmetros e o que ele quer, ele tem liberdade para fazer outras coisas enquanto os animadores dão vida ao que ele pediu. Num filme de verdade ele tem que se preocupar com todos aqueles sujeitos chamados atores, com direção de cenas, viagens para a Tunísia. Em Guerras Clônicas, a Tunísia está dentro do computador mais próximo. Nada de areia!

Voltando ao trailer, conta mais um capítulo das guerras e, finalmente, envolvendo Jabba, the Hutt. Tanto era falado sobre Jabba ter ajudado na extinção dos Jedi, mas ele pouco fez na nova trilogia. Bem, até agora, já que o seqüestro de seu filho – MEDOOO, filho do Jabba – o coloca no meio da confusão toda. O pau vai comer em Tatooine e em todos os domínios dos Hutt. O clima de tensão existe do começo ao fim, afinal de contas, agora todo mundo – mesmo os que duvidavam do óbvio – sabe que os Jedi defendendo Palpatine faz parte de um mega complô e dá uma certa raiva ver Mace Windu e Obi-Wan andando lado a lado com o sujeito que, mais tarde, vai passar a sabrada em todos os mocinhos!

Se há um porém nessa história toda é o fato de os roteiros de Guerra nas Estrelas terem ficado meio repetitivos ultimamente. É aquela coisa missão de RPG: há um problema, Obi-Wan faz isso, Anakin faz aquilo! E pronto, temos um filme! Senti muito a falta de elementos mais elaborados como todo o treinamento de Luke em Dagobah ou a própria mitologia envolvendo a linhagem dos Skywalker. Todo esse apelo, digamos, místico sumiu nos últimos filmes e simplesmente não existe nesse “universo†de Guerras Clônicas. Sinal dos tempos ou alguém parou de se preocupar com isso mesmo? Até mesmo Harrison Ford diz que George Lucas é todo cheio desse “uiui†místico, mas como pode deixar de pensar nisso exatamente no filho mais querido e rentável? Bem, mistérios do mundo do cinema.

Fato é, a mudança de distribuição da Fox para a Warner muda um pouco o jogo e já propiciou um ponto positivo: o trailer entrou em cartaz com Speed Racer, que não está indo muito bem nas bilheterias (engraçado como 20 milhões é considerado ruim… coisas da a vida), mas de qualquer forma é um blockbuster e cumpre seu papel. A Fox não tem nenhum blockbuster nesse período, o que adiaria a estréia do trailer de Clone Wars em alguns meses ou provocaria o vinculo com um filme de menor calibre.

A contagem regressiva já começou e 16 de setembro será uma data importante, afinal de contas, definirá se há espaço para Star Wars em versão animada no cinema, ou se é apenas nosso lado nerd que clama por mais da saga na telona. Vamos ver.

A Força continua!

Constado às 12:07 em Cinema, Entrevistas, Exclusivo, Sci-Fi, Star Wars | 15 Comentários | 

The Iron Man!

A exposição de Guerra nas Estrelas, que acontece no Porão das Artes, em São Paulo, tem ninguém menos que Anthony Daniels (o andróide C-3PO), como seu porta-voz oficial. Entre uma viagem e outra, conversei por uma hora com o simpático ator inglês, fonte de inesgotáveis histórias sobre a maior saga do cinema e, claro, seu dróide mais medroso. Essa foi a segunda entrevista que fiz com Daniels, que se mostra ser um sujeito bastante ponderado e ciente do papel que exerce nessa mediação entre ficção e realidade, que acontece quando Guerra nas Estrelas deixa as telas e invade a vida real. Paulo Gustavo Pereira, diretor de redação da Sci-Fi News, esteve comigo nesse bate-papo. Confira as melhores partes.

Todo mundo pira quando você aparece. Como é isso? São os seis filmes ou tem algo mais?
É engraçado, pois quando estou numa exposição em Londres o pessoal pira. No Brasil, o pessoal pirou. Sempre penso: “nossa, isso é importanteâ€. Para essas pessoas é algo muito especial, mas para mim, devo confessar, acaba sendo corriqueiro, afinal de contas, esse é o meu trabalho. Ele é o meu trabalho e meu amigo. Vivo com ele todo dia.

E a exposição?
Vi e aprovei o projeto da exposição. Está maravilhoso. O espaço onde tudo será montado tem toda a condição de dar a impressão de estar num outro mundo mesmo. Serão centenas de peças dos filmes. Tudo genuíno. Não há réplicas oficiais ou coisa do tipo. Tudo foi usado no filme, claro, algumas peças existiam em certo número nos filmes. Tudo é original dos seis filmes. [a entrevista foi realizada antes da inauguração da mostra, para mais informações visite o site oficial, que você ficou sabendo primeiro aqui].

Incluindo a sua fantasia?
Sim, eu tinha 6 modelos no primeiro filme. Todos fazem parte das exposições. Uma estará aqui no Brasil. O Destróier Imperial [Avenger] do início do filme também estará presente. E vocês vão ver o tamanho original dele e também como fizeram parecer tão grande.

Que pena que demorou tanto para chegar aqui.
Não pense assim. É ótimo que tenha demorado tanto. Exatamente por isso, essa é uma das exposições mais completas já realizadas, pois tem muito mais coisa disponível para ser exposta. Os três novos filmes, novas entrevistas, conceitos, desenhos originais. Tudo.

Todo o trabalho de Ralph McQuarrie e Doug Chiang ou só um deles?

Ambos e vários outros artistas que participaram dos filmes. E devo dizer, estou aqui, estou nesses filmes, tudo por culpa de um desses dois…

… Ralph McQuarrie.
Sim, tudo isso é culpa de uma pintura. Não queria ser um robô, mas quando vi o desenho de Ralph McQuarie na parede, olhei nos olhos do robô e me encantei com 3PO e aí aceitei fazer o filme.

Quando o primeiro filme foi lançado, você falou com a imprensa sobre as dificuldades de atuar com a fantasia. E aposto que todo mundo pergunta isso, não é?
É, e foi mesmo. Sabe, não gosto de atores que dão entrevistas e começam a falar: “é aquilo foi muito difícil, havia tantos desafios para criar o personagem, me superei como ator, blablaâ€. Eles são pagos para atuar e quando fazem isso na vida real fica horrível. Mas, para falar a verdade, foi difícil mesmo (risos). E sim, muita gente pergunta, mas é por isso que gosto de falar com gente como vocês, que não fica só falando da fantasia e querendo saber todos detalhes sobre ela. Existe mais do que a roupa. Eu, por exemplo! (mais risos). Tive cortes e escoriações em lugares que não ouso dizer. Em algumas horas eu parava para pensar porque estava fazendo aquilo comigo mesmo. E eu também odeio areia. Nem vou mais à praia. Eu não gosto da Tunísia e o 3PO também não gosta de Tatooine, então, areia não é com a gente. E também foi difícil trabalhar com a armadura. Eu tinha poucas ferramentas, pois o rosto era fixo. As mãos e os braços acabavam sendo o principal jeito. E foi por isso que eu pude fazer o papel, pois sei usar muito bem o corpo. E é assim que 3PO se expressa. (gesticulando com os braços de maneira rígida igual ao dróide).

O modo de filmar a nova trilogia mudou muito em relação à primeira?
É preciso ter em mente que assim como atuar em um filme, filma e criar um filme também é profissional. Então, um câmera man ou o cara que constrói os efeitos, está ali como um técnico especialista no que está fazendo. Isso, basicamente não mudou com o tempo. Mas não existe muito entusiasmo vindo da equipe de filmagem. Pode ser a cena mais alucinante do mundo, e eles ficam lá: “humm, ok, cortaâ€. Normalmente, esse tipo de entusiasmo vem dos diretores.

E você sentiu isso de George Lucas?
Não, definitivamente.

Ele é famoso por isso.
Não acho que ele percebe o quanto a gente sente falta disso. Atores precisam ser elogiados. Mas sem exagero, pois, se feito desse jeito, a gente sabe que está indo no caminho certo. Aquele pessoal que rasga seda indiscriminadamente é falso e não leva a lugar algum. Odeio esse tipo de reação. Ajuda muito mais quando alguém diz: está bom, faz mais disso ou daquilo, acerta um pouco aqui que melhora ainda mais. É possível ser técnico e elogiar ao mesmo tempo. Sinceridade é tudo.

Threepio e Lucas

Você falou muito sobre a evolução digital. Do ponto de vista do ator, mudou? Vocês tinham novos elementos de referência como ver algum vídeo de efeito antes de entrar numa cena, por exemplo?
Não, não muito. A grande coisa é que na primeira é que a maioria dos elementos estava lá. O Dewback, por exemplo, estava lá. Ele não se mexia, era apenas uma criatura no cenário, mas estava lá. Era de plástico, mas dava para ver. Mas, como meu primeiro trabalho foi na rádio BBC, onde eu fazia rádio novelas, só existia o microfone e a alma para explicar para o público o que eu acreditava estar vivenciando. Então sempre foi algo mental. Mas na primeira trilogia, tudo estava lá. A Estrela da Morte, os Taun-Tauns, e etc. Era legal ver aquelas coisas. A Falcon era feita de madeira.

Mas eram autênticos.
E estavam lá! Hoje em dia tudo é impressionante, ficamos abismados com tudo que vemos, mas é de mentira. Literalmente. Há uma cena em Episódio III, há uma cena em que eu e Natalie Portman temos que voar na nave dela, mas só tínhamos duas cadeiras, joystick com barras de metal presas em sacos de areia e o resto era tela verde. Pode ter parecido bonito, mas não havia nada ali. Isso sem falar quando George não vinha com a idéia de transformar R2-D2 em algo digital, e tínhamos que fazer ele mudar de idéia.

Não tem como evitar. Star Wars Holiday Special (muitas risadas com a menção ao nome). Por que Lucas tem tanto medo dele?

Porque ele deve ter um pouco mais de noção da besteira que fez. Aquilo foi muito ruim. De verdade. Quando vi aquele roteiro gigantesco e com musical, não acreditei, mas todos acabamos participando. Foi constrangedor. Lembro que quando terminei de filmar, comecei a rir no taxi e o motorista perguntou o motivo. Eu disse: porque acabou e foi muito ruim!!!! Foi constrangedor ver a cena descrita como: ewoks entram carregando seus globos brilhantes e aí vem Carrie Fisher e começa a cantar à capela. Gostei dela cantando, mas aquele filme foi um erro, exceto pelo desenho, que se salva.

Mostramos o filme na primeira JediCon, em São Paulo, e muita gente ou dormiu ou foi embora, mas quando tentamos tirar, teve reclamação.
Sério? Alguém sobreviveu ao ver aquilo?

Bom, eu vi 6 vezes.
Você é insano!

Era o que passada na TV naquela época.
Aquilo pode transformar seu cérebro em mingau. Não faz bem, definitivamente (risadas alucinadas).

Por falar em Carrie, era bom trabalhar com ela?
Não! E ela sabe, pois amadureceu e evoluiu. Agora é uma pessoa de quem se pode gostar e eu disse isso a ela. Fiquei muito feliz com essa mudança.

E na nova trilogia, vários atores novos, novas estrelas, e você constante lá.
Não consegui entender bem, pois estava tão empolgado em trabalhar com Ewan McGregor e Samuel L. Jackson, mas aí, de repente, eles disseram: “Nossa, Anthony Daniels! Que fantástico!â€. Às vezes eu esqueço que essas pessoas cresceram me vendo no cinema e que sou importante para eles. Foi difícil convencê-los de que são importantes para mim também.

A nova trilogia veio na época dos spoilers, todo mundo sabendo de tudo. Antigamente, era mais difícil, mas mesmo assim Lucas criou a idéia de Blue Harvest para esconder Jedi.
É, ele pensou nisso.

E o pessoal acreditou…
O quê? Não. As pessoas me diziam: “você está fazendo Blue Harvest, ok. Mas o que o 3PO está fazendo lá? É outro Guerra nas Estrelas, só pode!†Não colou, mas ainda tenho camisetas e outros materiais da época bem guardados. Se você for à minha casa em Londres, não vai nem imaginar que sou um ator e que fiz esses filmes. Não tem nada exposto lá, é um lugar agradável para se viver.

daniels no Brasil

Agora é a minha vez de perguntar a vocês.
Claro.

Qual o outro personagem que faço em Uma Nova Esperança?
Tinha mais um? [Fico imaginando minha cara de desespero por ser surpreendido].

Sim, é uma ponta, mas eu faço.
Sei da sua ponta em Episódio II, mas em Uma Nova Esperança

Essa foi legal, mas a primeira é mais difícil. Poxa, pensei que estava falando com especialistas aqui. (risos).
Desisto.

Então visite meu site www.anthonydaniels.com

Eu visitei e descobri a resposta, Anthony Daniels veste a roupa de outro droide nas ruas de Tatooine, na cena em que Luke vende seu veículo. O personagem foi batizado como CZ-3.

3po e R2D2


* por Fábio M. Barreto

Constado às 12:47 em Animação, Cinema, Disney, Star Wars | 6 Comentários | 

Convenção de estúdios e donos de cinema mostrou os próximos grandes lançamentos do ano.

Embora o Oscar seja todo badalado e tudo mais, os negócios do cinema realmente “acontecem†numa feira anual realizada em Las Vegas. A ShoWest, que reúne estúdios e donos de cinemas, aconteceu nessa semana e foi uma porrada atrás da outra. De Kung Fu Panda a Star Wars: The Clone Wars.

O objetivo da feira é fechar negócios sobre tendências, mostrar quais os filmes que devem ser exibidos – assim os donos de cinema escolhem suas programações com certa antecedência – e fazer muito barulho em torno de filmes esperados.

George LucasNessa brincadeira, a imprensa mundial já viu Kung Fu Panda e Speed Racer, trechos de Thunder Tropic e, claro, Star Wars: The Clone Wars, que contou com a presença de George Lucas, sem camisa flanelada dessa vez, mas gordo a beça e aparentando seus 63 aninhos de idade.

“Essa nova fase vai ser como Band of Brothers no espaço e com Jedi por todos os ladosâ€, disse Lucas, em entrevista coletiva. “Dá para contar um bocado de histórias a partir disso. Novas coisas surgem o tempo todo.â€

É de tirar o fôlego, ah é! Mais detalhes depois. De acordo com Lucas, “fazer TV funciona meio que no esquema antigo, dois caras chegam com uma idéia, sentam, tomam café enquanto explicam a idéia e, se eu gosto, a gente faz. No fim do dia, toda a estrutura já está trabalhando e dá para fazer coisas interessantes assimâ€. Quem pode pode, né mesmo?

O elenco de Speed Racer – Emile Hirsh e Cristina Ricci, para ser mais específico – pintou por lá. Em breve, vocês conferem as entrevistas exclusivésimas! E, dessa vez, no Judão e na Sci-Fi! O filme arrebenta com o coração e coloca a adrenalina lá no céu. Wow!

Kung Fu Panda, como eu disse aqui (mesmo sem algumas pessoas gostarem), é muito legal, causa muitas risadas e deve ser um grande sucesso nos cinemas. O elenco ficou acertadinho para as vozes e Po é um sujeito altamente ‘gostável’. E, claro, AWESOME! Fico pensando como isso será traduzido no Brasil.

Uma das coisas mais impressionantes, porém, foi notar a força de Hannah Montana. Que eu entrevistei no começo da semana e tirei fotinha! Foi-se o tempo que ícones infantis se limitavam a inspirar apenas seus fãs. Miley Cyrus, de apenas 15 anos, influenciou até mesmo a poderosa indústria de Hollywood com o sucesso de seu filme Hannah Montana & Miley Cyrus: O Melhor dos Dois Mundos, que estréia no Brasil, em 25 de abril, em quatro salas com tecnologia 3D. O filme foi exibido em apenas seiscentas e oitenta e três salas nos Estados Unidos e faturou, só no fim de semana de estréia, US$ 31,5 milhões, mais que o dobro do faturamento dos filmes tradicionais exibidos em quase três mil salas. Esse sucesso todo provocou um acordo milionário para ampliar para dez mil o número de salas 3D nos Estados Unidos e Canadá, nos próximos anos. Aproximadamente US$ 700 milhões serão gastos nesse projeto. Tudo isso por causa de um programa da Disney. Impressionante, hein?

Quem não participou da ShoWest foi Homem de Ferro, MAS, Robert Downey Jr. veio a Los Angeles para entrevistas hoje! Depois eu conto tudoooooooooooo! ïŠ (me sentindo o colunista de fofoca agora). E, claro, com entrevista! Uhu!! Barretão Wins!

Constado às 11:36 em Comportamento, Sci-Fi, Star Wars | 7 Comentários | 

Eu não vou falar nada.

Cliquem aqui, visitem e decidam por conta própria.

Constado às 04:50 em Animação, Star Wars | 3 Comentários | 

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Bom, está marcada a data para meu primeiro ataque cardíaco: 15 de agosto. É, não tem volta, vou ter um piripaque quando for ao cinema assistir ao novo desenho animado de Star Wars: The Clone Wars. Eu amei as Guerras Clônicas do Cartoon, que tive o privilégio de lançar aí no Brasil, quando trabalhava para a Turner, e agora vou ver e cobrir o lançamento com o jornalista, algo muito importante para mim.

Aí eu entro no cinema e saio de maca direto para o hospital, mas tudo vem, vai valer a pena. Claro, se eu não tiver morrido antes com o Indiana Jones.

A coisa vai acontecer assim, de acordo com o Homing Beacon, e é aí que está a novidade:
- 15 de agosto - estréia do longa-metragem nos cinemas;
- depois, no outono aqui, estréia uma nova série animada no Cartoon Network;
- e, mais para a frente, vai para a grade da TNT.

Duvido que a TNT Brasil passe o desenho, mas no Cartoon é quase certeza. Vou confirmar com meus contatos lá e digo para vocês aqui, se bem que eles ainda devem estar cheios de “ainda não sabemos ao certo, blabla”. Mas vai passar sim, e meu amigo Barry, vice-presidente para América Latina, vai me contar os detalhes legais.

Ai ai ai, nada como uma notícia dessa para alegrar uma feliz madrugada.

uv