As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!

Viagem

Constado às 08:02 em Astros, Cinema, Comportamento, Pessoal, Viagem | 8 Comentários | 

ChacotayTem duas coisas que me lembram que não estou mais no Kansas.. oops.. em São Paulo: motoristas que respeitam o pedestre e astros de cinema e TV agindo como gente normal. Explico: enquanto meu corpo ainda se acostumava com o clima e tentava se convencer de que eu não estava acordado há quase 22 horas, fui ao mercado comprar pasta de dentes e pão. Qual minha surpresa quando aparece um sujeito meio conhecido empurrando um carrinho? Levou menos de um segundo para me tocar de que ali estava Chacotay, ou melhor, Robert Beltran, um ator de origem meio-índio e meio-mexicano, que já trabalhou com Chuck Norris (KIAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII) e ajudou o elenco de Star Trek: Voyager a resolver a cagada que a capitã Janeway fez ao perder a nave.

Bati um papo com ele, que se mostrou bem receptivo e só não tirei foto por que, convenhamos, quem leva máquina fotográfica quando vai comprar pasta de dentes? Bem, da próxima vez eu levo!

Bem, aí vem a segunda parte. Hoje cedo, antes de iniciar a jornada do post anterior, fui pegar um café e quem estava papeando com duas gatas, vestindo um boné meio brega e com cara de intelectual? Zachary Quinto, ou melhor, Sylar, o chupa-cérebro de Heroes e, claro, o novo Spock, do novo filme de Jornada nas Estrelas. Seria algum complô Roddenberiano contra minha sanidade? Tentativa de corromper ao lado tricorder da força?

AimeusantoAsimov!

Fato é, os dois já entraram para o hall de celebridades que cruzaram meu caminho nessa longa e absurda jornada em Los Angeles, audaciosamente indo aonde nenhum outro Madrigal Barreto jamais esteve. Numa viagem de cinco anos, explorando a Califórnia, criando a filha e tentando fazer algo decente para a esposa. Nem para isso precise ficar um pouco longinho de todo mundo.

Piriri. Enterprise, um para subir!

Constado às 15:06 em Pessoal, Viagem | 4 Comentários | 

LA aqui estou! Hoje retornam as atualizações do noticiário! E vamo que vamo!

Indiana Jones a caminho! Speed Racer bombando e a temporada de screenings das séries de TV está para começar! Ô loucura!

Constado às 00:39 em Cinema, Comportamento, Entrevistas, Imprensa, Viagem | 20 Comentários | 

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A função deles é perguntar, articular, explicar e comunicar. Mas espere quase tudo menos isso de jornalistas espalhados pelo mundo. Muitos deles, incluindo alguns editores brasileiros metidos a celebridade, são perigosamente… despreparados e tapados!

Ao longo de 12 anos de profissão, parte deles dedicados a organização de eventos para imprensa e condução de entrevistas, posso dizer com tranqüilidade que o jornalista brasileiro é um dos melhores quando o assunto é perguntar, mas quando é ruim, sai de baixo. Entretanto, nem o piorzinho dos nossos se compara à média de jornalistas norte-americanos e, especialmente, os demais estrangeiros baseados aqui em Los Angeles. É triste, mas, pelo jeito, os fofoqueiros profissionais do mundo estão em baixa e, com isso, o trabalho sério é cada vez menos valorizado, enquanto matérias fúteis e perguntas imbecis reinam soberamas no mundinho da imprensa.

Uma historinha antes: Quando Samuel L. Jackson foi ao Brasil para lançar o filme Conduta de Risco, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, eu trabalhava para a Fox Film e controlei a coletiva de imprensa que o ator concedeu em plena praia de Copacabana. Certo momento, o microfone foi parar nas mãos de uma garota que se levantou, sacou um pedaço de papel amassado do bolso e leu algo – teoricamente em inglês – que ninguém entendeu absolutamente nada.

Ignorando o mico que a cidadã pagou, passei os dias seguintes pensando o que a organização do Festival tinha cabeça para credenciar uma pessoa, sem idade para ser formada – claramente – para eventos importantes como aquele. Fácil: sou jornalista, escrevo para o blog tal ou para o jornal da PUC-RJ, qualquer coisa que o valha. Depois eu descobri que um cara levou a menina, pois ela “sabia falar inglês” e seria ótima para fazer a pergunta. Parabéns, sua anta! Tinha tradutor simultâneo, não precisava levar uma interprete inexperiente e nervosa. A menina ficou bamba, claro, na frente de um ator, de pé, com meio mundo olhando. Tadinha, pagou mico e levou a toda a classe junto!

A razão dessa historinha é simplesmente exemplificar que podemos ser imbecis e expor a profissão ao ridículo das mais diversas formas possíveis. Claro, as engraçadas ninguém tenta, sempre tem que ser humilhante e vexatório. Enfim, o que nos trás a Los Angeles, em meio à jornada barretônica em direção aos maiores e melhores astros da atualidade. Ainda não participei de muitas coletivas de imprensa, propriamente ditas – ainda bem, depois você vai entender! –, mas as mesas redondas são constantes, mesmo eu sempre tendo entrevistas individuais com os atores depois.

Nas poucas coletivas, não existe o microfone como no Brasil, cada um disputa no grito a chance de fazer as perguntas. É engraçado ouvir as gravações depois e ver a quantidade de vozes tentando atrair a atenção do ator em questão. Entretanto, na última entrevista, cerca de 40 jornalistas participaram e, no máximo, 8 fizeram perguntas. Eu, claro, fui um deles. Na verdade, depois de ler tudo isso, você vai entender a razão de eu querer perguntar tanto e não deixar espaço para os outros “profissionais”. Chega a ser irritante ver um sujeito que voou 18 horas da Europa para Los Angeles para perguntar algo como “gostou do carro que dirigiu no filme”. E ponto. Viagem da Europa, hotel de primeira classe, três noites, tudo pago, e pergunta isso? Meio infrutífero. E as assessorias parecem não se importar, especialmente as grandes.

Primeiramente, é preciso deixar claro que todo mundo recebe um pressbook – calhamaço que salva a vida de quem não vê o filme, cheio de sinopses, entrevistas, comentários até do cabo bem da segunda unidade que filmou cenas externas do céu -, ou seja, mesmo para os mais tapados, informação não falta. É só pegar alguma coisa dali, mudar a ordem e perguntar.

A regra da democracia é o que vale. Cada um chega com sua pauta, tem algo a conseguir para cumprir a tarefa do editor e exige-se respeito entre os colegas. Tudo perfeito. Começam as perguntas e alguém sempre abre a série achando que está sendo super amigável e simpático. E é, invariavelmente, um desses assuntos:

- Empolgado por ser pai/mãe novamente?
- O que te atraiu ao projeto?
- O que você faz no tempo livre entre filmagens?

Falta aparecer um luminoso na testa do sujeito: De novo isso?

As perguntas começam a rolar e, lá no meio, alguém resolve soltar outra pérola:
- Que músicas você tem no seu Ipod?
- Qual o último museu que você visitou?

PELOAMORDEYODA, quem em sã consciência quer saber disso? Nem as leitoras das revistas de esportes radicais femininos se interessam por isso. Mudaria a sua vida, amigo leitor, se soubesse que, sei lá, Angelina Jolie foi visitar uma exposição obscura de arte africana na Antuérpia? Ou que Hugh Laurie escuta Beatles no Ipod? Isso gera, quando muito, uma informação circunstancial na matéria. E olhe lá.

Chega a ser embaraçoso notar que, por mais específicas que sejam as pautas, as pessoas não ligam muito para o filme em questão e para o que o ator – que vai dedicar os próximos 20 minutos da vida dele a responder às aqueles jornalistas – possa realmente contribuir. Levou pouco tempo para notar que são poucos os correspondentes que efetivamente trabalham com cinema e suas características. A maioria do pessoal é de revista feminina, revista de fofoca internacional e, mesmo as “vacas sagradas” dos grandes jornais europeus se mostram verdadeiras antas se comparados ao tipo de pergunta que os brasileiros fazem. Por isso, tudo parece importante, menos o filme, que acaba servindo como desculpa para explorar a vida pessoal das celebridades e, no processo, arrancar alguma declaração bombástica sobre uma casa nova ou afiliação política.

De maneira alguma estou puxando a sardinha para o meu lado, embora fazer boas perguntas seja obrigatório no meu trabalho e exigido por meus editores. Mas, falando em termos de junkets no Brasil, os atores e diretores sempre são bem explorados, falam sobre diversos assuntos. Tudo reflexo de gente que se prepara e, talvez pela escassez de oportunidades, faça de tudo para aproveitar a chance ao máximo. Ou, simplesmente, pois somos jornalistas melhores mesmo.

A Larissa, com quem trabalhei por anos no Cartoon Network, sempre dizia que os brasileiros davam um baile no resto do povo da América Latina. E vi que isso era verdade quando moderava entrevistas para o Cartoon e para a TNT. Agora, notei que, quando tem brasileiro na mesa, a gente só perde para as folgadas que querem ficar perguntando de vida pessoal, repercussão de coisas que outros famosos falaram sobre aquele famoso ou quando tem alguém “grávido”.

Claro, tudo pode piorar quando a pessoa que é enviada para cobrir o evento arranha no inglês. Para ilustrar o fato quase folclórico, cito uma colega que veio da Espanha por uma revista teen. No carro que nos levou ao cinema – eu continuo pegando até os hotéis e aproveitando a carona da van até o cinema, quando é muito longe – já deu para perceber que a moça faltava assumir que tinha medo de falar inglês. Bom, sem galho, o filme era musical, então não tinha muito o que entender mesmo, era só sacar o refrão da música e tudo bem. Detalhe, ela ficou 4 horas presa na imigração, pois disse que tinha viajado a trabalho, mas tinha visto de turismo, entretanto, ela estava aqui como jornalista. Bela comunicação, não?

Chegou a hora da entrevista, qual a minha surpresa quando notei que a moça ficou o tempo todo calada e, quando resolveu abrir a boca, perguntou (atenção para a pronúncia impecável): is iti impórtanti to bi iórsélufi?

O entrevistado em questão ficou com cara de “Ah?”, notou o pânico na cara da criatura e respondeu qualquer coisa. Pois é, quando se faz uma pergunta só para marcar presença é isso que se consegue. Resposta boba e pronta. Depois, quem leva a fama de que só repete as mesmas coisas são os atores, isso quando não são tratados como “babacas”. O Harrison Ford tem essa fama, mas foi fantástico na uma hora que o entrevistei. “Babacas” são esses caras que querem polemizar e perguntar bobagem, aí levam uma resposta atravessada e descem a porrada na pessoal, no filme, no contra-regra, e até a última geração de periquitos amestrados da Islândia do office-boy que levou o roteiro da copiadora até o estúdio!

Para fechar, o exemplo máximo:

Fulano falava sobre um filme ligado ao budismo.

- [Repórter Masoquista #1] Você se tornou budista?
- Não.

-[Repórter Masoquista #2] Quais conceitos do budismo você adotou para a sua vida?
- Acabei de dizer aqui, não sou budista.

- [Repórter Masoquista #1... de novo] Mas o budismo é baseado no bom senso.
- E eu uso o meu bom senso, mas não sou budista. Não ficou claro? [faltou levantar, pegar a cadeira e jogar na cabeça dos imbecis].

Será tão difícil assim aceitar um “não” como resposta? Pelo jeito é.

Como já diz o ditado, perguntas idiotas, respostas cretinas. Enquanto isso, eu já sei dos gostos pessoais de um bando de gente famosa. Nossa, minha vida mudou!

Constado às 22:06 em Cinema, Entrevistas, Guia da Semana, Viagem | 2 Comentários | 

Freddie Highmore em Spiderwick

Logo no início do blog, ou seja, da viagem, escrevi aqui que havia gostado muito de As Crônicas de Spiderwick. Pois é, continuo gostando e agora o filme estreou e posso falar um pouco mais dele. Escrevi dois textos que pode ser lidos aqui e aqui (nesse, por favor, muitos cliques, comentem lá também, pois ajuda a dar resultado pro pessoal que paga meu salário e, com isso, eu continuo aqui entrevistando a galera!).

Sei que muita gente pode encarar como filme infantil, dizer que conto de fadas é bobagem e tal. Como estudioso informal do assunto, digo que existe muito mais em torno desse assunto do que conteúdo infantil. Aliás, a origem dos contos de fadas é algo muito mais tenebroso do que se imagina. Curiosamente, Spiderwick toca nesse ponto de certa maneira, ao mostrar que, embora aparentemente infantilizadas, as criaturas desse mundo imaginário podem ser mais perigosas do que parecem. Assim são seus conceitos, infantis superficialmente, mas carregados de medos e terror por parte das culturas que os criaram.

É um assunto fascinante e escrevo um post mais complexo depois. Estou morrendo de cansaço por causa da junket de Street Kings, que fiz hoje. E ainda tenho mais duas na semana que vem. Todas em Beverly Hills, ou seja, 4 horas por dia jogadas fora com ônibus. Alguém me descola um carro? A Soccer Mom até tentou, mas a coitada tá meio fudida que nem eu, então já viu. Nós é pobre, mais nóis ri muito, fala ae, Verônica?! HAHA!

Cliquem nas matérias e vamos conversar a respeito.

Bom fim de semana!

Constado às 21:17 em Cinema, Estrelismo, Viagem | 12 Comentários | 

Pouco depois que o SOS Hollywood começou suas aventuras, postei duas notícias sobre o salta de bungee jump de Jim Carrey para o filme Yes Man. Beleza, fiz o making of, publiquei a entrevista aqui e agora é só esperar a estréia do filme.

Qual minha surpresa quando hoje a Warner Bros. mandou o vídeo de making of do filme para começar a divulgação e EU apareci nele? Não acreditei quando me contaram. Achei que era sacanagem, mas era verdade. o_O

É uma participação rápida, mas pelo cache que me pagaram tá mais que bom. Confiram aqui:

Versão brasileira Dublasom, Guanabara! :-p

Constado às 17:28 em Cinema, Comportamento, Viagem | 32 Comentários | 

Deus é Brasileiro, mas a gente só mostra miséria!

Como você não gosta de tal coisa do Brasil? Sempre me perguntam quando descobrem que sou brasileiro e desembestam a falar sobre filmes e carnaval.

É bizarro ver a reação das pessoas em relação ao Brasil. Antes de mais nada, vamos definir alguns pontos primeiro:
a) Detesto carnaval, sua cultura e todo o furdûncio feito pela Globo para transformar o bendito feriado no maior evento de nossas vidas… todo ano.
b) Não gosto de cinema brasileiro em geral, por só mostrar mazela e desgraça. Há exceções, mas a regra é essa.
c) Por conta disso, não vi Cidade de Deus e também não vi Tropa de Elite. O QUÊÊÊ?! É.

Qual minha surpresa quando todo mundo que vem falar comigo aqui lança logo de cara: Ciudadi di Deux! Do alto de minha sinceridade e condição de contra-argumentar mando sem dó: Não vi e não gostei. As pessoas ficam indignadas com a resposta, afinal de contas, como eu não vi o filme brasileiro mais bem-sucedido recentemente no exterior. Além do quesito gosto, afinal de contas, posso pensar diferente das demais pessoas, jornalistas e metidos a intelectuais e não gostar, existe a questão da imagem.

Central do Brasil foi legal, né? Foi pro Oscar, indicou a Fernanda e, eu vi, até achei simpático, por conta dela, diga-se de passagem. Mas tratava do que? Pobreza, desgraça, gente sofrendo. Aí vem Cidade de Deus. Trata do que? Mesma coisa elevada à enésima potência. Tirando o fato de ser violento ao extremo – sim já ouvi a história de trás pra frente de gente que tenta me convencer e me crucificar por eu não ter visto.

Sabe como isso é visto, até mesmo por nós brasileiros? “Retrato da nossa realidade”. Olha, essa realidade pode até existir, mas eu não concordo que essa seja a ÚNICA realidade existente no Brasil. E eu nunca entendi como os cidadãos do Rio de Janeiro ajudaram na mega promoção de algo que diz para o mundo: olhem a nossa realidade!

E é exatamente isso que o povo de fora pensa! Eles realmente acreditam nos filmes, sabe. E as notícias que chegam aqui só corroboram com isso. Os Estados Unidos vivenciaram toda a desgraça colombiana no período Pablo Escobar – que, aliás, tem caído no esquecimento no Brasil – e agora estão todos ouriçados com essa “possível guerra” entre Equador, Colômbia e Venezuela. E toda vez que a CNN relata alguma operação militar nas favelas cariocas, a pessoa é transportada diretamente para a situação do filme, incluindo para a mesma assinatura fotográfica utilizada na produção. Porque, para eles, essa é a melhor descrição do que é a realidade do Brasil.

Claro que temos um grande número de miseráveis e pessoas em situações drásticas como a contada por Fernando Meirelles, que eu já sabia ser um bom diretor mesmo antes desse filme, mas, calma lá, só existe essa? E todo mundo aplaude de pé, elogia, teoriza. Bom, cada momento de orgulho exarcebado direcionado a Cidade de Deus é um passo em direção à transformar toda essa situação social inaceitável em algo semi-idolatrado. Leonardo Paeja que o diga, ainda bem que – ainda – não virou filme.

Agora vemos o novo fenômeno: Tropa de Elite. (Não, não vou colocar a foto do Capitão Nascimento segurando a metralhadora. Aliás, alguém deveria contar quantas vezes aquela foto foi publicada até hoje. Deve ser um recorde histórico perdendo só para o Stars Kid!)

E lá vem mais violência. Esse eu até quero ver, por gostar de filmes de ação, mas caiu novamente como uma bomba na cabeça dessas pessoas limitadas desse país. Mesmo as mais intelectualizadas sofrem com essa “definição de Brasil”, afinal de contas, anos atrás, elas viram Cidade de Deus e sua dura realidade, agora elas vêem “o outro lado” com a Polícia tentando reagir. Acham até que o filme foi bancado pela ideologia governamental para “encobrir a verdade” que o Meirelles mostrou. Acho que o Padilha daria risada ouvindo isso.

De qualquer forma, mais violência. E essa opinião é compartilhada pelos correspondentes de outros países baseados em LA também. Eu pareço mais ET do que o normal quando eles vêm perguntar sobre os filmes e eu digo que não vi, pois não gosto. Uma espanhola outro dia veio me dizer que eu era um direitista enrustido e que tinha medo da verdade. Eu nem gosto de política. Aí eu cacetei: filha, imaginou se a Espanha só fizesse filme sobre o ETA e gente pobre? Você gostaria de ver seu país como uma favela gigante, sendo que o cinema não muda muito essa tal realidade?

É claro que ela se sentiu ofendida, pois a Espanha “nunca seria uma favela gigante”. “Pois é, e o Brasil também não é e pronto.” Eu vivo nessa utopiazinha na minha cabeça, de que a gente poderia fazer algo para resolver o problema, em vez de ficar abusando para fazer mais dinheiro e aumentar mais ainda a diferença, mas pelo menos tento lembrar das coisas boas. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias fez sucesso, eu vi e gostei, assim como muita gente aqui também, mas ninguém fala muito, pois já começam a falar de Elite Squad, sobre ser “eye-openner” e blábláblá.

Infelizmente, com raras exceções como Deus é Brasileiro (que mostra a miséria, mas com outro olhar e entrega uma mensagem positiva), O Casamento de Romeu e Julieta e Redentor, o Brasil não investe muito em filme de comédia, ação, guerra, ficção, etc. E acho que a fórmula Sexo, Amor e Traição já deu o que tinha que dar, não? Acho que a última vez que arriscaram uma ficção legal foi com Buffo & Spalanzani, que uma meia dúzia de pessoas viu, sem contar a família do Dr. Albieri. Temos sempre que bater na mesma tecla para tentar o Oscar? Aliás, se tivesse sido indicado esse ano, perdia. Tinha filme sobre o holocausto na parada. Pensando bem – se o objetivo é Oscar e não promover a cultura –, façam logo um filme sobre o Mengelle, clã Barreto. Aí vocês podem tratar do holocausto, colocar os judeus em voga (a Academia adora), fazer um belo dramalhão e brigar firme pelo Oscar. Só não dêem a direção pro Jaime Monjardim que ele já estragou Olga.

Enfim, eu tenho orgulho em ser brasileiro, só vim para cá por oportunidade profissional, ficaria no meu país sem dúvida, caso fosse possível financeiramente, mas, nesse aspecto, tenho a liberdade de dizer: não gosto disso e não gosto da imagem que esses filmes e o carnaval nos dão. Dane-se o que os americanos pensam. Eles vão nos visitar com os bolsos cheios, ficam 3 dias no Rio, acham que tudo é lindo e voltam para cá. Mas, alguns, justamente por causa dessa realidade começam a achar perigoso visitar a nossa terra. E isso é um baita motivo de orgulho, né? Um Oscar vale tudo isso?

Tem os dois lados. Sempre tem os dois lados.

Claro que tem gente que vai achar um absurdo, dizer que eu não entendo nada de cinema brasileiro, blablabla. Talvez eu não saiba mesmo, nunca foi o meu forte, mas, é assim que eu penso e não comprando briga com ninguém por gostar, só estou mostrando que há conseqüências para essa insistência. Com certeza tem filme bom por aí, mas no circuito comercial mesmo, essa é uma das realidades. Quem me dera meus amigos do Abquar conseguissem chegar ao ponto de financiarem o material. É conscientizador, ficção científica, 100% brasileiro… mas não ganha Oscar, então.

Aliás, quanto vale um Oscar para a nossa identidade mesmo?

Constado às 14:19 em Lakers, Viagem | 12 Comentários | 

Staples Center - Lakers 106 x 88 Heat

O mundo dos esportes é feito de paixões. Sou mais que apaixonado pelo grande Corinthians (independente de divisão!), piro com a Canarinho em campo contra qualquer um e tinha os Los Angeles Lakers como sonho de consumo, mas algo distante, já que parecia impossível vir até aqui e, quiça, descolar um ingresso sem comprar season tickets. Bom, ontem de noite tudo isso mudou.

Só para registro, comecei a gostar do Lakers quando a Bandeirantes passava os jogos da NBA, ou seja, a Era Magic Johnson. Embora o Jordan seja Jordan, algo me atraiu mais nos Lakers. Acho que o Magic era mais carismático e o Luciano do Vale puxava mais o saco dele do que do Jordan. Enfim, gostei do cara e do time. Daí para conhecer Wilt Chamberlein, o Dr. J, e o melhor, Kareem Abdul-Jabbar - que estava no jogo ontem - foi um passo. Até lembro da escalação do time naquela época: Ace Green, Magic Johnson, Vlad Divac, Worthy e mais um que eu sempre esqueço. hehe.

*valeu pelo toque Gavião*

Por conta meu amigão Mister M (sim, ele mesmo, o do Cid Moreira), conheci uma apresentadora de TV chamada Ana Ligia Galvão, também conhecida como Primeria Miss Brasil Los Angeles. Nem precisa dizer que a mulher é bonita que só, mas a beleza não chega perto da empolgação, força de vontade e alto astral. Enfim, a doida da Ana resolveu me levar para passear. Primeiramente, conheci o papa da atuação Vincent Chase. Sabem a série Entourage? Então, o personagem principal leva o nome dele. Só! Gente fina pacas, aliás! Velinho, mas com um senso de humor afinado.

Bom, a reta final do passeio foi nada menos que o Staples Center, a arena simplória e diminuta construida para ser a casa dos Los Angeles Lakers. Aquilo é gigantesco, maravilhoso e dá uma inveja danada. Especialmente para um cara que freqüenta campo de futebol como eu. Custava ser um pouco parecido e melhorar a qualidade no Brasil, pô? Enfim, lá estava eu diante estádio do meu time de coração.

De qualquer maneira, conseguimos ingressos com cambistas - só havia 5 ingressos disponíveis na bilheteria e US$ 200 cada um. Os Lakers de Koby “MVP” Bryant enfrentariam o Miami Heat, de Dwayne Wade. Aos Lakers cabia a vitória para marcar mais um ponto na série de 9 consecutivas. Já para o pessoal de Miami, restava resistir à pressão de casa cheia para parar a avalanche da Califórnia.

A torcida não dá tanto show como no Brasil, mas eles tentam aparecer! Inclusive a mina que viu que estava no telão e não teve jeito: levantou a blusa exibindo seus dotes. O câmera sacou que ela ia fazer, mas não conseguiu sair tão rápido quanto gostaria! :)

O jogo:
Primeiro quarto foi um passeio do Lakers, que abriu mais de 10 pontos de vantagem em várias vezes. O placar mais elástico, porém, foi 22 a 6. Mas aí o time da casa vacilou e a diferença caiu para 5 pontos. Kobe jogou bem, mas tinha que resolver sozinho já que, desde o primeiro quarto, Fisher estava armando mal e errando muitos lances de 3 pontos. A pedida parecia clara: Farmar na armação, mas Phil Jackson não concordou comigo (haha) tão rápido.
O Lakers ficou na liderança o tempo todo. Mas podia ter sido melhor, tanto que Kobe Bryant marcou apenas 21 pontos, por conta da péssima partida de Fisher que, quando ficou insuportavelmente inconstante, foi substituido pelo Farmar que fez 24 pontos, graças a uma noite inspirada nas cestas de 3. O Miami esboçou alguma reação, mas nunca chegou mais perto que 5 pontos. O jogo foi bom, a defesa do Lakers anulou Wade e eu vi um dos lances mais bonitos do basquete até hoje.

Esse aqui, com direito a passe de costas do Bryant.

Fim das contas: Lakers 106 + 88 Heat.

Um sonho realizado. E, pelo menos, uma paixão em comum com meus tempos de Brasil, que posso curtir melhor aqui. Fiquei sem voz, mas lá pelo terceiro quarto. Em jogo do Timão a voz some na metade do primeiro tempo! :)

Eu e os Lakers!

Constado às 15:41 em Viagem | 10 Comentários | 

Vá de Busão.. sei, sei!

Como já disse a vocês, ainda estou sem carro nessa cidade onde tudo é longe. Sem exceção. A razão pela qual fiquei sem blogar nada nessa semana – e os acessos foram lá pro chão.. haha – é que passei 3 dias envolvido com matérias nos Estúdios Walt Disney que ficam… longe!? Será? A cidade é Burbank, onde “teoricamente’’ vivia o personagem do Truman Show, ao lado de Los Angeles. De carro demora 15 minutos, sem brincadeira, rapidinho. A pé deve levar umas 4 horas, mas cansa e eu não sabia o caminho direito e chegar suado no evento não seria legal, então resolvi ir de busão!

Ah, um esclarecimento, curiosamente o ônibus chama Metro e o metrô é subway mesmo.

Pontos positivos do busão:
- Tem site para você planejar sua viagem. Aqui. É muito legal, já que os ônibus cumprem o horário. Sim, eu sei que isso é inviável ao extremo no Brasil, mas é uma ferramenta ótima!

- É vazio. Serve essencialmente para idosos, deficientes, chicanos pobres, mendigos e, claro, pro Barretão! Que paga de Ipod e lê livro em português – que é chique aqui – no meio da galera.

- Essa é bem legal: já que os deficientes usam e muitos dos velhinhos são meio cegos ou surdos, o busão tem um sistema de áudio e letreiro digital que avisa com antecedência todos os cruzamentos, ou seja, todos as paradas, já que, literalmente, tem uma em cada quarteirão.

Pontos negativos do busão:
- Embora o horário seja cumprido, se você precisa pegar mais que um ônibus, há uma espera que varia de 25 a 50 minutos entre um e outro.

- A quantidade grande de paradas e o fato de que, com a grade de horários todo mundo saber quando o danado passa, sempre há pessoas em praticamente todos os pontos. Ou seja, o tempo até o destino é bastante longo.

- Dentro de Los Angeles, especialmente, os motoristas desconhecem o termo Curva. O trajeto prevê apenas linhas de ônibus nas principais avenidas. Imagine um retângulo de pé, os ônibus cortam a cidade apenas no sentido longitudinal e cruzam todos os bairros envolvidos.

O resultado dessa brincadeira é que você tem que sair, pelo menos, duas horas para chegar a qualquer lugar. Foi assim para as entrevistas de As Crônicas de Spiderwick, que aconteceram em Beverly Hills, e a mesma coisa aconteceu com a Disney. E, claro, vai ser assim amanhã quando eu for entrevistar o Jack Black por Kung Fu Panda. O duro é que o filme é em Glendale, que fica uns 15 minutos da minha casa, e a entrevista acontece do lado de uma estação de metrô, que dá pra ir na boa. Mas essa coisa de fazer uma parte aqui e outra na casa do chapéu é mortal.

Mas dá para conhecer a cidade. Por exemplo, de ônibus eu vi os Poços de Piche de La Brea (La Brea é uma avenida), aquele que aparece no filme Volcano. Também conheci uma parte do Zoológico.

Tar Pits

Por conta do tempo, basicamente eu jogo 4 horas do meu dia pela janela. Ou seja, preciso de um carro. Aceito doações, food stamps, moedinha, qualquer coisa! Hehehe! Borbs, cadê o meu salário?

Ah, esqueci de dizer, sabe quanto custa o ônibus e o metrô? US$ 1,25. E tem um passe integrado que vale para o dia todo e custa US$ 5,00. Ou seja, com R$ 10,00, você pode usar o metrô e o ônibus quantas vezes quiser durante um dia!!!!

Constado às 17:15 em Comportamento, Viagem | 14 Comentários | 

O Templo de Shiloh!

Borbs! Shiloh mandou uma mensagem com cheiro de couro ontem! Fui pegar o metrozão na Vermont/Wilshire quando dou de cara com a loja da Salvadora, ou melhor, a Primeira Igreja de Nossa Shilóh Aparecida!!! Shiloh já possuiu seu pequeno templo para devotos e crentes na salvação eterna vinda de Brangelina! O instrumento da salvação são sapatos, correntinhas, sandálias e outras apetrechos femininos! Seriam as mulheres as primeiras a serem salvas por Ela? Amém!!!

Seria esse um sinal? A notícia do momento é que Angelina Jolie está grávida, de gêmeos!!! O dia do juizo se aproxima! A mãe da Salvadora vai trazer mais dois rebentos divinos - e milionários - para nosso mundo! Como somos bem-aventurados por viver nesse período abençoado, irmão Borbs!

Você precisar vir orar, irmão Borbs! A Salvadora clama por sua presença! Venha ao templo, compre sapatos e assessórios baratinhos para a Tay e seja, de vez, o porta voz da palavra Shilônica ao mundo!

Shiloh é a salvação, né Pastor Getúlio?!?!?

Constado às 12:25 em Viagem | 2 Comentários | 

Oeeeeee.. zoia eu na loja da Apple, postando de um MacBook Pro com uma tela gigantesca de 21 polegadas!!!!Ai meus sais… nao tenho grana pra comprar nada aqui, e tmb nao tenho acento.. hahahhahahahahhaIsso aqui e um inferno! Tem gente saindo pelo ralo!!! IPhone virou mania, mesmo nao servindo pra nada. A Galera e alucinada pelas tralhas do titio Jobs. Impressionante!!!! Um dia eu chego la! Agora vou na FAO Schwartz que fica aqui do lado…. vai ser duro resistir, mas e por uma boa causa!Barretao out! 

uv