A batalha estava próxima,
Mas ela ainda não sabia.
Os rumores da guerra tomaram a vila.
Calmo ele permanecia.
A primavera chegara.
E com ela a guerra.
Senhores e servos.
Pobres e ricos.
Não haveriam rosas brancas,
Aos pés daqueles que morreriam.
Não eram bolos de viagem,
Nas mãos daqueles que não regressariam.
Seu espÃrito clamou.
E ela atendeu.
Para seu amado, nada de frivolidade.
Ela não queria piedade.
Para vê-lo retornar,
Oferenda melhor não havia.
E, no fundo, ele sabia,
Que precisaria lutar.
No dia da partida houve comoção.
Mulheres choravam com emoção.
Guerreiros partiam já saudosos.
Seus filhos olhavam curiosos.
Esperança e temor eram sua bagagem.
Debaixo das armaduras antigas.
E do couro surrado.
Levavam amuletos e forragem.
Um deles parecia não temer.
Sua partida parecia encantada.
Os passos de seu cavalo faziam o chão tremer.
Em sua bainha, estava a espada de sua amada.

*Esse foi um dos mais belos que já escrevi para você! Lembre-se!*

Escrevi esse conto há alguns anos ao lado da minha querida Silvia Penhalbel, além de cunhada, uma grande amiga. Como o próximo Harry Potter se aproxima, e também para não deixar vocês sem novidade para ler, tornar esse material público para valer parace uma boa idéia. Antes só estava disponÃvel no meu blog de poesias e contos. Espero que encontre mais apreciadores por aqui.
Com vocês, Acerto de Contas, um conto ambientado no Universo de Harry Potter.

O céu era chumbo e opaco.
Visto da pequena janela.
Olhos claros e cabelos brancos.
Nos rosto castigado.
Bondes por ali passavam.
Agora carros barulhentos.
E seus donos rabugentos.
As crianças já não mais passeavam.
Assim corria do dia.
Calmo e sorrateiro.
Como a garoa que caia leve.
E embalava a vida.
Lá estava ela.
Com seus cabelos brancos.
Mero detalhe.
Quase um entalhe.
Perdida e concentrada.
Dedicada a apenas olhar.
Como que para registrar.
Mais um dia de nossa caminhada.
Sem sair de sua janela envidraçada.
Pensamentos perdidos nas brumas do passado.
Sempre presentes como um eterno recado estampado.
Um leve olhar, uma alma iluminada.
Quase encantada!
Ali, apenas olhando,
Na janela.
Pela eternidade…